Mostrar mensagens com a etiqueta Charlotte Brontë. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Charlotte Brontë. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Jane Eyre, Charlotte Brontë


Opinião: Estou neste momento a resmungar contra o facto de as três irmãs Brontë não terem escrito muitos livros, e também contra o facto de não ser muito fácil encontrar livros delas em português, além do Jane Eyre e d'O Monte dos Vendavais. É que para além destes dois, só li o Agnes Grey, há uns bons anos, e não me lembro de grande coisa.

Gosto da maneira como a Charlotte Brontë concebeu a história e a sua personagem principal. A Jane é uma personagem atípica, por estar numa posição social relativamente desprotegida e mesmo assim defender a sua independência com unhas e dentes. Várias figuras masculinas tentam condicioná-la de alguma forma, mas a Jane resiste sempre, prova do seu carácter firme.

Outro aspecto quase fora do seu tempo, é do casamento, que poucos podiam fazer por amor, mas a nossa Jane consegue fazê-lo. A autora cria uma história bastante feminista e optimista quanto ao papel da mulher e à união entre homem e mulher. (Especialmente se fizermos a comparação com a Emily e os seus Catherine e Heathcliff de O Monte dos Vendavais.)

Como herói, o Mr. Rochester é o arquétipo do, à falta de melhor palavra, bad boy - aquele personagem que é mauzinho/patife/misterioso/excitante mas que nós mulheres, feitas tontinhas, temos a ilusão que podemos mudar. O Mr. Rochester evolui de facto como personagem, mas é devido a um conjunto de factores variados, não só por causa da Jane. Esta não tem a ilusão que pode mudá-lo, aceitando-o e amando-o pelos seus defeitos e virtudes.

Posso dizer que vou juntar à Jane Austen esta autora e este livro como favoritos, e vou procurar pelos outros livros das três irmãs. A Charlotte publicou mais 3 livros, e a Anne publicou só o Agnes Grey, que estou curiosa de reler.

Título original: Jane Eyre (1847)

Páginas: 416

Editora: Book.it

Tradutora: Mafalda Dias

Ora bem, porque eu gosto de ter tudo arrumadinho, aqui fica um apanhado de todos os posts da leitura conjunta:

Este livro foi lido para uma leitura conjunta com a Rita do blog A Magia dos Livros em três partes. O post inicial da leitura, definindo como iria decorrer, está aqui ou aqui.

As minhas opiniões e as da Rita para cada parte:
1ª parte: p7 | Rita
2ª parte: p7 | Rita
3ª parte: p7 | Rita
 
Este é o meu post final, e o post final da Rita está aqui.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Leitura Conjunta - Jane Eyre, 3ª parte

A minha opinião para a leitura conjunta deste livro, relativa à terceira parte (Capítulos XXVI a XXXVIII). Poderão ler a opinião da Rita no blog A Magia dos Livros.

O primeiro capítulo desta fase de leitura descreve-nos a tentativa de casamento de Jane e do Mr. Rochester. A Jane sente-se nervosa, nem se reconhece ao espelho; e o Mr. Rochester está apressado, quase bruto, até como que arrasta a Jane para a igreja. Mas naquele momento crucial do "falem agora ou calem-se para sempre", o Mr. Mason e um advogado intervêm: o Mr. Rochester já é casado! É mais uma das curiosas coincidências da narrativa: o Mr. Mason descobriu o casamento através do conhecimento que tem com o tio da Jane da Madeira, ao qual ela tinha escrito.

O Mr. Rochester confessa e Bertha, a esposa, é-nos apresentada: está louca, quase selvagem, e violenta. A Bertha pareceu-me quase um estereótipo do louco no século XIX. Tive um pouco pena dela, pois no nosso tempo seria tratada adequadamente e não seria reduzida a um estado quase animalesco.

Após isto, a Jane sabe que tem de se ir embora, mas é tão difícil fazer a coisa certa. Perdoa o Mr. Rochester, provavelmente mais facilmente do que é ao leitor perdoar-lhe por querer dar cabo da vida à nossa Jane. Ainda por cima põe-se a dificultar as coisas à rapariga, não a querendo deixar ir. Por vezes, a sua impetuosidade impede-o de pensar no carácter da Jane e de perceber se ela está confortável com uma situação ou não.

Depois o Mr. Rochester conta o seu lado da história e não é possível deixar de me compadecer com a sua história, especialmente pelo papel terrível que a própria família teve, enganando-o e levando-o a casar. Este capítulo é dos mais interessantes, pois para além da narrativa do Mr. Rochester, temos uma fala dele que nos mostra como vê a Jane. No entanto, a Jane sabe que para se respeitar a si própria e aos seus princípios, tem de sair de Thornfield Hall, ou não conseguirá resistir.

Foge. Mas por força das circustâncias rapidamente se vê desamparada e fraca, a passar fome. Providencialmente, é acolhida na casa dos Rivers, Mary, Diana e St. John (e já agora, que raio de pais é que chamam "S. João" ao filho?). Estes não tinham que a ajudar, mas auxiliam na sua recuperação e tratam-na como um dos seus - dá-se muito bem com as duas irmãs, estudando até com elas, e St. John arranja-lhe um emprego, como professora numa escola para as meninas da aldeia. Por esta altura ocorre outra coincidência, em que os Rivers recebem a notícia da morte de um tio John, que estava zangado com o pai deles, e que deixou 20000 libras a outra sobrinha (que não é outra senão a Jane).

O St. John Rivers tem um feitio... estranho. É muito inteligente, mas calado, meditabundo. Podia chegar longe com as suas capacidades, ainda para mais tendo o interesse de uma jovem, Rosamond Oliver, filha de um homem influente na região. Mas tem um espírito inquieto (à semelhança da Jane) e meteu à força toda na cabeça que há de ganhar o céu e tornar-se missionário na Índia, e nada o demove. Isto é, é casmurro que nem uma mula. É claro que depois de lidar com o Mr. Rochester, lidar com o St. John é canja para a Jane.

Entretanto, mais uma coincidência, o St. John vê o verdadeiro nome da Jane (ela tinha-se apresentado com um apelido falso) num dos papéis de desenho dela e cedo descobre que é a prima herdeira do tio da Madeira e apresenta-lhe a história dela, tal como a descobriu. A Jane devia herdar 20000 libras, mas acha que está mal o tio da Madeira deixar-lhe tudo a ela, e divide com os primos, cabendo 5000 a cada um (o que já é uma quantia considerável, a crer na Mrs. Bennet, que ia tendo uma coisa com as 5000 libras anuais do Mr. Bingley... sorry, história errada).

É aqui que, estando a chegar o tempo de ir para a Índia, o St. John tem uma ideia bastante ridícula: a Jane casar com ele. E é muito insistente no assunto, convicto que a Jane será uma boa esposa de missionário e feita para trabalhar e tal (devia ir com o Mr. Darcy tirar um curso de "Como fazer um pedido de casamento"... e mais um desvio à história errada). É claro que a Jane recusa, e sugere ir apenas como irmã, porque é quase isso para ele.

Mas o senhor Correcto diz que não, que pareceria mal, blah blah blah... (devia estar preocupado com as suas hipóteses de ir para o paraíso) e insiste, e insiste, e insiste, e insiste, e insiste. E a Jane recusa e volta a recusar. E muito bem, por sinal. A Jane sabe que com o feitio do St. John estaria presa, restringida, condenada. E deseja manter a sua independência de espírito e coração. É claro que o St. John não a compreende neste desejo e finalmente amua, tratando-a durante o resto do tempo com uma certa frieza.

Estes capítulos são algo intensos, graças ao feitio casmurro do St. John. Chega a uma altura que a sua insistência quase faz a Jane aceitar, mas mais uma daquelas coincidências estranhas ocorre e à Jane parece-lhe ouvir o Mr. Rochester a chamar por ela. É outra vez aquela ligação quase psíquica que eles têm. E ela parte rapidamente para Thornfield Hall, encontrando a mansão destruída.

Na estalagem da terra mais próxima, descobre o que aconteceu. Thornfield ardeu num incêndio ateado pela Bertha, que morreu. O Mr. Rochester, ao tentar com que toda a gente saisse, foi apanhado por um barrote ou algo do género e ficou cego e sem uma mão. A Jane dirige-se para Ferndean Manor, onde ele agora reside, e compadece-se de ver um espírito tão vivo assim restringido. Mas feliz por o ver, cedo se junta a ele. O reencontro é delicioso, a presença da Jane reaviva-o e até tem ciúmes ao saber do primo dela.

Entendem-se e casam. De certo modo, é um casamento mais acertado por tudo o que passaram. O Mr. Rochester expiou a tentativa de casamento bígama, e a sua vida devassa, com a tragédia em Thornfield. A Jane cresceu e tem algum dinheiro, pondo-a de certo modo em pé de igualdade com o Mr. Rochester, que já não precisa de a encher de vestidos e outros bens materiais. É em todos os modos um casamento de iguais, intelectualmente, emocionalmente, monetariamente, sem manipulações e patronizações, um casamento de harmonia, e felicidade.

O livro termina com uns parágrafos dedicados ao St. John, que viveu e morreu para a sua Missão, sendo um apontamento religoso que mostra como a posição da Jane é diferente neste aspecto. A Jane vive os pequenos prazeres da sua vida mundana sem culpas.

E... c'est fini. Não pensei que fosse levar tanto tempo, mas tinha muita coisa a comentar. Para todos os que ainda estão a ler, karma points! E obrigada por lerem.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Leitura Conjunta - Jane Eyre, 2ª parte

A minha opinião para a leitura conjunta deste livro, relativa à segunda parte (Capítulos XIV a XXV). Poderão ler a opinião da Rita no blog A Magia dos Livros.

Esta parte desenvolve melhor a curiosa relação que se cria entre a Jane e o Mr. Rochester. Enquanto que este é pouco convencional e peculiar, a Jane não se deixa intimidar nas trocas de ideias que têm, sendo esperta e retorquindo sem medo às ideias "doidas" do interlocutor. Creio que é aqui que se forma um laço especial entre eles, pois o Mr. Rochester fala com a Jane como uma igual, quando o normal na época era desprezar uma mulher, ainda para mais uma perceptora.

A Jane aprende bastante com a sua experiência de viajar e sonha ela própria fazê-lo; uma coisa que achei significativa é que já aqui a Jane consegue fazer uma avaliação certeira do Mr. Rochester e dos seus defeitos, mas também lhe encontra qualidades redentoras. Entretanto, a pequena Adèle, francesa, fraca falante de inglês, vaidosa, mimada, é por um lado desprezada pelo próprio tutor à frente dela, mas por outro ele esforça-se para cuidar dela quando não o tinha de fazer - é uma situação que me deixa algo perplexa.

Pelo meio, estão a acontecer coisas muito estranhas na casa, gargalhadas pelo ar, atribuidas a Grace Poole, uma empregada que vive à parte do resto da casa. Mas quando Jane salva o Mr. Rochester de morrer queimado na própria cama, não deixa de se perguntar em relação ao mistério da casa, não deixando no entanto de ser discreta (e é aqui que eu me irrito com o enredo, porque se a Jane tivesse sido mais desconfiada nestes momentos não teríamos tanto coração partido lá para a frente).

É nesta altura que a Jane se apercebe dos seus sentimentos para com o dono da casa, mas consciente do muito que os separa, tenta escondê-lo. Chega a Thornfield Hall um grupo de pessoas amigas do Mr. Rochester, no qual se inserem as Ingram. Que senhoras tão arrogantes, mal educadas para aqueles abaixo delas (como uma perceptora) e tão más para com a Adèle, que não tem culpa nenhuma da educação que teve antes da Jane. A Mrs. Ingram chega a lembrar à Jane a tia, a Mrs. Reed, e a Miss Blanche Ingram tem tudo para fazer sofrer a Jane, ao correrem rumores que o Mr. Rochester e ela se vão casar.

Um estranho, Mr. Mason, chega a Thornfield e deixa o Mr. Rochester aflito. Durante a noite mete-se em sarilhos com o ser doido no quarto escondido (que a Jane pensa ser a Grace Poole), e caramba, nem mesmo assim a Jane tenta perceber o que se está a passar. Entretanto é chamada a Gateshead, por causa da tia, que está a morrer. Lá, encontra as primas muito mudadas e quase não as reconhece.

A tia, por sua vez, teve aquilo que passa por um ataque de arrependimento e conta à Jane que esta tem um tio por parte do pai que a procurou, e que tem fortuna. A tia disse-lhe que ela havia morrido, por pura vingança contra a Jane e as últimas palavras que dissera à tia em criança. (A sério, ficar ofendida pelo que sai da boca de uma criança? Que grande flor de estufa, esta tia...) A Jane perdoa-lhe, admitindo que em criança era exaltada, mas não vingativa. A tia morre, e a Jane dá-se conta que não tem pena de que tenha acontecido, mas sim do quantidade de sofrimento envolvido na morte da tia.

Jane regressa a Thornfield, sentindo-a já como sua casa, e finalmente um acontecimento ridículo (no bom sentido) e muito esperado acontece, o Mr. Rochester pede a Jane em casamento. Por um lado, que rufia, ele, fazendo a Jane pensar que se ia casar com a Miss Ingram para a fazer morrer de ciúmes; por outro, achei interessante que nesta parte da leitura, e especialmente neste momento, a autora sugira que há algum tipo de ligação psíquica entre os dois, com uma quase leitura de pensamentos.

Outra razão para eu classificar o Mr. Rochester de rufia é a maneira de ele lidar com a Jane, que parece demonstrar que não a conhece assim tão bem. Quase que tenta sufocá-la com presentes, quando ainda nem estão casados, e a independência da Jane não deixa que tal aconteça. Felizmente ela sabe lidar com ele, comparando-os mesmo a fogo e gelo ou algo parecido. Também gostei duma comparação deles que a autora faz com um castanheiro em Thornfield, que foi rasgado por um relâmpago, mas cujas duas partes continuam entrelaçadas. Creio que é bastante ilustrativo de toda a sua história.

A Jane decide escrever ao tio, mas entretanto a sua atenção é desviada para o casamento, particularmente para algo que acontece duas noites antes: um espectro (a "Grace Poole", que coitada apanha com as culpas de tudo) entra-lhe pelo quarto adentro e rasga-lhe o véu. E aqui, quando a Jane confessa ao Mr. Rochester esta coisa que aconteceu e os sonhos (premonitórios, diria) que teve, fico outra vez com vontade de esganar o Mr. Rochester: sabendo o que ele está a esconder, só queria que ele tivesse a coragem de confessá-lo à Jane.

E esta parte acaba com a Jane a acordar no dia do casamento. Como sei o que aí vem, estou preparada para a desgraça. E para ter vontade de esganar o Mr. Rochester outra vez...

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Leitura Conjunta - Jane Eyre, 1ª parte

A minha opinião para a leitura conjunta deste livro, relativa à primeira parte (Capítulos I a XIII). Poderão ler a opinião da Rita no blog A Magia dos Livros.

Começamos este livro com uma Jane nos seus 10 anos, vivendo na casa da tia, a Mrs. Reed, e odiada por esta. A Jane só está lá a viver porque o tio (Mr. Reed), irmão da mãe, ao morrer pediu que a Mrs. Reed cuidasse dela. É claro que a definição de "cuidar dela" da Mrs. Reed é um pouco enviesada... Pobre Jane, é uma miúda tímida e calada, mas capaz de dizer coisas que parecem que sairam da boca de um adulto, e talvez seja por isso que a tia não gosta dela, por mais que ela se esforce.

Esta infância vai deixar uma forte impressão na Jane, parece-me, pois esta fica com um forte sentido de (in)justiça e com a capacidade de se indignar com as injustiças feitas a outros (e a ela também). Um certo episódio de infância da Jane, em que ela fica fechada num quarto que pensa que tem um fantasma, e durante o qual tem uma crise nervosa, também deve contribuir algo para o seu feitio e para a sua capacidade de indignação (quando fala, por exemplo, com a Helen Burns).

Acusada de mentirosa pela tia, é enviada para Lowood, uma instituição que recebe jovens raparigas e as educa, e dirigida pelo Mr. Brocklehurst, um clérigo mais papista que o Papa e que dirige a instituição com mão de ferro, aonde as alunas são sujeitas a muitas privações.

É aqui que a Jane conhece a Helen Burns, uma jovem que me pareceu ter algum tipo de dificuldade de aprendizagem. Por vezes consegue tomar atenção (com a Miss Temple, por exemplo, ou com assuntos que lhe interessem muito), mas por vezes não consegue, sendo também pouco arrumada e levando castigos. No entanto, ao contrário da Jane, a Helen não se indigna, sendo paciente e aceitadora do que lhe acontece. A sua crença em Deus e na recompensa divina dão-lhe uma serenidade quanto ao seu problema e aos castigos, e acho que a Jane aprende muito com ela.

Entretanto, Lowood é assolada por uma epidemia de febre tifóide, e devido às péssimas condições da instituição e às privações, muitas alunas adoecem, e uma parte morre, a Helen incluida (se bem que ela tem tuberculose, o que agrava a situação). É um golpe para a nossa Jane. Mas esta epidemia serve ao menos para alguma coisa, pois chama a atenção de muitos benfeitores para as condições a que as jovens estavam expostas, e a instituição é melhorada por causa disso.

Achei interessante esta parte da instituição porque parece que é algo autobiográfica. A Charlotte e as irmãs estiveram num internato semelhante a Lowood, e duas morreram devido a tuberculose, como a Helen, que apanharam na escola. Uma das irmãs até parece ter sido o modelo da Helen.

Depois do melhoramento de Lowood, Jane fica lá por 8 anos, 6 como aluna e 2 como professora. Com o companheirismo de Miss Temple, a directora de Lowood, Jane cresce num ambiente mais agradável do que aquele em que viveu nos primeiros anos da sua vida, tornando-se numa jovem inteligente e independente. Mas o espirito inquisitivo da Jane quer mais, ver mais, e atreve-se a pôr um anúncio a oferecer os seus serviços como perceptora (outro aspecto autobiográfico da vida da Charlotte).

Acaba por ir parar a Thornfield Hall, uma casa cujo dono (o Mr. Rochester) está fora durante muito tempo, sendo que é recebida pela governanta, Mrs. Fairfax. Jane tem de educar Adèle Varens, a protegida do Mr. Rochester, que é uma miúda muito vaidosa e algo tolinha, mas que começa a melhorar sob a supervisão da Jane.

Thornfield Hall tem uma atmosfera gótica, emanando já uma ou outra pista de algo estranho, mas Jane é bem recebida e sente-se em casa em Thornfield Hall. Entretanto chega o dono da casa, o Mr. Rochester, e ele e a Jane têm logo um encontro de 3º grau, com o cavalo dele a deitá-lo abaixo à frente da Jane, que o tem de ajudar a subir para o cavalo.

Esta parte termina com uma conversa à lareira em que o Mr. Rochester como que interroga a Jane, e descobrimos a faceta dela de desenhadora. O Mr. Rochester mostra ser na conversa uma pessoa algo rude, com um feitio peculiar, mas também com um certo sentido de humor.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Leitura Conjunta - Jane Eyre, Charlotte Brontë

Dada a coincidência de termos adquirido ambas este livro no mês passado, eu e a Rita do blog A Magia dos Livros comentámos que seria giro fazermos uma leitura conjunta do livro. Como ela refere no post dela sobre esta iniciativa, já temos feito leituras deste tipo no fórum Bang!, e pessoalmente gosto bastante da ideia de ler um livro ao mesmo tempo que outras pessoas e ler as suas interpretações sobre o livro, que podem ou não ser diferentes das minhas, gerando uma troca de ideias.

Assim sendo, delineámos a leitura de forma a ser feita a partir desta semana, durante 3 semanas, dividindo o livro em 3 partes:

1ª parte: Capítulos I a XIII (até à página 143)
2ª parte: Capítulos XIV a XXV (até à página 276)
3ª parte: Capítulos XXVI a XXXVIII (até ao fim)

[as páginas referidas são da edição que ambos possuímos, a da Book.it]

Cada parte será lida durante uma semana (começando hoje), no fim da qual fazemos um post para essa parte, com opiniões, ideias, pensamentos sobre a história e os personagens. Vou tentar manter afastadas comparações com a série, que vi há pouco tempo, mas não garanto que alguma não se escape.

Por fim, se têm o livro de parte, se sempre o quiseram ler ou se estão a pensar em relê-lo, convido-vos a juntarem-se a nós nesta leitura conjunta de Jane Eyre, de Charlotte Brontë.