Mostrar mensagens com a etiqueta Andy Diggle. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Andy Diggle. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Curtas BD: Graphic Novels da Marvel, vols. 36, 39-41

Deadpool: A Guerra de Wade Wilson, Duane Swierczynski, Jason Pearson
Bem, isto é interessante. E estou a falar a sério, ao contrário do Deadpool. Apreciei bastante o estilo de história, uma narrativa fragmentada com um narrador inconfiável, que nos faz questionar a sua realidade (ou a nossa) - quase ao estilo Inception.

É também refrescante ler uma história tão divertida/com um sentido de humor fantástico, meio retorcido e mórbido; e com violência a rodos, da qual não se desculpa. Além disso, aprecio a história por funcionar como uma espécie de introdução ao personagem, fornecendo uma possível história de origem para ele.

A história extra contida no volume é do mesmo argumentista e é sobre o Deadpool vender a sua história a Hollywood... que, expectavelmente, a retorce toda para a tornar mais vendável/palatável aos espectadores. O protagonista tem duas reacções: uma na cabeça dele (que é surpreendente), e outra na vida real (que é surpreendentemente emocional). Cativante.

Terra das Sombras, Andy Diggle, Billy Tan
Já li, e já opinei aqui. Volto a repetir-me, acho uma premissa francamente interessante. Pela carga religiosa que o personagem tem, é fascinante vê-lo fazer coisas cada vez mais moralmente "más", uma queda de graça profunda que o aterra no fundo do poço.

Contudo, entristece-me pensar que a responsabilidade pessoal do Matt nas suas acções é subvertida pelo facto de estar, essencialmente, a ser controlado por outra entidade. Acharia muito mais interessante tê-lo ver enterrar-se no buraco cada vez mais, justificando coisas cada vez piores, e depois ter uma história em que lida com a sua culpa e tentar perdoar-se pelas suas acções. (Bem, a história existe, mas não é especialmente boa, e é diminuída por este problema.)


Vingadores: A Cruzada das Crianças, Allan Heinberg, Jim Cheung
Esta, por sua vez, foi tão cativante. É uma premissa aparentemente simples: dois dos Young Avengers, Veloz e Wiccano (mais este), querem encontrar a Feiticeira Escarlate. A coisa complica-se quando descobrimos que desconfiam ser os, erm, filhos espirituais da Feiticeira, aqueles que morreram algures e deram cabo da sua mente ao ponto de ela criar a cronologia House of M, e depois destruir a população mutante, retirando os seus poderes a uma larga percentagem deles.

A história intrigou-me e cativou-me por expandir eventos passados que tinha acompanhado com interesse, como a House of M, e toda a coisa de não haver mais mutantes, o que sempre achei preocupante (quer dizer, podemos argumentar que além de matar Vingadores, ela terá matado um sem-número de mutantes que dependia da sua mutação para sobreviver no mundo); isto dá um fecho, uma sensação de resolução à história - sempre achei que a Feiticeira não tinha expiado esse "pecado", e pelo menos essa história corrige isso e coloca-a num ponto em que quer procurar uma espécie de redenção.

Além disso, adoro os Young Avengers e divirto-me sempre a ler uma história deles. Esta não fica atrás - é boa, cativante, com bom ritmo, e cada vez mais complexa. Não me fez odiar ninguém dos envolvidos, o que não seria o caso com outros eventos como House of M, ou AvX. (Gosto contudo de como as coisas estiveram encadeadas nos eventos até AvX - consegue-se ver como umas histórias evoluem para as outras, e a evolução faz sentido. Não sei se é o caso nos "eventos" que a Marvel anda a deitar cá para fora agora.)

Hulk: Destruição Total, Jeff Parker, Gabriel Hardman, Ed McGuinness
Já disse aqui várias vezes que o Hulk é personagem que não me assiste, perdão, que não me cativa, ou que raramente conseguem escrever de forma a cativar-me. Contudo, esta é uma história que eu posso apreciar, nem que seja pela ironia.

Ora o General Ross, que tantos anos perseguiu o Hulk, é ele agora também um Hulk, o Red Hulk. A ideia em si é hilariante, pela forma obsessiva com que ele o fazia. Mas também achei divertida a ideia de como Red Hulk, ele ter feito asneiras desde o início, e neste volume ter de pagar - o Red Hulk é obrigado a cumprir missões nesse sentido, e é emparejado com personagens que sistematicamente querem dar cabo dele, devido a esses eventos. Pronto, e é uma narrativa que permite expandir-lhe um pouco a mitologia, e permite-me gostar do personagem em toda a sua resmunguice.

A história final é tão engraçada (e nada tem a ver com o resto), por obrigar o Hulk e o Red Hulk a trabalharem juntos duma forma inusitada. Hilariante.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Curtas BD: Super-Heróis DC, vols. 5 a 8

Arqueiro Verde: Ano Um, Andy Diggle, Jock
Este livro funciona como história de origem do personagem; Oliver Oueen é um menino rico e aborrecido que numa viagem pelo hemisfério Sul, naufraga e vai parar a uma ilha deserta. Lá, aprende a sobreviver pela lei do arco; só que a ilha não é assim tão deserta, sendo usada para produção de heroína, e o confronto com os produtores não é pacífico...

Isto provavelmente era um pouco mais impressionante se eu não tivesse já visto a série de TV, cuja premissa claramente se baseia neste livro. Os detalhes são diferentes, é certo, mas os contornos das histórias são semelhantes o suficiente para não me soar a novidade, o que estraga um pouco a piada.

De qualquer modo, deixando isso de parte, a história é mesmo interessante, é sempre fascinante ver um tipo com o feitio do Oliver ultrapassá-lo e torna-se alguém melhor através da adversidade. O Oliver passa metade do tempo com fome ou doente, ou pedrado para curar a doença, e a outra metade a disparar o arco em todas as direcções.

Acho que exageraram só um nadinha nas adversidades, porque a certa altura parecia que ele tinha sobrevivido demasiado, demasiado facilmente, e já estava a ficar saturada de o homem parecer um coitadinho. Ele ajudar a outra a dar à luz sem perceber nada do assunto foi o cúmulo, sinceramente. Ugh. Por outro lado, acabei a gostar da arte, bastante dinâmica, e as cores agradaram-me.

Aquaman: O Abismo, Geoff Johns, Ivan Reis, Joe Prado
Adicionar legenda
Acho que nunca tinha lido algo com o Aquaman, só o conhecia de passagem, o que até é estranho para alguém que é suposto pertencer à Liga da Justiça; aparentemente o seu estatuto menos abençoado é mesmo a base para este relançamento do personagem, o que até se torna bem engraçado de acompanhar - adorei o humor à base de o Aquaman não ser um herói "respeitado".

Gostava até que o passado dele fosse um pouco mais explorado; ele é meio Atlante, meio terrestre, herdeiro do trono, e sabemos que não tenciona assumi-lo, mas porquê? É claro que se compreende porque ele quer ficar em terra, a ajudar quem pode, mesmo sendo gozado - é isso que faz dele um herói. E descobrimos algumas coisas sobre o passado dele, sim, principalmente sobre a relação dele com o pai, mas às vezes parece que a acção afoga (piadinha muito propositada) a caracterização.

Fiquei a gostar muito da Mera, que quer apoiar o Arthur, mas não compreende exactamente o que o move a ajudar gente que goza com ele; gostei da sua adaptação a terra firme, a sua confusão com os costumes e feitios terrestres; e gostei principalmente que com ela não há paninhos quentes, e que facilmente pode nocautear um rufia só porque sim.

Super-Homem & Batman: Antologia, Joe Kelly, Brad Meltzer, Neal Adams, Curt Swan, Jeff Lemire
Uma antologia de histórias que juntam os dois personagens titulares, e como todas as antologias, tenta ser representativa, o que cumpre assim-assim, mas também é irregular no que toca à qualidade.

As primeiras histórias são dos anos 50-60, e como tal, são bem ao estilo da época, com umas premissas algo doidas e estranhas, mas que a história nos leva a aceitar por aqueles momentos. A primeira história é o primeiro encontro dos personagens, com reviravoltas a jeito, e uma colaboração entre os dois personagens.

Há uma história que é uma espécie de revisão dos melhores momentos da Liga da Justiça, narrada pelo Super-Homem, pelo Batman e pela Wonder Woman, e gosto da ideia, ter uma série de referências a momentos-chave dos personagens e da Liga; mas provavelmente podia aproveitar melhor a história se conhecesse os momentos em si.

Há uma história meio doida que reintroduz o Átomo ao universo New 52, e é claro que há diminuições e aumentos de tamanhos, e o Batman tem uma civilização minúscula alojada no cérebro, e o Super-Homem e o Dr. Ray Palmer têm de ir resolver o assunto, e o Batman mesmo quando devia estar a sangrar do cérebro ou algo do género consegue dar porrada a um tipo. Estranhamente, é divertida.

A minha história favorita é a penúltima, uma que reconta o primeiro encontro do Bruce e do Clark. Ainda é num cruzeiro, mas oh céus, é hilariante! A antipatia mútua entre os dois, as picardias, as piadinhas que mandam um ao outro (atirava-me para o chão cada vez que o Bruce chamava pacóvio ao Clark)!

E mesmo quando descobrem as identidades secretas um do outro a diversão não pára. O cruzeiro está a entrar no Triângulo das Bermudas, e então uma loucura interdimensional acontece, e os vilões do Sindicato do Crime da Terra-3 caem-lhes em cima, quase literalmente, e os nossos heróis têm de se confrontar com os seus eus vilões da outra dimensão.

O melhor é que nesta dimensão o Deathstroke foi contratado para matar o Bruce, e na outra a versão do mesmo foi contratada para protegê-lo, e a versão do Deathstroke da Terra-3 é curiosamente parecido com o Deadpool - é feita ênfase nisso, mesmo -, e isto é tão meta (o Deadpool foi claramente inspirado no Deathstroke), que é hilariante.

A história final é uma curtinha, sobre um encontro entre o Bruce e o Clark nas suas infâncias que podia ter acontecido. Gosto, porque conta tanto, contém tanto, em duas páginas apenas.

Isto... é muito estranho. É bom, de certo modo, a um nível intelectual, mas não tirei nenhum gozo da leitura. Talvez pudesse aproveitar um pouco mais se conhecesse mais os personagens, ou estivesse mais familiarizada com isto? Não sei. O único que conheço mesmo é o Darkseid, e é mais de nome que outra coisa. É isto que acontece quando não conheço muito bem a DC e me atiram de pára-quedas em cenas destas.

Como disse, não é que a nível intelectual não aprecie a coisa. Aprecio o trabalho intenso que este tipo de coisa pedia, sendo produzida apenas por uma pessoa; aprecio a imaginação brutal envolvida, porque tem uma certa riqueza mitológica que está a pedir para ser explorada.

Contudo... o desenvolvimento de personagens e enredo não é grande coisa. Não há nada que prenda à história, falta-lhe aquele quê que embale e faça virar páginas. Talvez não ajude a selecção de números soltos das várias revistas envolvidas - apesar de eu apreciar a tentativa de apresentarem uma certa narrativa coerente, e de tentarem dar um gostinho do mundo criado. Enfim... acho que nunca me senti tão insatisfeita com um livro deste tipo de colecções, é desconcertante.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Curtas: BD

Sense and Sensibility, Jane Austen, adapted by Nancy Butler, Sonny Liew
Uma adaptação muito jeitosa da obra. Nancy Butler, encarregada do argumento, transpõe os diálogos da obra e complementa-a com pequenas adições de acontecimentos e de pensamentos interiores que o original não tem, mas que encaixam bem na história e na personalidade dos personagens. É uma novela gráfica muito verbosa, por virtude do livro original, mas lê-se muito bem, e é engraçado, e diferente, ver os balões e o texto a ocupar tanto do espaço das vinhetas.

Quanto à arte, inicialmente achava-a um pouco estranha, por um pormenor completamente ridículo: a coloração vermelha das bochechas - parece que está toda a gente bêbeda! Mas acabou por entranhar-se e acabei por apreciá-la. Diverti-me imenso com o pendor para desenhar os personagens em modo chibi em momentos humorísticos (o Robert Ferrars tinha a cabeça gigante permanentemente, mas creio que é uma pista visual para o tipo de personagem que temos à frente).

E, melhor ainda, o artista trabalha imensamente bem com as grandes quantidades de texto e os balões enormes, desenhando vinhetas visualmente mais vazias nesses casos. O ar inacabado dos traços e os cenários simples ajudam a contrabalançar o texto.

Acabou por ser uma adaptação tremendamente fofinha, e recomendo, porque acaba por ser visualmente muito interessante.

Daredevil: Reborn, Andy Diggle, Davide Gianfelice
No seguimento de Shadowland, Matt Murdock vagueia pelo país, em busca de redenção... e vai parar a uma cidade no Novo México em que os forasteiros não são bem vindos, e em que algo de errado se passa. Apesar de não desejar envolver-se, acaba por ser arrastado para uma negociata suja entre o xerife da cidade e um traficante de droga, que está à beira de arrasar a própria cidade.

É uma história que faz o que se propõe, fazer renascer o Daredevil através da redenção do Matt Murdock, que reaprende a ser herói, enfrentando os seus medos e voltando a confiar nos seus instintos. Mas pude apreciá-la mais intelectualmente do que emocionalmente, pois continuo a achar que o escritor não trabalha bem a parte emocional, como mencionei na opinião do Shadowland. A história não me fez sentir nada.

Quanto à arte, gostei das cores, evocaram bem uma cidadezinha do Novo México, mas não fiquei fã da arte... achei que as caras eram desenhadas de modo estranho, apesar de o desenho até ter dinamismo.

Avengers: The Origin, Joe Casey, Phil Noto
Uma história que (re)conta a formação dos Vingadores, nos anos 60. Loki tenta usar o Hulk como forma de criar caos e chamar a atenção do irmão, Thor, e em resultado vários heróis tentam travar o Hulk. Como têm um objectivo comum, juntam-se para o atingir, e acabam por decidir formam uma equipa no final, os Vingadores.

Vê-se mesmo que é uma história criada para o lançamento do primeiro filme dos Vingadores, só que essa coincidência de lançamentos acaba por não fazer muito sentido, na minha opinião. O conjunto de heróis que forma a equipa é diferente (Iron Man, Ant Man, Vasp, Thor e Hulk), e não sei se precisamos de um recontar de uma história já conhecida dos anos 60. (Eu não precisava.)

É que aquilo que a história mostra, eu já vi, ou li, e acaba por soar a cliché. O Loki como o vilão com demasiado poder e daddy/brother issues. O Hulk como o monstro manipulado e confundido com uma ameaça, mas que só quer estar quietinho no seu canto. Bahhh que aborrecido. (Se bem que a história consegue tornar interessante a parte do Hulk andar à deriva.)

Quanto à arte, gostei. Tem um ar retro (achei engraçada a armadura do Homem de Ferro), mas muito bonito, e adorei o ar de pintura do trabalho de coloração.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Em poucas palavras: BD

Superman: New Krypton vol. 1, Geoff Johns, James Robinson
Creio que é o primeiro livro editado pela DC que tenho nas mãos; o papel usado é mais fino que o normal (ou aquilo a que estou habituada), mas é suficientemente bom e não traz problemas à leitura. A encadernação em capa dura é boa e traz na parte da frente uma gravação do Super-Homem em pose semelhante à da capa. Não sei se é prática comum na DC, mas agrada-me o modo como organizaram as revistas desta "saga": cronologicamente, e não por título, o que permite acompanhar muito melhor a história.

Quanto à história em si, fiquei com a sensação que estamos ainda na introdução dos eventos principais. Não há muita acção, mas por outro lado o enredo é complexo , o que parece raro neste género de banda desenhada. Gostei disso. Estou vagamente familiarizada com o mundo do Super-Homem, mas não tive dificuldade em seguir a história, a maior parte das referências ao passado são auto-explicativas. Em termos de arte há uma variedade de artistas, e por isso de estilos, mas em geral agradaram-me, especialmente algumas ilustrações de duas páginas.

Uncanny X-Men: Fear Itself, Kieron Gillen, Greg Land
As grandes editoras de BD americanas e os seus eventos que abrangem múltiplos títulos. *suspiro* Neste caso, vale a pena ler, porque estou relativamente familiarizada com os X-Men, ainda que não com os acontecimentos que levam a esta história. A sinopse e a própria história dão contextualização suficiente.

O enredo desenvolve-se de modo satisfatório, com os X-Men a lutar para impedir uma ameaça a São Francisco. Tem alguns momentos bem-humorados, como a descrição dos planos para travar a tal ameaça e a classificação "ineficaz" quando não funcionam. (E também a reacção da Emma Frost à Hope Summers.) A história final do volume parece fechar um capítulo dos X-Men, na medida em que aparentam estar a abandonar São Francisco. É interessante pelo ponto de vista que apresenta, e pelo fechar de uma era no título.

Nota à edição, porque o hardcover é lindo. Verde esmeralda, com o símbolo da saga gravado na parte da frente.

Shadowland, Andy Diggle, Billy Tan
Esta saga tem (tinha ?) tudo para ser grandiosa. A queda de graça do Matt Murdock e do seu alter-ego, Daredevil, é um tema já explorado na história do personagem, mas possivelmente não neste sentido, o de o herói perder completamente o seu sentido moral e chegar a fazer coisas terríveis. (Não que eu tenha pena do Bullseye, que me parece um grandessíssimo psicopata.)

Acho apenas que perde um bocadinho por tentar ser uma saga grandiosa e abranger vários títulos da Marvel, quando a história funciona melhor confinada e algo claustrofóbica. O espaço onde a acção acontece é restrito (Hell's Kitchen), e os heróis envolvidos em travar o Demolidor são os "heróis de rua", quase nenhum voa ou trepa paredes, por isso o seu raio de acção é restrito. Não sei se esta ideia faz sentido, mas em suma, creio que a história se dispersa por estar distribuída entre tantos títulos, o que resulta em haverem demasiadas edições que coleccionam os números da saga.

Neste caso fez-me falta ler pelo menos o livro Shadowland: Daredevil, em que possivelmente se verá com mais pormenores a "queda" do Demolidor. Como disse, a ideia é muito boa, e a execução não é má de tudo, mas para ter um impacto emocional precisava de outra abordagem. (Este escritor não é definitivamente o Frank Miller.) Creio que vou apostar no livro mencionado em cima, para ver se tenho outra perspectiva.

Birds of Prey vol. 7: Perfect Pitch, Gail Simone, Paulo Siqueira, Robin Riggs
Nunca tinha ouvido falar deste título. Sei quem é a Oracle, e terei ouvido falar vagamente duma ou outra heroína deste título, mas estou muito menos familiarizada com a DC do que com a Marvel, e por isso conheço menos os seus super-heróis. Gostei de conhecer estas heroínas, pareceu-me um grupo a seguir através de outros livros que compilem as suas aventuras.

Não sei se é por ser escrito por uma mulher, mas tem alguns momentos bem engraçados e totalmente femininos. (Destaque para o momento em que a Black Canary rouba um beijo ao macambúzio Batman - um momento hilariante, mesmo.) O desenvolvimento das personagens parece-me credível e dei por mim cativada pelas suas aventuras. Há algumas menções a acontecimentos do passado e ocorridos fora deste título, mas nada que não fosse explicado ou subentendido. Estou super curiosa para ver mais deste grupo.

Ultimate Comics Iron Man: Armor Wars, Warren Ellis, Steve Kurth
Título da linha Ultimate, que funciona um pouco à parte da principal, é uma história bastante autocontida (à excepção de seguir um acontecimento trágico ocorrido noutro livro e mencionado neste) e fácil de seguir. O Tony Stark vê dados e tecnologia relacionados com a construção da armadura do Iron Man serem roubados e percorre meio mundo para os recuperar.

Não é uma história complexa, pois só se estende por quatro números, mas entretém. Tem algum humor e muita acção, com o Homem de Ferro a tentar ser versátil no modo como usa a armadura e muitas vezes a usá-la até à exaustão. Gostei da arte, mas fiquei a pensar se a coloração às vezes não atrapalha... pelo menos ao observar os esboços passados a tinta no fim deste livro fiquei com essa ideia - houve esboços que apreciei mais que a versão final.