segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Selo Óscar Literário

A Rita do A Magia dos Livros (Obrigada Rita!) passou-me este selo, que se baseia em escolhermos, de entre os livros que lemos este ano, um que encaixe em cada categoria. Duas coisas: a) só um? b) isto vai ser difícil... e longo. Não vou ser capaz de escolher um só livro. Possivelmente vou só nomear e linkar a opinião dos livros em questão, porque senão nunca mais saio daqui. E são muitos, mesmo.

Melhor Livro

Vou destacar alguns muitos livros... menos é impossível.

Melhor Autor

Ah... a Ally Condie e a Diana Peterfreund foram uma boa surpresa, especialmente em termos de escrita. A Cassandra Rose Clarke, a Lia Habel e a Leigh Bardugo também, mais nos mundos que criaram. A Cassandra Clare e a Rachel Vincent continuaram a torturar-me como ninguém. Adorei o humor da Cora Carmack e da Darynda Jones. A Jane Austen e a Juliet Marillier continuam a ser favoritas. A Jennifer L. Armentrout continua a deliciar-me e a escrever como louca. A Sarah J. Maas e a Tahereh Mafi continuam ali a cativar-me e a deixar embrenhar-me nos seus mundos.

Melhor Protagonista Masculino

Ah... quero dar este ao Graham do Between the Lines, e do Where You Are, da Tammara Webber, porque é um rapaz adorável e com um feitio cá dos meus. E ao Warner, do Unravel Me, da Tahereh Mafi, que pode ser um psicopata de primeira, mas é tão divertido lê-lo. E diz umas coisas tão giras. E o Will do Príncipe Mecânico, e do Clockwork Princess, da Cassandra Clare é tão traumatizadinho, coitado, o que o torna tão interessante de ler.

Melhor Protagonista Feminina

Celaena do Crown of Midnight, da Sarah J. Maas, adoro-te, querida, por seres tão fofinha e badass ao mesmo tempo. Ananna, de The Assassin's Curse e The Pirate's Wish, da Cassandra Rose Clarke, também és bastante fixe. Saba, do Estrada Vermelha, Estrada de Sangue, da Moira Young, és uma resmungona adorável. Charley Davidson, (série das Campas da Darynda Jones) também resmungas muito, e és sarcástica, e és refrescantemente honesta. E já agora, Bliss do Losing It, da Cora Carmack, adorei as tuas trapalhadas e neuroses. E a titular Scarlet do Scarlet, da Marissa Meyer, que tem pêlo na venta.

Melhor Personagem Secundário Masculino

Finalmente uma fácil, é o Sturmhond do Siege and Storm, da Leigh Bardugo. Este personagem é tão memoravelmente fabuloso que precisa da categoria toda só para ele. Só lendo para perceber.

Melhor Personagem Secundária Feminina

A Cookie dos livros da Darynda Jones é bem gira, e tem uma paciência de santa para aturar a Charley. A Marjani de The Assassin's Curse, e The Pirate's Wish, da Cassandra Rose Clarke, é bem badass e ao mesmo tempo elegante e um apoio para a Ananna. Iko, de Cinder, e Scarlet, da Marissa Meyer, és a melhor amiga robótica que uma cyborg pode ter. E já agora a titular Voz de A Voz, de Anne Bishop, pelas suas características únicas.

Melhor Arte de Capa

Ai...há livros tão giros, mesmo lindos, e eu perco-me por capas giríssimas. Aqui vão algumas das minhas favoritas:

Melhor Mundo Criado

Alguma prevalência de distopias e pós-apocalípticos, pois tenho lido alguns livros nestes géneros devido a um desafio... e acabei por escolher mundos-novos-para-mim, isto é, de livros/séries que comecei a ler este ano.

Melhor Título

Aqui vou enumerar alguns que acho que encaixam bem na história, ou têm algum tipo de trocadilho/menção no título, e talvez um ou outro que ache bonitos.

Melhor Final

Bem... aqui vão aqueles finais que me deixaram a hiperventilar de choque. Ou completamente louca de impaciência. Ou a chorar que nem uma madalena arrependida. Ou simplesmente feliz. Mesmo feliz. Enfim, há de tudo.

domingo, 20 de outubro de 2013

Endless, Jessica Shirvington


Opinião: Esta é uma série que, à primeira vista, não se destacaria entre tantas outras do mesmo género. Mas sorrateiramente, acabou por me cativar. A Jessica Shirvington confere aos seus livros algo que os distingue - um worldbuilding com o seu quê de originalidade, personagens que adoro seguir, momentos de acção que me deixam agarrada às paginas, e momentos profundamente emocionais que me torturam. E dou por mim no fim de mais um livro dela completamente morta por ler o seguinte.

Após o livro anterior, um inimigo poderoso dos Grigori está à solta pelo mundo, decidido a causar o caos. Violet e o seu grupo esforçam-se para o encontrar e travar os seus planos. Mas quando a Academia dos Grigori exige que Violet se apresente em Nova Iorque para ser testada e questionada, ela não pode recusar, apesar de os aliados na Academia serem escassos. E quando chega um ultimato do inimigo que Violet não pode recusar, vê-se perante o seu maior desafio, e a escolha mais difícil que terá de fazer...

Bem, mas que livro. Tenho acompanhado a evolução da Violet como personagem ao longo da série, e é difícil não ficar orgulhosa dela, por tudo o que passou e pela maneira como encara as coisas. Cresceu de uma miúda relutante em aceitar a sua herança para uma mulher forte e confiante, que aceita as coisas difíceis que tem de fazer. O seu caminho não é fácil, mas ela encara-o com uma postura magnífica.

Sobre ela e o Lincoln... há uns dias, ao explicar porque é que gostava dos livros, descrevi a sua relação a alguém como uma tortura, no bom sentido, e agora apercebo-me que usei exactamente as mesmas palavras para os descrever há um ano, quando comentei o segundo livro. Apesar da natureza "destinada" da sua relação, as coisas não são mais fáceis por isso. São mais difíceis. E é mais bonito quando têm direito a um momento de felicidade, ainda que passageiro.

E a culpa é deles por as últimas 100-150 páginas serem assustadoramente emocionais. O tipo de sacrifício a que se expõem, combinado com tudo o que acaba por acontecer... e que deu cabo de mim. Foi muito interessante ver o Lincoln finalmente solto, a deixar-se desfrutar das coisas; mas triste, porque sabia que ele estava a tramar alguma. E doeu-me ver as coisas difíceis e dolorosas que este par suporta até ao fim do livro.

Pelo meio, tenho de falar do elenco secundário, em que não há um personagem que eu não goste. Até o Phoenix acabou por se redimir um pouco de todas as coisas que fez. Não me esqueço delas, mas o seu arrependimento e o que tenta fazer para se redimir mostra pelo menos uma evolução na sua postura. Por sua vez, o grupo de amigos em volta da Violet é algo fantástico, adoro aqueles miúdos (e não-tão-miúdos).

A relação da Violet com a mãe ganha novas facetas, e foi bom poder vê-las a conhecer-se melhor e a compreender-se melhor. Era uma relação difícil, e foi bom perceber o que aconteceu realmente no passado com a Evelyn. E foi curioso ver como o pai da Violet reagiu a ela e a finalmente entrar neste mundo. Por outro lado, gostei de conhecer alguns novos personagens na Academia, ter um vislumbre de como funciona... e até ver a Jacqueline morder a língua e aceitar a Violet, ainda que tarde de mais.

Em termos de exploração da mitologia, descobrimos mais alguns pormenores que complementam a história, coisas que a Violet consegue fazer, sobre os anjos e as dimensões em que existem... faltam revelar alguns pormenores, mas fiquei satisfeita. Houve uma aparição dum personagem que me deixou desconfiada, e estou intrigada com o futuro papel dele nos livros.

O fim? O fim foi terrível, duro, tristíssimo. Mas não podia ser de outra maneira. Depois de tudo o que acontecera, a Violet estava num ponto de rotura, quebrada pelos acontecimentos, e nada mais seria o mesmo. Para ela, não era possível voltar atrás, por mais que eu quisesse. E por isso compreendo a sua decisão, apesar de não concordar completamente com ela, ou com as razões pelas quais a tomou.

E por isso espero que o próximo volume me traga (boas) notícias, porque aquilo que eu queria aconteceu neste livro, mas soube-me a pouco, e quero mais. Felizmente, como já tem sido hábito nesta série, só terei de esperar um mero meio ano em vez do costumeiro ano. A curiosidade, essa, não é menor.

Páginas: 480

Editora: Sourcebooks Fire

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Colecção Super-Heróis DC Comics - Volumes 13 e 14, + crónicas

Liga da Justiça: Crise de Identidade 1, Brad Meltzer, Rags Morales
Liga da Justiça: Crise de Identidade 2, Brad Meltzer, Rags Morales, Geoff Johns, Howard Porter
Estou impressionada com o tipo de história que aqui se conta. Ver super-heróis, supostos paradigmas de virtude, a tomar decisões moralmente duvidosas e a meter os pés pelas mãos quando tentam resolver uma situação que não tem propriamente solução... a ideia é boa. As questões que geraram a história - até quão longe vão estas pessoas para proteger a sua identidade, de modo a proteger os seus, e o que acontece depois de os vilões serem derrotados - são pertinentes. E achei interessante ver os vários tipos de relação familiar que os super-heróis tinham com os seus entes queridos.

Gostei de seguir o mistério, pois não é uma coisa tão comum de ler em comics, pelo menos nestes moldes tão sóbrios e trágicos. Toda a história tem uma atmosfera pesada, e lê-se bem como um policial... não é muito habitual encontrar estes aspectos entre super-heróis americanos. E certos acontecimentos... fiquei de boca aberta com a evolução das coisas. E aquele fim, apesar dos problemas que tenho com ele, bem, é surpreendente.

O problema que tenho com a história... é que é tão machista. É tudo focado nos coitadinhos dos personagens masculinos, e no horror de poderem vir a perder as suas namoradas/mulheres/etc.. E então as mulheres? Não estão em perigo de perder entes queridos? É que não há uma única mulher no centro deste dilema. (E não, meter ali uma vinheta de vez em quando não chega.) Fora isto, só vemos as mulheres como vítimas ou futuras vítimas, o que não é menos machista. E até o final perde força por causa disto. A razão pela qual o vilão fez o que fez, ou pelo menos o modo como é revelada, é tão mesquinha, e menoriza o sofrimento e os acontecimentos trágicos que estão para trás.

Fora isso, tenho a apontar a estupidez de preparar uma casa para proteger alguém contra os poderes conhecidos de vários vilões, mas não se considerar protecção, ou pelo menos a detecção do uso de poderes conhecidos de super-heróis. É claro que assim não tínhamos história, mas tendo em conta os extremos a que a Liga da Justiça foi para proteger os seus entes queridos, pareceu-me uma falha mesmo óbvia.

O segundo volume contém ainda uma história do Flash para complementar. Ao contrário da história principal, que faz referências ao passado sem exagerar, e que são explicadas bem, esta mete por ali uns comentários enviesados que não são muito claros. Mas gostei de seguir. Faz um bocadinho a continuação da Crise de Identidade, resolvendo algumas pontas soltas, e mostrando o Wally West, o Flash, a fazer as pazes com as escolhas do Flash anterior, o Barry Allen. Não achei muita piada foi ao facto de a história ficar a meio. Os vilões estão claramente a tramar alguma e aquilo fica em suspenso.

Uma nota para as capas, especialmente a do segundo volume, porque conseguiram trabalhar bem o fundo branco e fazer uma capa interessante. (E diferente das do resto da colecção.)

Um comentário curto, porque é um livro de crónicas, e não-ficção, e é difícil fazer uma opinião jeito para tal, pelo menos para mim. Divirto-me a ler as crónicas do autor na Visão quando as apanho, por isso tenho adquirido os livros que as reúnem, e este não foi excepção. É curioso, dá para seguir a evolução das notícias quentes do momento em que as crónicas foram escritas... ai, que este país é deprimente. Porque uma boa parte é a comentar politiquices e asneiradas de políticos. Que bela imagem do nosso país.

Apesar dos temas serem um pouco repetidos, acho piada à maneira como o autor às vezes apresenta as situações, e aprecio o tipo de humor com que as aborda. Só torço para que as coisas mudem um bocadinho por cá, para que da próxima vez que ler um livro destes haja mais variedade de temas.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Picture Puzzle #65



O Picture Puzzle é um jogo de imagens, que funciona como um meme e é postado todas as semanas à quarta-feira. Aproveito para vos convidar a juntar à diversão, tanto a tentar adivinhar como a fazer um post com puzzles da vossa autoria. Deixem as vossas hipóteses nos comentários, e se quiserem experimentar mais alguns puzzles, consultem a rubrica nos seguintes blogues: Chaise Longue.

Como funciona?
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens que representem as palavras do título (geralmente uma imagem por palavra, ignorando partículas como ‘o/a’, ‘os/as’, ‘de’, ‘por’, ‘em’, etc.);
  • Fazer um post e convidar o pessoal a tentar adivinhar de que livro se trata;
  • Podem ser fornecidas pistas se estiver a ser muito difícil de acertar no título, mas usá-las ou não fica inteiramente ao critério do autor do puzzle;
  • Notem que as imagens não têm de representar as palavras do título no sentido literal.

Puzzle #1
Pista: thriller/mistério/whatever publicado em português.

Puzzle #2
Pista: título YA fantástico em inglês.

Divirtam-se!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

TAG O Sacrifício de Livros

Fui desafiada pela Paty do Chaise Longue para responder a esta TAG. Pode parecer estranho ter uma TAG dedicada a desancar livros que não gostámos, mas convenhamos, de vez em quando sabe bem dizer mal de livros. Tal como por vezes um livro pode gerar uma paixão e euforia desmedidas, às vezes é o contrário, suscitando indiferença, desilusão ou irritação. E acho que não me importaria de os sacrificar por um bem maior, eu que tenho dificuldade em desfazer-me dum livro. :P Provavelmente vou falar mais de livros que li este ano, que estão mais presentes na memória.

Um Livro Sobrevalorizado

Estás na livraria a procurar um novo livro e BAM! Zombies começam a atacar! Através dos altifalantes é feito o anúncio de que os militares descobriram que a única fraqueza dos zombies são os livros sobrevalorizados. Que livro que toda a gente diz que é fantástico mas tu odeias começas a arremessar aos zombies sabendo que vai contar como livro sobrevalorizado e irá destruí-los com sucesso?
Ah! Gone Girl/Em Parte Incerta com eles. Eu até percebo o fascínio que o livro exerce na maioria dos leitores. Mas, tudo somado, não o achei nada de especial. Passei metade do livro irritada com os personagens por serem tão incoerentes, e a outra metade abismada por serem tão estúpidos. E como os personagens são tudo para levar este tipo de livro a bom porto, acabaram por me estragar a história, que até tem uma premissa fixe. Se a autora não tivesse exagerado na sua caracterização, se não tivesse chegado a certos extremos, a história teria sido muito mais satisfatória. Um pouco de subtileza não teria caído mal aqui. E por isso, acho o livro muito sobrevalorizado.

Uma Sequela

Sais do cabeleireiro com um penteado fantástico e BOOM: começa um aguaceiro torrencial. Que sequela usarias como chapéu de chuva para te protegeres?
Aqui vou meter o Requiem. Céus, não me lembro de me ter sentido tão desiludida com um autor, especialmente um que tinha mostrado ser tão promissor. A Lauren Oliver cria um mundo fascinante, uma história que prometia ser profunda e tem uma escrita linda, mas este parece que foi escrito por uma pessoa completamente diferente. Alguém que me ajude a esquecer este desastre.

Um Clássico

Estás na aula e o teu Professor de Português só fala sobre como aquele livro mudou o mundo, como revolucionou a literatura e começas a ficar tão farta/o que atiras o livro à cara do professor. Sabes porquê? Aquele clássico é estúpido e o castigo vale a pena só para mostrar a todos como te sentes em relação a ele! Que livro atiravas?
O professor vai levar com o A Laranja Mecânica na cara. É pequenino, mas a minha edição é de capa dura, por isso vai doer. O que é que eu vou dizer sobre esta confusão pegada? A história é incoerente, o protagonista irritante, e as questões morais levantadas ficaram manchadas, quanto a mim, por algumas escolhas narrativas questionáveis do autor. Se eu voltar a cruzar-me com um livro em que o autor está a tentar, duma maneira tão patética, que eu tenha pena dum personagem que é um autêntico psicopata, vai haver ultraviolência. É pena, seria uma história com potencial, mas a maneira como o autor a apresenta repugnou-me.


O Livro que Menos Gostaste na Vida

Prestes a sair da biblioteca e BAM o aquecimento global estoura e lá fora tens um longo terreno gelado pela frente. Presa/o, a tua única hipótese de sobrevivência é queimares um livro. Que livro vais a correr buscar e que não terás quaisquer remorsos de queimar?
Ah, eu podia dizer aqui tanta coisa... Mas a memória é curta, e não consigo conjurar um livro que detestei absolutamente, e que seria o livro que menos gostei de sempre. Posso é falar do último livro que me deixou absolutamente furiosa ao terminá-lo, tanto que quase me ia estragando a leitura seguinte. E não é normal isso acontecer, tanto o ficar furiosa desta maneira com um livro como o manchar a leitura seguinte. Falo do Dead Silence. Senti-me defraudada. Este não é o livro final duma série adorada que eu merecia. O livro não evolui a história da série, recaptando temas e situações do livro anterior, engonha até dizer chega e conseguiu finalmente irritar-me com certos aspectos que até tinham tido o seu interesse anteriormente. E aquilo não me deu uma sensação satisfatória de ser um final. A história dos personagens não tem um fim, sequer. A autora podia continuar a história, se quisesse. Mas não vai. E por isso preferia que o livro nem existisse.