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segunda-feira, 12 de maio de 2014

O Desejo mais Escuro, Gena Showalter


Opinião: Esta foi uma leitura um pouco estranha. Tenho sentido algumas dificuldades com esta série, porque sinto que tem perdido um pouco na qualidade, e este volume não foi excepção, sendo aliás um exemplo particularmente gritante disso mesmo.

O livro é demasiado longo, arrastando-se em partes, e ao mesmo tempo sofre daquela coisa de apresentar reviravoltas esquizofrénicas no enredo e nas atitudes dos personagens que sabe-se lá de onde vêm. O casal principal muda de ideias como se muda de camisa e se ora estão decididos a fazer uma coisa, passados 5 segundos estão a fazer outra diferente, e as coisas acontecem tão abruptamente que não percebo de onde vêm... mas ao mesmo tempo, há tanto engonhanço que até dá dó.

Eu gostava de gostar do casal principal, mas houve algo que me dificultou a tarefa. No papel, são fantásticos. A Josephina é forte e corajosa, aturando coisas muito difíceis, mas depois a sua personagem (des)evolui para uma donzela em apuros com síndrome de Cinderela que não consegue resolver nada sozinha.

Já o Kane, em teoria tem uma história fabulosa - torturado no Inferno, era uma óptima oportunidade para falar de stress pós-traumático e de como se começa a curar de uma situação como a dele. O detalhe de portar o demónio do Desastre e de isso o excluir de tudo o que os Senhores do Submundo fazem também seria uma boa coisa para explorar. No entanto, tudo o que temos dele é atitudes ciumentas e violentas em que distribui porrada a rodos. Ou a tentativa mal amanhada de se livrar do seu demónio, na qual nunca acreditei porque o Kane nunca se esforça realmente.

E depois este é o caso mais doloroso de insta-love que já vi. Consigo aceitá-lo em certa medida, em romance paranormal, mas caramba, o Kane já está em modo troglodita e a resmungar "minha!" no capítulo 2. E por todas as pressas em se jogarem nos braços um dos outro, não senti química nenhuma. As cenas de sexo são quase inexistentes (nunca pensei queixar-me disto, mas que saudades da Olivia e do Aeron, esses é que eram um casal fantástico), e raios quando estes dois estavam a ter um momento íntimo, havia sempre qualquer coisa a interrompê-los. Bahhh, que aborrecido.

A introdução do mundo dos Fae é em si muito interessante, e fiquei sedenta de o conhecer melhor, de saber todos os pormenores e mais alguns. Podiam ser tanto mais, mas resumem-se a uma sociedade mesquinha e ofuscada com estrelas. Pior, em quase todos os momentos basta o Kane dar um berro ou distribuir porrada para conseguir o que quer com eles. Mas que raio de história é esta? A autora nem consegue fazer dos Fae antagonistas convincentes.

Acho que os pontos de interesse estão nos enredos e personagens secundários. Gostei bastante daquilo que se estava a passar com a Cameo, acho que tem grande potencial (que com a minha sorte vai ser desperdiçado, mas enfim). E fiquei intrigada com o que está reservado para o Torin, o próximo livro é o dele, e aquilo que vislumbramos neste livro deixa algumas questões interessantes. Já o William irritou-me um pouco, no início, mas é um personagem que tem sempre a sua piada, e gostava mesmo que tivesse um livro para si.

Em suma, não me lembro exactamente porque é que continuo a submeter-me a isto, mas suponho que a curiosidade continua a conseguir levar a melhor. Continuo a querer conhecer a história dos poucos Senhores do Submundo que sobram, o problema é que ultimamente os livros me têm sabido a pouco. São leituras rápidas, e conseguem cumprir o objectivo de entreter, mas não consigo deixar de estar ciente das suas (muitas) falhas.


Título original: The Darkest Craving (2013)

Páginas: 464

Editora: Harlequin

Tradução: não disponível

sábado, 4 de maio de 2013

A Sedução mais Escura, Gena Showalter


Opinião: Este era um livro muito aguardado pela maioria dos fãs, já que a autora tem arrastado o Paris pela lama há demasiados livros, tantos que eu já lhes perdi a conta. E por isso carrega consigo, após a leitura, uma sensação dual, a de me sentir animada por finalmente ver um final feliz para o Paris e para a Sienna, mas algo desanimada, porque quaisquer expectativas que o leitor tenha construído, alimentadas pela longa espera, nunca corresponderiam ao que realmente acontece.

Oh, é adorável ver a Sienna e o Paris cruzarem-se finalmente, e lutarem um pelo outro, e deitarem para trás das costas tudo o que os separou até aí. As cenas deles são muito satisfatórias, ainda que de vez em quando resvalem para o pateta (a primeira vez que o Paris se atira à Sienna, eles estão rodeados de sombras devoradoras de carne, protegidos por um ténue círculo de sangue, e mesmo estando num círculo ele consegue encostá-la à parede, o que para mim não faz sentido... e não sei como é que a libido deles está tão activa numa situação de vida ou morte, enfim).

Contudo, todas as lutas internas que eles enfrentam não têm realmente conflito, e é óbvio que vão terminar juntos. Ao menos noutros casais eles tiveram de enfrentar coisas mais complicadas; aqui, apesar de muitas mudanças na narrativa, nunca há a sensação de a parada estar alta, como devia haver. Há demasiados avanços e recuos na narrativa, mas são pequenos, e sem qualquer efeito no resultado final. Há demasiadas cenas que não têm grande propósito, nem o de avançar a história deles em condições, nem o de avançar a história principal da saga.

Há algumas cenas com outros personagens, que preparam as suas histórias (faltam, dos Senhores do Submundo principais, as histórias do Kane, do Torin, da Cameo, e vá, do William/Gilly [outro casal que tem sido torturado pela Gena há demasiados livros] e do Galen/Legion), mas também são introduzidos alguns novos portadores de outros demónios (mais?) - não sei se a Gena tem em mente incorporá-los nalgumas histórias futuras, mas o arco narrativo da saga parece estar no fim, não sei se neste momento faz sentido introduzir mais personagens.

A história principal da saga, no entanto, dá um grande avanço - quase tudo nas últimas páginas, o que num livro tão grande não faz muito sentido - e um avanço interessante em termos do status quo que me deixa intrigada - por um lado não vejo como a história pode ainda avançar daqui, já que um grande arco narrativo foi fechado, mas por outro, se a autora introduzir novos elementos na história pode conseguir dar-lhe novo fôlego.

Quanto à edição... estou muito tentada a mudar para inglês. Sempre ouvi dizer que a Harlequin (em Portugal, não faço ideia de como é nos outros países) cortava excertos dos livros para ficarem abaixo dentro das X páginas que costumam ter os livros deles... não sei se é verdade, mas sempre senti durante a saga que estava a perder algo da história, que me faltavam coisas para compreender a narrativa. Talvez influenciada por essa noção, talvez pela tradução que é atroz (neste livro usam sempre o verbo importar para o que deve ser uma miríade de verbos em inglês, e usam sempre este verbo com o pronome -lhe, quando muitas vezes os pronomes -se ou -o eram mais adequados), por vezes durante a leitura da série achei que estava a perder subtexto. A sensação aqui acentuou-se duma maneira quase intolerável... os livros são baratos, mais do que se lesse em inglês, mas valerá a pena continuar a ler em português por causa disso? Boa pergunta.

P.S.: Oh, mas a capa é linda. Muito mais do que as anteriores, e mais adequada, já que ambos os elementos do casal são portadores de demónios.

Título original: The Darkest Seduction (2012)

Páginas: 448

Editora: Harlequin

Tradução: não disponível

sábado, 24 de novembro de 2012

A Rendição mais Obscura, Gena Showalter


Opinião: É significativo, talvez, que um dos livros que mais me agradou na série tenha tão pouco desenvolvimento do arco de história principal da saga. Não que eu não adore os desenvolvimentos além-casal de cada livro, mas foi bom, por uma vez, poder ter um livro tão dedicado ao casal em si. O Strider e a Kaya são bem divertidos e estranhamente castos, levando mais de 200 páginas até consumarem o acto. Quase um oposto do outro casal que mais me agradou, o Aeron e a Olivia, que eram bem sexuais.

Bem, a história dos jogos das harpias foi bem refrescante e com alguns pontos bem giros. A autora vai preparando mais uns quantos casais com as suas movimentações, fazendo um avançozito no enredo da saga. Fiquei intrigada com o que é que será que ela está a preparar para o Paris e a Sienna; pode vir a ser muito bom ou muito mau. Estou à espera de muito conflito e drama, mas as pistas que a Gena deixa neste livro tendem a dar-me a sensação contrária, por isso também estou um pouco receosa.

Título original: The Darkest Surrender (2011)

Páginas: 384

Editora: Harlequin

Tradução: não disponível

sábado, 28 de abril de 2012

O Segredo Mais Escuro, Gena Showalter


Opinião: Depois de dois dias em seco - não consegui concentrar-me o suficiente para começar a ler nada na segunda e terça - este livro era precisamente o que precisava (passe a redundância) para ultrapassar o bloqueio. Um romance simples e de leitura rápida para me distrair.

Porque se for olhar ao conteúdo, encontro imensos defeitos ao casal principal. Caem de amores quase instantaneamente, quando é suposto serem inimigos, e nem a sua ligação pseudo-épica justifica isso. Quer dizer, à página 60 estão no colo um do outro, prontos a ter sexo; mas não, são interrompidos e o momento de consumarem o acto acaba por ser adiado exageradamente com uma desculpa ridícula. Preferia que tendessem para o ninfomaníaco, como o Aeron e a Olivia, que ao menos eram divertidos e vá, fofos. Além de que a situação deste casal é resolvida com um deus ex machina ridículo e que tive alguma dificuldade em compreender. Destes dois não me vou propriamente lembrar, suspeito. Até porque consegui escrever uma opinião sem precisar de mencionar o nome deles!

O "arco maior" da saga vai avançando, mas desta vez pareceu-me avançar muito pouco. Os "maus" (os Caçadores) praticamente nem aparecem, e apenas conhecemos mais um pouco da mitologia dos anjos. Por outro lado, algumas coisas a nível das relações entre personagens evoluem, principalmente personagens de livros futuros. Gostava que pudéssemos ver mais de alguns casais dos livros anteriores, a desculpa para não aparecerem neste livro pareceu-me fraca.

Enfim, um livro mais ou menos passível de cair no esquecimento. Será dos piores da saga - deu para entreter, mas demasiadas coisas deixaram-me desapontada. Estou com alguma esperança no Strider e na Kaia, os protagonistas do próximo livro. Ele não pode perder, e ela adora ganhar, o que parece uma bela combinação.

Título original: The Darkest Secret (2011)

Páginas: 384

Editora: Harlequin

Tradução: não disponível

domingo, 2 de outubro de 2011

Lord of the Vampires, Gena Showalter


Opinião: Descobri este livro através da curiosa premissa de fazer parte de uma série de 4 livros escritos por diferentes escritoras... como começava pela Gena Showalter, e acabava na Nalini Singh, decidi experimentar.

Achei que o livro sofre muito com o limite de páginas, pois a história e os personagens podiam estar tão melhor desenvolvidos. O romance entre os dois personagens principais, Jane e Nicolai, soou-me a tudo quanto é cliché quando se escreve um romance, e eu sei que a Gena é capaz de melhor, se tivermos em conta a saga dos Senhores do Submundo (Lords of the Underworld).

Isso fez com que apreciasse mais as cenas em que os protagonistas estão separados, ou estão juntos mas na presença de outros, pois são essas cenas que avançam a história. As outras são passadas a comerem-se com os olhos, a fazê-lo literalmente, ou a ficarem obcecados com os seus sentimentos pelo outro e a evolução desses mesmos sentimentos.

O Nicolai como protagonista masculino pareceu-me exageradamente "herói alfa" - um homem que entra em estado berserk para defender a sua dama não me parece sexy, especialmente porque depois aparece coberto de sangue. É nojento, é assustador, mas não sexy.

O mundo criado, pelo contrário, pareceu-me bem interessante e com algum potencial. Não sei quanto disso se deve à Gena Showalter, já que o mundo deve ter sido criado pelas 4 escritoras em conjunto. O que me dá vontade de cuscar os próximos livros, na esperança de que alguma das outras escritoras tenha feito melhor trabalho com os seus protagonistas.

Isso, e porque estou genuinamente curiosa para conhecer os outros irmãos do Nicolai, e para ver o desfecho do arco de história que percorre os 4 livros. Mas não vou certamente correr para ler os próximos, antes descansar um bocadinho (e esquecer-me do quão irritantes foram a Jane e o Nicolai como protagonistas).

Páginas: 288

Editora: Harlequin (colecção Nocturne)

domingo, 28 de agosto de 2011

Mentira Escura, Gena Showalter


Opinião: Em comparação com o casal anterior, achei o Gideon e a Scarlet um casal algo... aborrecido. Talvez seja porque a Olivia e o Aeron passaram o livro anterior a saltar um para cima do outro (enquanto ainda havia tempo para histórias laterais). Talvez seja porque neste livro há demasiadas histórias laterais. Talvez seja porque a história do Gideon não se lembrar da Scarlet e de terem sido casados me parecer algo fraquita. Só ganhou algum (vá, muito) interesse com uma certa reviravolta a meio do livro.

Em termos de personalidade, a Scarlet pareceu-me pouco desenvolvida e muito focada na "tragédia" da vida dela, e que não ajudou a que eu gostasse dela. O Gideon parecia um santo em comparação, a aturar as mudanças de disposição dela. O demónio dele, Mentira, é muito engraçado, obrigando-o a dizer sempre o contrário ou a negativa do que quer dizer. Foi super divertido tentar traduzir aquilo que ele ia dizendo. Escusava-se era a "tradução" que a autora/o narrador fazia quase sempre a seguir a ele falar; não era preciso infantilizar o leitor.

Quanto às histórias laterais, já disse que pareceram muitas. A minha atenção estava dispersa por todo o lado. Temos o Strider que encontra uma personagem que já foi importante, e vai voltar ser importante num livro seguinte, Haidee. Temos a Sienna, que graças ao livro anterior vai voltar, e que se debate com a sua nova condição. Temos a missão de salvação da Legião, que honestamente não vale toda a porcaria por que passam o Aeron, o William e o Amun. Especialmente este último, que deve estar num belo estado.

Em termos de mitologia, temos uma maior presença de divindades como Reia, Cronos e Mnemosine (a que o Gideon chama NeeMa, por não poder dizer o nome das pessoas, o que seria verdade), e que aparecem por estarem ligados à Scarlet. Os Titãs começam a intervir mais na luta principal (Senhores do Submundo vs. Caçadores, pela Caixa de Pandora), e ainda bem.

Enfim, um livro do qual menos que os anteriores, mas ainda assim uma boa adição à saga. É um bocado chato ter de esperar por um próximo livro - só falta traduzir em português 2 livros (3, se se dispusessem a publicar o Dark Beginnings, com as novellas), por isso duvido que a Harlequin volte a publicar mais alguma coisa da Gena Showalter este ano - mas tenho com que me entreter por enquanto.

Título original: The Darkest Lie (2010)

Páginas: 384

Editora: Harlequin

Tradução: não disponível

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Paixão Escura, Gena Showalter


Opinião: Estou a gostar cada vez mais desta série. Acho que se vê uma evolução da escrita e da complexidade da história, tornando cada livro novo da série no meu favorito. A autora vai introduzindo novas espécies sobrenaturais e novos aspectos mitológicos, e mesmo assim aquilo não parece uma confusão pegada.

O casal focado, Olivia e Aeron, tem uma química muito boa. Adorei o facto de a Olivia ser um anjo, e um anjo caído, ainda por cima, porque estava caidinha (pun intended) pelo portador do demónio Raiva. Achei curiosa a relação que o Aeron tinha com a Raiva, e aquilo que o demónio o impelia a fazer.

Os obstáculos que têm que enfrentar são completamente doidos (porque são muitos). Temos os anjos, especialmente Lysander, que querem que a Olivia volte para o céu e impõem-lhe um prazo para o fazer, senão matam o Aeron. O Galen e os Caçadores continuam a arranjar sarilhos aos Senhores do Submundo. Lúcifer está ao barulho, a tentar sair do Inferno.

E ainda temos a Legião. Tinha achado a relação dela com o Aeron nos livros anteriores um pouco estranha, pois se do lado dele era um afecto platónico, do dela era uma devoção exagerada. Neste livro isso justifica-se, e a Legião torna-se num personagem que arma sarilhos por onde passa. Temos uma excelente cena dela com o Galen e, da maneira como a Gena Showalter a escreveu, dei por mim a torcer para que ela virasse o jogo quanto a este personagem. Seria difícil, mas genial, conseguir tal coisa.

A autora continua a desenvolver os outros personagens e a preparar os livros deles. Conhecemos um pouco melhor Strider e William, temos mais algum drama do Paris pelo meio e a autora prepara o próximo livro, com o Gideon, o guardião da Mentira, que parece ter uma premissa interessante. Além de que o livro deve ser hilariante - com o Gideon sempre a dizer o contrário do que quer graças ao seu demónio, vou passar metade do livro a decifrar as falas dele.

O fim do livro é também completamente doido, no bom sentido. Muda as regras quanto ao que podemos esperar na relação guardião-demónio, e prepara uma coisa que me deixa completamente impaciente para o livro do Paris, porque isto tem tudo para correr mal para o lado dele.

Gostava que publicassem em português o livro com as novelas que a autora publicou sobre este universo. São três, e uma delas contém o emparelhamento da Bianka (a irmã da Gwen, a protagonista do livro anterior) e do Lysander, que tem um papel mais ou menos importante neste livro, e a história dos dois até é mencionada no livro, mas não sabemos em específico o que aconteceu.

O livro em questão chama-se Dark Beginnings e tem as três novelas até agora publicadas pela autora, e pelo número de páginas da edição em inglês dá para encher um livro como os que têm publicados em português. Mas se quiserem encher palha podem meter o The Darkest Facts, que parece ser um companion bem giro à série, e que só foi publicado em versão e-book, o que me irrita um bocado. Bem, uma pessoa pode sonhar...

Título original: The Darkest Passion (2010)

Páginas: 448

Editora: Harlequin

Tradução: não disponível

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Palavras Escuras, Gena Showalter


Opinião: Ao início esta série não me chamava muito a atenção, porque os dois primeiros volumes estavam mais fracos, mas estou a mudar de opinião. Penso que entre o volume anterior e este a autora começou a encontrar a sua voz e a construir de maneira cativante este mundo.

Mesmo com uns 12 personagens no grupo de guerreiros que são os Senhores do Submundo, a autora está a conseguir dar-lhes personalidades separadas e fazê-los distinguíveis para o leitor. Neste livro conhecemos mais sobre os personagens Torin, Cameo, Gideon, Amun e Paris. O pobre Paris, que por este andar vai penar até ao 9º livro - parece que é o livro que lhe é dedicado.

Quanto à mitologia, está a ficar mais bem equilibrada no peso que tem na história, com a procura pelos artefactos relacionados com a caixa de Pandora, e a revelação de todo um manancial de espécies paranormais que existem neste mundo, e que acho que a autora ainda não tinha explorado.

Quanto ao casal principal, gostei deles. O Sabin é o guardião da Dúvida, o que quer dizer que consegue provocar dúvidas até na pessoa mais confiante do mundo. O que não impede de Sabin ser um líder bastante confiante e todo focado na guerra contra os Caçadores. Bem, pelo menos até a Gwen chegar. A Gwen é uma hárpia, uma espécie paranormal pouco explorada, mas que ao contrário das outras hárpias luta contra a sua natureza violenta. Irónico é que o demónio da Dúvida consiga acirrar a hárpia da Gwen e depois acobardar-se com o resultado.

Achei piada à maneira como o Sabin tencionava usar a Gwen como guerreira e como se tinha de forçar a lembrar que só a queria para lutar contra os Caçadores, isto enquanto se armava todo em possessivo para com ela. Também gostei das irmãs hárpias da Gwen, umas mulheres guerreiras com pinta.

Ainda bem que este livro e os seguintes vão ser publicados de seguida mês a mês, pois estou cada vez mais interessada em seguir esta série. Os livros estão a tornar-se mais interessantes, a história está a avançar, a mitologia está a ser desenvolvida, e os personagens secundários ao romance principal de cada livro vão tendo destaque. Estou curiosa em ver o que autora reservou para o Aeron, guardião da Raiva e protagonista do próximo livro. Penso que ela já estava a desenvolver alguma coisa do próximo livro neste, mas veremos.

Título original: The Darkest Whisper (2009)

Páginas: 384

Editora: Harlequin

Tradução: não disponível

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O Prazer Mais Escuro, Gena Showalter


Opinião: Depois dum segundo livro desapontante, achei este muito melhor. Reyes e Danika têm estado num jogo de toca-e-foge desde o primeiro livro, por isso talvez isso ajude à melhor construção da história e dos personagens. A Danika começou por ser uma rapariga simples e inocente que se viu atirada para o meio desta confusão, mas evoluiu para uma mulher que é capaz de matar. O Reyes é um fofinho, ironicamente, pois contém em si o demónio da Dor.

Acho que a autora tem ainda a melhorar muitas coisas no desenrolar do enredo, pois a parte extracasalinho parece arrastar-se um bocado. Os outros Senhores do Submundo andam dum lado para o outro à procura dos artefactos, no templo x ou no sítio y, mas eu perco-me completamente porque essa parte da história é coberta aos bocadinhos e algumas coisas acabam por me escapar.

Alguns persongens vão ganhando alguma personalidade e cativando o leitor - o Sabin, o Aeron, o Torin, a Cameo (que é - shame on you, Gena! - a única guerreira no grupo) e o Paris. O Paris, pobrezinho. Estou a ficar com muita pena dele. E creio que a autora vai continuar a torturá-lo por mais um bocado. Estive a cuscar os Senhores do Submundo que arranjam par nos livros seguintes e parece que o livro dele é o nono - o 9º! - da série. O demónio dele, Promiscuidade, acaba por ser um dos que dá mais trabalho ao seu portador.

Como disse, gostei muito mais deste livro da série, apesar de achar que a autora pode melhorar algumas coisas. É que comparada com a J.R. Ward, por exemplo, ela perde na comparação sem dificuldade.

Título original: The Darkest Pleasure (2008)

Páginas: 352

Editora: Harlequin

Tradução: desconhecido

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O Beijo Mais Escuro de Gena Showalter

Sinopse: Poderiam viver aquele amor?

Embora já vivesse há muitos séculos, Anya, a deusa da Anarquia, nunca conhecera o prazer. Até aparecer Lucien, a encarnação da Morte, um guerreiro condenado para toda a eternidade a levar as almas para o além. Ele atraía-a como nenhum outro, e Anya estava disposta a arriscar tudo para o ter. No entanto, quando Lucien recebe dos deuses a ordem de capturar a alma de Anya, a incontrolável atracção transforma-se numa angustiante perseguição. Tinham de vencer as forças que os controlavam antes que a sede que sentiam um pelo outro lhes exigisse um sacrifício de amor inimaginável…

Opinião: Anya é a deusa da Anarquia. Amaldiçoada, presa aos preconceitos que os outros têm dela, preza a sua liberdade. Lucien carrega consigo o demónio da Morte. Há muito que desistiu de ser mais do que o guerreiro imortal que leva as almas para o seu devido lugar. Anya sente-se atraída por Lucien à primeira vista. Lucien recebe uma ordem para a matar.

A premissa da história é boa - gostei, em teoria, muito dos personagens, e achei piada ao "apanha-me se puderes" entre eles. Mas achei que havia algo de estranho no desenvolvimento do enredo, como se algumas coisas na história estivessem fora de ordem. E a evolução dos personagens em si podia ser melhor conseguida.

Uma das partes melhores do livro é que a história maior por trás do romance continua a ser desenvolvida. E os outros personagens continuam a ser desenvolvidos, principalmente o Paris, mas também o Reyes e a Danika - creio que a história do próximo livro, que é dedicado a eles, começa já um pouco neste livro. Estou curiosa para ler o próximo livro, e espero que seja melhor que este.

Título original: The Darkest Kiss (2008)
 
Páginas: 352
 
Editora: Harlequin

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A Noite Mais Escura de Gena Showalter

Sinopse: Amar podia ser muito perigoso!

Ashlyn Darrow sempre vivera atormentada com vozes do passado. Para acabar com o seu pesadelo, fora a Budapeste à procura de ajuda: dizia-se que viviam lá uns homens com poderes sobrenaturais. No entanto não sabia que se veria arrastada para os braços de Maddox, o membro mais perigoso do grupo, um guerreiro preso no seu próprio inferno.

Nenhum dos dois era capaz de resistir ao desejo que acalmava as suas torturas… e que despertava neles uma paixão irresistível. Contudo com cada carícia ficavam mais próximos da destruição e de uma terrível prova de amor…

Opinião: Conhecia a Harlequin apenas pelos romances contemporâneos tipo Sabrina ou Bianca, mas descobri que em Portugal também andam a publicar romances históricos... e começam (felizmente) agora a publicar romances paranormais como este. Está um pouco na linha das séries dos Predadores da Noite da Sherrilyn Kenyon ou da Irmandade da Adaga Negra da J. R. Ward - um grupo de homens atormentados, cada um conhece à vez uma rapariga toda jeitosa, apaixonam-se, livram-se da maldição/empecilho ao seu amor e bum! felizes para sempre (geralmente).
 
Nesse aspecto, este livro não desilude. A parte do romance é boa, cenas de sexo incluídas, com um ou outro momento que nos faz pensar "hmmm... isto está a andar um pouco depressa". Bem, dado que estavam a acontecer algumas coisas que ajudavam a empurrar o casalinho para os braços um do outro, não me vou queixar. Tive muito prazer em acompanhar a Ashlyn e o Maddox. Gostei bastante do poder da Ashlyn, pois acredito que seja muito distractivo aquilo que ela faz... Que coincidência que o Maddox seja o único que "cancela" o poder da rapariga! O final faz sentido, tanto a parte menos boa, como a melhor que acontece a seguir; neste ponto, a história estava desenvolvida de maneira que se aceita aquilo que Ashlyn decide fazer - e ainda bem que tudo pôde ser resolvido pelo melhor!
 
O desenvolvimento da mitologia deixou-me interessada, pois o tormento destes homens deriva de terem aberto a caixa de Pandora e terem ficado possuídos pelos demónios que se libertaram. Cada um tem de lidar com o demónio que lhe calhou no dia-a-dia, com os seus problemas, vantagens e maldições associadas. O demónio de Maddox é a Violência; no entanto, mais que manifestações do mesmo, o foco é na maldição que nele recaiu por ter sido pelas suas mãos que Pandora morreu - e a mesma é terrível e dolorosa, não só afectando-o a ele como a alguns outros guerreiros.
 
Um ponto alto é que nos são apresentados dois casais dos próximos livros - Lucien (a Morte) e Anya, e Reyes (a Dor) e Danika. Dos primeiros não posso dizer grande coisa, pois não os vi juntos, mas o segundo casal tem potencial para dar faísca.
 
Em suma, uma série com bastante potencial, tanto pela história como por achar que a escrita e desenvolvimento podem melhorar. Espero que agora apostem mais neste tipo de romance - pois o 2º volume só está previsto lá para Novembro!

Título Original: The Darkest Night (2008)

Páginas: 320


Editora: Harlequin