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sábado, 27 de abril de 2013

Where You Are, Tammara Webber


Opinião: Depois do final feliz-mas-em-suspenso que a autora nos deu no livro anterior, a Emma e o Graham começam uma relação à distância (ele em Nova Iorque e ela em Sacramento, na California), com a esperança de poderem ficar mais próximos quando a Emma começar a frequentar a universidade em Nova Iorque. Entretanto, a Brooke recruta o Reid para, em conjunto, separarem o Graham e a Emma e ficarem respectivamente com os objectos do seu afecto.

Parece um enredo de telenovela, não é? E é, basicamente, só que a Tammara Webber consegue fazê-lo resultar na história. Quero dizer, passei grande parte de livro louca de fúria e com vontade de que algo de mau acontecesse à Brooke ou ao Reid (ou aos dois, de preferência), por se atreverem a meter no meio do meu casalinho favorito, mas nunca pensei em desistir, porque estava demasiado embrenhada na história para isso acontecer.

Gostei imenso de ler os POVs da Emma e do Graham, por descreverem um casal recém-formado, em êxtase e superapaixonado, sempre a pensar no outro e a contar as horas por se verem outra vez (nem que seja a conversar no Skype). Os POVs do Graham foram especialmente interessantes, porque mostraram finalmente o que ele pensava da Emma e como é que se apaixonou por ela - e tenho a dizer, este rapaz é intenso.

Os outros POVs do livro centraram-se nos co-conspiradores, o Reid e a Brooke. Tivemos oportunidade de perceber melhor porque é que estes dois são tão desvairados, e como é que a história deles terminou. Se bem que não tenho muita vontade de ter pena deles, porque ambos entram em comportamentos auto-destrutivos e quando estão juntos ainda é pior. E nenhuma história de vida triste justifica as maldades que fizeram durante o livro.

Detestei os esquemas deles para separar a Emma e o Graham, porque eram coisas tão parvas e desesperadas, e tão elaboradas que só podiam correr mal. O esquema final então, não sei como é que a Brooke achou que ia funcionar. O Graham não é estúpido e já estava a perceber o que se estava a passar; e a Emma não é menina para cair nos braços do Reid tão facilmente, apesar de estar tão frágil; portanto, mesmo que o Reid não tivesse tido o seu arrependimento no final, duvido que as coisas tivessem terminado de maneira diferente.

O próximo livro parece que se foca no Reid e numa nova personagem. Tenho e não tenho, ao mesmo tempo, vontade de o ler. Gosto desta autora, mas o Reid fez tanta asneira que eu não sei como é que pode ser redimido, ou se o merece. E pelo excerto que vinha no fim deste livro, a personagem feminina do terceiro livro parece ser tão "Miss Goody Two Shoes", como os americanos dizem... tão "vamos tornar o mundo melhor", e ao mesmo tempo tão crítica dos outros, sem os tentar compreender ou lhes dar uma oportunidade. Sei que o livro deve dar um passo na direcção de tornar ambos melhores pessoas, mas nunca vi duas personagens que começam um livro sendo tão irritantes.

Páginas: 352

Editora: Penguin

segunda-feira, 11 de março de 2013

Between the Lines, Tammara Webber


Opinião: Pronto, é oficial, tudo o que esta autora escrever e publicar eu hei de ir a correr comprar, porque sei que tenho um bom tempo passado a ler à minha espera. Acho que a Tammara Webber captura bem a essência do fim da adolescência, e aqui, junta-a ao negócio de fazer filmes e de estrelas de cinema, combinação que permite ligações passageiras e olhares significativos, uma história coming-of-age, mas muitas coisas típicas desta idade.

Gostei da Emma, é uma protagonista numa encruzilhada da sua vida, prestes a fazer 18 anos e estrela principal de um filme que vai torná-la famosa - uma adaptação de Orgulho e Preconceito, passada numa secundária americana, ideia bem mais divertida do que pensava, porque o drama transborda do filme para a vida real - enquanto tudo o que quer é ser uma miúda normal, coisa que nunca conheceu. Apreciei seguir os dilemas dela com a família (o pai e a madrasta) e a melhor amiga (Emily, a melhor amiga que alguém podia querer), mas também quando se vê dividida entre dois rapazes que a cativam. Acho-a madura para a sua idade, mas faz tanto sentido se pensarmos que teve de crescer sozinha, em certo aspecto. Não gostei de ver o desleixo a que o pai a votou, ainda que inadvertidamente, sempre preocupado com a carreira dela e distraído com a esposa (madrasta da Emma).

O protagonista no filme é Reid Alexander, um ídolo adolescente que arrasta hordas de fãs atrás, habituado a não lhe faltarem casos de uma noite. Só que quando conhece Emma fica intrigado, especialmente pela química que tem com ela no ecrã, e fica embeiçado. Não sou a maior fã do Reid. Compreendo as razões por trás do comportamento dele (é triste ter um pai ausente e uma mãe alcóolica), mas fez demasiadas asneiras para gostar dele. Mal vê a Emma mete na cabeça que a tem de ter na sua cama, mas depois faz um péssimo trabalho a fazer-lhe a corte. Joga uma espécie de quente-e-frio com ela, passa o tempo a meter-se com outras miúdas, e só ao ver outra pessoa interessada na Emma é que age. Apesar da sua aura de bad boy e de rapaz danificado, não consigo ver o que a Emma viu nele. Ou melhor, vejo, mas também vejo que a Emma não é uma miúda de uma noite, por isso ele devia ter desistido da coisa se não está disposto a melhorar. Espero que nos próximos livros evolua do seu comportamento auto-destrutivo.

Achei o Graham muito mais interessante. Infelizmente, os POVs do livro são divididos entre o Reid e a Emma, o que impede que o conheçamos, mas tem os seus propósitos: fazer-nos compreender um pouco mais o Reid, e manter a aura de mistério à volta do Graham, porque há uma certa revelação no fim que só funciona assim. Gostava de ver o que ele tem a dizer, e parece que a autora me faz a vontade no segundo livro. Hilariante o facto de fazer de Bill Collins, porque o perfil dele não tem nada a ver. Achei que tinha uma ligação mais significativa com a Emma, partilhando afinidades e trocando ideias e opiniões com ela. Era com ele que ela se sentia mais à vontade, podiam estar em silêncio confortável sem dizer nada, e a verdade é que foi no beijo do Graham que a Emma ficou a pensar durante o resto do livro. Claro que estava a torcer por ele, e no fim do livro parecem entender-se, mas a sinopse do segundo livro dá-me outra ideia, que horror. Parece que os chatos do Reid e da Brooke ainda hão de fazer das suas.

Adorei o restante elenco adolescente, com alguns traços a autora consegue dar-lhes personalidades e problemas reais. E foi divertido eu no início andar a tentar decorar-lhes os nomes, mais o do personagem que interpretavam. Foi divertido acompanhá-los pelos dramas de filmagens, pelas passagens por discotecas e pelos jogos de bebidas, lembrando que apesar de precoces pelo trabalho que fazem, ainda são adolescentes com a vida pela frente, prontos a aproveitá-la. Pontos para o Tadd (um Charlie Bingley), gay mas não cliché (tendo em conta que toda a gente mete homossexuais nos livros como o amigo de estimação e fazem deles um estereótipo andante, isto é importante); a Jenna (Lydia Bennet), miúda precoce; ou a MiShaun (Charlotte Lucas), boa conselheira; mas também gostei da Brooke (Caroline Bingley), pelo seu segredo e porque odiei o modo como o Reid a tratou; do Quentin (George Wickham), sempre pronto para a festa; ou a Meredith (Jane Bennet), com um namorado ciumento em mãos.

Terminei o livro num pulinho, porque a Tammara Webber escreve duma maneira que me faz querer saber o que vem a seguir, e porque a história é tão deliciosa que não queria parar. Depois daquele final, quero muito saber o que vem aí com Where You Are.

Páginas: 384

Editora: Penguin

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Abreviadas: Bruxa Endiabrada, A sétima ond@, Easy

Bruxa Endiabrada, Kim Harrison
Depois dos acontecimentos do livro anterior, o Foco continua em foco (passe a redundância), e graças ao dito cujo, a Rachel consegue envolver-se (e envolver-nos) em ainda mais sarilhos. A Kim Harrison consegue ainda enredar neste ponto principal vários fios secundários, e pior, trazer à baila qualquer badameco que a Rachel já tenha enfrentado como inimigo. O perigo e a acção estão em alta e foi divertido rever alguns vilões (Al e Piscary) e conhecer outros (Newt e Minias).
Não foi divertido ver o Trent neste livro (mas ao menos vi-o). Tenho a firme convicção que algum dia vou ver a Rachel e o Trent cair nos braços um do outro, provavelmente muito relutantemente, ou num estado embriagado - mas quão divertido vai ser! Só que, ora não o vemos de todo (no livro anterior), ora ele faz uma coisa fundamentalmente evil e estraga a pintura (neste livro). Seria interessante vê-lo ganhar uma consciência. De qualquer modo, foi divertido ver o "casamento" dele.

O Jenks continua tão divertido, e de certo modo a bússola (moral e não só) da Rachel. A Ivy... é complicado. Ainda vou conseguir vê-la evoluir deste pântano em que se enfiou. A Rachel continua igual a si mesma, sempre pronta para se meter em sarilhos - creio que está a ganhar um nadinha de maturidade, ou pelo menos autoconhecimento. O fim é... triste, e dramático, e confuso, porque não sabemos realmente o que aconteceu, e assim não é possível aceitar a situação.

Emmi e Leo - A sétima onda, Daniel Glattauer
Depois de uma ausência de 9 meses e meio (bem, 11 e meio na minha vida, mas quem é que está a contar?), o Leo volta de Boston e ele e a Emmi retomam a sua correspondência, infelizmente não no ponto em que a tinham deixado. Não, tinham de me torturar durante um livro inteiro. O Leo trouxe uma americana chamada Pamela como souvenir, e a Emmi manteve-se ao lado do marido para cuidar dos miúdos.

Por um lado, a relação deles evolui, já que finalmente se conhecem no plano físico, e sobrevivem a tal encontro. Por outro, todas as peripécias, todos os "obstáculos", são apenas temporários e quase desculpas para adiar o inevitável. A verdade é os seus e-mails estão recheados de intensidade e emoção, e estão são duas pessoas a torturar-se desnecessariamente porque _________ (preencher o espaço - pessoalmente diria que são masoquistas).

O fim chega, finalmente, e eu suspiro de alívio. Creio que a Emmi teve ali um momento de tortuosidade feminina (que durou qualquer coisa como seis meses), mas chegou ao fim, e eu tive o meu final feliz.

Easy, Tammara Webber
Não me tinha dado conta, mas estava a morrer de saudades de ler qualquer coisa mais contemporânea e menos fantasiosa. A autora consegue criar uma história cativante e que me fez devorar o livro. Gostei muito do cenário mais universitário, e da protagonista, Jacqueline, que acaba com o namorado que seguiu até à universidade, mas não é parva nenhuma.

Gostei da evolução dela e de ler sobre os seus problemas. Gostei do Lucas, de como ele e a Jacqueline não se conseguiam largar e de como os dois se ajudam mutuamente a ultrapassar os seus fantasmas (e o Lucas tem uma arca cheia deles). Gostei de como a história me pareceu tão real, como se estivesse a acontecer a um grupo de amigos próximos. Gostei. Estou em pulgas para ler mais qualquer coisa da autora.