quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Picture Puzzle #69


O Picture Puzzle é um jogo de imagens, que funciona como um meme e é postado todas as semanas à quarta-feira. Aproveito para vos convidar a juntar à diversão, tanto a tentar adivinhar como a fazer um post com puzzles da vossa autoria. Deixem as vossas hipóteses nos comentários, e se quiserem experimentar mais alguns puzzles, consultem a rubrica nos seguintes blogues: Chaise Longue.

Como funciona?
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens que representem as palavras do título (geralmente uma imagem por palavra, ignorando partículas como ‘o/a’, ‘os/as’, ‘de’, ‘por’, ‘em’, etc.);
  • Fazer um post e convidar o pessoal a tentar adivinhar de que livro se trata;
  • Podem ser fornecidas pistas se estiver a ser muito difícil de acertar no título, mas usá-las ou não fica inteiramente ao critério do autor do puzzle;
  • Notem que as imagens não têm de representar as palavras do título no sentido literal.

Na semana passada ninguém acertou no puzzle #2, por isso ei-lo de volta, com mais umas pistas.

Puzzle #1
Pista: título clássico em português.

Puzzle #2
Pista: título YA histórico em inglês; autora debutante; a história passa-se em 1918, na altura da Gripe Espanhola.

Divirtam-se!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Colecção Super-Heróis DC Comics - Volumes 15, 16 e 17

A premissa da história é muito interessante. Os vilões, Lex Luthor e Joker, mudam de cidade, o que força os respectivos super-heróis a fazê-lo. (E não, os vilões não o fazem por acordo mútuo, como é sugerido na sinopse. Na minha opinião, ambos não podiam desprezar-se mais.)

No entanto, acho que a premissa foi mal aproveitada. Para quem muda de cidade para enfrentar os respectivos vilões, o Super-Homem e o Batman passam muito pouco tempo a enfrentá-los, de facto. Podia-se ter explorado melhor esta troca de papéis, e na minha opinião isso resultava melhor se o Batman tivesse ficado em Gotham, a enfrentar o Lex Luthor, e se o Super-Homem tivesse ficado em Metrópolis, a enfrentar o Joker. Talvez pudessem ter aprendido algo um sobre o outro, ao enfrentar o vilão do outro.

Para além disso, acho que a história está desnecessariamente ocupada com o enredo do orfanato, que quase parece não ter nada a ver com o da troca de vilões. Preferia que a história se tivesse dedicado a um ou ao outro, porque da maneira que está não permitiu o desenvolvimento adequado de ambos.

Por outro lado, adorei a arte. É tão colorida e tem um ar tão... cartoonesco. O desenhador é muito detalhado e é uma delícia observar o que se passa no fundo das vinhetas. E as panorâmicas iniciais das cidades são tão interessantes visualmente, e com um contraste tão giro. O que me lembra, gostei bastante da dualidade na evolução das sequências com o Super-Homem e com o Batman, que se espelham.

Batwoman: Elegia, Greg Rucka, J.H. Williams III
Nunca tinha ouvido falar da Batwoman até há bem pouco tempo, e pensei brevemente que se estava a falar da Barbara Gordon, até me lembrar que essa assumia o papel de Batgirl. A personagem não é exactamente das heroínas mais conhecidas e destacadas... e por isso entrei na leitura sem expectativas nenhumas.

A primeira história do volume não é nada de especial, graças ao facto da antagonista não ser caracterizada em condições, a não ser no que concerne directamente a protagonista. Porque fora isso, a vilã é apenas estranha e vaga e impenetrável. O que é que ela quer? Não faço ideia. Qual é o trauma dela? Também não sei. O que lhe fizeram no passado? É apenas sugerido, e mal. Eh, tenho de lhe dar crédito, usa umas roupas giras. (Hahaha.)

Já a protagonista, a Kate Kane, é uma personagem fascinante, e muito melhor caracterizada. Os flashbacks que vemos na segunda história pintam muito bem o seu passado, composto de alguns momentos tristes e trágicos. Acho a sua relação com o pai muito interessante. O modo como ele a apoiou quando lhe deu na telha virar vigilante, como a preparou, e como na actualidade a ajuda nas suas missões.

Visualmente, este livro é uma delícia para os olhos. E tenho a dizer que estou apaixonada pelo cabelo vermelho da Kate/Batwoman. Agora a sério, gostei muito de observar as duplas páginas, e o trabalho de vinhetas pouco comum. É engraçado reparar na divisão entre a vida da Kate como Kate Kane e a vida dela como Batwoman a nível gráfico. E muito elementos nas partes da Batwoman têm um aspecto fabuloso, não só pelo cabelo vistoso, como pelo aspecto dinâmico que é dado às sequências de acção com as opções pouco habituais do desenhador.

Lanterna Verde: Origem Secreta, Geoff Johns, Ivan Reis
Acho que nunca tinha percebido muito bem o Lanterna Verde. O seu poder é daqueles tão vagos, que pode ser versátil e ao mesmo tempo difícil de compreender. Além disso, não conhecia suficientemente bm o personagem. Coisa que este volume ajudou a resolver. Como recontar das origens de um super-herói, é bastante satisfatório.

Há muitos pontos de interesse na história de Hal Jordan. A morte trágica do pai é um ponto de viragem, e o modo como ele se planta no local de recrutamento da Força Aérea mal faz 18 anos é comovente. O problema é que o rapaz é ensarilhado, e daquelas personagens a que apetece dar um pontapé por ser incapaz de ganhar juízo, para no segundo a seguir dar uma vontade de lhe dar um abraço por causa de tudo o que lhe acontece.

Gostei de conhecer a sede do Corpo dos Lanternas Verdes, e de conhecer os diferentes seres que o incorporam. A mitologia inerente até me parece cativante, e agora fiquei sedenta de mais pormenores. Ao que sei, o Sinestro é um vilão das histórias deste personagem, por isso estou curiosa em saber como passa de mentor para inimigo.

A história, já o disse, é bem interessante de seguir, e ajuda a compreender melhor o tipo de personagem que Hal Jordan é. A única coisa de que me ressinto é o ver que há pequenos detalhes da história que são apresentados e não são resolvidos, tendo em vista serem abordados em números posteriores do título. Não gosto muito, porque estraga a ideia de história auto-contida... mas assim são os comics.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

A Quinta dos Animais, George Orwell


Opinião: Que livro delicioso de ler. Em A Quinta dos Animais, George Orwell apresenta uma história, uma espécie de fábula que usa a sua estrutura enganadoramente simples para uma crítica social profunda sobre a Revolução Russa de 1917 e a instalação do regime estalinista. E apesar de curta, encontrei tanto nestas 160 páginas, que fiquei fascinada com a riqueza da história.

Não vou resumir a história. Parte da piada é descobri-la e compreender os paralelismos entre o que se passa na Quinta dos Animais e a situação que o autor pretendia criticar. Mas devo dizer que adorei a antropomorfização dos animais ao longo da história. As suas atitudes cada vez mais humanas ao gerir a quinta são de arrepiar. O modo como o poder corrompe, como uma classe/grupo se sobrepõe aos outros, a aceitação passiva dos animais em relação àquilo que os líderes expõem, a maneira como a propaganda e a reescrita do passado condicionam o desenvolvimento futuro da sociedade... são temas que claramente preocupavam o autor, que os revisita em 1984. Tendo lido este último, apreciei a ligação entre as duas obras.

Apreciei muito o sentido de humor inerente à escrita de este tipo de história. Há uma certa piada em ver a classe dirigente comparada a porcos e aqueles que os seguem a ovelhas. E toda a sátira é tão certeira na observação dos comportamentos humanos que é fácil esquecer que esta é uma fábula e que os personagens são animais.

Gostei bastante da adição a esta edição do prefácio que era originalmente para ser publicado com a primeira edição britânica, coisa que nunca chegou a acontecer. Nele, o autor critica o estado de coisas entre a classe intelectual britânica no pós-guerra, em que havia uma espécie de acordo tácito para abafar e não exprimir ideias anti-Rússia. É uma perspectiva interessante de conhecer.

Uma nota final para o título. Este livro já tem sido publicado em Portugal com o título O Triunfo dos Porcos, título esse que me parece estranhamente adequado, num ponto de vista jocoso. Mas agrada-me este título, mais simples mas mais fiel ao original, e tal como a própria história, enganadoramente simples. Falta-lhe o subtítulo que o autor tencionava colocar na história. A Fairy Story foi suprimido logo nos primeiros anos, e parece não ter a ver muito com o livro... mas até tem. Pois esta é uma fábula e tal como o título principal, é simples e irónico.

Título original: Animal Farm - A Fairy Story (1945)

Páginas: 160

Editora: Antígona

Tradução: Paulo Faria

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Sobre o péssimo sentido de timing...

... agora se é o meu ou o das editoras portuguesas, não sei dizer.

Estava eu a caminhar alegremente pela Fnac, observando os livrinhos com um ar de contentamento, quando ponho os olhos nisto:


Ando eu há anos, ANOS, a suspirar por ler este livro em português. Andei à procura da edição da Livros do Brasil. Desiludi-me quando me apercebi que estava esgotada. Amaldiçoei os deuses da literatura, ou lá quem é que é responsável por estas coisas. E procedi a ler o livro em inglês, porque claramente não havia ninguém que tivesse pena de mim e publicasse isto.

E depois aparece-me isto à frente, com uns bons 5 meses de atraso. O universo odeia-me.

Agora dêem-me licença, que eu vou chorar ali para o canto.

(Em jeito de post-scriptum, e agora que finalmente temos uma edição portuguesa, convido-vos a ler o livro, que vale a pena. E não se metam a ler as "introduções".)

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Picture Puzzle #68


O Picture Puzzle é um jogo de imagens, que funciona como um meme e é postado todas as semanas à quarta-feira. Aproveito para vos convidar a juntar à diversão, tanto a tentar adivinhar como a fazer um post com puzzles da vossa autoria. Deixem as vossas hipóteses nos comentários, e se quiserem experimentar mais alguns puzzles, consultem a rubrica nos seguintes blogues: Chaise Longue.

Como funciona?
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens que representem as palavras do título (geralmente uma imagem por palavra, ignorando partículas como ‘o/a’, ‘os/as’, ‘de’, ‘por’, ‘em’, etc.);
  • Fazer um post e convidar o pessoal a tentar adivinhar de que livro se trata;
  • Podem ser fornecidas pistas se estiver a ser muito difícil de acertar no título, mas usá-las ou não fica inteiramente ao critério do autor do puzzle;
  • Notem que as imagens não têm de representar as palavras do título no sentido literal.

Puzzle #1
Pista: título adulto contemporâneo em português.

Puzzle #2
Pista: título YA histórico em inglês.

Divirtam-se!