domingo, 29 de setembro de 2013

Wait for You, J. Lynn/Jennifer L. Armentrout


Opinião: É esta a razão pela qual eu leio esta autora. Devorar um livro no fim de semana e adorar cada página. Divertir-me imenso a ler a história e ficar cativada pelos personagens. Faça o que ela fizer, não sou capaz de resistir aos seus livros.

Foi delicioso ver a relação entre a Avery e o Cam desenvolver-se. Primeiro começaram por ser amigos, com uma certa cumplicidade bem engraçada, mas com o Cam a pedir um encontro com ela quase todos os dias. Criou uma dinâmica interessante entre eles. Acaba por ser a Avery a ter o poder decisor, se posso usar a expressão, sobre o ritmo a que a relação deles evolui. Para alguém com a história dela, isso acaba por ser importante para lhe permitir aproximar de alguém.

Achei muito interessante seguir o percurso emocional da Avery durante o livro. Tendo em conta o seu passado, ela não tem experiência numa série de coisas que fariam parte duma adolescência normal. É engraçado que fique fascinada a ver as interacções entre a família do Cam, porque ela nunca teve isso, ou a ver um casal de namorados a escapulir-se para namorar, porque ela nunca pôde ter isso. E é recompensador vê-la a abrir-se mais, a criar amizades, e a perceber que não precisa de se fechar e que merece mais que isso.

O Cam foi um protagonista masculino muito giro. Só o facto de saber cozinhar e fazer bolinhos e bolachas a toda a hora é recomendação suficiente, mas ajuda que tenha sido a combinação certa de persistente e paciente com a Avery para a conquistar. Respeita o ritmo dela, e não a deixa "passar-se" com as suas inseguranças. Franzi os olhos à novela que a autora vai publicar com o POV dele, mas até seria curioso ler algumas cenas sob o ponto de vista dele. A sua história não é tão emocional e poderosa como a da Avery, mas é interessante por ter ultrapassado os seus demónios, e deixa-me curiosa por se enlaçar com futuros protagonistas desta série.

Quanto à história da Avery, não posso comentar muito, porque parte do interesse é deduzir e ler as revelações aos poucos... mas que vontade de estrangular os pais dela. Não é assim que os pais se devem comportar com uma filha, que pessoas horríveis, tão horríveis, e é um milagre que a Avery tenha ficado tão sã depois do que lhe aconteceu, especialmente depois da intervenção dos pais. Ela evita muita coisa sobre o seu passado, mas também tem um osso teimoso e resistente que lhe permitiu sobreviver durante todos estes anos. Tem um feitio difícil, mas vale a pena conhecê-la.

Foi uma boa surpresa. A edição tem alguns erros, porque me parece que a editora (HarperCollins) pegou no livro, que foi auto-editado, sem pelo menos fazer uma revisão. Felizmente não foram muitos, e estava a gostar demasiado de ler a história para me incomodar. Quanto ao enredo, é bastante simples, seguindo um certo padrão no que toca a romances, mas a autora consegue dar-lhe o seu toque pessoal para manter o interesse.

Gostei muito de alguns personagens secundários, como os amigos que a Avery faz - a Brittany e o Jacob fazem os comentários apropriadamente engraçados nos momentos certos; o Ollie deixou-me curiosa, e de certo modo a Teresa, a irmã do Cam também. E a família Hamilton toda é adorável. Parece que o próximo livro é com a Teresa e o Jase, o que me deixa curiosa, porque o que é sugerido da relação deles no excerto disponível neste livro é prometedor.

Páginas: 416

Editora: HarperCollins

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Faking It, Cora Carmack


Opinião: Ok, esta autora acabou de conseguir entrar para a lista dos favoritos, porque ninguém consegue pôr-me na risota tão rapidamente como ela. A sério, nem tinha chegado à página 30 e toda a situação que junta a Max e o Cade já me tinha arrancado umas boas gargalhadas. As pinceladas gerais da história deles são comuns a outras histórias, duas pessoas a fingir que são um casal, mas é nos detalhes que a Cora Carmack consegue dar originalidade à coisa.

O Cade, depois do Losing It, está de rastos. Ver a Bliss feliz da vida com o Garrick tortura-o, e fá-lo ver o pouco que tem na vida que valha a pena e que o apaixone. A Max é uma jovem com um problema: um pai e uma mãe super-conservadores, que se vão passar quando virem as suas tatuagens e piercings, e o namorado que não é propriamente o sonho de qualquer pai, quanto mais os da Max. O resultado? Convencer um estranho (o Cade) a fazer de namorado perfeito por uns minutos. Só que a encenação corre tão bem que o Cade convence demasiado bem os pais dela, e têm de continuar a fingir. Entretanto, no meio de tanta efabulação, sentimentos reais começam a surgir entre eles, e ambos não sabem o que fazer...

Gostei tanto, tanto, da Max e do Cade. Quase Tanto como a Bliss e o Garrick, mas de maneiras diferentes. A Bliss era uma trapalhona e o Garrick exudava charme, mas a sua história tinha um tom mais leve. A Max e o Cade, por sua vez, têm uma série de problemas a resolver. A maneira como se juntam é hilariante, mas a jornada que têm de percorrer para ultrapassar os seus problemas é mais séria e triste. O Cade sempre se esforçou para ser o menino perfeito, depois de ser abandonado pelo pai, para que isso nunca mais acontecesse. A Max ajuda-o a soltar-se um bocadinho, e a ver outros caminhos para a sua vida que não aquilo que previra.

A Max, por sua vez... oh, a sua história aperta-me o coração. Uma tragédia pessoal afastou-a dos pais a nível emocional, e o resultado é uma falta de compreensão tão grande de ambas as partes... que a Max entra em parafuso só com a perspectiva de ver os pais. E a ideia de ir a casa deixa-a aterrorizada. É uma rapariga paralisada com aquilo que aconteceu no passado, tentando sobreviver e lutar pelo seu sonho, a música. A entrada do Cade na sua vida obriga-a a confrontar os seus demónios e a parar de fugir.

Adorei ler a história de ambos, e diverti-me e comovi-me a ler este livro. Estou a gostar imenso da autora e muito interessada em ler a história da Kelsey, a outra amiga da Bliss e do Cade.

Páginas: 352

Editora: William Morrow (HarperCollins)

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Picture Puzzle #63


O Picture Puzzle é um jogo de imagens, que funciona como um meme e é postado todas as semanas à quarta-feira. Aproveito para vos convidar a juntar à diversão, tanto a tentar adivinhar como a fazer um post com puzzles da vossa autoria. Deixem as vossas hipóteses nos comentários, e se quiserem experimentar mais alguns puzzles, consultem a rubrica nos seguintes blogues: Chaise Longue.

Como funciona?
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens que representem as palavras do título (geralmente uma imagem por palavra, ignorando partículas como ‘o/a’, ‘os/as’, ‘de’, ‘por’, ‘em’, etc.);
  • Fazer um post e convidar o pessoal a tentar adivinhar de que livro se trata;
  • Podem ser fornecidas pistas se estiver a ser muito difícil de acertar no título, mas usá-las ou não fica inteiramente ao critério do autor do puzzle;
  • Notem que as imagens não têm de representar as palavras do título no sentido literal.


Puzzle #1
Pista: título fantástico, e ao mesmo tempo de FC, em inglês.

Puzzle #2
Pista: título paranormal publicado em português; a autora já tem outros livros publicados em Portugal.

Divirtam-se!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Crown of Midnight, Sarah J. Maas


Opinião: Ler em inglês fez-me ver com outros olhos essa arte perdida que é a da paciência. Ler um livro, devorá-lo, adorá-lo, ficar ansiosa com a perspectiva de esperar um ano pela sequela, suspirar pela sequela nesse ano, encomendar, trepar às paredes enquanto o livro não chega, fazer uma dança da vitória quando finalmente nos chega às mãos, ler, e voltar ao início do ciclo. É coisa masoquista, eu sei, mas eu adoro, é uma tortura boa esperar por um bom livro.

Toda esta introdução para dizer que foi uma tortura (boa) ler o ano passado o Throne of Glass e adorá-lo, foi uma tortura (também boa) esperar por este, foi uma tortura (muito boa) ler este e sentir uma série de coisas que ainda agora não sei se consigo nomear, e vai ser uma tortura (da pior espécie) esperar pelo próximo livro da saga, especialmente depois daquele final.

Depois dos acontecimentos do livro anterior, Throne of Glass, Celaena vê-se na posição de King's Champion, uma assassina às ordens do rei, que no seu modo muito próprio dá uma resolução criativa às directivas que recebe. Entretanto, uma nova missão põe-na a questionar e duvidar de tudo e todos, incluindo a si própria, e no fim de contas, nada mais será o mesmo.

Os acontecimentos deste livro deixam-me um sabor agridoce na boca. Há uma clara evolução na Celaena, e foi bom vê-la crescer, deixar de evitar certas coisas que ela tinha medo de enfrentar e aceitar um potencial novo rumo para a sua vida... mas custa-me que tenha sido com as perdas que trouxe. De pessoas, de laços, e até de algo a que não chamarei inocência, porque estamos a falar de alguém que ganha a vida a matar pessoas e é mesmo boa nisso, mas algo parecido.

Quero dizer, adorei o desenrolar dos acontecimentos, mas como gosto mesmo da personagem principal, preferia que não tivesse de passar por isso. Vemos um lado da Celaena que está lá, mas não sai muito frequentemente cá para fora, e é incrível o mundo de emoções contidas bem lá no fundo, e a sua capacidade para fazer coisas terríveis e assustadoras. A sua verdadeira identidade e herança revelam-se e, uau, estou muito curiosa acerca do que vai acontecer a partir daqui.

Quanto ao worldbuilding, a autora revela muito mais coisas que no livro anterior, e isso agradou-me. Descobrimos mais acerca da magia que desapareceu do mundo, da maneira como funciona, e vislumbramos o modo como esta informação pode moldar a evolução dos acontecimentos a partir daqui. A cripta da Elena volta a ter um papel, com um elemento novo, alguns habitantes do castelo revelam-se, e a Celaena explora Rifthold. O final promete-nos a exploração de partes deste mundo não reveladas no mapa, e adoro isso.

Quanto a possíveis evoluções no campo romântico, depois da indecisão do livro anterior... bem, quem é fã da Celaena e do Chaol vai ficar contente. As cenas com eles são deliciosas, cheias de cumplicidade e pequenos momentos bem giros. Nem tudo são rosas, porque com duas personalidades tão diferentes, vão haver complicações... um certo acontecimento, em conjunto com a lealdade cega do Chaol, quebra um laço de confiança entre eles. Mas gostam um do outro, e apesar de o final os levar por caminhos diferentes, sei que os verei juntos não tarda nada. (Bem, vai levar um ano.)

O final... oh, que tortura. A história está ali num ponto de viragem fantástico, que promete todo o tipo de coisas fabulosas e interessantes para o futuro, mas infelizmente ainda não vou descobrir o que é, exactamente, esse futuro. Enfim... a espera tortuosa de um ano começa agora.

Páginas: 432

Editora: Bloomsbury

domingo, 22 de setembro de 2013

Shadows, Jennifer L. Armentrout


Opinião: É uma adição interessante a esta série. O leitor já sabe o que aconteceu à Bethany e ao Dawson, agora descobre como se conheceram e como a sua história começou. Foi muito bom lê-la, porque permite satisfazer a curiosidade acerca dos dois personagens; e porque clarifica muita coisa que acontece nos restantes volumes da série. A atitude palerma do Daemon, por exemplo, no Obsidian. (Se bem que é irónico e divertido vê-lo queixar-se das decisões do irmão aqui, e depois fazer exactamente o mesmo. A história realmente repete-se.)

Gostei de conhecer a dinâmica fraternal que o Dawson, a Dee e o Daemon tinham antes do acontecimento final deste livro. E ver alguns outros personagens, que não mudaram nadinha daqui para os livros seguintes. (Ash, Andrew, estou a olhar para vocês. O Adam não, que era bem melhor que os irmãos. Gostei de vislumbrar mais um bocadinho da personalidade dele, mas entristece-me, sabendo o que vai acontecer.)

Como disse, adorei conhecer a Bethany e o Dawson, e descobrir a relação deles. São bem diferentes da Katy e do Daemon, oh se são. Muito mais fofinhos e menos espalha-brasas. E é engraçado estabelecer os paralelismos entre a história de ambos os casais.

Uma última nota para a autora, que consegue contar uma história de modo satisfatório mesmo num formato mais curto (novela). Consegue cativar-me seja em que formato for, e divirto-me imenso a ler os livros dela.

Páginas: 180

Editora: Entangled Teen