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domingo, 19 de junho de 2016

Feira do Livro de Lisboa 2016 - E então, já acabou...

Eh. Esta feira foi realmente atípica. Mais ou menos como eu previa. Contas feitas, gastei muito pouco, comparando com os anos anteriores, talvez um quarto ou um sexto do valor que habitualmente e/ou em média gasto.

Não tenho bem ideia de quantas vezes costumo ir à Feira, mas talvez tenha ido menos vezes este ano. Ou talvez fui menos vezes com intenção de comprar livros, e também foram, obviamente, menos as vezes em que de facto comprei livros.

Contas feitas, depois das duas vezes descritas no post anterior, fui mais uma vez a uma hora H, mas em que basicamente fui só lá jantar com uma amiga. Andámos por lá dum lado para o outro, mas o raio das barracas da comida faziam questão, quase todas, de escrever gourmet algures na carripana.

Oh, céus. Acham mesmo que precisam disso para vender comida? O português está perfeitamente familiarizado com street food e roulottes de comida. Tudo o que conseguiram fazer foi pôr-nos a torcer o nariz cada vez que o víamos, e acabámos na roulotte dos hambúrgueres e bifanas. E comemos muito bem, já agora.

Fora isso, comi numa outra vez umas Tripas on Wheels, que eram basicamente uns crepes glorificados. Um bocadinho caros. Valeu terem ovos moles, que eu acho deliciosos. Mas as waffles doutra barraca estavam a bom preço e adorei comê-las com ovos moles, muito boas.

A seguir a ter ido lá com a minha amiga, fui mais uma vez à hora H. Não tinha nada específico em mente, e acabei a comprar o conjunto de livros que estão deitados. Estavam na Porto Editora-Bertrand a 5 euros, portanto na hora H ficaram-me a metade do preço. É um disparate, mas um disparate que me saiu muito barato.

Deu para complementar algumas séries, apesar de ficarem na mesma incompletas porque a editora desistiu desta chancela e de muitas séries que publicava. Mas fiquei com uma cópia de um par de livros que já tinha e de que gostei muito.

Passou uma semana sem eu ir lá, e depois fui a uma hora H para vir de mãos a abanar. As multidões desencorajaram-me e não encontrei nada que me animasse. As duas vezes seguintes que fui à Feira é que valeram. Passei um bom bocado na conversa com pessoal dos livros, o que me soube melhor que tudo o resto da Feira.

Voltei à Feira uma última vez no último dia, por causa da hora H. Excepcionalmente, acabou numa segunda-feira, por ser feriado em Lisboa (dia 13). Comprei os dois livros que estão ao alto na foto. Hei de dar continuidade à Deborah Harkness, e a banda desenhada tinha-me deixado curiosa quando saiu.

E pronto, terminou. Para o ano há mais. Como esperava e previa, gastei muito menos em livros, por ter muito menos que quisesse comprar. Acho que estou um bocadinho cansada da feira, se é que o posso pôr nestes termos. Gosto de livros, gosto de comprar livros, mas a maneira como as coisas funcionam na feira, bem, podiam ser melhores, e isso desanima-me. Portanto, só posso terminar desejando que para o ano seja melhor, e que até lá eu tenha muitas e boas leituras.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Feira do Livro de Lisboa 2016 - Primeiras Impressões

Tenho a sensação que este é o primeiro ano (é a minha nona Feira) que a perspectiva da Feira me deixa algo... indiferente. Talvez seja finalmente a noção de ter demasiada coisa para ler cá em casa. Talvez seja porque tenho grande parte das novidades que queria, e porque normalmente não é na Feira que rende comprá-las, este ano ainda mais. Talvez já tenha adquirido praticamente tudo o que não é novidade que eu queira, ou tenha conseguido manter a lista de desejos desocupada o suficiente para não haver coisas mais antigas que eu queira.


Mas talvez este ano seja aquele em que eu venha a gastar mais em comida que em livros na Feira. Talvez.

As minhas primeiras impressões da Feira é que todos os anos fazem uma fanfarra a dizer que têm muitas novidades, mas honestamente a mim me parece tudo na mesma. Podem ter umas coisinhas diferentes, e isso pode atrair o público geral. Mas não é por isso que vou lá, e na verdade as coisas parece que cada vez se encaminham mais para eu não ter tanta vontade de lá ir.

Acho que a única boa surpresa que tenho a destacar por agora é o facto de no lado direito (para quem sobe o Parque Eduardo VII), antes dos alfarrabistas, haver uns dois ou três espaços de jogos de tabuleiro e afins. É bastante giro, porque com muitos deles temos o elemento de storytelling, e é um bom complemento.

Cada vez me irritam mais os espaços interiores das barracas em sítios tipo Leya. Podem ser muito úteis por causa do tempo, mas quando está muita gente é horrível, aliás, impossível, de ver sequer os livros. Dá-me vontade de fugir a sete pés. E depois, nestes dias a Leya costuma ter apresentações e concertos e assim, e o resultado é que mal dá sequer para entrar no espaço porque se acumulam ali muitas pessoas. Não é nada convidativo.

Este ano até a Fnac aderiu a esse modelo, e bem, também não gostei. Não dava para ver nada com tanta gente, é um espaço muito pequeno. Até a Tenda dos Pequenos Editores está um horror. Quem é que achou que era boa ideia fazer daquilo um longo corredor estreito com livros dos dois lados? Mesmo quando não está muita gente é impossível passar se pararem duas pessoas de cada lado, mesmo à frente uma da outra.


Outra coisa que me desmotiva para a Feira são as promoções. Dantes ficava superanimada para ir à Feira, ver que havia de descontos e planear as minhas compras; mas a cada ano parece que há menos variedade de ofertas neste aspecto. Agora com a nova Lei do Preço Fixo a apertar mais o cerco, nem sequer dá para aproveitar aquelas promoções tipo "leve 4 pague 3" para comprar novidades, porque as novidades estão automaticamente excluídas de entrar nesse tipo de promoções.

Ai... a vida está mal para quem gosta de ler em Portugal. E até para quem não gosta de ler. Não consigo perceber como é que este tipo de restrições vai ajudar às vendas. Não me parece que vá. Tenho a sensação que este tipo de promoção podia dar um empurrãozinho a quem não compre habitualmente livros, para comprar a quantidade de livros certa para usufruir da promoção.

Agora? Mal expressem um interesse num livro levam a resposta "ai, esse não pode ser, está na Lei do Preço Fixo". E depois a razão porque não dá é demasiado complicada para explicar. Qualquer pessoa que trabalhe em vendas nos pode dizer que não se diz a palavra "não" a um cliente, e que promoções com restrições demasiado complicadas vão dar asneira.

Para quem compra muitos livros? Agora compra menos, está claro. Não é com isto que as vendas sobem. 18 meses são uma vida, no mundo da edição, e tanto tempo a bloquear promoções com novidades faz com que fácil e rapidamente certos livros sejam esquecidos. O que é pena.

Enfim. De momento as minhas aquisições reduzem-se apenas a estes livros:

São da Tenda dos Pequenos Editores, e estavam com um bom desconto, a mais de metade do preço, se não me engano. Nem tinha reparado neles da primeira vez que lá passei, tal era a quantidade de gente lá dentro. Mas tenho estado a apostar na banda desenhada, e tendo em conta que têm um par de criadores com que estou familiarizada e me deixam curiosa, foi mesmo de trazer para casa. Já me fazia falta esta sensação de "tenho mesmo de ter".

E pronto, vamos lá ver o que mais a Feira me traz. Não estou com grandes expectativas, por isso estou sempre a jeito para ser surpreendida.

domingo, 21 de junho de 2015

Fui à Feira do Livro 2015 e trouxe alguns livrinhos comigo para casa...

... e dei-me conta que no fim de contas, já vou à feira há uma série de anos, e dei por mim a pensar no que mudou ao longo do tempo. Muita coisa na organização do evento em si está na mesma, por exemplo, e não no bom sentido - e são coisas de que já me tenho queixado por aqui, em anos anteriores. O site da feira continua a ficar online a tarde e a más horas, com informação incompleta e por vezes errada. Chega ao ponto de eu não perceber para que se dão ao trabalho de ter sequer um site, se é para fazer um trabalho tão mauzinho.

Em relação ao ano passado, fiquei com a sensação que a feira estava mais bem preenchida, o que é bom, já que em 2014 a achei mais despida de participantes. Algumas novas editoras tinham espaço próprio, e agradou-me bastante ver mais variedade nesse aspecto. Por outro lado, a feira continua com muitos e variados locais de comida, alguns novos, alguns até interessantes. Gostei de algumas apostas presentes neste ano.

Continuo a achar que algumas editoras se preparam mal para a feira. A desarrumação no primeiro dia não foi tão óbvia este ano, mas certos "grandes grupos" (*cof*Leya*cof*Porto-Editora-Bertrand*cof*) continuam a ter um problema grande com ter representados todos os seus livros. A única editora média-grande que eu vejo fazer um bom trabalho nisso é a Presença. Talvez também o grupo 20|20, onde se inserem a Topseller ou a Booksmile, mas são novos, não têm um catálogo tão extenso para representar.

Também há problemas com a Hora H. A lista das editoras que entravam e que estava no site não era nada precisa, e algumas editoras continuam a ser criativas com a lista de livros que entram na promoção. (Continuo a defender que se não querem que todos os livros com mais de 18 meses entrem na hora H, não se dêem ao trabalho de participar. Poupa-vos tempo, e aos leitores também.) A Porto Editora é péssima nisso (pior, apanhei livros que o ano passado estavam com o autocolante dos 70% de desconto o ano passado, e este ano só tinham o dos 50% - estavam mais forretas com o autocolante dos 70%), e a Saída de Emergência também segue a mesma linha.

Também me custa que as editoras não sejam mais variadas com as listas de livros do dia. Achei que a Planeta se repetia muito em temáticas e até em livros, e raramente se aproximaram sequer do tipo de livros deles que eu leio. Também mantive um olho nos livros do dia da Fnac, e apanhei apenas uma única promoção de banda desenhada em toda a feira, o que é chocante porque eles têm uma boa representação de BD em inglês. Pior, no último dia tentei comprar um livro na banca deles, mas o único que tinham era o de exposição, e estava rasgado, há alguns dias até - nem se deram ao trabalho de mandar vir mais naqueles dias finais. Lá perderam uma compra, e é isso que não compreendo.

Acho que entre esta e a feira anterior o meu foco em termos de compras mudou um pouco. De certo modo, já aproveitei para adquirir com as promoções e vantagens da feira tudo o que desejava em termos de livros de ficção, e por isso comecei esta feira com a noção de que não havia muita coisa que eu desejasse mesmo trazer para casa. Portanto, como já tinha apontado o ano passado, virei-me para a banda desenhada, onde encontrei boas surpresas e descontos, e onde aproveitei para juntar à minha biblioteca livros muito desejados ou que me chamaram a atenção recentemente.


De ficção/não ficção, fica aqui aquilo que escolhi trazer para casa. Os primeiros dois livros são edições portuguesas antigas que apanhei nos alfarrabistas, o primeiro de Jane Eyre da Charlotte Brontë, o segundo é o Persuasão da Jane Austen (adoro as invenções com os títulos dos clássicos que os nossos editores faziam nesta altura; o do Persuasão - Sangue Azul - é o melhor).

Trouxe ainda alguns livros que na altura em que saíram me suscitaram curiosidade, mas não se proporcionou virem cá para casa. (O Até ao Fim do Mundo porque tem um PVP ridículo para o tamanho de livro que é.) Quem Mexeu no Meu Comprimido? também me deixou interessada, mas mais por curiosidade profissional, já que aborda algo na minha área, e é nesse sentido que quero ver se aborda o assunto de forma adequada.


E pronto, a banda desenhada comprada na feira, fora as aquisições que mostrei no post final de Maio aqui. Os livros do Armandinho chamaram-me a atenção desde o início, e por isso aproveitei que eram livros do dia (20% de desconto), mais uma promoção da editora de "leve 3, pague 2". O Finalmente o Verão não tinha grande promoção, apenas 10% de desconto, mas tenho lido tanto e tão bem acerca dele, que achei que valia a pena comprar directamente à editora, e recompensar o terem-no trazido para Portugal.

Fun Home e Pequenos Prazeres são livros que já li, e que aproveitei uma Hora H para juntar à minha biblioteca. Os três seguintes também foram comprados na Hora H, na Devir. Li recentemente o primeiro livro de Jeph Loeb e Tim Sale sobre heróis da Marvel e uma cor que os defina, Hulk: Cinzento, e por isso lembrei-me de procurar os outros dois livros dedicados ao Demolidor e ao Homem-Aranha. Leitura bastante adequada, especialmente porque vai sair (finalmente) em breve o último livro, há tanto tempo prometido, sobre o Capitão America. O Witchblade é a continuação de um livro que já li há tanto tempo, e mesmo que o interesse já não seja o mesmo, ainda gostava de ler a história completa.

Na Gradiva, novamente na Hora H, aproveitei para comprar mais livros para a minha colecção de Calvin & Hobbes, e o bónus foi que na compra de dois livros deles estavam a oferecer um das tiras do Adam, por Brian Basset, bem divertidas, por isso saí de lá muito contente. Excepto pela parte que os livros de Calvin & Hobbes que me faltam estão esgotados, mas pronto, espero que resolvam essa falha depressa.

A última coisa na pilha é A Ordem das Pedras, da colecção Valérian e Laureline (aqueles totós da Asa meteram só Valérian na lombada, o que é parvo, porque na capa metem a colecção como sendo Valérian e Laureline, o que de qualquer modo é mais correcto, ambos são os protagonistas da história). Já li sobre estes personagens, o livro em questão tinha as partes 1 e 3 duma história, e na altura queixei-me da lógica de tal escolha; esta é a parte 2, e assim poderei ler a narrativa duma ponta à outra sem saltos.

E pronto, aqui fecha mais uma edição da Feira do Livro. Continua a ter os mesmos problemas de sempre, e não os vejo a ser resolvidos no futuro, infelizmente. Mas também continua a ser um prazer e uma delícia ir passear para o Parque Eduardo VII, ver (e babar para) os livros, maravilhar-me com as possibilidades, e pensar naquelas que podem vir cá para casa. Já acabou, e já estou com saudades. Resta-me esperar a edição do próximo ano.

domingo, 15 de junho de 2014

Feira do Livro de Lisboa 2014 (e Aquisições)


Mais um ano a ir à Feira do Livro, para espreitar uns livrinhos e aproveitar o bom tempo (às vezes demasiado bom tempo), passear pelo Parque Eduardo VII e fazer algum exercício com tanta subida e descida.

Este ano a Feira surpreendeu-me porque claramente tem menos bancas de editoras e possivelmente de alfarrabistas; e a maneira encontrada para compensar essa falta foi a introdução de bem mais espaços de comida e petiscos. É um sinal dos tempos: a crise impede maior variedade de representação na Feira, aparentemente. Quanto aos espaços com comida, não é uma má ideia; as pessoas podem não chegar a comprar livros, mas de comer ou petiscar precisamos sempre. Pelo menos louvo a variedade de espaços.



Fui lá no primeiro dia. Já é hábito, andar entre as barracas e ainda ver algumas fechadas, ou ver o pessoal das editoras a arrumar livros e a marcar preços. Faz-me alguma confusão, ver o estado de (des)arrumação que ainda se via ocasionalmente. Se a Feira é para abrir dia X à hora Y, as coisas deviam estar preparadas antes dessa altura, não depois. Tal como não sei se faz muito sentido o que vi esta semana na Leya. A feira tinha começado às 12h30, e ainda tinham paletes enormes de livros por arrumar depois disso. Não será possível fazer-se esse trabalho antes da Feira abrir? Como potencial cliente, é um pouco estranho andar a navegar no meio da desarrumação.

Quanto a aquisições, já mencionei no post do fim do mês de Maio o que tinha comprado nos primeiros dias. Para além disso, aproveitei para comprar muita banda desenhada, como é possível ver na imagem seguinte.


Vou continuando a minha colecção dos livros de Calvin & Hobbes, e aproveitei que a Gradiva tinha estes dois (Parabéns, Calvin & Hobbes e O Tigre Assassino Ataca de Novo) como livros do dia para os juntar à estante. A Fnac estava com uns descontos jeitosos - 20% de desconto na Feira sobre o preço de capa que têm na loja, e ainda mais 10% se se tivesse cartão Fnac. E tendo em conta que ando a namorar o Habibi há um ano, precisamente desde a última Feira, que foi quando a Fnac o começou a ter à venda, era irresistível trazê-lo a este preço. Qualquer coisa como metade (ou mais) do preço que encontraria no Book Depository. Da Fnac veio também How to Tell If Your Cat is Plotting to Kill You.

Da Porto Editora/Bertrand veio Contos dos Subúrbios, na Hora H. É uma vergonha um livro destes estar a 5 euros, mas enfim, eu é que ganho com isso. E fica aqui a crítica que a editora é péssima a repor os livros. Fui nessa noite para comprar na Hora H alguma banda desenhada que tinha sido editada na chancela Contraponto... e esgotou num instantinho. Pior, um dos livros não foi reposto durante mais de uma semana. Só o voltei a encontrar lá há um par de dias, quando já não havia Hora H. Resultado, não comprei os 3 livros que tencionava comprar, e perderam uma compra. Não sei como é que este pessoal funciona, mas pelos vistos não querem vender livros. Estive a reler posts da Feira dos anos anteriores e vejo que é o quarto ano consecutivo que tenho razão de queixa da Porto Editora/Bertrand, e que a queixa é praticamente a mesma. Portanto, minha gente, estão a fazer um magnífico trabalho, não se esforcem por mudar e melhorar, que não é preciso nada, mesmo nadinha. /end sarcasm


Na Leya atirei-me ao Dragon Ball, porque tinham-no basicamente a 2 euros (!) o volume, o que combinado com o "leve 4 pague 3" do espaço, ainda baixa mais o preço aos livros. Ou seja, pelo preço que 2 tinham originalmente, trouxe para casa 12. Custa-me é faltarem uns livros pelo meio, mas eram os que estavam disponíveis. A reposição aqui também não era das melhores. Da Devir trouxe Batman: Ano Um, e o primeiro volume de Death Note e Blue Exorcist. Nota positiva para a editora, que tinha uma promoção em que ofereciam uma capa/jacket bem gira (ver em baixo) se se comprasse um volume de Death Note.


O Signo dos Quatro e o Vale do Terror são resultado da Hora H. Como Vos Aprouver estava na tenda dos pequenos editores, e é uma edição bem gira, que me agradou. Trouxe os volumes II - IV de Gossip Girl numa promoção "leve 3 pague 2", e os livros da Ann Brashares das Quatro Amigas e Um Par de Calças trouxe da zona das promoções da Presença, e ainda me valeram a oferta do livro do Philip Pullman. Por fim, aproveitei que os dois livros do Zafón eram livros do dia para os trazer a um preço mais amigo, já que o PVP original é um pouco puxadote.


Por fim, 3 livros que comprei como livro do dia (o primeiro) ou na Hora H (os outros dois), para aproveitar a oportunidade dos respectivos autores estarem cá em Portugal para os autografar. Fui à sessão da Lesley Pearce no Colombo para evitar a confusão da Feira. Foi uma sessão curtinha, mas a autora pareceu-me uma pessoa interessante de conhecer. Hoje, e porque devo ter uma veia masoquista qualquer, fui enfrentar calor e multidões (duas coisas de não sou muito fã) para pedir o autógrafo para os outros dois livros. A Dorothy Koomson é uma autora tremendamente simpática, muito cativante; o Jeff Kinney tinha uma fila enorme, mas não tive de esperar muito - a regra de um autógrafo/livro por pessoa ajudou. E depois vim-me embora, porque estava mesmo calor, mesmo abafado, e a minha vontade ao chegar a casa era meter-me no duche com a roupa vestida e tudo.

Apontamentos e queixas finais: fiquei desapontada por a Planeta insistir tanto em colocar nos livros do dia tantas novidades e tanta coisa repetida. Não há destaque nenhum para livros mais antigos, e há um ou outro que eu gostava de ter comprado. Da Porto Editora/Bertrand já me queixei, mas ainda acrescento que esta coisa de aderirem à Hora H e depois nem todos os livros com mais de 18 meses entrarem... bem, não faz muito sentido.


Sobre a organização em si, é a mesma queixa de sempre: divulgarem as coisas a tempo. É ridículo o site ser lançado no dia em que a Feira abre, é ridículo que as informações da Hora H saiam para o site no dia em que a Hora H começa, e é ridículo que essa informação esteja errada, faltando editoras na lista. A lista de livros do dia é muito pouco útil, já que a ordem alfabética do título do livro faz pouco sentido, e não dá para alterar o critério de ordenação. (Como por editora, era o que me dava jeito.) Louva-se as editoras que iam publicando os livros do dia no seu Facebook (exemplos: Gradiva e Planeta).

Termino com a esperança de que para o ano seja melhor, e que eu tenha menos razões de queixa. Gosto bastante da Feira do Livro, de caminhar pelo Parque Eduardo VII e de cirandar entre livros, mas este ano não foi dos meus favoritos.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Feira do Livro de Lisboa 2013 (e Aquisições) Parte IV

E chegam as últimas visitas à Feira do Livro, com direito a muita caminhada, mais alguns livros, e momentos bem passados...

Mafi, eu, Inês, Paty. Apesar do céu esquisito, não choveu, e ainda bem.

Voltei à Feira no Sábado para me encontrar com algumas bloggers - a Paty do Chaise Longue, e a Inês e a Mafi do Algodão Doce para o Cérebro. Primeiro fomos à sessão de autógrafos da Dorothy Koomson, e depois andámos a passear pela feira e a espreitar as bancas. Encontrámos também a Filipa do O Labirinto dos Livros, e estivemos à conversa sobre... que mais? Livros. Ao beber um cafézinho num dos quiosques, ofereceram-nos um saco da marca alusivo ao evento e tudo. Foi uma tarde bem passada.


Voltei no Domingo de manhã. Inspirada pela conversa no dia anterior com a Filipa, trouxe o pack de O Terror, de Dan Simmons, e Ponte de Sonhos, de Anne Bishop, com oferta de O Mago - A Filha do Império (ainda mal comecei a saga, mas ei, lá chegarei um dia). Ao passar pela barraca da Fnac reparei que o Watchmen estava com um bom desconto em relação ao preço nas lojas, e um preço quase igual ao do Book Depository - por isso, aproveitei. Ando há demasiado tempo para lê-lo.


Na Segunda-feira, voltei para me despedir da Feira, mas estava tanta gente... só dava para avançar quase à cotovelada. Era quase impossível ver os livros. Ainda passei pela Presença, e depois de esperar uns 10 minutos que um senhor se desviasse, acabei por ver e trazer da barraca deles dos Saldos O Fio do Destino, de Lian Hearn, que é o último que me falta da saga dos Otori, e Quatro Amigas e um Par de Calças, de Ann Brashares (depois de ter lido outro livro da autora, fiquei interessada em ler mais coisas dela). A promoção/sorteio da editora valeu-me a oferta de Senhor Fixe.

Trouxe também A Evolução de Calpurnia Tate, de Jacqueline Kelly, que era livro do dia na Porto Editora (as filas estavam gigantes, mas pelo menos andaram depressa). E chegamos ao meu propósito para ir à Feira, ir ter com a Carla M. Soares e pedir-lhe para autografar dois exemplares de Alma Rebelde, o da minha mana e o da Paty, que não pôde ir. Gostei de conhecê-la ao vivo, já temos trocado comentários pela blogosfera, mas é sempre bom conhecer um autor ao vivo, mesmo que eu fique sempre um pouco nervosa.

Em jeito de balanço... diria que foi uma boa Feira, comprei muita coisa que tinha na wishlist, mas tinha espaço de manobra para improvisar, e acabei por trazer outras coisas que gostava de ler mas não estavam na lista inicial. Houve muita coisa que deixei para trás - não comprei nada da Argonauta, estou de birra por não venderem os livros que me faltam duma saga; a Leya a certa altura deixou de repor os volumes de manga na barraca da BD, por isso também não trouxe mais uns volumes de Dragon Ball; a Devir diz que tem esgotados os primeiros livros de A Liga de Cavalheiros Extraordinários, e por isso ainda não é desta que eu percebo porque é que tanta gente desanca no filme; a Porto Editora/Bertrand trocou-me as voltas com a mudança do significado da cor do autocolante na Hora H, por isso acabei por não trazer algumas coisas que me tinham interessado; e a Tinta-da-China tem o Dog Mendonça e Pizzaboy esgotado (o primeiro) e quase esgotado (o segundo, que era o que eu queria mas não entrava na Hora H).

Outras críticas a fazer: 1) reposição de stocks. Eu sei, e até percebo, que lá para o fim da Feira ninguém se está para se chatear, porque há toda a probabilidade de terem de acartar com os livros de volta, mas lá que se vendiam mais uns livritos, vendiam. 2) A interpretação extremamente liberal de Hora H das editoras. Vem a organização fazer publicidade à Hora H, que TODOS os livros com mais de 18 meses entram, e depois começam a aparecer os "ah, mas é só": ah, mas é só nas editoras aderentes; ah, mas é só nos livros que nos apetece. Esta promoção não é uma coisa obrigatória, só adere quem quer, por isso aderir e depois muitos livros não entrarem é assim para o estranho. E se até fui compreensiva com algumas editoras mais pequenas (não concordo com a posição, mas enfim), este ano até a Porto Editora se armou em esperta, porque havia alguns livros interessantes com mais de 18 meses que não estavam marcados com os autocolantes da Hora H. E o que é mais hilariante, em certos sítios recusam-se a confirmar se o livro estará com desconto na Hora H ("não podemos dizer isso fora da Hora H"). Tendo em conta que qualquer pessoa pode abrir o livro, confirmar a data de edição e ver se o livro tem mais de 18 meses, e tendo em conta que algumas editoras funcionam na base do "este livro com mais de 18 meses entra, este não", é estúpida esta atitude. Apenas alienam um potencial comprador e leitor, e ainda não percebi bem porquê.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Feira do Livro de Lisboa 2013 (e Aquisições) Parte III

Mais um post sobre a 83ª Feira do Livro de Lisboa, descrevendo mais algumas visitas à feira e observações sobre a mesma.

O mês começou bem, logo com uma visita à Feira no primeiro dia, Sábado. O objectivo era comprar uns livros que um amigo me tinha pedido para ver na Feira. Trouxe-lhe o 1984, de George Orwell (a minha campanha para levar as pessoas a aproveitar o preço reduzido do livro na Feira para adquirir esta obra fantástica lá teve resultado em alguém :D), e os 5º, 6º e 7º livros das Crónicas de Gelo e Fogo, de George R.R. Martin - A Tormenta de Espadas, A Glória dos Traidores e O Festim dos Corvos - que com o 5º de oferta, ficaram a um preço fabuloso. E fico muito animada por ver alguém a ler e a gostar da saga, fui eu que lhe dei um empurrãozinho para ler os livros depois de ver que ele gostava da série da HBO.


O resultado desse dia para mim? Acabei a trazer alguns livros da banca dos 5 euros da mesma editora - o segundo das Brumas de Avalon da Marion Zimmer Bradley, A Rainha Suprema, e o terceiro da Trilogia do Elfo Negro, Refúgio, de R.A. Salvatore. E na banca da Antígona, ao comprar o 1984, ofereceram o Conversas com Albert Cossery, o senhor que me atendeu mencionou que o autor referido no título era uma pessoa interessante de se ler.

E depois de tudo isto, andei pelos alfarrabistas a espreitar os livros e trouxe A Guerra dos Mundos, de H.G. Wells, Visto do Céu, de Alice Sebold, e Herdeiros do Ódio, de Virginia Andrews (também conhecida como V.C. Andrews) - é dos livros mais conhecidos da autora (em inglês, Flowers in the Attic), e estou muito curiosa para ver o que sai daqui... além disso, esta saga é a única que foi (quase) totalmente escrita mesmo pela autora, enquanto que as seguintes foram publicadas com o nome dela, mas escritas por um ghost writer. Devo dizer que ganhei um gosto por estas edições antigas do Círculo de Leitores em capa dura, são bastante jeitosas.

Da vez seguinte que fui à Feira, numa Segunda-feira, fui lá almoçar com a minha mãe, e andámos a passear pelo Parque. Não trouxe nenhum livro, mas foi um dia giro, apesar de estar muito calor. E depois voltei à Feira na Quarta e na Quinta, para aproveitar a Hora H.


Na Quarta-feira tinha em mente aproveitar algumas promoções nas áreas dos grupos editoriais Leya e Porto Editora/Bertrand, e foi com grande surpresa e animação que descobri que O Tempo entre Costuras estava nos livros do dia desta última. Já tinha resmungado para comigo que era muito triste o livro não entrar na Hora H, apesar de ter mais que 18 meses, por isso aproveitei, já que ficava a metade do preço. O Deixa-me Entrar também era livro do dia, e finalmente adquiri o Matadouro Cinco - esse sim, estava na Hora H, com 70% de desconto.

Na Leya, trouxe dois livros na Hora H que me deixavam curiosa, Se Isto é um Homem, de Primo Levi, e Só te Amo até Terça-feira, de Rosa Luna. Por fim, ao passar por uma das outras bancas da Feira, chamou-me a atenção O Baile, por duas razões - por estar com um bom preço, visto ser livro do dia, e por saber que foi recentemente o vencedor em várias categorias dos Prémios Profissionais de Banda Desenhada. Estou curiosa.


No dia seguinte, voltei à Feira assumidamente para espreitar a Hora H, mas aquilo que acabei por trazer nada tinha a ver com a mesma: Poemas, de Alfred Tennyson (tem o poema Crossing the Bar, mencionado na trilogia Matched da Ally Condie ^-^) e Royal Flash, de George MacDonald Fraser, ambos na banca dos 5 euros na Saída de Emergência.

Em jeito de observações e conclusões preliminares sobre a Feira, gostava que algumas editoras apostassem mais em trazer para a Feira o fundo de catálogo, porque creio que seria uma boa hipótese para fazerem umas boas promoções e venderem livros que se calhar estão parados num armazém. E por outro lado, gostava que uma ou outra editora apostassem mais nas promoções, ou pelo menos em divulgar os seus livros do dia. Porque no primeiro caso acaba por não render muito comprar-lhes livros na Feira, e no segundo o leitor nem sabe que promoções têm - e às vezes bastava um livro em promoção para levar o leitor à Feira, e quem sabe levá-lo a comprar mais qualquer coisa.

Outra coisa em que reparei é o caso da Contraponto, chancela da Bertrand, cujos livros estavam a ser vendidos a preços ridículos, baixíssimos mesmo. Dá a sensação que o grupo editorial se está a tentar livrar dos livros. Estarei a ler demasiado nas entrelinhas ao pensar que vão acabar com a chancela? O que é uma pena. A Contraponto tinha uma linha editorial bem interessante, com algumas escolhas fora do comum mas que valia a pena ler. (E sim, sei que me estou a contradizer, mais ou menos, em relação ao parágrafo anterior.)

E além disso, estou a ver que lá vamos ficar com séries penduradas que eram publicadas na chancela - a saga Vampire Academy da Richelle Mead foi abandonada no quarto livro, a saga Fever da Karen Marie Moning ficou no segundo, com uma tentativa de reedição do primeiro para relançar a série... com exemplos destes, não quero ver editores a fazer um choradinho porque os leitores não compram séries. Vocês é que começaram, ao deixar séries a meio e deixar-nos a nós, leitores, pendurados. Arrisquem-se a publicar séries completas e se calhar vêem os leitores a arriscar-se a comprá-las.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Feira do Livro de Lisboa 2013 (e Aquisições) Parte II

E, como tinha mencionado no meu texto anterior, lá fui à Hora H na Segunda-feira. Cheguei cerca de uma hora mais cedo, para poder ter a oportunidade de espreitar as barracas de algumas editoras que aderiam à Hora H antes de esta efectivamente começar. Subi o Parque Eduardo VII pelo lado direito e chegada à Leya recebi o primeiro "desgosto" da noite: não encontrei o livro Jonathan Strange e o Sr. Norrell nas prateleiras. Imagino que ao fim da noite já venderam todos os exemplares de alguns livros e não seja possível repo-los, mas saí dali bastante desapontada.

Vagueámos até ao outro lado da Feira, espreitando mais algumas bancas, e chegámos à zona da Porto Editora/Bertrand, onde apanhei o meu outro "desgosto": este ano mudaram o significado das cores dos autocolantes quanto ao desconto que atribuem aos livros na Hora H - o ano passado o amarelo era para 50% de desconto, e o laranja para 70%. Este ano é ao contrário (amarelo para 70%, laranja para 50%). Escusado será dizer que acabei por não trazer nada. Levava uma lista com livros que gostava de comprar, mas esta troca trocou-me as voltas, passe a redundância. Vou reconsiderar as prioridades na minha lista.

Bem, nem tudo é negativo, acho. Acabei por ir à banca da Europa-América para trazer alguns livros que me interessavam, a Hora H é a única altura em que posso comprar livros desta editora, tendo em conta os preços excessivos a que põem os livros. Trouxe A Flecha Negra, de Robert Louis Stevenson, e Agnes Grey, de Anne Brontë, ambos livros lidos há muito tempo, nos meus tempos de "infanto-juvenil", e livros que recordo com carinho. Os outros dois livros são Crónica de uma Serva, de Margaret Atwood e Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, para o desafio das distopias e pós-apocalípticos.


Ainda passámos pela Planeta, onde reparei que O Prisioneiro do Céu, de Carlos Ruiz Zafón, era Livro do Dia, com 40% de desconto. Aproveitei. Chegada a casa, abri o livro e fiquei algo chocada quando me apercebi que o livro tem uma letra e um espaçamento gigantes e está ao PVP que está (21,90€). A editora em questão tem livros a este preço com mais páginas, mais linhas e menos espaçamento, enfim, mais texto. É aproveitarem-se da fama do autor para porem o livro tão caro. Enfim... para contrabalançar aconteceu uma coisa gira com o livro. Estava assinado. Mas o autor tem um autógrafo tão estranho que cheguei a pensar que alguém tinha riscado o livro por engano e que o tinha de ir trocar. Valeu-me a internet para confirmar que aquilo era mesmo o autógrafo do autor. (Parece uma dúvida parva, mas acreditem, iam ficar com a mesma dúvida ao ver o "rabisco".) E agradeço à editora por estar a vender exemplares assinados na Feira, foi uma boa surpresa.

Mas que fique registado, eu sou teimosa. E chatinha. E voltei na noite seguinte, apenas para espreitar melhor algumas bancas, mas vi na Leya o Jonathan Strange e o Sr. Norrell e pude finalmente trazê-lo na Hora H. Fica a sensação que as "grandes editoras", tendo um espaço maior, são as que o aproveitam menos bem, tendo muitas lacunas de livros do seu catálogo no espaço da Feira. É uma ideia que trago das Feiras anteriores e até agora as ditas "grandes editoras" não fizeram nada para me fazer mudar de ideias.

Trouxe desta noite umas indicações para a minha irmã acerca da disponibilidade de uns livros que ela queria, e por ela lá voltei na Quarta-feira à hora do almoço, para lhe trazer os livros antes que desaparecessem. Não tencionava trazer nada comigo, mas andei a vaguear entre os alfarrabistas, e vi Nunca me deixes, de Kazuo Ishiguro, num deles. Impossível de resistir.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Feira do Livro de Lisboa 2013 (e Aquisições) Parte I

Ena, tantas!

Mais um ano que passou, e dou por mim outra vez a caminhar pelo Parque Eduardo VII, e a suspirar pela imensidão de livros à vista. Desta vez, numa época mais tardia, mas que pessoalmente me agrada mais - não há chuva à vista! A minha experiência com a Feira do Livro (é a minha 6ª Feira do Livro) tem sido quase sempre naquela altura de fim de Abril, início de Maio, que é horrenda - ora faz frio, ora calor, e de vez em quando chove, para estragar a Feira aos visitantes. Pelo que pessoal que já vem à Feira desde criança me diz, dantes costumava ser nesta altura, portanto espero que mantenham as datas para o ano.

Parece-me que em número haverá mais ou menos a mesma quantidade de barracas, mas nota-se a ausência de algumas editoras mais pequenas, ou a sua passagem para a tenda dos pequenos editores (a minha irmã notou logo o caso da Girassol, que está nessa tenda, e o ano passado tinha barraca própria). Este ano há uma tentativa de incluir espaços publicitários, suponho que como forma de ajudar a custear a Feira, e a tentativa de criar um espaço infantil, que reunisse editoras orientadas para este público - o que não deve ter corrido muito bem, já que vi mais dois ou três nichos destas editoras distribuídos por outros pontos da Feira.

Um dos ditos espaços publicitários

Fui logo no primeiro dia à Feira, para almoçar no cantinho em que almocei várias vezes o ano passado, e para ver onde estavam os espaços de algumas editoras, "marcar" alguns livros e tirar ideias sobre quais serão as compras desta Feira. Comprei apenas o Livro do Dia da Relógio d'Àgua, A Estrada de Cormac McCarthy, que estava a aproximadamente metade do PVP. A crítica que tenho a fazer é que sendo o primeiro dia algumas editoras ainda não estavam muito bem organizadas (nalgumas faltavam preços nos livros, noutras nem tinham acabado - ou sequer começado - a arrumar os livros).

Voltei no segundo dia, para ver melhor alguns livros e editoras que não tinha tido oportunidade de ver no primeiro dia. Consegui trazer os mangas Dramacon 2 e 3, e A Princesa Pêssego 2 e 3 na promoção "leve 4, pague 3" da Leya, que estavam a um preço absurdo, de tão baixo, e ainda ficou mais baixo com a promoção. Ainda tenho que lá voltar para conseguir completar mais colecções neste formato. Passei pela Devir e trouxe o livro do Hellboy a metade do preço, graças a "imperfeições", e o Sandman - Parte III, que era o que me faltava da série em português.

As aquisições até agora

Ainda andei a espreitar a Livros do Brasil, por causa da colecção Argonauta. Hei de trazer alguns livros de lá, para completar uma ou outra saga (os livros estão a 1 e 2€). Mas estou a ver que estou tramada com uma determinada saga, porque a editora só tem os livros a partir do número 275, e dessa saga faltam-me os primeiros livros - livros esses que estão a menos de 15 números antes do número 275 (tal é a minha sorte). Ainda perguntei num alfarrabista que parecia ter muita coisa da colecção qual era o preço a que tinha os livros, mas afastei-me logo antes que tivesse um AVC ao saber do preço (eram 5€, credo). Vou ficar pendurada com estes livros, está visto. Nunca mais me ponho a tentar comprar e ler uma saga através desta colecção, só porque os livros estão baratos, porque não sei se vale a pena o stress e a paciência necessários para tentar andar a caçar os livros que faltam.

No Sábado já lá estava outra vez, mas desta vez para encontrar algumas bloggers, passar pela Presença e pedir um autógrafo à autora Liliana Lavado, e espreitar o piquenique literário organizado pelo blogue Efeito dos Livros (participei no "blind book" e calhou-me Só o Amor é Real, de Brian Weiss, que me parece ser de auto-ajuda e não é propriamente a minha onda, mas valeu pela iniciativa, que era engraçada). Foi uma tarde muito bem passada e divertida, e gostei de poder conhecer novos bloggers, e juntar caras aos nomes (ou nicknames) que já conhecia. Acho que algumas de nós não tencionavam comprar nada, mas depois alguém lembrou-se de sugerir "ah e tal, vamos à banca da Saída de Emergência ver os livros a 5€?" e de repente demos por nós a sair dali com mais um livro (ou mais) no saco. Trouxe Crónicas da Espada - O Encontro, de Fritz Leiber.

No piquenique: Chaise Longue, D'Magia, Bookeater/Booklover,
Algodão Doce para o Cérebro, e As Histórias de Elphaba.

Hoje tenciono ir (finalmente) à Hora H. Acabaram de revelar as editoras que participam, à hora que escrevo esta frase (são 13h). E esta é a grande crítica que tenho a fazer à organização. É ridículo revelarem estas coisas tão em cima da hora. Lá porque estamos em Portugal não quer dizer que se tenha de fazer tudo à última da hora e em cima do joelho. O site só foi lançado uns 3 dias antes, e os Livros do Dia só apareceram praticamente no dia anterior à Feira começar.

Bem sei que estão dependentes das editoras decidirem e entregarem estas informações à organização, mas então para que serve o site todo catita se não aparecem lá as informações necessárias? Acho que a maior parte das editoras não se apercebeu que é muito útil e inteligente divulgar os livros do dia previamente e através do site, porque podem levar mais leitores a vir nesse dia à sua banca. (E falo por mim, que isso acontece e vai continuar a acontecer.) E já agora, o site da Feira bem que podia deixar pesquisar os Livros do Dia por editora, e não só por dia, porque aquilo assim como está é uma confusão.

As aquisições não literárias

Sem ser livros, ainda consegui trazer para casa nestes dias muitos marcadores, o mapa da Feira, o folheto da Porto Editora/Bertrand dos livros do dia e sessões de autógrafos, os catálogos da Presença e da Marcador (adoro catálogos de livros), um daqueles saquinhos para ir ao forno da Maggi que andavam a distribuir, e um mapa de Acácia, a saga de David Anthony Durham publicada pela Saída de Emergência. Parece-me que o mapa vinha no pack que fizeram com os dois primeiros livros, por isso fiquei contente por poder ter o mapa, já que na altura em que o pack saiu eu já tinha os livros. E um agradecimento especial à Liliana Lavado, uma autora tão simpática e que quando fomos pedir-lhe um autógrafo esteve a distribuir sacos como o da fotografia, e canetas tão giras.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Uma tarde no Fórum Fantástico...

... ai, ainda hei de conseguir ir a pelo menos dois dias do evento. Ou sendo mesmo optimista, assistir a todo o evento, mas este ainda não foi o ano. É o terceiro ano em que assisti ao FF, e pela terceira vez dei por mim assoberbada pelo trabalho da faculdade e a poder ir só no Sábado à tarde. Mas a parte positiva é que foi uma tarde muito bem passada, com apresentações bem giras e interessantes.

Na primeira parte da tarde foram apresentados três projectos de novas publicações na área do fantástico - a Trëma, a Lusitânia e o Almanaque Steampunk. É engraçado ver que afinal há mais publicações no género do que pensava, ainda a semana passada andei à procura e encontrei mais alguns títulos. Trouxe para casa um exemplar de cada. Hei de ler e opinar nos próximos tempos.


A apresentação seguinte foi subordinada a "Mitos e Fantasmas na Ficção Nacional". A jornalista Vanessa Fidalgo apresentou o seu livro "Histórias de um Portugal Assombrado"; Cláudio Jordão e Nélson Martins apresentaram a sua curta "O Conto do Vento" (bem gira, e a perspectiva do vento dá-lhe uma faceta única); e David Rebordão falou da sua curta, "A Curva", e do mito urbano criado em torno desta (curioso, não conhecia a curta, mas gostava de ver).

A segunda parte da tarde começou com algumas sugestões de livros, BD e jogos por parte de João Barreiros, João Campos e Artur Coelho - divulgadas entretanto por João Campos no seu blogue, Viagem a Andrómeda. Algumas ideias a ter em conta, especialmente a de João Barreiros para nos mantermos afastados do livro 2312, de Kim Stanley Robinson.

A seguir, a apresentação de Dan Wells sobre os seus dois livros publicados em português - Não Sou um Serial Killer e Senhor Monstro. Uma conversa em que o autor falou do que o levou a escrever este série (escrevia livros da fantasia "very, very bad" mas com umas partes negras muito boas), o seu interesse em explorar a dualidade de bom/mau que todos carregamos, e de outros livros que escreveu (entre eles um que me chamou a atenção este ano, shame on me por não fazer a ligação entre o autor desse livro e este autor). Foi um momento bem divertido, o escritor tinha um bom sentido de humor e falou bem sobre os seus livros. Tão bem que me convenceu a trazer para casa o primeiro livro, com rabisco e tudo.

A tarde terminou com o lançamento da antologia Lisboa no ano 2000. Uma premissa engraçada, com uma efabulação giríssima (já a antologia apresentada o ano passado, a da Pulp Fiction, tinha este aspecto). O ponto alto foi estarem presentes uma boa parte dos autores da antologia, tantos que ocupavam a primeira fila do anfiteatro, prontos a rabiscar o livro com um autógrafo.


A tarde começou e terminou com chuva (já parece ser da praxe), mas foi muito bem passada. Para além da antologia, do livro do Dan Wells, e das publicações/revistas que referi acima, trouxe ainda uns livros da banca da Saída de Emergência que estavam a 5€, uma pechincha.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Feira do Livro de Lisboa 2012 (e Aquisições) Partes V, VI e VII, e ainda Reflexões

Final post! Agora que a Feira acabou, posso mostrar as minhas compras finais e divagar um bocadinho sobre a Feira em si. Primeiro, as aquisições:


Na Sexta-feira, apesar de ter estado ocupada todo o dia, lá arranjei um bocadinho depois do jantar para ir à Feira e trazer o livro do dia da Antígona, A Quinta dos Animais, outro de George Orwell que gostaria de ler. Trouxe também o livro da Isobelle Carmody, um dos que me tinha queixado que não tinha encontrado nos pavilhões da Bertrand/Porto Editora no último post. Preferia tê-lo comprado na Hora H, mas não foi possível.

Achei interessante ver que a Feira enche muito mais à Sexta à noite, com pais e filhos a enchê-la. Suponho que é por isso que não fazem Hora H, por ser véspera do fim de semana e encher sem ser precisa a promoção. (Mas segundo esse raciocínio, em véspera de feriado não devia haver Hora H, e houve no dia 30 de Abril.) Outra coisa que reparei é que há pessoal que não se informa. Estava eu junto a uma banca e ouvi alguém perguntar pela Hora H, que foi informada que já não haveria, e a pessoa respondeu "a sério? mas vim de propósito à Feira por causa da Hora H..." Minha amiga, informa-te. Houve Hora H de Segunda a Quinta-feira, durante quase 3 semanas (vá, 2 semanas mais um dia na outra), e tu vais à Feira no primeiro dos dias em que já não há a promoção?


No Sábado voltei à Feira para trazer alguns livros da colecção Argonauta, da Livros do Brasil. Achei que conseguia ver melhor os livros sem a multidão de Sexta. Passei pela Leya e aproveitei para trazer alguns álbuns de banda desenhada, juntamente com um livro que imagino que me vá fazer jeito no futuro.


Ontem, Domingo, voltei lá para conseguir um autógrafo da Catherine Fisher no Incarceron. A senhora quase fez uma festa quando me aproximei, foi muito simpática e ainda disse que Catarina era um bom nome, ehehehe. Por acaso é uma coisa que me faz confusão, ver praças cheias de pessoas e os autores nas zonas de autógrafos sozinhos, sem muita gente a abordá-los. Não sei se por timidez, se por desinteresse, ou se por falta de informação. Pessoalmente gostava que houvesse maior divulgação por parte das editoras sobre as sessões que vão ter durante a Feira. Custa muito fazer um cartaz e exporem na banca, ou algo do género?

Reparei que editoras que o ano passado divulgaram este tipo de coisa com relativa antecedência, este ano ou divulgaram em cima da hora ou não fizeram o tipo de divulgação que costumam fazer (não vi folhetos da Leya, por exemplo, se bem que admito que simplesmente posso não ter conseguido pôr-lhes a vista em cima). Será da crise? Mas assim não se torna mais importante chamar pessoas à Feira, que venham pedir um autógrafo, e possam vir a comprar mais um livro do autor que está na sessão, ou até outros livros? Também gostava que fosse possível pesquisar entre as sessões (ou os livros do dia) divulgadas no site da Feira de outra maneira que não pelo dia. A maneira como expõem a informação não é muito user-friendly.

A outra queixa, e esta parece ser generalizada (se bem que não se faz nada para mudar): já era hora de se repensar a altura em que se faz a Feira do Livro. Este ano é a 5ª vez que frequento a Feira, e a minha experiência é de ser realizada nesta altura (com excepção do 1º ano, no qual se bem me lembro houve um atraso por haver uma discussão parva sobre o modelo das barracas - foi o 1º ano em que a Leya usou a modalidade que até este ano se manteve). Mas já tenho visto comentários em que as pessoas se lembram de ir à Feira numa altura mais tardia, logo não compreendo porque é que mudaram para mais cedo. Parece que não há ninguém que queira a Feira nesta altura (leitores, editores e livreiros), então porque é que isto se mantém?

Não me venham falar dos eventos que há em Junho, como o Europeu ou as Festas Populares, porque creio que fariam por chamar mais pessoas para a Feira do que afastá-las. Lembro-me que no meu 1º ano da Feira vi pessoas a assistir a jogos do Europeu no Parque Eduardo VII, graças ao tal atraso. O clima, honestamente, desfavorece a realização nesta altura, porque não há ano em que a Feira não tenha de fechar mais cedo num dia graças à chuva. Lembro-me de ouvir falar o ano passado que a Feira ia mudar o modelo em 2013, por isso fico expectante. Também li notícias sobre os editores se queixarem dos horários. Durante a semana realmente não vejo relevância na Feira abrir tão cedo, já que pessoalmente não tenho disponibilidade para ir à Feira, mas talvez as pessoas que moram/trabalham na zona possam ir lá na hora do almoço? No entanto, sou fã da abertura às 11h ao fim de semana. Gosto de ir a essa hora para evitar as multidões da tarde, e creio que vou iniciar uma nova tradição de ir almoçar à Feira.

Em jeito de balanço, creio que aproveitei bem as promoções que tinha à mão para cumprir alguns objectivos que tinha (comprar alguma banda desenhada, comprar livros da Anne Rice e da colecção Argonauta), e trazer outros livros que me interessassem. Há sempre coisas que gostava de ter trazido para casa, mas fica para o ano.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Feira do Livro de Lisboa 2012 (e Aquisições) Partes III e IV

Estas duas visitas à Feira do Livro acabaram por ser muito semelhantes às da semana passada, no que toca a horários. Primeiro, fui no Sábado com a minha irmã, demos umas voltinhas e almoçámos lá. Como no fim de semana se fazia sentir algum calor, foi muito agradável comer ao ar livre e ver o tráfego na Feira a aumentar. Quanto a compras, foram as seguintes:


O primeiro, o 1984, era livro do dia na banca da Antígona, e estava a metade do preço, por isso foi de aproveitar, já que ando há imenso tempo com vontade de o ler. Os dois livros seguintes foram comprados na banca da Saída de Emergência na prateleira dos livros usados/descatalogados a 5€ cada, e comprei-os porque ou já me suscitaram interesse ou tenho os outros da série (Abre-te Cérebro). Os 4 livros de banda desenhada foram comprados na Leya, usando a promoção "leve 4, pague 3". São livros que me suscitaram interesse (os da colecção "Os Incontornáveis da Banda Desenhada") ou que gostaria eventualmente de coleccionar (os do Asterix, apesar de ser uma aquisição modesta - há mais de 30 livros publicados!) e estavam como livros do dia.

Depois, a minha intenção era repetir a ida à Hora H na Segunda, como na outra semana, mas uma pequena coisa chamada chuva achou por bem aparecer com toda a força, a cobarde, que nem se dignou a aparecer durante quase todo o Inverno, mas depois aparecer nos momentos mais inconvenientes já acha bem.

Acabei por ir na Terça. Eu e a minha irmã estivemos na Leya antes e durante a Hora H, para aproveitar diversas promoções. Trouxe de lá isto:


Os primeiros quatro livros foram adquiridos na promoção "leve 4, pague 3", já que três deles estavam abaixo dos 5€ e estavam excluídos da Hora H. Para completar, trouxe um do Tintin que também não estava incluído na Hora H. Os últimos três foram, claro, na Hora H. Descobri que a Leya aplica o desconto de 50% ao preço de Feira, logo o desconto total acaba por ser maior que 50%.

Depois eu e a minha irmã dirigimo-nos ao recinto da Porto Editora/Bertrand. E, para variar, saí de lá mal servida e mal impressionada pelo segundo ano consecutivo. Primeiro, queria ter comprado um dos livros do dia da Segunda-feira, e só me dei conta de que o livro não estava lá como livro do dia porque era Terça quando já vinha a sair do recinto - mas aí a culpa nem é deles, é da chuva. Depois, tal como no ano passado, não havia nenhum dos livros que me tinham chamado a atenção. Mais uma vez queixo-me: mas este pessoal não quer vender livros? Não repõem os livros? Enfim, their loss.

Com isto, eu e a minha mana retirámo-nos, desapontadas, e ainda estivemos à seca à espera do autocarro graças à greve de horas de trabalho da Carris. Andámos a folhear os meus livros, porque desmagnetizaram-nos tão bem na Leya que quando cheguei à Porto Editora/Bertrand os alarmes deram de si. Havia um daqueles autocolantes horríveis com fitas magnéticas no meio dum livro (felizmente não estava colado). A sério, para quê estes alarmes inúteis? Alguém suficientemente determinado para roubar um livro vai procurá-los, portanto este tem apenas o intuito de envergonhar os clientes que de facto pagaram, não?

Bem, para mim a Feira está quase acabada, mas talvez ainda volte lá, por isso ainda não fecho este conjunto de posts. Talvez num próximo post faça uma espécie de balanço.