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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Ignite Me, Tahereh Mafi


Opinião: Dou por mim, mais uma vez, a comentar um término de mais uma trilogia. E talvez por isso, dou por mim também a considerar maneiras de terminar um arco de história e quão eficazes são ou não, confrme a história ou o autor.

No caso de Ignite Me, posso dizer que o livro conseguiu obter de mim duas reacções polares, diametralmente opostas. A primeira reacção é um estado de entretenimento puro, de enlevo que tornou a leitura muito fácil, muito viciante. A autora escreveu a sua história duma maneira que me levou quase ao colo, como leitora, pela narrativa fora.

Parte disso tem a ver com a resolução do triângulo amoroso e do drama inerente, mas não digo isto no sentido mais óbvio. Diverti-me à brava com isto porque certas coisas vão sendo reveladas a certas pessoas, e a reacção geral é sempre bem engraçada, dando azo a que eu risse que nem uma perdida. Todo o processo, que envolve a Juliette reencontrar-se com as pessoas certas, apresentar-lhes novos desenvolvimentos, lidar com as consequências, e finalmente lembrarem-se de enfrentar o Reestablishment - bem, tudo isso ocupa mais de meteade do livro, mas pelo menos é uma metade cativante.

Falando na Juliette, finalmente ela torna-se na jovem capaz e confiante que sabia que ela era capaz de ser. A sua evolução é recompensadora, à medida que a vemos a sair da casca, e a sentir-se mais confortável com as suas capacidades. Não tenho a certeza se acho completamente realista ela tomar o comando daquela maneira, mas é pelo menos uma ideia intrigante.

A segunda reacção que o livro obteve de mim começou assim que o acabei de ler e comecei a pensar naquilo que tinha lido; e fiquei algo desapontada ao aperceber-me de algumas coisas que não me pareceram tão bem trabalhadas, para a história poder funcionar em pleno.

E o causador desta reacção é a origem da primeira reacção. É a noção que, apesar de me ter divertido bastante com a telenovela mexicana que se gerou, também sei que esta roubou espaço ao que era preciso ser resolvido, às questões da trilogia que era preciso ver respondidas. A parte que envolve os personagens tentarem mudar o seu mundo é uma fracção menor da história; e apesar da fragilidade da autora com worldbuilding, achei que ela iria concluir esta questão muito mais satisfatoriamente.

O fim tem um pouco a ver com isso. Há uma resolução de certos aspectos, e e até certo ponto essa resolução seria suficiente para mim; mas o que fica por resolver continua a ser importante, e entristece-me não poder vê-lo desenrolar-se perante os meus olhos.

Também não sou completamente fã da evolução do Warner. Sempre achei que enquanto ele e a Juliette não resolvessem os próprios problemas, não seria possível terem uma relação romântica sã; e enquanto a Juliette me convence como tendo feito paz com os seus problemas, o Warner não. Há muitas revelações quanto ao seu comportamento, algumas tentativas de o justificar, mas as acções continuam lá, e respectivas motivações, bem como os problemas que causaram. Não sei, há algo nesta situção que não me deixa completamente satisfeita.

Quanto ao Adam, aí é que não fiquei satisfeita mesmo. Nem acredito que estou a defendê-lo, porque não sou a sua maior fã, mas acho que era completamente desnecessário haver todas aquelas explosões e gritaria para fazer avançar o enredo, para fazê-lo evoluir como personagem, e para servir de contraponto ao Warner. Cai-me muito mal que a autora sinta que tem de tornar o Adam num bruto para o Warner sair bem na figura.

Depois, tanto extremismo só serve para que a) seja hipócrita o Adam aceitar ajuda num certo ponto e b) seja incompreensível a sua reacção quando uma certa revelação vem a lume. E por último, acho credível que ele se passasse um bocado com o que descobriu no livro; mas não a este ponto. Era bastante claro que o "comboio Adam" já tinha abandonado a estação há muito tempo, e foi bom a Juliette aperceber-se disso. Mas não há espaço para o Adam fazer as pazes com esse facto. É um aspecto que fica tão... irresolvido. Acho que era preciso aqui algum tipo de de fecho.

Preciso de dedicar um parágrafo ao personagem que merecia um livro só para ele, o grande, grande, Kenji. A sério, a presença dele torna tudo muito melhor. Com um sentido de humor incrível, presente em (quase) todas as ocasiões, as suas reacções são fabulosas. E é um amigo fantástico para a Juliette, o melhor dos conselheiros, dedicado mesmo nos momentos em que teria direito a passar-se, ou a pensar em si. Ah, e uma menção para o pequeno James, que é a coisa mais fofa e mais "perguntadeira" que eu já vi. As suas perguntas inoportunas são do melhor que há.

Tenho, é claro, de fazer uma menção ao casal da trama, Juliette e Warner. É um pouco bizarro pensar neles como casal, tendo em conta tudo o que está para trás; mas apesar de tudo, fazem um estranho sentido. Juntos, isto é. Têm ambos determinadas coisas em comum, compreendem-se bem e até se apoiam mutuamente. Foi um pouco frustrante ver os avanços e recuos, ver a autora arranjar ali umas coisas para os manter separados; mas enfim, imagino que essas coisas precisavam de ser esclarecidas. No fim de contas, fiquei com a sensação de que juntos podem levar tudo à frente, por isso pergunto-me o que não poderão fazer, quando se aplicarem.

Em suma, eu gostava que este fosse um melhor livro de término da trilogia, poeque nesse aspecto falha um bom bocado. Mas não deixa de ser um bom livro, muito cativante e engraçado, com muitos momentos altos; e continuo a apreciar bastante a autora e a sua escrita. Pelo menos passei um bom bocado; que mais posso pedir?

Páginas: 416

Editora: Harper (HarperCollins)

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Curtíssimas nada curtas: Radiant, Inside Divergent: The Initiate's World, Fracture Me

Radiant, Cynthia Hand
Há tanto tempo que li o último livro desta autora e série (obrigada por me deixarem pendurada tanto tempo, Saída de Emergência) que até tenho medo de não me lembrar de nada. Mas tenho confiança que mal comece o Boundless me vá relembrando dos pormenores (a maior parte das sequelas faz um bom trabalho em relembrar o leitor). E este Radiant já dá um empurrãozinho na direcção correcta.

A história passa-se cronologicamente entre o segundo e terceiro livros da série e apresenta o Verão de Clara e Angela, passado em Itália, a ver as vistas. (E não só.) E lendo este conto/novela, tenho a sensação de que está a preparar em grande o que vai acontecer no terceiro livro, apesar de superficialmente os acontecimentos parecerem ser de pouca importância... Gostei dele por causa disso, apesar da personagem em destaque me ter irritado deveras.

Não gostei da Angela. Acho que ao longo dos livros tenho-lhe sido indiferente, achando-a talvez bastante intensa. Mas aqui... céus, que miúda tão "eu, eu, eu. Eu, eu, eu, e eu. E ainda mais eu". Que falta de paciência para aturar personagens tão egocêntricas. Quer que a Clara lhe conte tudo o que se passa com ela em assuntos angélicos, mas depois esconde da Clara o que lhe acontece a ela própria. É tão pouco amiga da Clara, ao revelar coisas que não são dela para revelar. E, no fim... consigo compreender até certo ponto o seu desagrado com a interferência da Clara, mas até àquela altura foi tão egoísta e naquele momento insiste tanto na sua cegueira que, estou a ver, vai-se queimar. E não vou ter pena nenhuma.

Um livrinho pequeno e giro de introdução ao mundo de Divergent, o livro de Veronica Roth adaptado ao cinema, com filme prestes a estrear. Lê-se muito rapidamente e apresenta vários aspectos do mundo - as facções, as escolhas, os processos de iniciação; e até tem algumas fichas de personagens, para apresentar os jogadores mais importantes da trama.

O mais importante do livro, para mim, são as fotos: permitem apresentar pedaços do mundo, dos personagens e dos locais, e dar um cheirinho do que nos espera, como espectadores do filme. Duas coisas que me surpreenderam: um, os locais dos Dauntless parecem tão estéreis. Da maneira como a Tris descreve as coisas, achei que a base dos Dauntless fosse mais viva. Menos preto, branco e cinzento e mais laranja forte e castanho... menos cores mortas e mais cores vivas. Afinal há um gosto pelos pequenos prazeres da vida nalgumas coisas que os Dauntless fazem.

Dois, as roupas das facções. Imaginava os Amity com um vermelho e amarelo mais vivos, mas tendo em conta o seu modo de vida, até faz sentido que as cores sejam mais desmaiadas. Não devem usar corantes muito fortes. Os Erudite imaginava-os com um azul mais fraco, mas as suas roupas são tão vibrantes. Até gosto. Mas as roupas dos Candor! Fabuloso ver um mar de gente com roupas em preto e branco. Lindas, mesmo. (E sim, passei um parágrafo inteiro a falar de roupa. Sue me.)

Fracture Me, Tahereh Mafi
Basicamente este conto/novela entrega o jogo no que toca a triângulos amorosos e afins, porque depois disto não estou a ver como é que ela vai voltar atrás e mudar o que lemos. Mas, ei, já me tenho enganado em relação a esta série, portanto reservo o meu julgamento para depois de ler o terceiro livro.

Contado do ponto de vista do Adam, mostra-nos como viveu a parte final do Unravel Me, o segundo livro da série. É bom ver, finalmente, como é que ele pensa. O rapaz sempre me pareceu um bocado choninhas, mas aqui dá para perceber onde é que as prioridades dele estão. Prioridades louváveis, sem dúvida, mas não passam pela Juliette, e até que é um alívio. Os dois sempre me pareceram demasiado insta-love e dramáticos para o meu gosto...

Não gosto mesmo é da maneira como ele vê a Juliette. Sempre a pensar nela como frágil, incapaz. É tão degradante. Além de que tem uma imagem idealizada dela, e não sei se vê a Juliette verdadeira, a miúda meio louca, meio perigosa, com alma de poeta e espírito de destruição... tenho a sensação que ele sufocaria mais a Juliette do que a deixaria ser ela própria.

Dito isto, e pensando no outro lado do triângulo... Medo. Por um lado não era assim tão mau se o Warner e a Juliette se juntassem, porque como diz o ditado, só se estragava uma casa, e os dois são tão chanfrados da cabeça que até pode resultar. Por outro lado, pensar neles juntos só me dá vontade de marcar consulta no psiquiatra mais próximo para os dois. Ambos têm demasiados problemas pessoais para estarem saudavelmente com uma pessoa, e temo que juntos só alimentassem as neuroses um do outro.

Sei lá, tudo depende da maneira como a Tahereh escreveu o terceiro livro. Ela é que está ao leme, e vou confiar nela. Ainda assim, mantenho-me firmemente Team Juliette. A rapariga devia era terminar a história sozinha, lidar com os seus demónios em paz, à parte do drama amoroso. E vá, sou Team Kenji. Não para o juntar com a Juliette, credo, que não têm nada a ver, mas porque como personagem secundário é demasiado fixe e merece ser o protagonista da sua própria história.

A edição que li é a do Unite Me, que reúne esta novela e a anterior (Destroy Me) num só livro. Inclui ainda um bónus, o diário da Juliette que o Warner lê obsessivamente no Destroy Me. Já conheço a autora e o seu estilo, por isso foi uma leitura rápida mas cativante que mergulha na cabeça da Juliette naqueles meses de clausura.

terça-feira, 5 de março de 2013

Unravel Me, Tahereh Mafi


Opinião: Bem, não admira que este livro esteja a gerar todo um burburinho entre os fãs da série. Se há coisa que a Tahereh Mafi soube aqui fazer, foi atirar-me com bomba atrás de bomba até eu dar por mim completamente exausta... que montanha-russa de emoções. A sua escrita ajuda à festa, poética e dada a tangentes, mas até gosto dela - porque o objectivo é mostrar uma narração stream of consciousness, e neste livro parece que estamos literalmente dentro da cabeça da Juliette, por vezes a acompanhar tudo o que lhe passa pela cabeça, e a forma lírica é uma maneira cativante de exprimir pensamentos em palavras.

Pode não ser consensual, mas acho que mostra um jeitinho pouco usual com as palavras. O uso da linguagem poética, das tangentes e das frases riscadas estava em alta no início do primeiro livro, Shatter Me, para mostrar o estado de quase-loucura da Juliette, e ela conseguiu ir diminuindo estes artifícios ao longo do livro, para mostrar a reintegração da protagonista na sociedade e a recuperação da sua sanidade. Aqui a Juliette recai nestes artifícios quando está perturbada ou introspectiva, por isso é um toque pessoal dado a este tipo de narrativa.

A Juliette tem uma evolução interessante ao longo do livro. No fim do outro parecia que ela estava a ficar mais forte e corajosa, mas aqui, pelas características do seu poder e pelo facto de estar rodeada de estranhos retrai-se novamente. Quase a um ponto que se torna irritante, na verdade, mas também é curioso ver os bloqueios mentais que ela tem associados ao seu poder. A sua falta de auto-aceitação leva a uma falta de controlo sobre o seu poder, e é quando ela desliga a mentalidade "tenho de ser uma melhor pessoa, o meu poder torna-me um monstro" que finalmente evolui para alguém melhor.

Parte desse bloqueio tem a ver com o Adam. A Juliette está demasiado preocupada em ser uma boa pessoa por causa dele, pelo medo de o magoar com o seu poder, e isso fá-la retrair, passado a primeira parte do livro completamente dividida entre a paixão por ele e a necessidade de o proteger. Não fui a maior fã deles no outro livro, soaram-me demasiado a paixão e atracção instantânea, e gostava de os ver evoluir disso. Aqui partilham umas cenas torturadas em que a Juliette reconhece que não quer magoar o Adam e se afasta, mas continuam a lançar olhares ardentes um ao outro, por isso ainda não é desta. Quero vê-los a serem parceiros iguais que se apoiam mutuamente, e que não têm medo de confiar no outro (estou a olhar para ti, Juliette).

Quanto ao Warner... eu previa que a evolução dele fosse neste sentido, mas mesmo assim, fiquei impressionada. Oh, continuo a achar que ele é um psicopata de primeira apanha, mas as cenas dele com a Juliette foram muito... absorventes (e o nome verdadeiro dele é muito melhor). Acho curioso que ela se deixe ser ela própria só com ele, porque acha que pode dizer-lhe qualquer coisa que ele não vai ficar chocado com os pensamentos mais negros dela. Em certa medida, seriam perfeitos um para o outro - são ambos meio doidinhos, com um lado negro, têm uma paixão por ler e pelas palavras, e têm alma de poetas (as coisas que o Warner lhe diz no infame Capítulo 62... e as coisas que faz também xD) - mas enquanto ele não se arrepender e tiver vontade de se redimir do que fez, não posso torcer por ele. A boa vontade dele é toda para a Juliette (apesar de talvez não o ser... estou intrigada com a cena do cão e com a relação dele com a mãe) e acha que não pode mudar. Gostava de o ver enganado. (Se não mudar, vejo no seu futuro um fim trágico qualquer. Não acho que possa ser de outra maneira.) Fascina-me a sua devoção/obsessão à Juliette, e quem sabe esta não será o motor de mudança. Estive a pensar e ele lembra-me o Klaus na série The Vampire Diaries.

E tudo isto para chegar à conclusão que não torço por nenhuma das equipas. A relação da Juliette com cada rapaz é demasiado desequilibrada ou disfuncional. Mas poderia dizer que torço pelo Kenji. A Juliette não tem uma relação amorosa com ele, nem nada que se pareça, mas é um dos personagens que brilha na história. Só por revirar os olhos cada vez que a Juliette e o Adam faziam olhinhos um ao outro, ou por a obrigar a deixar de ter pena dela e fazê-la sair do cantinho dela já merece o céu. As coisas que lhe saem da boca são tão engraçadas. E tem também um lado mais sério e responsável, já que é uma das pessoas mais respeitadas em Omega Point. Também adorei ver o irmãozinho do Adam, o James, porque nas poucas cenas em que aparece ele rouba-as todas.

Agradou-me explorar melhor Omega Point, o refúgio das pessoas com poderes neste mundo, e conhecer os seus moradores. Quando finalmente a Juliette sai da casca e se deixa mostrar, faz amizade com alguns personagens que gostava de conhecer melhor. A minha preocupação com Omega Point é que me parecem demasiado poucos, e fico com a sensação que não vão conseguir trazer a mudança que querem. O final deixa o futuro de todos em aberto, e pergunto-me o que será de muita desta gente. A parte distópica da história é única no sentido em que a Juliette se lembra de um antes, ou seja, o The Reestablishment (o governo) instalou-se no poder há pouco tempo, aproveitando para se impôr graças a um evento cataclísmico que levou ao caos e a um cenário pós-apocalíptico. Possivelmente será por isso que vão cair mais facilmente.

A história é mais lenta no início, devido ao modo autocomiseração da Juliette, mas assim que ela ganha confiança, as coisas arrancam e ganham interesse. Vibrei com o primeiro encontro dela com o Anderson (o pai do Warner e o chefe máximo do Reestablishment), e estava mesmo à espera que ele não saísse dali vivo. (Pensando bem, o segundo encontro também foi intenso.) O homem é mal puro, bolas. Até tenho medo de descobrir pormenores de como é que ele criou o Warner... aquilo que sabemos já é suficientemente arrepiante. Durante o livro são desenvolvidos alguns twists muito bons, e vale a pena ler para ficar de boca aberta quando lhes chegarmos.

Depois desta conversa toda, vale a pena ler a série? Eu diria que sim. Algo que me faça escrever tanto (mais de 1000 palavras!) não vai deixar ninguém indiferente. A Tahereh Mafi toma algumas opções arriscadas na sua história, mas que têm êxito, e gosto da sua escrita. Vou aguardar o terceiro livro com muita expectativa.

Páginas: 480

Editora: Harper (HarperCollins)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Em síntese: The Shadow Cats, Destroy Me, e volto à infância com pop-ups

The Shadow Cats, Rae Carson
É uma novella interessante por nos dar o POV da Alodia, a irmã mais velha da Elisa. Entre estas duas irmãs há algum preconceito e falta de compreensão. Ambas são mais perfeitas e imperfeitas do que se dão crédito. A Elisa despreza a irmã por ser a herdeira perfeita, enquanto que a Alodia vê a Elisa como preguiçosa e clueless e distraída. A Elisa é observadora e inteligente, e a Alodia tem dúvidas. Ambas são mais espertas e corajosas do que pensam. Podiam evitar muito se se tentassem compreender melhor.

É uma pequena aventura centrada na Alodia. Bastante satisfatória, ficámos a conhecer um pouco mais da Alodia e da sua vida, apenas me desapontou por ser tão preconceituosa em relação à Elisa. Mas também é corajosa e consegue fazer muita coisa ao ser subtil e diplomática. Se prestasse alguma atenção à Elisa veria que esta até pode ser mais útil do que imagina.

Destroy Me, Tahereh Mafi
O Warner é o personagem doidivanas que conhecemos em Shatter Me, completamente obcecado com a Juliette, mas muito frio, desligado e calculista. É curioso entrar na cabeça dele, perceber como é que ele funciona - há uma certa organização na loucura dele, e tudo remonta ao doido do pai, a pessoa mais arrepiante que há... não admira que o miúdo seja completamente louco.

Acaba por haver uma ligeira qualidade atractiva na sua loucura, mas não é um competidor a sério para as afeições da Juliette. Para isso precisava dum transplante de personalidade, mas isso tirava-lhe a piada, e acho que a Tahereh Mafi é mais esperta que isso. Gostava de ver o que ela tem preparado para o Warner...

São uns livros bem giros, recheados de pequenos pormenores, sobre figuras mitológicas, fantásticas e literárias, preparados para crianças. Teria adorado estes livros quando era miúda, com a minha pancada por mitologia. Fizeram-me morrer de saudades da Terra Média, o do Tolkien foi um bom aperitivo para O Hobbit, já que se foca muito nos personagens deste. Valeram bem a pena, especialmente pelo que custaram. (Comprei-os a 5€.)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Shatter Me, Tahereh Mafi

I'm submitting this book to the 2011 Debut Author Challenge, hosted by The Story Siren.


Review: Reading books' descriptions and the expectations we build on them is a b**** deceiving. Not that it made me enjoy this book any less (I read it in less than a day, devouring the pages), but rather that I got a different story from what I was expecting.

Juliette has been locked away for almost a year. She hasn't talked or seen anyone for that amount of time. She committed a crime unvoluntarily, and because of what she can do with a touch, she has always been ostracized from normal human interaction.

But then she gets a cellmate, and everything changes. The Reestablishment, a shady organization that took over when the world almost destroyed itself, is interested in her, and in what she can do. But can they really own her, make her do whatever she does not want to do?

The first thing that people mention when talking about this book is the way it was written. Some may like it, some may not. I enjoyed it. Tahereh Mafi manages to convey the way Juliette must be feeling, a bit mad and incoherent, from her imprisonment. The "stream of consciousness" style translates well what must be going on in Juliette's mind, with all that self-censoring, and lack of commas, and how she gets lost in rambling about inconsequential things. It is toned down as the novel progresses, and as Juliette regains her freedom and reconnects with mankind.

I wish Juliette was a stronger character, though. She had her moments of awesomeness, but sometimes she just came across as whiny. That's what we get for being privy to her thoughts, I guess. Her and Adam were adorable as a couple, but their hormones! They were always ogling each other and making out in the most inconvenient moments. Besides, I wasn't a big fan of how they knew each other before, and were secretly in love with each other. It still felt like insta-love.

As for other characters... Warner was an interesting villain. His way of thinking almost made sense, despite the fact he wants Juliette to do horrible things. I wonder whether he will be somewhat redeemed or fall deeper into the pit of villainess and madness. One can hope for the first, if done right, but his actions suggest more the second. James, Adam's little brother was adorable, and Kenji had some interesting remarks, filling the role of smart alec quite nicely.

The ending... well, the X-Men vibe was nice, but I hope these books don't turn out into a comic knock-off, since I had already thought that Juliette's abilities resembled Rogue's. And Castle was like a Charles Xavier of sorts. Please, lets end the similarities end there. This could have a very cool (and hopefully unique) superhero angle, especially with what happens in the last chapter.

In a nutshell, this was actually very entertaining and enjoyable. I found myself flipping through the pages as fast as I could. The story is engaging, despite its minor flaws. I am interested to read the next installment and see where this is going.

Pages: 352

Publisher: Harper Collins