sábado, 30 de novembro de 2013

Este mês em leituras: Novembro 2013

Que mês fraquinho. Não necessariamente na qualidade das leituras, mas tenho andado numa fase em que me distraio mais facilmente, e em que ando com menos tempo e vontade de ler... o que é irónico, tendo em conta que até tenho um horário mais relaxado. Venha um mês de Dezembro menos stressante (ah, boa sorte, porque não é o mês do Natal, nem dos balanços, nem nada) e mais produtivo.

Opiniões no blogue


Os livros que marcaram o mês

  • O Voo do Corvo, Juliet Marillier - preciso de repetir o nome da autora? Porque sendo assim, está tudo dito;
  • A Quinta dos Animais, George Orwell - amei o sentido de humor e de sátira do autor a construir esta história... entre este e o 1984, fiquei fâ;
  • Especiais, Scott Westerfeld - este marca pela negativa, achei fraquinho... o autor não é excepcional, pelo contrário, é mediano, mas costuma fascinar-me e entreter-me; a este faltou-lhe mesmo ali qualquer coisinha;
  • Allegiant, Veronica Roth - para o bem ou para o mal, o livro anda nas bocas dos fãs. Eu, que gosto da trilogia, não podia deixar de ler. Ainda me falta um bocadinho para acabar, talvez o faça ainda hoje... Suponho que vou reservar quaisquer veredictos até postar a minha opinião. Ou pelo menos até acabar de ler o livro. Mas vou desdizer-me e mencionar que me parece que vai marcar o mês pela positiva.

Outras coisas no blogue


Aquisições

Sangue Final, Charlaine Harris
A Ironia e Sabedoria de Tyrion Lannister, George R.R. Martin
Há quanto tempo é que eu ando a querer ler o Sangue Final...? Parecia que estava sempre alguma coisa contra mim, caramba. E achei piada ao conceito do segundo livrinho... eu adoro estes companions que se publicam em torno de algumas séries, por isso não resisti.

Um Atalho no Tempo, Madeleine L'Engle
Quando Tu Eras Meu, Rebecca Serle
Austenlândia, Shannon Hale
O Voo do Corvo, Juliet Marillier
Comprados com vales de desconto e afins, entre eles um livro muito esperado.

O Homem do Castelo Alto, Philip K. Dick
Estava a 5€ no Fórum Fantástico. Podia lá eu resistir ao seu canto de sereia?

O Juramento da Rainha, C.W. Gortner
Cartas da Nossa Paixão, Karen Knightsbury
Reli recentemente uma opinião mais antiga mas bem positiva duma blogger que até costuma dar boas recomendações de históricos, por isso fiquei curiosa acerca do primeiro. O segundo vinha de oferta.

Allegiant, Veronica Roth
Preciso de explicar? Ando obcecada com esta leitura há ano e meio.

Just One Year, Gayle Forman
A Gayle dá-me sempre uns livros lindos e terrivelmente emocionais, por isso não espero outra coisa desta duologia, que aproveitei para adquirir por o segundo livro (este) estar a um preço estupendo. A piada da coisa é o que primeiro livro da duologia foi enviado primeiro, segundo o Book Depository, mas este é que já me chegou às mãos. CTT de Portugal, já disse por estas páginas o quanto vos adoro? É que não posso começar a duologia pelo fim, bolas.

Frigid, J. Lynn/Jennifer L. Armentrout
Sentinel, Jennifer L. Armentrout
The Shadowhunter's Codex, Cassandra Clare, Joshua Lewis
A Jennifer é para mim aquilo a que os americanos chamam uma auto-buy author, qualquer coisa que ela publique vem cá para casa. O que me deixa ligeiramente aborrecida por ainda não lhe ter conseguido pegar, especialmente porque o Sentinel é o último da respectiva série e quero mesmo saber como acaba. O The Shadowhunter's Codex, devo dizer que é lindo? Visualmente estimulante? E perfeito para uma fã destes livros?

Os livrinhos da Disney nem tive oportunidade de lhes pegar, reflexo do mês mais abstraído que tive. Os livros em capa dura e lombada preta a brilhar são da colecção DC Comics, incluindo o primeiro da segunda série, que lá acabei por comprar. Os últimos são da colecção Astérix do Público, que tenho estado a fazer. E aqueles ali são os volumes II e III das Aventuras de Dog Mendonça e PizzaBoy, devidamente autografados no Fórum Fantástico. Um destaque para os autores dos livros, que estiveram muito pacientemente a trabalhar nos autógrafos até tarde no último dia do FF. Fascina-me a capacidade de desenhar, ainda mais num curto espaço de tempo, coisas tão giras.

Apenas uma menção especial a algumas aquisições no Fórum Fantástico: duas Nanozine, a Lusitânia nº 2, o Almanaque Steampunk 2013 e a gazeta especial do projecto Winepunk. E suponho que posso mencionar de passagem a constipação que "adquiri" nesse fim de semana, foi uma aquisição especial do Fórum Fantástico que me deixou duas semanas assim, fora de forma e mal humorada.

A ler brevemente

Bem, este mês estou mesmo optimista. Planeio ler as BDs da Disney, que não contam para as leituras, mas merecem uma menção, porque a editora/distribuidora está de parabéns pelo primeiro ano de edições, continuem assim. Provavelmente reler o primeiro do Dog Mendonça/Pizza Boy e ler os seguintes. Continuar a ler a colecção DC. Ler o Sangue Final e o do Tyrion, que bem preciso de me rir um bocadinho com as saídas dele. Ler o O Homem do Castelo Alto e o Fahrenheit 451 para leituras conjuntas. E ler os livrinhos da Jennifer L. Armentrout, que até já me estão a dar saudades dela. (Até parece que não li um livro dela há pouco tempo.) E, finalmente, babar para o The Shadowhunter's Codex.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Colecção Super-Heróis DC Comics - Volumes 18, 19 e 20

Batman: Outros Mundos, Brian Augustyn, Mike Mignola, Doug Moench, Kelley Jones, Dan Raspler
Este é um volume deveras interessante, pela premissa que as suas historias encerram: expor o protagonista a outros mundos, a coisas que no universo e continuidade regulares o super-herói nunca encontraria.

A primeira história, Gotham by Gaslight, é a minha favorita. Bruce Wayne vive numa Gotham vitoriana, no fim do século XIX, e dá por si a caçar Jack o Estripador, o assassino que depois de aterrorizar Londres pôs os olhos em Gotham. Achei que os paralelismos entre o Bruce vitoriano e o Bruce actual foram bem estabelecidos, e adoro o cenário vitoriano e a presença de Jack o Estripador. Agradou-me muito a arte, e a sua combinação com a cor, dando um estilo algo vívido ao desenho.

A segunda história, Red Rain, é daquelas que uma pessoa haveria de pensar "porque é que ninguém se lembrou disto mais cedo?", porque a associação Batman > morcego > vampiro é quase demasiado óbvia. Mas ao mesmo tempo acho a ideia de um Batman vampírico um bocado tolinha, e por isso não consegui levar a história completamente a sério. Pelo menos conseguiu manter-me a atenção do princípio ao fim. Na arte, não sou a maior fã. Há demasiados rendilhados nos fundos, e não sei se me agradam muito as cores usadas.

A terceira história, Sanctum, achei-a demasiado curta para realmente me cativar. Mas apreciei bastante a arte, na qual já se vê muito do que o autor faz no Hellboy, ou assim mo pareceu, do pouco que conheço do Hellboy.

Super-Homem: Legião dos Super-Heróis, Geoff Johns, Gary Frank
Já tive um vislumbre da Legião dos Super-Heróis, através da Crise nas Terras Infinitas, história também publicada nesta colecção. E gostei imenso de os conhecer melhor. Quero dizer, a Legião tem demasiados integrantes para os conhecer a fundo, mas a história faz um bom trabalho a apresentá-la minimamente, e à sua relação com o Super-Homem.

A história entreve-me e manteve-me entrosada, e adorei o conceito de um grupo de super-heróis de várias origens que se juntam para proteger a galáxia. Gostei ainda do conflito no cerne do enredo, um conflito enraizado nos meandros da Legião e da entrada (ou não) de novos membros. Gostei da arte em geral, mas achei demasiado desconcertante ver a cara do Christopher Reeve no rosto do Super-Homem. Imagino que a ideia era fazer uma homenagem, mas foi algo que me causou estranheza durante toda a história.

Super-Homem e Batman: A Rapariga de Krypton, Jeph Loeb, Michael Turner, Ian Churchill
Não estou familiarizada com a mitologia do Super-Homem, nem conheço por aí além os personagens que o rodeiam, mas diverti-me a conhecer melhor a Kara. Prima do Kal-El, ou Super-Homem, cai na Terra muito depois do previsto (a ideia é que fosse ela a criar o primo), e acaba por ser o SH a ter de lidar com uma primita adolescente.

Gostei bastante de ler sobre a relação que o SH e o Batman têm, as tensões, as piadinhas, e como a aparição da Kara provoca toda uma panóplia de drama entre estes dois. O Bruce, claro, fica logo desconfiadão, enquanto o que SH está mais pronto a aceitá-la. Afinal, não é o último sobrevivente de Krypton.

Sobre a arte, bem, eu já conhecia o artista graças ao primeiro volume da série Witchblade. E há coisas que ele faz muito bem, gosto bastante das caras, por exemplo, que me parecem expressivas. Mas depois o homem tem uma pancada qualquer por tornar roupas normalíssimas em coisas estranhas, pelo menos nas mulheres. A sério, a Kara aparece duas vezes de calças de ganga, e das duas vezes tive vontade de bater com a cabeça nas paredes. Não, as mulheres não usam fatos de banhos como se fossem camisas, e não, não usam cuecas tão lá em cima, nem calças tão cá em baixo. *facepalm* Graças a Deus que não dá para mexer muito no fato da Mulher Maravilha, ou sabe-se lá o que é que ele tinha inventado.

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Gostaria ainda de deixar um breve comentário à colecção toda. Em geral tenho estado a gostar, e fiquei muito contente por ser apresentada a um universo que me era bastante desconhecido... mas estou a encontrar pouca variedade entre os títulos. Eu gosto muito do Batman, mas já chega de Batmans e Super-Homens, o universo DC não tem mais heróis?

E até nos autores escolhidos vejo pouca variedade, há alguns que aparecem logo umas 3 ou 4 vezes, em 20 volumes... não sei, tenho a sensação que a colecção Marvel do ano passado era mais variada, e teve direito a menos volumes (25 no total, esta vai ter mais 10, por isso 30 no total). Entre os títulos da segunda série DC, vejo mais Batman, mais Super-Homem, e repetição de alguns autores... *cof*Geoff Johns*cof*

Isto deu-me que pensar. Gosto muito destas edições, têm sido muito boas e bem trabalhadas, mas tanta repetição fez-me pensar se devia continuar a fazer a colecção. Ainda por cima mudaram de jornal, para o semanário Sol, coisa que me deixou intrigada. Enfim... Sexta-feira logo decido.

domingo, 24 de novembro de 2013

Especiais, Scott Westerfeld


Opinião: Ok, definitivamente posso definir a minha relação com o Scott Westerfeld e os seus livros como uma relação bastante atribulada. Porque adoro os livros da trilogia Leviathan, e em geral admiro os conceitos e os temas que ele apresenta, mas depois às vezes é tão fraquinho a desenvolver a história e a transmitir algo com ela (again, a trilogia Leviathan parece-me ser a excepção, talvez por serem os livros mais recentes dele), que fico extremamente frustrada com o resultado final.

Neste terceiro livro da saga Uglies - e tecnicamente o último da história de Tally Youngblood - a protagonista vê-se novamente numa posição diferente, com uma mentalidade diferente. E se bem que tenha sido muito interessante vê-la funcionar no modo "Especial", também me custou ler algumas das coisas que ela pensava, nomeadamente a superioridade em relação aos não-Especiais, como o Zane. As cenas com eles foram tão tristes.

Também tive alguma dificuldade com os Cortadores, o grupo em que Tally e Shay se inserem. Pensei que uma parte de ser Especial já era ter uma cabeça relativamente livre de influências, ou "borbulhante", usando uma expressão do livro. Mas depois descubro que este grupo de Especiais usa a auto-mutilação como forma de atingir o estado "borbulhante" ou "glacial". E enquanto que no livro anterior este tipo de comportamento auto-destrutivo era mais ou menos posto a uma luz negativa, aqui parece ser mais glorificado, e isso não está certo.

Apreciei a repetição do desenvolvimento de enredo, há uma certa ressonância no modo como a Tally começa a história numa dada posição, depois mostrando-se insatisfeita com essa posição e de certo modo ultrapassando as limitações da mesma. Mas não sinto que a Tally tenha realmente ultrapassado o ser Especial no fim do livro, tornando-se algo mais. Tem alguns momentos redentores, mas não sei se vejo uma evolução coerente que justifique o final que ela tem.

Sobre os personagens secundários, continuo a ficar algo furiosa cada vez que a Shay me aparece à frente. É que eu gostava dela e do que representava para a Tally (uma melhor amiga). Contudo, a relação delas danificou-se tanto que sempre que a Shay aparece é para recriminar e cobrar situações passadas à Tally, e o disco começou a tornar-se riscado de tanto repetido.

Gostei do que aconteceu à Dra. Cable, porque foi uma reviravolta bastante inesperada e merecida. E sobre os rapazes da narrativa, também não fiquei contente. O David praticamente não aparece neste nem no livro anterior, e no entanto acaba por ter mais preponderância em determinado momento do que as aparições dele o sugeriam. O Zane simplesmente é engolido pela narrativa e certas cenas com ele deviam transmitir mais emoção do que realmente transmitem. Mas isso é um problema do autor mesmo.

Acho ainda que o autor andou um bocado perdido em relação ao que queria mesmo que fosse a crítica central dos livros. Temos durante grande parte dos livros o dedo apontado à obsessão da sociedade pela beleza e pela perfeição, e ao controlo da sociedade através desta questão. Mas depois o fim vai numa direcção completamente diferente, com um tom mais ecologista e preocupado com a interacção do Homem com a Natureza... o que foi bastante inesperado.

Quero dizer, há nos livros uma crítica implícita à nossa sociedade, à sua dependência do petróleo e ao mal que fazemos ao planeta, através das menções ao passado desta sociedade. Só que são menções passageiras, e pouco significativas para o enredo dos três livros. Por isso, não faz muito sentido que este assunto se torne no ponto central da narrativa, e é o que o final faz dele.

Também há o problema de o fim não ser exactamente um fim. A história simplesmente... morre. Aceitaria um final aberto, mas até os finais abertos dão uma sensação de encerramento à narrativa. O que não acontece aqui. A história é interrompida e pronto. A mudança neste mundo fica a meio, o que seria bom, se me lembrasse do fim do Reached da Ally Condie, mas lembrou-me mesmo foi o fim do Requiem da Lauren Oliver, e esse foi horrível, mesmo, na questão de parar in media res.

Enfim, eu gosto mesmo de sofrer, por isso ainda tenciono ler o Extras, uma espécie de complemento à trilogia principal. Já tenho o livro, por isso é razoável que lhe dê uma oportunidade. E suponho que vai ser refrescante não ter de aturar novamente os mesmos personagens. O que, agora que penso nisso, não é coisa muito abonatória de se dizer, mas hoje não me sinto propriamente caridosa.

Título original: Specials (2006)

Páginas: 288

Editora: Vogais

Tradução: Catarina Gomes

sábado, 23 de novembro de 2013

Poison Dance, Livia Blackburne


My thoughts: Poison Dance is a prequel novella for Midnight Thief, the author's YA debut scheduled for July 2014. It tells the story of James, an assassin working for the Assassin's Guild who finds himself wanting the leave the Guild, and Thalia, a dancer who can facilitate the means to his departure, if only he helps her on a mission of vengeance.

I'm a big fan of high/epic fantasy, so I was definitely intrigued with Midnight Thief's premise. And Poison Dance was the perfect way of quenching my thirst, yet having me yearning for more. James and Thalia are such interesting characters, and I was engaged in their tale.

James is an assassin for hire, but as the Guild's leadership changes, he finds that he isn't very eager to work for the new leader, and makes plans to leave the city. His backstory, his motives to become an assassin, his group of friends and his cool-headed, clever personality helped to flesh out his character and made me want to get to know him better. It's pretty obvious who he is, reading Midnight Thief's description, and Poison Dance was a good way to understand how he came to be in that position.

Thalia, though, was the star of the story for me. Driven by revenge, she mourns the loss of a loved one. She is focused on one purpose only: she wants a chance to get close to her mark, and she asks James for help in order to achieve it. Her story broke my heart, and made me wish for a different ending than the one I suspected was coming. I admired her stubborness and her drive to achieve her goal, and I kind of wanted more scenes with her and James, because their relationship was just full of possibilities.

The only problem I had with this novella is one I personally have with many short stories and novellas: I wanted more. It's hard to walk the fine line between captivating the reader's attention and keeping the story short, but I think the author did a decent job in that aspect, though.

What I missed the most was a bit more of worldbuilding. There are only a few things about the Assassin's Guild and how the city works, and it wasn't enough for me to get a good mental picture of this world. But I understand worldbuilding is the hardest part to introduce in a short story, so I'll just wait for Midnight Thief to get my fix.

The secondary characters were developed sufficiently to get me invested and keep the story going, and I would like to meet again James' friends in the sequel. The writing was good enough to keep me engaged, but I'll defer to Midnight Thief to give me a, say, better picture of it.

The ending, well, wasn't really a surprise for me, since everything pointed towards it, but I don't think that that was the point... it was, though, emotionally poignant, and knowing what would happen didn't soften the blow for me. I did want to see James's reaction better explored, to painstaking detail even. (What can I say, I like to suffer with the characters.)

Long story short (ha!), Poison Dance was an interesting prequel, one that kept my interest and introduced me satisfyingly to this world. I loved to meet the characters, and I was left begging for more. I will be eagerly anticipating Midnight Thief's release.

I received an electronic review copy from the author in exchange for an honest opinion of the book. This has in no way affected my thoughts on the book.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Picture Puzzle #69


O Picture Puzzle é um jogo de imagens, que funciona como um meme e é postado todas as semanas à quarta-feira. Aproveito para vos convidar a juntar à diversão, tanto a tentar adivinhar como a fazer um post com puzzles da vossa autoria. Deixem as vossas hipóteses nos comentários, e se quiserem experimentar mais alguns puzzles, consultem a rubrica nos seguintes blogues: Chaise Longue.

Como funciona?
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens que representem as palavras do título (geralmente uma imagem por palavra, ignorando partículas como ‘o/a’, ‘os/as’, ‘de’, ‘por’, ‘em’, etc.);
  • Fazer um post e convidar o pessoal a tentar adivinhar de que livro se trata;
  • Podem ser fornecidas pistas se estiver a ser muito difícil de acertar no título, mas usá-las ou não fica inteiramente ao critério do autor do puzzle;
  • Notem que as imagens não têm de representar as palavras do título no sentido literal.

Na semana passada ninguém acertou no puzzle #2, por isso ei-lo de volta, com mais umas pistas.

Puzzle #1
Pista: título clássico em português.

Puzzle #2
Pista: título YA histórico em inglês; autora debutante; a história passa-se em 1918, na altura da Gripe Espanhola.

Divirtam-se!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Colecção Super-Heróis DC Comics - Volumes 15, 16 e 17

A premissa da história é muito interessante. Os vilões, Lex Luthor e Joker, mudam de cidade, o que força os respectivos super-heróis a fazê-lo. (E não, os vilões não o fazem por acordo mútuo, como é sugerido na sinopse. Na minha opinião, ambos não podiam desprezar-se mais.)

No entanto, acho que a premissa foi mal aproveitada. Para quem muda de cidade para enfrentar os respectivos vilões, o Super-Homem e o Batman passam muito pouco tempo a enfrentá-los, de facto. Podia-se ter explorado melhor esta troca de papéis, e na minha opinião isso resultava melhor se o Batman tivesse ficado em Gotham, a enfrentar o Lex Luthor, e se o Super-Homem tivesse ficado em Metrópolis, a enfrentar o Joker. Talvez pudessem ter aprendido algo um sobre o outro, ao enfrentar o vilão do outro.

Para além disso, acho que a história está desnecessariamente ocupada com o enredo do orfanato, que quase parece não ter nada a ver com o da troca de vilões. Preferia que a história se tivesse dedicado a um ou ao outro, porque da maneira que está não permitiu o desenvolvimento adequado de ambos.

Por outro lado, adorei a arte. É tão colorida e tem um ar tão... cartoonesco. O desenhador é muito detalhado e é uma delícia observar o que se passa no fundo das vinhetas. E as panorâmicas iniciais das cidades são tão interessantes visualmente, e com um contraste tão giro. O que me lembra, gostei bastante da dualidade na evolução das sequências com o Super-Homem e com o Batman, que se espelham.

Batwoman: Elegia, Greg Rucka, J.H. Williams III
Nunca tinha ouvido falar da Batwoman até há bem pouco tempo, e pensei brevemente que se estava a falar da Barbara Gordon, até me lembrar que essa assumia o papel de Batgirl. A personagem não é exactamente das heroínas mais conhecidas e destacadas... e por isso entrei na leitura sem expectativas nenhumas.

A primeira história do volume não é nada de especial, graças ao facto da antagonista não ser caracterizada em condições, a não ser no que concerne directamente a protagonista. Porque fora isso, a vilã é apenas estranha e vaga e impenetrável. O que é que ela quer? Não faço ideia. Qual é o trauma dela? Também não sei. O que lhe fizeram no passado? É apenas sugerido, e mal. Eh, tenho de lhe dar crédito, usa umas roupas giras. (Hahaha.)

Já a protagonista, a Kate Kane, é uma personagem fascinante, e muito melhor caracterizada. Os flashbacks que vemos na segunda história pintam muito bem o seu passado, composto de alguns momentos tristes e trágicos. Acho a sua relação com o pai muito interessante. O modo como ele a apoiou quando lhe deu na telha virar vigilante, como a preparou, e como na actualidade a ajuda nas suas missões.

Visualmente, este livro é uma delícia para os olhos. E tenho a dizer que estou apaixonada pelo cabelo vermelho da Kate/Batwoman. Agora a sério, gostei muito de observar as duplas páginas, e o trabalho de vinhetas pouco comum. É engraçado reparar na divisão entre a vida da Kate como Kate Kane e a vida dela como Batwoman a nível gráfico. E muito elementos nas partes da Batwoman têm um aspecto fabuloso, não só pelo cabelo vistoso, como pelo aspecto dinâmico que é dado às sequências de acção com as opções pouco habituais do desenhador.

Lanterna Verde: Origem Secreta, Geoff Johns, Ivan Reis
Acho que nunca tinha percebido muito bem o Lanterna Verde. O seu poder é daqueles tão vagos, que pode ser versátil e ao mesmo tempo difícil de compreender. Além disso, não conhecia suficientemente bm o personagem. Coisa que este volume ajudou a resolver. Como recontar das origens de um super-herói, é bastante satisfatório.

Há muitos pontos de interesse na história de Hal Jordan. A morte trágica do pai é um ponto de viragem, e o modo como ele se planta no local de recrutamento da Força Aérea mal faz 18 anos é comovente. O problema é que o rapaz é ensarilhado, e daquelas personagens a que apetece dar um pontapé por ser incapaz de ganhar juízo, para no segundo a seguir dar uma vontade de lhe dar um abraço por causa de tudo o que lhe acontece.

Gostei de conhecer a sede do Corpo dos Lanternas Verdes, e de conhecer os diferentes seres que o incorporam. A mitologia inerente até me parece cativante, e agora fiquei sedenta de mais pormenores. Ao que sei, o Sinestro é um vilão das histórias deste personagem, por isso estou curiosa em saber como passa de mentor para inimigo.

A história, já o disse, é bem interessante de seguir, e ajuda a compreender melhor o tipo de personagem que Hal Jordan é. A única coisa de que me ressinto é o ver que há pequenos detalhes da história que são apresentados e não são resolvidos, tendo em vista serem abordados em números posteriores do título. Não gosto muito, porque estraga a ideia de história auto-contida... mas assim são os comics.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

A Quinta dos Animais, George Orwell


Opinião: Que livro delicioso de ler. Em A Quinta dos Animais, George Orwell apresenta uma história, uma espécie de fábula que usa a sua estrutura enganadoramente simples para uma crítica social profunda sobre a Revolução Russa de 1917 e a instalação do regime estalinista. E apesar de curta, encontrei tanto nestas 160 páginas, que fiquei fascinada com a riqueza da história.

Não vou resumir a história. Parte da piada é descobri-la e compreender os paralelismos entre o que se passa na Quinta dos Animais e a situação que o autor pretendia criticar. Mas devo dizer que adorei a antropomorfização dos animais ao longo da história. As suas atitudes cada vez mais humanas ao gerir a quinta são de arrepiar. O modo como o poder corrompe, como uma classe/grupo se sobrepõe aos outros, a aceitação passiva dos animais em relação àquilo que os líderes expõem, a maneira como a propaganda e a reescrita do passado condicionam o desenvolvimento futuro da sociedade... são temas que claramente preocupavam o autor, que os revisita em 1984. Tendo lido este último, apreciei a ligação entre as duas obras.

Apreciei muito o sentido de humor inerente à escrita de este tipo de história. Há uma certa piada em ver a classe dirigente comparada a porcos e aqueles que os seguem a ovelhas. E toda a sátira é tão certeira na observação dos comportamentos humanos que é fácil esquecer que esta é uma fábula e que os personagens são animais.

Gostei bastante da adição a esta edição do prefácio que era originalmente para ser publicado com a primeira edição britânica, coisa que nunca chegou a acontecer. Nele, o autor critica o estado de coisas entre a classe intelectual britânica no pós-guerra, em que havia uma espécie de acordo tácito para abafar e não exprimir ideias anti-Rússia. É uma perspectiva interessante de conhecer.

Uma nota final para o título. Este livro já tem sido publicado em Portugal com o título O Triunfo dos Porcos, título esse que me parece estranhamente adequado, num ponto de vista jocoso. Mas agrada-me este título, mais simples mas mais fiel ao original, e tal como a própria história, enganadoramente simples. Falta-lhe o subtítulo que o autor tencionava colocar na história. A Fairy Story foi suprimido logo nos primeiros anos, e parece não ter a ver muito com o livro... mas até tem. Pois esta é uma fábula e tal como o título principal, é simples e irónico.

Título original: Animal Farm - A Fairy Story (1945)

Páginas: 160

Editora: Antígona

Tradução: Paulo Faria

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Sobre o péssimo sentido de timing...

... agora se é o meu ou o das editoras portuguesas, não sei dizer.

Estava eu a caminhar alegremente pela Fnac, observando os livrinhos com um ar de contentamento, quando ponho os olhos nisto:


Ando eu há anos, ANOS, a suspirar por ler este livro em português. Andei à procura da edição da Livros do Brasil. Desiludi-me quando me apercebi que estava esgotada. Amaldiçoei os deuses da literatura, ou lá quem é que é responsável por estas coisas. E procedi a ler o livro em inglês, porque claramente não havia ninguém que tivesse pena de mim e publicasse isto.

E depois aparece-me isto à frente, com uns bons 5 meses de atraso. O universo odeia-me.

Agora dêem-me licença, que eu vou chorar ali para o canto.

(Em jeito de post-scriptum, e agora que finalmente temos uma edição portuguesa, convido-vos a ler o livro, que vale a pena. E não se metam a ler as "introduções".)

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Picture Puzzle #68


O Picture Puzzle é um jogo de imagens, que funciona como um meme e é postado todas as semanas à quarta-feira. Aproveito para vos convidar a juntar à diversão, tanto a tentar adivinhar como a fazer um post com puzzles da vossa autoria. Deixem as vossas hipóteses nos comentários, e se quiserem experimentar mais alguns puzzles, consultem a rubrica nos seguintes blogues: Chaise Longue.

Como funciona?
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens que representem as palavras do título (geralmente uma imagem por palavra, ignorando partículas como ‘o/a’, ‘os/as’, ‘de’, ‘por’, ‘em’, etc.);
  • Fazer um post e convidar o pessoal a tentar adivinhar de que livro se trata;
  • Podem ser fornecidas pistas se estiver a ser muito difícil de acertar no título, mas usá-las ou não fica inteiramente ao critério do autor do puzzle;
  • Notem que as imagens não têm de representar as palavras do título no sentido literal.

Puzzle #1
Pista: título adulto contemporâneo em português.

Puzzle #2
Pista: título YA histórico em inglês.

Divirtam-se!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

O Voo do Corvo, Juliet Marillier


Opinião: Depois do que aconteceu em Shadowfell, em O Voo do Corvo Neryn vê-se perante uma demanda árdua com o intuito de se tornar numa melhor Voz e de ajudar os rebeldes a mudar o destino de Alban. Sendo tipicamente um livro do meio de uma trilogia, nem por isso a Juliet Marillier consegue apresentar algo menos bom do que aquilo a que já habituou os seus leitores.

Digo que este é tipicamente um livro do meio porque a história não tem propriamente início nem fim, sendo a continuação do primeiro e a antecipação do terceiro livros da trilogia, mas ao mesmo tempo consegue ser muito satisfatório como história individual. Percorre as várias estações do ano - e adoro como a Juliet fez isto, fazer com que o tempo de Inverno, o tempo de reflexão, de pausa, e de descanso, corresponda às temporadas em Shadowfell, e desenvolver a demanda do longo do resto do ano, à medida que a Primavera dá lugar ao Verão, e este ao Outono.

Adorei conhecer os Guardiões que a Neryn encontra durante a história. Apreciei as lições que lhe dão e os desafios que lhe apresentam. A Bruxa do Oeste, impenetrável e fluída, deu muito que pensar à Neryn e ensinou-lhe muitos aspectos acerca de ser uma Voz que gostei de conhecer. Mas o meu favorito foi o Lorde do Norte, pela sua história e pela sua atitude para com a Neryn. E apreciei o modo como ela lidou com ele ao conhecê-lo, foi uma solução interessante. Gostava que ela tivesse oportunidade de aprender mais com ele.

Quanto à Neryn, fiquei muito contente ao ver a sua evolução ao longe dos dois livros. No primeiro ela era muito mais fugidia e assustadiça, e aqui ela assume que vai ter um papel importante no desenrolar dos acontecimentos, e enfrenta aquilo que atravessa o seu caminho. Apreciei seguir a sua interacção com os Guardiões e com os Boa Gente, especialmente porque consegue mobilizá-los, algo que me parecera difícil até aqui. Gostei muito de como ela lidou com a Tali, tornando-se amiga dela e mostrando-lhe que não precisa sempre de ser uma durona.

E por falar na Tali, que rapariga. Suspeitei desde o início aquilo que ela escondia, mas admirei a sua determinação e dedicação à causa. Tenho a dizer que ela assustou-me mesmo ali num certo momento. E já agora, um brevíssimo comentário para o Flint, que não aparece o suficiente, nem de perto, apenas o necessário para deixar a coitada da Neryn a hiperventilar e nós a suspirar por dias melhores para eles. Tenho medo, tanto medo, das sequelas que esta guerra e a vida dupla vai deixar nele. É preciso uma grande força de vontade para se manter no tipo de situação em que ele se mantém, especialmente sem se deixar trair. Fiquei intrigada com a sua última acção no livro, e aquilo que prenuncia.

Tenho que mencionar ainda os Boa Gente. Parece-me, do que li da Juliet, que estes são dos livros dela que dão maior destaque e protagonismo aos seres féericos, tendo estes um papel tão preponderante na narrativa. Gosto muito disto, e de conhecer os vários seres que se cruzam com a Neryn. Fascina-me o conceito das Vigias e intriga-me ver as diferenças que suscitam entre os Boa Gente.

O fim deixa-me muitíssimo curiosa acerca do que vem aí. Não sei se gosto das notícias que são dadas, porque vejo aquilo a complicar-se de mil e uma maneiras... mas estou com esperança que o fim queira dizer mesmo aquilo que estou a pensar que quer dizer. E não posso ser mais explícita, infelizmente.

Uma nota para a edição que desta vez, vá lá, lá trouxe o mapa de Alban. Está ali um bocadinho cortado, mas ao menos tive direito a mapa.

A outra nota é para a própria Juliet, que esteve em Portugal a semana passada, e foi tão simpática e acessível. É delicioso poder ouvi-la falar sobre os seus livros e sobre a sua escrita, e foi bom poder ter este livrinho assinado. Não devo ir fazer um post próprio para a sessão de autógrafos, porque não tinha a máquina a funcionar e não tenho fotos, e a minha memória não chega para recontar o que ela disse... mas não podia deixar de mencionar a ocasião.

Título original: Raven Flight (2013)

Páginas: 400

Editora: Planeta Manuscrito

Tradução: Catarina F. Almeida

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Uma imagem vale mil palavras: Thor (2011) e Thor - The Dark World (2013)

Decidi juntar o meu comentário aos dois filmes no mesmo post porque já vi o Thor há algum tempo, e apesar de o ter revisto antes de ver o segundo filme, sinto que não tenho tantos comentários a fazer como teria se fosse a primeira vez que o vi.

Thor é um filme atípico de super-heróis nalguns aspectos. Em termos narrativos, tem uma estrutura pouco habitual, com menos peso na acção e mais peso nas relações complexas entre personagens, e na evolução do protagonista. No entanto, ou talvez por causa disso mesmo, agradou-me vê-lo. Às vezes parecia que lhe faltava qualquer coisa, mas não tive problema em deixar-me imergir na história.

Sou uma fã de mitologia desde há muito tempo, e portanto adorei ver alguns detalhes da mitologia nórdica em filme, ainda que reinterpretados pela Marvel. E o filme foca um conflito tão humano, e tão universal, como o de um pai em desacordo com os seus dois filhos, muito diferentes, e por razões muito diferentes.

A parte dramática é muito interessante, ainda que de vez em quando eu sentisse que uma das partes estava a ser excessivamente dramática. O Thor, com a sua insistência em ir dar porrada aos gigantes de gelo. O Odin, com a sua dureza excessiva para com o par de jarras a que chama filhos. O Loki, quando leva os seus enormíssimos daddy issues ao extremo e, sei lá, tenta parecer o herói e quando isso falha tenta invadir a Terra. A sério, que bando de prima donnas. *reviraosolhos*

Ainda assim, sinto que o mais desequilibrado em termos narrativos é o Loki. Talvez esteja enjoada de ver arquétipos como o Loki serem sempre o vilão, mas creio que um pouco de subtileza a explorar este tipo de personagem precisa-se. Os tricksters têm tanto por se lhes pegar, que é fraquito puxar sempre para o vilão. Quero dizer, entendo as motivações do personagem, e compreendo o porquê de enveredar por este caminho, mas a certa altura pareceu-me que estava a ir longe demais. E o filme funcionou melhor (não só este, mas em certa medida os Vingadores também) para mim quando eu me esquecia que o Loki estava por trás daquilo tudo.

Thor: The Dark World foi um filme que se tornou num favorito por várias razões. Primeiro, porque explora muito mais Asgard e os nove mundos (algo que agrada a esta taradinha da mitologia) e melhor, combina este elemento de fantasia com elementos de ficção científica. Era uma coisa já meio explorada no primeiro filme, mas aqui aparece com maior detalhe.

Adoro que Asgard e os nove mundos, com a sua estética mais fantasiosa, estejam espalhados por esse Universo fora. Dá ao filme uma combinação entre The Lord of the Rings e Star Trek. E não faço a comparação levianamente. As imagens de Asgard lembraram-me algumas cidades da trilogia de Peter Jackson, e tendo em conta que a mitologia nórdica foi uma das inspirações de Tolkien, não admira a ligação. (Também vi ali um bocadinho da relação Denethor-Boromir-Faramir na relação Odin-Thor-Loki.) E falo de Star Trek porque tive um déjà vu mesmo, dos dois filmes mais recentes. A nave do Malekith lembrou-me a do Nero, e uma certa aterragem que faz recordou-me uma cena do segundo filme.

Segundo, porque o humor do filme é tão bom. Dei por mim na risota em muitas cenas. As loucuras do Dr. Selvig, o reencontro da Jane com o Loki (go Jane!), e uma certa cena de antropomorfismo do Loki. Qualquer parte em que a Darcy entre, neste filme ou no anterior. (Adoro aquela miúda.)

E terceiro, visualmente é um filme impressionante. Tem muitos locais fantásticos para mostrar, Asgard, alguns dos nove mundos, incluindo o local de onde vêm os elfos negros. Que, já agora, são um bocadinho arrepiantes.

Gostei de ver a evolução de alguns dos personagens. O Thor até está um bocadinho apagado, e senti falta daquela personalidade feliz que ele tinha no primeiro filme, mas agradou-me ver o conflito entre as responsabilidades dele e o desejo de voltar para a Terra e para a Jane. A Jane, por sua vez, é uma rapariga engenhosa e decidida, talvez um pouco desastrada, mas aqui vê-se vítima das circunstâncias e à mercê de seres muito mais poderosos, colocando-a numa boa parte do filme num papel mais passivo. Mas tem um papel importante na batalha final para compensar.

O Loki, bem, prefiro este estado de indefinição em que não sabemos se ele está mesmo a ajudar os bons ou apenas a ajudar-se a si próprio. E é bem engraçado vê-lo a trabalhar com o Thor. Uma das minhas cenas preferidas do primeiro filme é uma cena cortada, com os dois irmãos, e é giríssimo ver essa ligação, as piadinhas, a rivalidade amigável... enfim, não sei se vai durar muito. Mas se é para o Loki entrar em modo vilão outra vez, gostava que fosse em modo Ragnarok, que deve ser uma coisa fabulosa de ver em filme.

Do Odin não há muito a dizer... é um pai, é algo duro, é às vezes um bocado velho do Restelo. Faz-me falta ver a parte mais sábia e poderosa do Odin, acho que só estão a explorar uma faceta dele. Mas ei, mostraram um dos corvos dele, já é qualquer coisa. Tenho a dizer que detestei a narração inicial do actor que serve de introdução ao filme. Era demasiado excitada, achei que devia ser mais sóbria e melhor pausada. E o Heimdall... ah, que ideia genial darem o papel ao Idris Elba. Gosto muito dele, e dá um certo estoicismo ao papel.

Gosto imenso do grupo de cientistas da Jane. Pobrezinhos, passam metade do tempo meia dúzia de passos atrás dos acontecimentos, mas são eles que se revelam cruciais para o final. A Darcy, já disse, adoro-a (e adoro como ela diz Mjölnir). O Dr. Selvig, coitado, ainda está a lidar com o que lhe aconteceu nos Vingadores, mas proporciona alguns momentos divertidos. E já que falo em sidekicks, tenho de falar nos do Thor. Fiquei muito animada ao ver o Zachary Levi como Fandral, e fiquei ali um bocadinho confusa porque não me lembrava dele no primeiro filme (é outro actor), e agora fiquei a morrer de saudades de Chuck. E gosto bastante da Sif, é boa rapariga, distribui porrada a rodos, e tem potencial como personagem. Gostava de a ver mais explorada.

Estou intrigada para onde vão levar a história. Uma das cenas finais é sugestiva e deixou-me curiosa. E ah! desta vez não me apanharam. Fiquei até ao fim, e vi as duas cenas adicionais no meio dos créditos. Depois dos Vingadores, nunca mais me apanham a sair da sala antes dos créditos terminarem. Vi a primeira cena, que anuncia o próximo filme. E aguentei até ao fim para ver a outra, que não tem tanta consequência, mas tem um momento bem divertido.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Curtíssimas: Behind the Scenes at Downton Abbey, The Lands of Ice and Fire

Behind the Scenes at Downton Abbey, Emma Rowley, foreword by Gareth Neame
É um volume muito bonito que, ao contrário dos anteriores, foca-se mais nos bastidores e no making of da série. Cheio de pequenos pormenores, tem capítulos dedicados à escrita dos guiões, aos cenários, aos adereços, ao guarda-roupa, ... Achei-o bem interessante, porque mostra o ponto de vista da criação de uma série de época, com todo o tipo de preocupações a ter em conta para a obtenção do resultado lindíssimo e impressionante que vemos todas as semanas.

O livro é profusamente ilustrado, cheio de fotografias a ilustrar pequenos detalhes de cada área da produção, acompanhadas de textos curtos que os explicam melhor. Gostei muito dos capítulos dedicados aos adereços e ao guarda-roupa. Os primeiros porque é fascinante ler sobre coisas como a comida que aparece na série, e todas as coisinhas que concernem a sua boa aparência em filme. Os segundos porque, convenhamos, a série agora entra nos anos 20 e vestidos! Montes de vestidos neste estilo. Se bem que também gostava imenso do look mais edwardiano.

Em suma, um pequeno volume que recomendaria aos fãs da série que tenham alguma curiosidade sobre o trabalho de bastidores.

The Lands of Ice and Fire, George R.R. Martin, Jonathan Roberts
Esta edição é mesmo para babar. Reúne um conjunto de mapas que detalham a geografia do mundo das Crónicas de Gelo e Fogo, e é delicioso percorrer os mapas com o olhar e reconhecer locais e perceber melhor a relação espacial entre os vários locais. Especialmente para mim, que não apanho nada de geografia se o autor me estiver a descrever os locais, e se não tiver um mapazinho de apoio.

A edição pode ser um nada repetitiva, pois tem um mapa geral do mundo e depois vários mapas que fazem zoom a certas áreas. Mas não me arrependo nada de a ter comprado, porque gosto do detalhe e tem qualidade. O uníco mapa que não observei melhor foi o que mostra os percursos dos personagens desde o início até ao fim do quinto livro. Livro esse que ainda não li, por isso tecnicamente o mapa é um spoiler.

Recomendaria? Bem, a edição é um tudo-nada cara, e vale a pena esperar por uma baixa de preço na Amazon UK, como fiz. Mas recomendaria mais a quem gosta de espreitar e babar pelos mapas dos livros que lê. E aos fãs muito interessados, porque é uma bela coisa para coleccionar, e fica muito bem na estante/parede/e tal.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Picture Puzzle #67


O Picture Puzzle é um jogo de imagens, que funciona como um meme e é postado todas as semanas à quarta-feira. Aproveito para vos convidar a juntar à diversão, tanto a tentar adivinhar como a fazer um post com puzzles da vossa autoria. Deixem as vossas hipóteses nos comentários, e se quiserem experimentar mais alguns puzzles, consultem a rubrica nos seguintes blogues: [a actualizar].

Como funciona?
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens que representem as palavras do título (geralmente uma imagem por palavra, ignorando partículas como ‘o/a’, ‘os/as’, ‘de’, ‘por’, ‘em’, etc.);
  • Fazer um post e convidar o pessoal a tentar adivinhar de que livro se trata;
  • Podem ser fornecidas pistas se estiver a ser muito difícil de acertar no título, mas usá-las ou não fica inteiramente ao critério do autor do puzzle;
  • Notem que as imagens não têm de representar as palavras do título no sentido literal.

Puzzle #1
Pista: título YA futurista em inglês.

Puzzle #2
Pista: título histórico em português.

Divirtam-se!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Pretty Guardian Sailor Moon Volumes 1-6, Naoko Takeuchi

Sailor Moon. Esse anime que marcou um bocadinho a minha infância. E não só... imagino que seja difícil encontrar alguém da minha geração que não tenha visto pelo menos um episódio, com a Bunny Tsukino a guinchar "em nome da Lua, vou castigar-te!" com aquela vozinha meio irritante. Que boas memórias... e foi numa perspectiva saudosista que me lancei a explorar esta reedição manga americana.

Tendo em conta a leitura dos primeiros 6 volumes, metade da história total, diria que ambos são duas coisas algo diferentes, até porque são meios diferentes de contar uma história. Primeiro porque o anime é mesmo longo (200 episódios), cheio de fillers a engonhar a história". Nesse aspecto, o manga é mais contido, e consegue contar uma boa história em menos tempo.

Por outro lado, e não tenho a certeza de quanto isto terá a ver com a dobragem, que era completamente "doida"... mas sinto que o anime era um pouco mais excessivo, mais "histérico", e mais exagerado. Em resultado as personalidades dos personagens são um pouco diferentes. E acaba por me agradar mais o que vi no manga. A caracterização é mais subtil mas de certo modo mais cheia de nuances, mais rica.

Já os vilões não têm a mesma sorte, parece-me. Muitos acabam por ter menos tempo de antena, ser menos desenvolvidos, e lembro-me de um ou outro caso em que acabam por ter finais diferentes. Contudo, os vilões principais estão lá, as motivações também, em grande parte, e os arcos de história mantêm-se semelhantes. A única grande diferença nesse aspecto é a ausência dos vilões do início da segunda temporada, um casal, que não aparece no manga. Mas não lhes senti a falta. É a parte que gostei menos do anime, não necessariamente pelos vilões, mais por se seguir àquele final da primeira temporada explosivo.

Adorei redescobrir certos aspectos da história, que podiam não ser assim muito óbvios para uma miúda na altura em que assistia aos desenhos animados. Particularmente no que toca à mitologia. Adoro o conceito da reencarnação, toda a história passada do Silver Millennium na Lua, e a história futura do Silver Millennium na Terra... certas subtilezas tornaram-se mais claras. A relação entre as várias versões da Princesa/Rainha Serenity, e a relação entre os vários personagens. Todas as associações entre as Sailors, os seus planetas, e os seus elementos/domínios... e a incorporação de coisas como o Santo Graal ali pelo meio.

Faz-me confusão, e ainda me atrapalho, com certas alterações que o anime fez. Ainda tenho uma grande dificuldade em ver o a gato gata Luna como uma fêmea. Ou a o Artemis como um macho. A ambiguidade entre a identidade de género da Haruka é algo presente nos dois, mas a relação com a Mariana Michiru era assim a modos que varrida para baixo do tapete. E já que falei no assunto, as mudanças de nomes, ainda que fazendo sentido numa adaptação para miúdos, tem algumas coisas estranhas:
  • Bunny - Usagi: esta faz sentido, porque Usagi tem um significado semelhante a Bunny, mas quando era miúda não fazia ideia de como se escrevia o nome dela (porque era em inglês, duh, e talvez andasse muita gente às aranhas com esta);
  • Rita - Rei: eh, soam semelhantes;
  • Ami - Ami: ei, não mudaram um nome!;
  • Maria - Makoto: er... começam com M?;
  • Joana - Minako: pronto, estes não têm nada a ver;
  • Gonçalo - Mamoru: idem... mas gosto bastante do nome em português;
  • Mariana - Michiru: também começam com M?;
  • Haruka - Haruka: aqui estou a assumir que mantiveram o nome... bem, pelo menos na dobragem portuguesa o nome dela soava a Haruka;
  • Susana - Setsuna: soam vagamente semelhantes, talvez...;
  • Octávia - Hotaru: idem;
  • Chibi-Usa: esta está igual.

E não é nada estranho que eu me lembre dos nomes passado tanto tempo. De todo.

O último ponto que quero fazer é que gostei imenso de rever a ligação entre a Usagi e o Mamoru. É mesmo aquela coisa épica, que abrange séculos e planetas diferentes, mortes trágicas e amor eterno. Adoro isso. A história tem imensos momentos fofinhos com eles. Para não falar de que a história surpreendeu-me com o pendor de girl power que tem. Miúdas guerreiras que enfrentam os maus e salvam o mundo? Esteve sempre lá, apenas não me tinha apercebido disso.