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domingo, 9 de setembro de 2012

Na Sombra do Sonho, J.R. Ward


Opinião: Estou extremamente chocada. O último livro desta série que li foi há 14 meses??? Estou a ficar para trás. E a perder qualidades. E... bem, voltemos à opinião. Depois de quatro livros da saga, pensava que já sabia o que esperar e neste tipo de livro isso é bom. Mas a autora está a enveredar por uma linha narrativa que ainda não sei se me agrada, e tanta coisa estranha acontece neste volume que eu não consigo perceber se gostei ou não.

Comecemos com uma das coisas em que a autora se está a tornar especialista - os heróis torturados. Gosto do trope, quando bem usado, mas estamos a abusar. Primeiro o Zsadist, que tinha uma história bem triste e me pareceu bem construído, e depois o Butch, com a família doida por se afastar dele e a tragédia familiar da qual eu já não me lembro (yup, 14 meses dão nisto) - e agora o Vishous também tem um dramalhão como backstory. E não me ponham a falar do Phury, que com a paixoneta assolapada pela Bella está um triste dos diabos. Tenho saudades do Wrath e do Rhage, que pareciam ser tão bem resolvidos em comparação. Além de que com isto a autora está a provocar um desequlíbrio - sinto que os livros soam melhor quando os membros do casal têm o drama equilibrado. Ou um ou o outro tem um passado pesado, nunca os dois (bem, podem ser os dois se for um passado "meio-pesado"). E nunca podem ser sempre os homens! As heroínas começam a parecer umas lingrinhas ao pé deles.

O que me leva à Jane. Que me parece uma mulher forte, e no início das interacções com o Vishous assim se mantém, mas depois perde-se um bocado. O livro tem todo o tempo do mundo para desenvolver o casal (até porque os minguantes estão maioritariamente desaparecidos), mas perde tanto tempo com o passado do Vishous que, com eles, de síndrome de Estocolmo a "amo-te" é um pulinho. E depois a J.R. Ward comete o mesmo pecado capital do Fifty Shades of Grey - deixar implícito que quem pratica BDSM é um torturadinho que levou porrada e foi abusado de todas as maneiras possíveis e imaginárias. E põe-no na boca da Jane, que me parecia uma miúda tão esperta. E depois vai e confunde-me, escrevendo uma cena bastante boa acerca de vulnerabilidade.

Nem tudo me irritou, no entanto. Gosto do modo descomplicado e pouco exigente da saga em termos de leitura. Gosto bastante das interacções entre os membros da Irmandade e com as suas shellan, quando elas aparecem. A autora lidou relativamente bem com a paixoneta do Vishous pelo Butch, e pôs-me a rir com as conversas entre eles (e a revirar os olhos quando o Butch e a Marissa fugiam para o quarto). Continuo a gostar de seguir os personagens secundários e o modo como a autora vai preparando os livros seguintes da série. (Ela que ponha o John Matthew out of his misery. Com a sorte dele, depois da transformação já consegue falar, apenas ainda não o tentou.)

E por fim... o fim idiota. É bom que este final pouco usual (e nada de acordo com qualquer worldbuilding até agora apresentado) tenha algum objectivo futuro. Porque se não tiver, é pointless para a história em si e para os percursos do Vishous e da Jane (creio que haveria outras maneiras de o reconciliar com a mãe). E porque soou demasiado a... conformismo, não a final feliz. Por mim, tinha parado naquela parte em que a Jane perde a cabeça e se oferece para médica da Irmandade. Ou se tínhamos que andar mais para a frente, eu até me conformava com um deus ex machina semelhante ao da Mary e do Rhage, por mais que despreze tal artifício literário.

Título original: Lover Unbound (2007)

Páginas: 664

Editora: Casa das Letras

Tradução: Ana Lourenço

domingo, 10 de julho de 2011

Na Sombra do Desejo, J.R. Ward


Opinião: Este livro parece gigante, mas na verdade lê-se tão depressa que o li em qualquer coisa como um dia. Digo parece gigante, porque tem talvez umas 200 páginas a mais do que os outros da série, mas o tipo de letra é muito maior. É um artifício para o livro ser maior; só espero que isso não faça subir o preço no próximo livro.

O Butch é um personagem meio bronco e ensarilhado, que passa o livro a ter pena dele próprio por ser uma espécie de "animal de estimação" da Irmandade da Adaga Negra, e por estar apaixonado por uma vampira, tendo consciência de que nunca pertencerá a esse mundo. Sendo que esse é o busílis - tendo a família da treta que tem, nunca se encaixou em lado nenhum.

A Marissa, por sua vez, é uma jovem presa pela estrita alta sociedade vampírica. Gosto de como evolui ao longo do livro, tomando um papel mais interventivo no fim. Mas acho pouco realista ser uma personagem tão virginal. Lá porque a alta sociedade é assim tão restritiva...

Quanto ao casal em si, acabam por se tornar a certa altura cansativos de tanto "agora estamos zangados, agora já não estamos". No entanto, como nos outros livros, vale bem a pena acompanhar a evolução das histórias laterais dos outros personagens, como o Vishous, o Rehvenge ou o John Matthew, ou conhecer novos personagens, como Xhex, Qhuinn ou Blaylock.

O livro traz um desenvolvimento curioso na luta contra os minguantes e o Ómega, e estou interessada em ver onde isto vai dar. O livro tem os seus momentos divertidos e gostei de ver a transformação pela qual o Butch passa. Gostei também de vislumbrar um pouco mais a glymera, se bem que não gostei lá muito desses emproados. Não gostei da família do Butch, pois ficaram presos a uma tragédia do passado e nem um se dignou a tentar fazer as pazes, ou sequer a contar-lhe da doença da mãe. Devido à evolução do Vishous neste livro, estou curiosa por ler o próximo, em que ele é o protagonista.

Título original: Lover Revealed (2007)

Páginas: 604

Editora: Casa das Letras

Tradutora: Ana Lourenço

sábado, 30 de outubro de 2010

Na Sombra do Pecado de J. R. Ward

Sinopse: Nas sombras da noite da cidade de Caldwell, em Nova Iorque, trava-se uma guerra territorial entre vampiros e seus caçadores. Ali, existe um bando secreto de irmãos sem igual - seis guerreiros vampiros, defensores da sua raça. De todos eles, Zsadist é o membro mais aterrorizador da Irmandade da Adaga Negra. Um antigo escravo de sangue, o vampiro Zsadist ainda carrega as cicatrizes de um passado cheio de sofrimento e humilhação. Conhecido pela sua fúria insaciável e actos sinistros, é um selvagem temido tanto por humanos, como por vampiros. A raiva é a sua única companheira e o terror a única paixão - até salvar uma linda fêmea da maldade da Sociedade dos Minguantes.
 
Bella fica instantaneamente arrebatada pelo poder fulminante que Zsadist possui. Contudo, à medida que o desejo que nutrem um pelo outro começa a apoderar-se deles, a sede de Zsadist por vingança contra os atormentadores de Bella leva-o ao limite da loucura. Agora, Bella tem de ajudar o amante a ultrapassar as feridas do passado tortuoso e a encontrar um futuro ao lado dela…
 
Opinião: Estou a gostar bastante dos livros desta senhora. Ela consegue escrever muito bem e para além do casal que é o foco do livro, desenvolvendo enredos e personagens para além disso. O livro continua o enredo começado no Na Sombra do Dragão, em que a Bella tinha desaparecido, raptada por um minguante (os inimigos dos vampiros neste mundo). A Irmandade da Adaga Negra procurou por ela, mas já passaram 6 semanas e não há esperança. Aparentemente. A verdade é que, vendo na jovem uma antiga namorada, o minguante mantém-na presa. A rapariga acaba por ser resgatada.

Aqui é que começa o enredo entre Bella e Zsadist. E aqui fiquei dividida com a caracterização destes dois. Por um lado, o Zsadist foi abusado durante anos de todas as maneiras possíveis e imaginárias, o que tem repercursões na maneira como se comporta no presente. Seja na maneira como interage com os outros como o "tratamento" que dá a si mesmo. Neste caso a caracterização impressionou-me. No caso da Bella, que esteve umas boas semanas a lutar pela vida e a fingir que era a tal namorada do minguante, nem um sinal de stress pós-traumático. Não me pareceu... realista. Mas suponho que as pessoas reagem de maneiras diferentes às coisas.

De resto gostei até bastante da maneira como as coisas entre eles se foram desenrolando - o Zsadist bastante protector da rapariga apenas de se achar indigno para ela, ela sempre a "puxar" mais por ele, ele terrivelmente inexperiente para um tipo daqueles. Gostei que ele tentasse melhorar por causa dela. Quanto aos restantes personagens, há alguns desenvolvimentos importantes para o arco geral da história relacionados com a história da Bella e do Zsadist. E que desenvolvimentos tão tristes, se bem que quase que já estava quase à espera. O livro acaba no entanto com uma nota de esperança (afinal temos que ter sempre um final feliz). Agora só me posso queixar de uma coisa: que com esta série se leve tanto tempo a ser publicado o livro seguinte.
 
Título original: Lover Awakened (2006)
 
Páginas: 460
 
Editora: Casa das Letras
 
Tradutora: Maria Margarida Malcato

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Na Sombra do Dragão de J. R. Ward

Sinopse: Nas sombras da noite da cidade de Caldwell, em Nova Iorque, trava-se uma guerra territorial entre vampiros e seus caçadores. Ali, existe um bando secreto de irmãos sem igual - seis guerreiros vampiros, defensores da sua raça. Possuído por uma criatura mortífera, Rhage é o mais perigoso membro da Irmandade da Adaga Negra.

Na irmandade, Rhage é o vampiro com o apetite mais forte. É o melhor lutador, o mais rápido a reagir aos impulsos e o amante mais voraz - pois dentro dele arde uma maldição feroz imposta pela Virgem Escrivã. Refém do seu lado mais obscuro, Rhage receia as vezes em que o seu dragão interior é libertado, tornando-o um autêntico perigo para todos os que o rodeiam.

Mary Luce, uma sobrevivente das teias mais trágicas da vida, é atirada, sem querer, para o mundo vampírico, ficando dependente da protecção de Rhage. Vítima da sua própria maldição fatal, Mary não está em busca de amor. Perdeu a fé nos milagres há muitos anos. Contudo, quando a intensa atracção animal de Rhage se transforma em algo mais emocional, ele sabe que deve ligar Mary a si próprio. E, enquanto os seus inimigos se aproximam, Mary luta desesperadamente para ganhar a vida eterna junto daquele que ama...
 
Opinião: Pus-me a ler este livro para descansar um bocadinho, mas acabei por lê-lo em pouco mais de um dia. Já tinha lido o primeiro da série e sabia mais ou menos o que me esperava, e apreciei-o por isso. Apesar de toda a moda dos vampiros, a autora apresenta-nos a sua interpretação da mitologia vampírica, criando um mundo interessante. O equilíbrio entre mitologia e romance é bom, se bem que penso que no livro anterior nos eram revelados mais aspectos da mitologia - talvez precisamente por ser o primeiro livro da série.
 
Gosto da ponte que é feita entre a mitologia, os personagens e as relações dos mesmos entre si. Um bando de homens da Irmandade a lutar e a viver na mesma casa é algo engraçado de ver, e a autora lida bem com essas cenas. A caracterização, sem ser exagerada, dá aos vários personagens da Irmandade uma personalidade distinta. A parte do romance também me parece bem construída, sem exagerar nas cenas íntimas entre os personagens principais (tanto na quantidade como na qualidade), nem nos deixar a perguntar como é que eles caíram nos braços um do outro tão depressa.
 
Um aspecto que me deixou menos convencida com o enredo deste livro foi o facto de o anterior ter um antagonista e um clímax no final do livro que são imediatamente resolvidos; neste livro, há um antagonista e uma situação que não tem o seu final neste livro - creio que serão resolvidos no próximo livro, sendo um motor de aproximação entre os 2 personagens principais do mesmo. Por um lado, esta situação deixou-me desiludida, mas por outra estou interessada em ler o próximo livro para ver como a história se desenvolve a partir daí - poderá até ser um artifício de escrita bem usado. Em geral, um romance com elementos sobrenaturais bem elaborado e que promete um bocado bem passado.

Título original: Lover Eternal (2006)

Páginas: 436
 
Editora: Casa das Letras
 
Tradutora: Maria Margarida Malcato