sábado, 31 de março de 2012

Aquisições - Março 2012

Começo o post das aquisições bem, porque um dos livros nem é deste mês... esqueci-me de o juntar à pilha o mês passado. O restante das aquisições centraram-se na promoção de -10% do Dia dos Namorados do Book Depository (fiz a encomenda dia 29 de Fevereiro... estive a receber livros até dia 26 - yay para a combinação BD+CTT), no caso dos livros em inglês; e em promoções, vales de desconto e livros de bolso, nos livros em português.


- On a Pale Horse, Piers Anthony
O tal livro dos mês passado, que ganhei num giveaway no blog Ruby's Reads da Ruby, oferecido pela Sarah do blog Workaday Reads. Thank you, Ruby and Sarah!

- It's In His Kiss, Julia Quinn, lido
- On the Way to the Wedding, Julia Quinn, lido
E chega ao fim esta série! Foram uns 5 meses muito bem passados, e a autora ganhou aqui uma fã. (Duas, porque a minha irmã também começou a ler a série.)

- The Last Echo, Kimberly Derting
- The Pledge, Kimberly Derting
Gosto muito desta autora, por isso tinha de mandar vir os dois livros, que saíram ao mesmo tempo.

- My Soul to Keep, Rachel Vincent
- Vixen, Jillian Larkin
- The Iron Duke, Meljean Brook, lido
- Exile, Rebecca Lim
Livros para vários desafios que estou a fazer, e uma promoção muito boa.

- Beautiful Days, Anna Godbersen
- Embrace, Jessica Shirvington
O primeiro é um livro para desafio; e eu sei que disse que não ia comprar livros que fossem debuts YA de 2012... mas estava mesmo curiosa acerca do segundo. E o HC é muito bonito, com um design muito bom.

- The World of the Hunger Games, Kate Egan, lido
Mais um livro para a colecção em torno dos Jogos da Fome.

- A Lucky Child, Thomas Buergenthal
Comprei este livro na Fnac por cerca de 5 euros... quando no Book Depository está a 16. Não sei o que originou a promoção, mas o livro encaixa com a temática de dois em português que adquiri este mês.


- A Filha dos Mundos, Inês Botelho
- A Independência de Uma Mulher, Colleen McCullough
- Os Homens que Odeiam as Mulheres, Stieg Larsson
Felizmente, vai-se vendo algum investimento das editoras neste formato...

- A Cidade dos Anjos Caídos, Cassandra Clare, lido
- À Procura de Alaska, John Green
Entre dinheiro em cartão Continente, e vale de desconto Fnac, não gastei nenhum dinheiro no segundo, e dei uns 6-7 euros pelo primeiro. Ainda dá para ir juntando algumas promoções...

- Memórias de Anne Frank, Theo Coster
- Clara, a Menina que Sobreviveu ao Holocausto, Clara Kramer
Estavam a oferecer o segundo na compra do primeiro (por apenas 12 euros!), na Fnac.pt, foi de aproveitar.


- Bourne, Lisa T. Bergren
 Por fim, comprei o meu primeiro e-book. Há algo de fantástico em acordar com o capricho de ler este livro (na verdade, novela) da autora e passados 10 minutos, estar a passá-lo para o e-reader. Se bem que adoraria que continuassem a publicar os livros dela em papel...

sexta-feira, 30 de março de 2012

A Cidade dos Anjos Caídos, Cassandra Clare


Opinião: Cassandra Clare, mas que raio é que fizeste com o Jace Wayland Lightwood Morgenstern Herondale whatever, o tipo mais convencido deste lado do Universo? Porque é que ele passa boa parte do livro num pântano angst, privando-me das suas falas hilariantemente convencidas, mas mesmo assim não conseguiste fazer-me preocupar ou tentar perceber o que se andava a passar?

Este livro sofre claramente dum distúbio de seritis extendis (sim acabei de inventar), ou seja, duma extensão forçada de uma série de livros que não correu lá muito bem. O livro em si é menor do que os outros, e o enredo não é tão bem desenvolvido como nos anteriores. Tenta cobrir uma data de coisas e acaba por explorá-las um bocado mal. Até o clímax final, que me deixava tão cativada nos outros livros, me arrancou neste apenas um meh...

Houve coisas boas, claro (não pode ser tudo mau) - o humor da autora está lá, e alguns personagens têm maior destaque desta vez. Estou a gostar imenso do Simon e da Isabelle, e fiquei felicíssima quando o Magnus e o Alec voltaram da sua viagem, estou muito curiosa para ver o que está reservado para estes quatro.

Gostava que a parte do vilão tivesse sido melhor preparada, pareceu que vinha do nada... mas achei interessante a escolha de vilão, e as suas razões. Tendo em conta o fim, pergunto-me o que é que a autora tem em mente para o próximo livro... para o Jace em particular.

Para terminar, tenho que comentar que o preço da edição deste livro em português é um roubo. Ainda aceitava (se bem que relutantemente) pedirem 20 euros pelos livros anteriores, que tinham entre 360 e 400+ páginas. Mas por amor de tudo o que é sagrado, este livro tem 300 páginas. Não podiam ter baixado um bocado o preço? É ridículo, se não fosse o ter alguns livros da colecção assinados pela autora, e ter comprado este por uns 6-7 euros, graças a uns vales de desconto, provavelmente já me tinha passado para as edições em inglês. É assim que se perdem leitores em português. (Isso e levar mais de um ano entre publicar livros da autora.)

Enfim... podia ter sido melhor, mas ainda não perdi a fé na autora e na série.

Título original: City of Fallen Angels (2011)

Páginas: 312

Editora: Planeta Manuscrito

Tradução: Irene Daun e Lorena e Nuno Daun e Lorena

quarta-feira, 28 de março de 2012

On the Way to the Wedding, Julia Quinn


Opinião: Ai, Gregory, Gregory, seu tonto. O rapaz está tão apaixonado pela ideia do amor que se acha caído pela primeira rapariga bonita que vê à frente. Bem, em defesa dele, 10 minutos antes o Anthony estava a dar-lhe um sermão sobre ganhar juízo e assentar... irónico, já que tanto ele como o Benedict ou o Colin só casaram depois dos 30 anos.

É claro que para conquistar a sua "amada", o Gregory tem a ajuda da melhor-amiga-da-"amada"-armada-em-Cupido, Lady Lucinda Abernathy. (Que, já agora, não percebi porque é que mantinha o título. Se o irmão casa, quem fica com o título é a mulher dele. Pensava eu.) A Lucy é bem engraçada (achei giras as suas manias compulssivo-obsessivas), um pouco Emma (do livro homónimo de Jane Austen), já que está a tentar que a amiga olhe para homens mais meritórios que aquele a quem vota os seus afectos. Só que sai-lhe o tiro pela culatra, e apaixona-se pelo Gregory. Quando já está "praticamente" (como ela costuma dizer) noiva!

Achei este livro um pouco dramático. Primeiro foi o irmão e a amiga da Lucy que são apanhados em falso, depois ela é obrigada a casar por causa do pai, a seguir o Greg faz aquela figura no casamento (eu estava a torcer para que se conseguisse resolver o assunto ali), mas não, ela casa, é raptada por ele dentro da própria casa, e finalmente descobrem que o tio dela é que fez asneira e alguém quase leva um tiro. Se ao menos a Lucy tivesse tentado pedir ajuda antes de casar, evitava-se metade do drama, e o livro teria sido igualmente satisfatório. É que um enredo tão enleado parece mais cara da Hyacinth.

Enfim, assim que ultrapassei o overdrama, até me diverti. O Gregory é engraçado na sua obsessão com a Hermione e com o pescoço dela. E a Lucy é fofinha, lembrou-me um pouco a Penelope. Adorei ver a Violet ter a sua última conversa com um filho, ultimamente ela andava a dar conselhos muito bons. Também adorei o aparecimento do Anthony e da Kate, mais de 10 anos depois e ainda são tão fofinhos. O epílogo foi uma coisa bem divertida de se ler, pois descobrimos que o Greg e a Lucy ultrapassam a mamã e o papá Bridgerton e têm 9 filhos! Foi um fim bem engraçado para a série. A única coisa que podia ser melhor é a Julia anunciar que vai publicar os segundos epílogos em livro, e com uma árvore genealógica em condições a acompanhar.

Páginas: 384

Editora: Piatkus

segunda-feira, 26 de março de 2012

TAG: 11 perguntas

Regras:
1. Criar um post e responder às questões de quem te deu a TAG no post;
2. Criar 11 novas perguntinhas diferentes para passar adiante;
3.  Escolher 11 bloggers para dar a TAG e colocar o link delas no post;
4.  Ir para a página das bloggers selecionadas e dizer-lhes que foram tagueadas;
5.  Não se pode taguear a blogger que nos indicou a TAG;
6.  Avisar a blogger que nos passou a TAG quando fizermos o post sobre a mesma.

Bem, a este ponto do campeonato já fui taggada para responder a 11 perguntinhas algumas vezes... Seguem-se os vários conjuntos de 11 perguntas, mas desculpem-me, acho que não vou passar o TAG, pois nesta altura já toda a gente deve ter sido questionada. Aqui vão as minhas respostas:

O TAG da Kel do A Rapariga dos Livros:

1 – Qual o último livro que leste?
On the Way to the Wedding, de Julia Quinn, e estou a ler A Cidade dos Anjos Caídos, de Cassandra Clare.

2 – Qual o livro que ambicionas neste momento?
Hmm... devo mesmo responder a esta pergunta? Há tanta coisa que eu quero ler que nunca mais me calava. Mas destaco as duas partes em português do A Dance with Dragons do George R.R. Martin, as duas partes em português do 3º livro da trilogia de Kushiel da Jacqueline Carey, Clockwork Prince da Cassandra Clare, Foretold da Jana Oliver e Days of Blood and Starlight de Laini Taylor.

3 – Já conheceste alguém que fosse igual a uma personagem do livro?
Creio que não. Posso reconhecido traços de pessoas reais em personagens, mas acho que nunca vi alguém que fosse uma cópia chapada de um personagem.

4 – Qual o teu animal preferido?
Panda, raposa ou gato.

5 – Costumas ler livros com esse animal? Quais?
Que eu me lembre, não li nenhum livro que tenha estes animais proeminentemente. Ei, esqueci-me de O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, do Jorge Amado!

6 – Costumas ouvir música enquanto lês?
Sim, muito. Leio muito no autocarro e uso a música para "bloquear" os outros sons.

7 – Que tipo de música?
Quase sempre música com letra. Provavelmente qualquer coisa pop-rock ou uma banda sonora de um musical.

8 – Ler é algo de família?
Sim e não. O meu pai não costuma ler, mas a minha mãe costuma comprar e ler livros (tem uma bela estante), apesar de ter um ritmo mais lento que o meu.

9 – Ler é essencial para a tua profissão?
É, dado que estou numa profissão da área da saúde. Há sempre artigos, folhetos e outros que tais. Mas a minha profissão não requer que leia aquilo que costumo ler por hobby.

10 – Qual foi a tua motivação para criares um blog?
Partilhar as minhas opiniões, registar o que leio em cada ano, conhecer outras pessoas que leiam os géneros que costumo ler, descobrir novos livros.

11 – Desde que possuis o blog, achas que começaste a ler mais, ou é indiferente?
Não tenho a certeza. Sempre li muito, mas duvido que lesse mais de 100 livros por ano antes de começar a registar e de ter o blog.

O TAG da Rita do A Magia dos Livros:
1 - Se tivesses de te definir em 5 palavras quais seriam?
Inteligente, distraída, tímida, amiga, reservada.

2 - És feliz na profissão que exerces?
Esta pergunta não se aplica muito bem à minha situação, já que presentemente estou no estágio curricular do meu curso. Se ainda me considerar estudante, diria que ainda bem que estou prestes a deixar de o ser, porque estou a gostar muito do que estou a fazer no estágio.

3 - Qual é a profissão com que mais te identificas?
De momento, gosto muito daquilo que escolhi para a minha vida, que é a profissão farmacêutica. (Tendo em conta que ainda estou no estágio.) A única outra coisa que me imagino a fazer para o resto da vida é ler, mas se isso fosse uma profissão, deixava de ser feito por prazer.

4 - Se fosses uma personagem da BD qual serias?
Hmm... a Rogue (Vampira), dos X-Men.

5 - Qual o livro que mais te marcou até hoje?
Qualquer coisa da saga Harry Potter.

6 - Qual o último livro adquirido (comprado, trocado ou oferecido)?
Talvez A Cidade dos Anjos Caídos, de Cassandra Clare.

7 - Qual a última música ouvida?
Não me consigo lembrar. Foi qualquer coisa na rádio à hora de almoço.

8 - Qual a música que mais te toca?
Esta é difícil de responder. Músicas diferentes tocam momentos diferentes, e não sei escolher uma entre muitas.

9 - Com que animal mais te identificas?
Ver a pergunta 4 do primeiro TAG.

10 - O que estás a fazer neste preciso momento?
A responder a estas perguntas, a consultar o e-mail, o Facebook, e ver blogs.

11 -  Sem olhares para o relógio, que horas são?
22:40. Errei por 1 minuto.

O TAG da Patrícia Cálão do Chá da Meia-Noite:
1 - Séries ou Filmes?
Neste momento, séries. É o que vejo mais.

2 - Preferes viver no mundo da fantasia ou na realidade?
Eu gostava de dizer fantasia, mas aí isso tornar-se-ia a minha realidade, não é? Ainda assim, prefiro manter os pés na realidade, por mais problemas que possa ter.


3 - Imagina que podias construir a tua própria biblioteca particular. Como seria? Que livros teria? Como a decoravas?
Ah... alguém está a ver a biblioteca do Monstro no filme A Bela e o Monstro da Disney?

4 - Ilustrar ou Escrever?
Quem me dera saber desenhar. Mas ainda assim, prefiro escrever.

5 - O que te levou a escrever sobre livros no blogue, (ou a começar um blogue literário)?
Ver resposta à pergunta 10 do primeiro TAG.

6 - Qual é a tarefa doméstica que mais abominas?
Passar a ferro e limpar pó.

7 - Onde queres estar daqui a dez anos?
Neste momento, não consigo planear a tão longo prazo.

8 - Qual foi o teu primeiro livro preferido?
Qualquer coisa da banda desenhada da Disney!

9 - Tendo em conta o teu ritmo de leitura até hoje, quantos livros pensas ter lido daqui por 5 anos (mais ou menos)?
550, talvez um pouco mais, talvez um pouco menos...


10 - Qual a melhor maneira de incentivar uma pessoa a ler, ou de "criar" hábitos de leitura numa pessoa que não gosta de ler?
Não sei se sou a melhor pessoa para responder a isso. Leio desde que me lembro, e nunca tive a oportunidade de incentivar alguém a ler quando não o costuma fazer.

11 - O que fazes para quebrar a rotina?
Combinar saídas com a minha irmã ou com amigos.

O TAG da Patty_sc do O Desafio da Leitura:
1 - A tua maior qualidade?
Inteligente e amiga.

2 - E o teu maior defeito?
Procrastinadora e indecisa.

3 - Qual foi o último livro que leste?
Ver pergunta 1 do primeiro TAG.

4 - Ler um livro após o outro ou misturar leituras?
Raramente leio mais que um livro ao mesmo tempo.

5 - Qual o livro que não conseguiste acabar?
A Lenda do Cisne, de Jules Watson. Ver aqui e aqui e aqui porquê.

6 - Ler e ouvir música podem acontecer juntos?
Claro. Ver perguntas 6 e 7 do primeiro TAG.

7 - Emprestas os teus livros a alguém ou guardas só para ti?
Não me importo de emprestar, mas não costuma acontecer muito, nem sei bem porquê.

8 - Como marcas onde vais na leitura (utilizas marcador, dobras o canto da página, etc)?
Marcador, sempre. Não gosto muito de dobrar o canto.

9 - Personagem com que te identificas?
Literária? Respondi isto no 45 Days Book Challenge, e não creio que tenha mudado de opinião entretanto.

10 - Autores que não conseguiste/quiseste voltar a ler?
A Jules Watson, a explicação está na pergunta 5 deste TAG.

11 - Filme adaptado de um livro que viste e que achaste que ficou muito distante do livro?
Neste momento só me lembro de filmes adaptados de livros que gostei, e com esses tenho ficado satisfeita. No entanto, tenho um exemplo a dar nesta pergunta - não é filme, mas sim série - a série The Vampire Diaries, baseada nos livros homónimos da L.J. Smith. A adaptação é muito boa, totalmente guilty pleasure, mas não tem nada a ver com os livros.

E... acabou! Ufa! Se ainda estiverem a ler, parabéns! Ganharam um prémio de paciência! ;)

domingo, 25 de março de 2012

Uma imagem vale mil palavras: Os Jogos da Fome

Welcome, welcome... to the 74th Annual Hunger Games! (*ler com a voz da Effie*)

Foi uma noite interessante, sexta-feira à noite. Combinei com uma amiga e com a minha irmã ir ver este filme, e entre as três tínhamos perspectivas diferentes dos livros - eu já li o primeiro duas vezes (e os outros uma vez), a minha irmã leu a trilogia completa pela primeira vez o fim de semana passado, e a minha amiga não leu os livros (ainda, estou com esperanças de a converter).

E posso dizer que foi uma experiência fantástica! Acho que estava tão imersa no que se estava a passar à minha frente, que sofria com os personagens - eu chorava e ria, e até dei um salto na cadeira quando apareceu o primeiro mutante. Estava receosa devido às minhas expectativas, mas não tive motivos para sair desapontada da sala de cinema. O realizador, suspeito, deve ter ficado fã dos livros, e tendo em conta o envolvimento da autora no guião, fiquei muito satisfeita com as pequenas alterações que foram feitas.

É difícil traduzir a narrativa na primeira pessoa dos livros, já que muito acontece "na cabeça" da Katniss, e apenas na sua perspectiva. Adorei poder ver aquilo que se estava a passar na sala de controlo da Arena (e o raciocínio por trás daquilo que é lançado aos tributos), e aquilo que se passava com o Haymitch e com os Produtores. Por outro lado, alguns pormenores podiam ser melhor explicados - acabei por ser eu a explicar à minha amiga a backstory por trás de Panem e dos Jogos, ou a importância de o Gale estar inscrito para a Ceifa 42 vezes, contra a única vez da Prim.

Quanto aos cenários... bem, a Arena foi bastante próxima daquilo que tinha em mente. Com excepção da Cornucópia, que eu tinha metido na cabeça que era mais pequena, apesar de saber que haviam personagens a andar e a lutar em cima daquilo. O Capitólio estava muito interessante, com um ar imperialista nos exteriores e anos 70 nos interiores. O Distrito 12 é ainda mais pobre do que me tinha permitido imaginar.

A Jennifer como Katniss estava muito bem. A Katniss não fala muito desde que entra na Arena, e deu para transmitir muita coisa com o olhar e o corpo. Acho que foi ela que me fez vibrar com cada momento - a Ceifa, a morte da Rue, os perigos na Arena... até as cenas dela com o Peeta na Arena. Os vestidos e roupas que ela usa no Capitólio, que eram uma coisa que estranhamente me obcecava, estavam bem giros - gostei imenso do vestido no final.

O Josh como Peeta também me convenceu, oscilando entre o Peeta aterrorizado (por ter sido escolhido para os Jogos), o Peeta manipulador (que é uma faceta da qual é fácil as pessoas se esquecerem), e o Peeta frágil e protector da Arena. O Gale, por sua vez, não tem muito tempo de antena, mas o Liam é bastante charmoso e deu-lhe um ar mais interessante que o personagem tem no livro.

Dispensava os close-ups da cara do Gale  intercalados com as cenas da Katniss e do Peeta na Arena. Haviam umas galinhas na fila da frente que se mataram a rir com isso, mas o rapaz, com todos os seus defeitos, não merece risota. Suponho que isso encaixa com a lógica que o filme transmite, de a audiência no cinema se colocar na posição voyeurista de espectadores dos Jogos. Outro aspecto desta lógica é a câmara a abanar, em estilo documentário, que não me incomodou por aí além, mas deixou-me às aranhas nas cenas de violência.

Outros personagens que me surpreenderam... a Effie, clueless e focada nas aparências; o Caeser Flickman, no qual eu quase nem reconhecia o Stanley Tucci; o Haymitch, que acabou por encaixar mais no personagem da minha imaginação do que esperava. Algumas cenas com ele foram bem divertidas, mas senti falta de ele dizer à Katniss e ao Peeta o quão idiotas eles são tantas vezes como diz nos livros... e da "comunicação sem palavras" que ele tem com a Katniss, mas sei que não é possível passar isso para filme.

Alguns tributos tiveram tempo para brilhar, mesmo tendo pouco tempo disponível - a Rue estava adorável; o Thresh forte e silencioso; a Raposa (soubemos o nome verdadeira dela no filme - Finch) mostrou a espertalhona que é (e gostei daquela cena dela com a Katniss no início da Arena - elas olham-se e parecia um concurso de olhares como entre os animais - a Raposa desistiu primeiro); a Clove mostrou a pequena psicopata com facas que é, e o Cato brilhou naquela cena final que teve. É duro ver muitas ilusões deitadas abaixo, e perceber que se foi completamente manipulado - foi uma adição que gostei muito.

Gostei da adição do tumulto no Distrito 11 - é uma coisa mais do segundo livro, mas vai preparando a audiência para os próximos livros filmes. A morte do Seneca foi simbólica, e vimos certamente muito mais dele que no primeiro livro - só descobrimos o nome dele no segundo livro!

O fim também se desviou um bocadinho... não me importo de ver o Snow com ar maléfico (ele teve algumas cenas extra-livro interessantes, especialmente nas conversas com o Seneca), mas senti falta da angústia que senti na cena final do livro, entre a Katniss e o Peeta. As coisas acabam tão mal entre eles, e fiquei com a sensação que a cena no filme não transmitiu bem isso.

Bolas... estou aqui a torcer-me toda com saudades e com vontade de ver o filme outra vez. A primeira vez foi intensa, e gostei muito, saí do filme com uma sensação muito boa e satisfeita. A minha irmã também adorou, e a minha amiga disse que tinha gostado imenso e que estava tentada a ler os livros.

May the odds be ever in your favor!

P.S.: Antes do filme, e depois dos trailers, passaram um anúncio bem giro da Compal. Parecia que estava a ouvir uma música de um filme animado da Disney ou assim.

sexta-feira, 23 de março de 2012

The Iron Duke, Meljean Brook

This book is for the Steampunk Reading Challenge, hosted by Dark Faerie Tales.


Review: Well, this author was a very nice surprise. She balances the romance with a fantastic worldbuilding and exciting plot, and bonus, she discusses Portuguese pastry by page 4!

The plot, as I mentioned, is complex and takes many twists and turns, with a mystery that captivated me. I was rooting for Mina to find her brother again, and that she and Rhys would figure out what was going on. And the worldbuliding! So complex! I was very excited to discover the hows and whys behind the steampunk part of the book - the time under Horde rule, how people are divided between having bugs and mechanical parts, or not having them, the prejudices toward Mina and people like, the airships... everything!

As for the characters, Meljean Brook certainly creates some memorable ones. I wasn't a big fan of Rhys, because he is a bit too possessive and stalkerish for my taste (he even tries to get Mina into his bed using her brother's life as leverage... not cool, I would have used Mina's opium darts on him a lot more), and because he seemed so underdeveloped compared to Mina. It seems I never got what made him tick. (Pun somewhat intended.)

Mina, on the other hand, was a fully fleshed character. It was great to read about what she had to face every day, the support of her family and friends, how everyone who knows her really cares for her, and she still kicks ass and knows how to fend herself. I loved how she was devoted to her family. The romance was satisfying, with some interesting, steamy scenes. Though I would have liked Rhys to tone down his intensity, but I liked how the romantic part didn't overwhelm the rest of the story.

And there were so many other interesting characters! Yasmeen and Fox, who are the main characters in book #2 and seem to have a juicy backstory; Scarsdale, who I wish would have a story of his own and a happy ending - he is so amusing and interesting; and Newberry, who was such a good unofficial bodyguard for Mina, and of whom I'd like to see (well, read) more.

All things considered, I really enjoyed this book, despite the romance (that sounds weird, I know). Meljean Brook summons a complex, compelling story that made me think. I will certainly be reading more of her books!

Pages: 384

Publisher: Berkley Sensation

quinta-feira, 22 de março de 2012

Uma imagem vale mil palavras: The Jane Austen Book Club (2007)

Shame on me! Estava para comentar este filme a semana passada, pois tinha acabado de o ver na TV, mas... esqueci-me. (Ups!) Agora o meu comentário há de ser consideravelmente menor, pois o filme está menos fresco na memória.

A primeira coisa que gostava de destacar é que este filme (e correspondente livro, assumo) é um doce para qualquer fã da escritora - podemos passar o filme a identificar as cenas do mesmo com livros da Jane Austen. Achei piada a poder identificar os personagens do filme com personagens dos livros.

O enredo em si é muito simples, um grupo de pessoas reúne-se em volta das obras de Jane Austen para as discutir. Mas o que começou por uma ideia inócua acabou por ter o seu efeito na vida íntima e interior dos intervenientes, sendo que os momentos e situações têm alguma da delicadeza e da ironia da escritora.

O elenco é interessante, mas quanto a mim, destacou-se a Emily Blunt como Prudie, pela intensidade com que representou a personagem, tão complexa e cheia de nuances. Mas também gostei do personagem do Hugh Dancy, Grigg, por ser um fã de Ficção Científica e tentar que a Jocelyn ultrapassasse os seus preconceitos iniciais em relação ao género. Por outro lado, gostava que a Bernadette tivesse tido um pouco mais de tempo de antena, porque foi a única que me suscitou mais dificuldade em identificá-la com um livro/personagem de Jane Austen.

Depois de ter visto o filme, fiquei certamente com alguma curiosidade para ler o livro em que se baseia.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Picture Puzzle #5

O Picture Puzzle é um jogo de imagens, que funciona como um meme e é postado todas as semanas à quarta-feira. Aproveito para vos convidar a juntar à diversão, tanto a tentar adivinhar como a fazer um post com puzzles da vossa autoria. Deixem as vossas hipóteses nos comentários, e se quiserem experimentar mais alguns puzzles, consultem a rubrica nos seguintes blogues: Cuidado com o Dálmata; Chaise Longue.

Como funciona?
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens que representem as palavras do título (geralmente uma imagem por palavra, ignorando partículas como ‘o/a’, ‘os/as’, ‘de’, ‘por’, ‘em’, etc.);
  • Fazer um post e convidar o pessoal a tentar adivinhar de que livro se trata;
  • Podem ser fornecidas pistas se estiver a ser muito difícil de acertar no título, mas usá-las ou não fica inteiramente ao critério do autor do puzzle;
  • Notem que as imagens não têm de representar as palavras do título no sentido literal.

Puzzle #1
Pista: título YA em português; ou em inglês, se invertida a ordem das imagens.


Puzzle #2
Pista: título de fantasia em português.

Divirtam-se!

domingo, 18 de março de 2012

It's In His Kiss, Julia Quinn


Opinião: Que livro tão adorável! A Hyacinth e o Gareth são capazes e ser o casal mais fofinho de todos os Bridgertons. Ela é tão sunny, tão segura de si mesmo e tão confiante que nada a deita mesmo abaixo. Não tem traumas de infância, e os únicos problemas que se lhe notam são o desconforto quando algo a desconcerta, tira do sério ou da sua "zona de conforto".

O Gareth, por sua vez, tem daddy issues, mas ao mesmo tempo não lhe afectam a personalidade e o jeito carpe diem que ele tem. E é por isso que fazem um casal tão bom - são compatíveis, e o Gareth deve ser o único homem em toda a Inglaterra que é capaz de lidar com ela.

Gostei das cenas em que os outros Bridgertons apareceram, especialmente a Violet, que oferece alguma sabedoria materna à Hyacinth, e o Gregory, que entra para trocar alguns galhardetes com a Hyacinth - já me fazia falta ver alguma interacção fraterna, que se via mais nos primeiros livros, dedicados ao primeiro quarteto de irmãos. Fez-me falta o Colin, que parece que aparece em todo o lado, mas a verdade é que a Hy e o Gareth não precisavam de casamenteiro, pois encontraram o caminho um para o outro facilmente.

Por outro lado, a Lady Danbury! Tenho gostado imenso das intervenções dela ao longo dos livros, especialmente no Romancing Mr. Bridgerton, mas aqui revelou-se. Nunca tinha pensado nela e na Hyacinth juntas, mas realmente têm feitios parecidos. As leituras semanais delas eram tão divertidas.

Gostei bastante do enredo da procura pelas jóias, pois acho que viver uma pequena aventura é a cara da Hy, mas fiquei desapontada com o fim que teve. Mal li a pista final da Isabella (a avó do Gareth) percebi logo onde é que as jóias estavam escondidas, por isso recuso-me a acreditar que uma pessoa tão esperta como a Hyacinth não tenha percebido a pista em TREZE ANOS!!! A única coisa boa do epílogo é apresentar-nos a Isabella (filha da Hy e do Gareth), que parece uma miúda bem gira, bem filha de quem é. E dar-nos notícias da Lady Danbury, claro.

Fico curiosa para ler o último livro. O Gregory tem tudo para meter a pata na poça e arranjar sarilhos, por isso quero ver como é que ele se vai sair.

P.S.: Sinto-me extremamente defraudada com as imagens desta capa que há pela net! Dão a sensação que a capa é amarela, quando na verdade é verde clara. Uma pessoa ainda pensa que é daltónica.

Páginas: 384

Editora: Piatkus

sábado, 17 de março de 2012

A Million Suns, Beth Revis


Opinião: Depois de ler Across the Universe, fiquei plenamente satisfeita, e achei que o livro funcionaria muito bem como stand-alone. Não pensei que a Beth Revis tivesse ainda tanto na manga por desvendar acerca da nave Godspeed, e apesar de serem coisas que já me tinham ocorrido antes de ler o livro, gostei muito de o ver em papel.

Fascina-me a habilidade da autora em criar uma nave que está perdida no espaço há décadas, com uma sociedade auto-suficiente com as suas idiossincrasias e regras, e com os problemas que demonstram. Acho realista o caos em que os habitantes da nave estão a cair devido às circunstâncias presentes no livro. Custa-me admitir que o comportamento humano é assim quando se introduz uma mudança no seu quotidiano, mas é verdade.

O enredo tem um pequeno toque detectivesco, com a Amy a seguir pistas deixadas por Orion, e cruza a ficção científica bem presente no livro anterior (tanto em características como em temas) com laivos distópicos pelos problemas que se geram. Deu-me bastante em que pensar.

Quanto aos protagonistas, Amy e Elder... bem, não concordei com muitas das atitudes deles durante o livro, mas compreendo que não vissem outra hipótese. A Amy debate-se muitas vezes com o medo, mas consegue ultrapassá-lo; e quando ao Elder, estando na sua posição, preferia que ele tivesse tomado outras opções, mas com tantos problemas que a nave tinha, ele viu-se assoberbado. Gosto de ver como a relação entre eles evolui. Estou a torcer por eles.

O fim lança os nossos protagonistas e os habitantes da Godspeed numa aventura imprevisível... fiquei muito interessada em ver como é que as coisas lhes vão correr. (Tendo em conta a maneira como têm corrido nestes dois livros, imagino que em menos de nada alguém se vai passar e começar a matar pessoas.) A autora tem uma maneira de escrever e de criar as suas histórias que me agradam, e termino os livros dela simultaneamente satisfeita e desejosa de ler mais.

Páginas: 400

Editora: Penguin (chancela Razorbill)

quarta-feira, 14 de março de 2012

Picture Puzzle #4

O Picture Puzzle é um jogo de imagens, que funciona como um meme e é postado todas as semanas à quarta-feira. Aproveito para vos convidar a juntar à diversão, tanto a tentar adivinhar como a fazer um post com puzzles da vossa autoria. Deixem as vossas hipóteses nos comentários, e se quiserem experimentar mais alguns puzzles, consultem a rubrica nos seguintes blogues: Cuidado com o Dálmata; Chaise Longue.

Como funciona?
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens que representem as palavras do título (geralmente uma imagem por palavra, ignorando partículas como ‘o/a’, ‘os/as’, ‘de’, ‘por’, ‘em’, etc.);
  • Fazer um post e convidar o pessoal a tentar adivinhar de que livro se trata;
  • Podem ser fornecidas pistas se estiver a ser muito difícil de acertar no título, mas usá-las ou não fica inteiramente ao critério do autor do puzzle;
  • Notem que as imagens não têm de representar as palavras do título no sentido literal.

Puzzle #1
Pista: título em inglês; a terceira imagem tem a ver com um papel que esta actriz fez num filme do James Bond.


Puzzle #2
Pista: título em português; se bem que em inglês é pela mesma ordem.

Divirtam-se!

terça-feira, 13 de março de 2012

Prémio Dardos


A Kel do A Rapariga dos Livros [EDIT: e a GirlinChaiseLongue do Chaise Longue, e a Rita do A Magia dos Livros] (obrigada!) atribuiu-me este selo e torna-se minha missão passá-lo...


"O Prémio Dardos reconhece os valores que cada blogueiro mostra em cada dia no seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais... que, em suma, demonstram a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre as suas letras, entre as suas palavras."

A aceitação deste reconhecimento implica três regras:
1 - Se aceitar, exibir a imagem.
2 - Linkar o blog do qual recebeu o prémio.
3 - Escolher 15 blogs para entregar o Prémio Dardos.

Aqui vão os blogs a que passo o selo:

segunda-feira, 12 de março de 2012

Forgiven, Jana Oliver


Opinião: Preciso de inspiração. Como é que eu falo deste livro sem spoilar??? São os livros awesome que me criam mais dificuldades, porque eu quero cantar as virtudes dos mesmos, mas não estragar as coisas para os outros. Neste caso, ainda é mais difícil, dado que a autora, quando o escreveu, não tinha a certeza da continuidade da série (vai haver pelo menos um quarto livro - não leiam a sinopse, que é altamente "spoilerenta" para este ou para os anteriores), e deixou muito poucas pontas soltas, escrevendo um final explosivo e excitante que me pôs a virar vorazmente as páginas.

Como já vai sendo hábito, o livro começa quase imediatamente a seguir ao anterior, desenvolvendo a situação espinhosa em que a Riley se tinha metido. Devo dizer que as coisas não evoluíram bem como esperava, no entanto foram, talvez por isso, mais satisfatórias.

Adorei a maneira como a autora desenvolveu alguns personagens - por exemplo, os Demon Hunters, que até me caíram no goto. O Master Stewart também se tem revelado um personagem interesssante - e qualquer cena em que ele e o Beck entrem ao mesmo tempo é algo hilariante para mim, porque passo a cena a tentar imaginar as falas deles nos respectivos sotaques (escocês e do sul dos EUA, respectivamente). E o Peter é fantástico como melhor amigo da Riley. Qualquer dia torna-se num  Demon Trapper!

A parte mitológica está bem encaixada com o avançar da história, culminando numa batalha final espectacular entre Céu e Inferno no cemitério de Oakland. Que tortura foi virar estas últimas páginas, porque nesse dia só podia ler umas poucas páginas de cada vez! Estava a torcer para que a Riley resolvesse a situação e não me desapontou.

Felizmente, também é nesta parte que as duas personagens principais, e pelas quais eu tenho vindo a torcer desde o primeiro livro, finalmente ganham juízo - go Riley e Beck! Estes dois são épicos, com tanta coisa entre eles por resolver e tanta história para trás. É engraçado, eles compreendem-se melhor que ninguém, mas são incapazes de não resmungar um com o outro sobre tudo e mais alguma coisa. Durante o livro realmente ganham juízo, mas o Beck sendo ele próprio recai no seu comportamento autodepreciativo e autodestrutivo... grrr, espero que seja coisa para resolver no próximo livro. O Beck precisa de ver que tem valor, e dado o feitio lutador da Riley, quem melhor para lhe fazer ver isso?

Bem, agora só me resta esperar até Agosto para pôr as mãos no último livro. Se por um lado quase tudo foi resolvido, o que me deixa tranquila, por outro as coisas que faltam resolver deixam-me muito ansiosa e curiosa para ver o que vai acontecer. Bem, pode ser que tenha sorte e aconteça o mesmo que a este livro, que foi enviado uns dias antes da data de publicação. Seria óptimo poder lê-lo o quanto antes!

Páginas: 416

Editora: MacMillan Children's Books

domingo, 11 de março de 2012

Uma imagem vale mil palavras: Sherlock (2010) Temporadas 1 e 2

Dei-me conta que me esqueci de escrever um texto após ter visto a primeira temporada desta série. Que falta imperdoável! Bem, agora que acabei a temporada 2 [T2], vou (finalmente) fazer alguns comentários, que devem incluir a temporada 1 [T1], mas dado que a segunda está mais fresca na memória, deve ser sobre ela que as minhas opiniões se focarão.

Primeiro que tudo, devo mencionar o excelente trabalho dos escritores, que incluem de tudo nos episódios. Há momentos que me fazem meditar (muito, tendo em conta o final da T2 ou a complexidade com que os personagens são retratados), há momentos que me fazem rir (o episódio 1 da T2, A Scandal in Belgravia, tem tantos momentos divertidos que eu devo ter passado o episódio a rir que nem uma tontinha), e melhor que isso, conseguem ser fiéis ao material original, ao mesmo tempo que o trazem para o século XXI.

Depois, o fantástico trabalho dos actores, tanto os dois protagonistas, que é um prazer ver actuar, e que têm uma boa química, como o restante elenco de actores. O Martin Freeman é um Watson tão estóico a lidar com a quirkiness do Sherlock do Benedict Cumberbatch, que encaixa que nem uma luva no personagem. Adorei ver esta versão do Moriarty, louco descontrolado mas assustadoramente em controlo. Gostei muito da Mrs. Hudson, do Lestrade e da Molly, que têm, coitados, de lidar com a personalidade difícil do Sherlock em momentos diferentes. E o Mycroft está muito interessante, chegou a convencer-me que era o Moriaty no primeiro episódio em que aparece.

Gosto de como as pequenas comodidades do século XXI são incorporadas na história, e de como o seu uso é-nos apresentado no ecrã. Por exemplo, os personagens recebem um SMS e ele aparece na imagem junto ao telemóvel do personagem. Ou a incorporação dos mapas na perseguição no 1º episódio da T1. Ou o modo como mostram o Sherlock a deduzir pormenores sobre as pessoas com quem interage.

Acho que no conjunto, a série tem uma qualidade invulgar e faz um óptimo trabalho de trazer um personagem icónico para o século XXI. Tem pequenos piscares de olhos ao trabalho original, como o chapéu à Sherlock, e tem um formato curioso (temporadas de 3 episódios com 90 minutos), mas que estranhamente funciona - afinal, este é o formato por excelência das séries da BBC (pelo menos os period dramas, que são os que mais conheço). Recomendo vivamente.

sábado, 10 de março de 2012

Aquisições - Edição Aniversário 2012

Como prometido, aqui fica uma menção ao que recebi quando fiz anos, no fim de Janeiro.


Estes foram os livrinhos oferecidos pela mana, fiz-lhe uma lista e ela decidiu-se por estes.

- Forgiven, Jana Oliver
Um livro muito esperado; à semelhança do Wings of the Wicked, sou capaz de ter dado saltinhos quando o vi.

- Fated, Sarah Alderson
Depois de ter adorado o primeiro livro desta autora, não podia resistir a ler mais coisas dela, podia?

- A Million Suns, Beth Revis
Continuação do primeiro livro da autora, publicado o ano passado, também me deixa bastante curiosa.


A segunda parte das aquisições é da parte dos meus pais, que concordaram em juntar o dinheiro que faltava para esta compra. Tinha juntado algum dinheiro de parte, e decidi ceder à curiosidade e comprar um e-reader - creio que vai ser muito útil para ler os e-livros que já tenho, e quem sabe muitas outras coisas... como se pode ver pela imagem, é um Kindle Keyboard. Achei que não me ia dar bem com os outros modelos, e como todos parecem ter as mesmas características, investi neste e numa capa para o mesmo. Ainda estou a explorá-lo e às suas funcionalidades... quem sabe, posso mais tarde vir a fazer um post a descrever a minha experiência.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Wings of the Wicked, Courtney Allison Moulton


Opinião: Depois das revelações do último livro, Ellie e Will tentam voltar ao seu papel de, hã, protegida-e-Guardião, enquanto patrulham à caça de demonic reapers que ameacem os humanos. Mas um perigo que julgavam eliminado está prestes a ser acordado, os reapers atacam em força, e ambos vêm-se embrenhados numa guerra fatal e que poderão não vencer.

Sei que me queixei que o outro livro arrastava-se um bocadinho... mudei de ideias! Neste livro, a autora usa mesmo bem as quebras de ritmo para desenvolver os personagens e dar-nos umas cenas bem giras. Nomeadamente, qualquer uma que inclua a Ellie e o Will - é tão tortuoso e divertido vê-los a debaterem-se contra os seus sentimentos. É difícil não torcer por eles, especialmente porque passam por algumas coisas bem pesadas neste livro, e como par são, bem, épicos. Felizmente saem ilesos (ahem) dessas coisas, e muito importante, juntos. Dou pontos bónus à Courtney por não se coibir de escrever alguma cenas mais quentes.

Outros personagens ganham algum destaques com as pausas, especialmente o Nathaniel e a Lauren, e a Kate e o Cadan; mas também há alguns personagens novos, como a Ava e o Marcus. Devo dizer que estou a gostar da Kate e do Marcus como casal, e também estava a gostar da Lauren e do Nathaniel, excepto por um pequeno pormenor (que é "só" um grande spoiler do livro).

O Cadan ganha o desenvolvimento que merecia e eu clamava no outro livro, e OMG, finalmente uma autora consegue mesmo fazer-me ter compaixão, e até em certa medida torcer, pela potencial terceira roda do potencial triângulo amoroso que eu sei que ela está morta por escrever. Não vou aceitar nenhum final que não envolva o Will e a Ellie juntos (gasp!), mas quase desejo que o Cadan tenha o seu momento.

E já agora, a Courtney é evil! Digo isto porque não tem medo de matar personagens importantes de maneiras que me apanharam completamente de surpresa, e pior, deixaram a vida da pobre Ellie num farrapo. O período de luto foi tão pungente que eu também estava a modos que a fazer o luto com a Ellie e o Will.

Mitologia e worldbuilding, continuo a adorar. A abordagem à mitologia angélica/demónica é bem original e desta vez são introduzidos alguns jogadores importantes e interessantes... vamos ver o que daí vem no terceiro livro. De vez em quando suspeito que a Courtney é fã da série de TV Sobrenatural, devido a alguns pormenores, mas como eu também sou, não lhe levo a mal.

O final... gahhhhh cliffhanger alert! Again, a autora mostra o seu lado mais mauzinho e deixa um personagem com o destino pendurado, deixando-me a mim com o coração nas mãos; mas neste caso não aceito menos do que a resolução positiva do mesmo, por isso vai haver pelo menos uma fã (e suspeito que muitas mais) a cair para o lado se o impensável acontece.

Uma montanha-russa de emoções, é o que diria deste livro. Apesar de grandinho (o hardcover é lindo, btw), lê-se num instante, e eu só desejava ter mais horas no dia (ou menos horas ocupadas) para poder chegar ao fim mais depressa. Se bem que se soubesse do fim talvez não desejasse isso. Enfim, à parte isso adorei (ainda não se notou?), e bem podia estar aqui o resto da noite a escrever sobre o livro, mas a bem da brevidade (que é isso?) fico-me por aqui.

Páginas: 528

Editora: Harper Collins (chancela Katherine Tegen Books)

quarta-feira, 7 de março de 2012

Picture Puzzle #3

O Picture Puzzle é um jogo de imagens, que funciona como um meme e é postado todas as semanas à quarta-feira. Aproveito para vos convidar a juntar à diversão, tanto a tentar adivinhar como a fazer um post com puzzles da vossa autoria. Deixem as vossas hipóteses nos comentários, e se quiserem experimentar mais alguns puzzles, consultem a rubrica nos seguintes blogues: Cuidado com o Dálmata; Chaise Longue.

Como funciona?
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens que representem as palavras do título (geralmente uma imagem por palavra, ignorando partículas como ‘o/a’, ‘os/as’, ‘de’, ‘por’, ‘em’, etc.);
  • Fazer um post e convidar o pessoal a tentar adivinhar de que livro se trata;
  • Podem ser fornecidas pistas se estiver a ser muito difícil de acertar no título, mas usá-las ou não fica inteiramente ao critério do autor do puzzle;
  • Notem que as imagens não têm de representar as palavras do título no sentido literal.

Puzzle #1
Pista: título em inglês.

Puzzle #2
Pista: título em português.

Divirtam-se!

segunda-feira, 5 de março de 2012

O tamanho importa?

Desde que comecei a comprar edições de livros em inglês que tento navegar pela enorme variedade de tamanhos e formatos, variedade essa maximizada pelo facto de muitos livros terem edições americanas e britânicas. Pelo que me dou conta, os dois países têm uma lógica diferente de publicação e edição, daí derivando que quando um livro sai pela primeira vez em ambos os países, a edição e o tamanho sejam diferentes. As reflexões que vou apresentar são inteiramente minhas, a partir de deduções e da observação daquilo que costuma acontecer em termos editoriais. Posso estar enganada, e não usei nenhuma fonte oficial; peço que estejam à vontade para contribuir e corrigir quaisquer erros.

Nos Estados Unidos, as edições referidas costumam corresponder aos seguintes tamanhos (indicados em mm, com uma variação aproximada de 5 a 10 mm - usei o Book Depository para cruzar tamanhos de livros que possuo; não me entendo com o sistema de polegadas, mais usado em terras americanas e obviamente pela Amazon.com):
  • mass market paperback: a edição de capa mole mais pequena, quase cabendo numa mão, com uma largura de 105 mm e comprimento de 170 mm;
  • trade paperback: a edição de capa mole maior, com uma largura de 130-140 mm e comprimento de 200-210 mm;
  • hardcover YA: capa dura, com sobrecapa de papel, com uma largura de 140-150 mm e comprimento de 210 mm;
  • hardcover adulto: capa dura, com sobrecapa de papel, com uma largura de 160-170 mm e comprimento de 230-240 mm;
Os hardcovers adultos são aqueles com os quais estou menos familiarizada, mas dei-me conta que, por exemplo, os romances paranormais ou a fantasia urbana costumam sair em mass market paperback, e se a série se tornar muito conhecida é feita uma edição hardcover.

Para os livros YA, das duas uma: ou a editora aposta no hardcover (geralmente mais pequeno que o hardcover adulto) e faz uma edição com tamanho trade paperback cerca de um ano mais tarde; ou faz directamente uma edição trade paperback, ou talvez um pouco maior, do tamanho do hardcover, mas sempre em paperback (capa mole). Esta opção depende, suponho eu, da importância do autor, do poder económico da editora e do quanto está disposta a promover o autor, se este for novo no mundo da publicação.

No Reino Unido, os tamanhos não diferem muito, mas o nome das edições acaba por variar:
  • mass market paperback: a edição de capa mole mais pequena, que em tamanho equivale ao trade paperback americano, com uma largura de 130 mm e comprimento de 200 mm;
  • trade paperback: a edição de capa mole maior, com tamanho já próximo do hardcover YA, com uma largura de 140-150 mm e comprimento de 230 mm;
  • hardcover YA: capa dura, com sobrecapa de papel, com uma largura de 150 mm e comprimento de 240 mm;
  • hardcover adulto: capa dura, com sobrecapa de papel, com uma largura de 150-160 mm e comprimento de 230-240 mm;
A principal diferença entre as edições britânicas e americanas é que a edição de hardcovers parece ser mais rara por terras da Rainha. É muito frequente os livros (exemplos com que estou mais confortável: YA, romances, e fantasia urbana) saírem no tamanho mass market paperback. O trade paperback parece aparecer quando as editoras querem dar algum destaque ao livro. O hardcover aparece de vez em quando, sendo reservado a livros mais "interessantes", por trazerem um grande buzz ou serem grandes apostas da editora.

Confusos? Pois, quase parece que fazem de propósito! Para quem gosta de ter os livros bonitinhos na estante, na mesma edição, é por vezes complicado coordenar as compras. O Book Depository ajuda, pois na ficha dos dados bibliográficos costumam ter a indicação do país; em caso de dúvida, costumo consultar os sites da Amazon, pois a página britânica costuma só ter disponíveis as edições britânicas, e a página americana, a principal, tem disponíveis as edições americanas, excepção feita quando há edição num dos países e não no outro, ou quando a data de publicação nos dois países é bastante afastada.

Depois disto, a pergunta mantém-se: será que o tamanho importa? Diria que acima de tudo é o conteúdo que importa, mas pessoalmente tenho um gostinho em ter a estante bem arrumada, com livros do mesmo autor ou série juntos, por isso quando puder juntar o útil ao agradável, melhor!