sexta-feira, 18 de julho de 2014

Wicked Wildfire Read-a-Thon 2014 - Wednesday, Thursday and Friday (16th-18th)

Pages read:
Wednesday: 149 pages
Thursday: 262 pages
Friday: 235 pages

Pages read so far:
881 pages

Books read:
Wednesday:
38,8% (149/384 pages) of Champion by Marie Lu

Thursday:
100,0% (168/168 pages) of Capitão América: O Soldado do Inverno 1 by Ed Brubaker, Steve Epting, Michael Lark, John Paul Leon (Captain America: Winter Soldier v.1)

51,1% (94/184 pages) of Capitão América: O Soldado do Inverno 2 by Ed Brubaker, Steve Epting, Michael Lark, Lee Weeks, Stefano Gaudiano, Rick Hoberg
(Captain America: Winter Soldier v.2)

Friday:
48,9% (90/184 pages) of Capitão América: O Soldado do Inverno 2 by Ed Brubaker, Steve Epting, Michael Lark, Lee Weeks, Stefano Gaudiano, Rick Hoberg
(Captain America: Winter Soldier v.2)
34,9% (145/416 pages) of Um Pequeno Escândalo by Patricia Cabot/Meg Cabot (A Little Scandal)

Books read so far:
Champion by Marie Lu (finished reading)
Capitão América: O Soldado do Inverno 1 by Ed Brubaker, Steve Epting, Michael Lark, John Paul Leon (finished reading)
 Capitão América: O Soldado do Inverno 2 by Ed Brubaker, Steve Epting, Michael Lark, Lee Weeks, Stefano Gaudiano, Rick Hoberg (finished reading)
Um Pequeno Escândalo by Patricia Cabot/Meg Cabot (currently reading) 

Read-a-thon status:
Busy week, so I've been reading quite slowly. But I've been
enjoying my choices so far. Champion was a great ending
for the trilogy, Winter Soldier was a nice surprise,
and A Little Scandal is looking like it'll be quite fun.


Challenge: Tune This Title hosted by Kat @ My Shelf Confessions
Pick a song that goes with your current (or very recent read that you’ve read during the WWRAT) read. Tell us the name of the book and explain why the song goes with  your book.

For example: does it fit with the mood of the book; does it go with the main character’s emotional state?
I choose Champion, which I've finished reading on Wednesday. Reading the epilogue, it was so sad and depressing because of... reasons. (I can't spoil it, now can I? Even picking this pair book/song feels a little spoilerish.) Anyway, the sense of melancholy, and the specific circumstances of a part of the epilogue made me think of Last Kiss, by Taylor Swift. I just felt bad for the epilogue's narrator, because of the years that had passed and the sense of loss that permeated the story then.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Ruin and Rising, Leigh Bardugo


Opinião: Porquê? Porque é que eu só leio autoras que gostam de me fazer sofrer? Que leitura alucinante - algo que podia esperar de um livro que é o final da respectiva série/trilogia -, mas a Leigh Bardugo esmerou-se mesmo, conseguindo fazer-me sofrer a cada passo com os personagens, mas também torcer por eles, em face das difíceis tarefas que tinham que enfrentar.

Este livro começa algumas semanas após o segundo livro, Siege and Storm, e encontramos a Alina no estado em que estava no fim desse livro, quebrada e a fazer uma difícil recuperação. Mas o Darkling não espera por ninguém, e sentindo a premência da ameaça que ele põe a Ravka, o nosso grupo de heróis parte na demanda final para o travar.

A Alina esteve numa posição interessante neste livro. A recuperar dos acontecimentos do segundo livro, passou uma boa parte do tempo a debater-se com o que é esperado dela, de uma pessoa com o poder e as capacidades que tem. Não é fácil, porque a Alina nunca quis este tipo de coisa, e eu passei algum tempo frustrada por ver uma série de personagens a puxá-la para um lado, à espera que ela tomasse certas escolhas e seguisse certo caminho... quando eu não via porque é que tinha necessariamente de ser assim.

Quanto ao Mal, estou satisfeita com a sua evolução, o seu comportamento. Fez paz com o que é esperado dele e da Alina, principalmente da Alina, e é irreprensível na sua dedicação. (Talvez até de mais, diria eu.) Além disso, o que lhe está destinado é duro, duríssimo de enfrentar. Fiquei assarapantada com essa revelação. Nunca me ocorreu esta reviravolta, e é de partir o coração. E o Mal aguenta-a muito estoicamente, é impressionante.

Falando, do Sturmhond, também conhecido como o melhor personagem secundário de sempre... ESTOU HORRORIZADA, sim, horrorizada com o que a autora decidiu fazer-lhe a certa altura. Quero dizer, achei que algo lhe podia acontecer, tendo em conta o modo como a sua história se estava a desenrolar... mas isto? Passei o resto do tempo a roer as unhas. De resto, continua a ter aquela personalidade deliciosa, meio arrogante, meio irónica, cheia de tiradas fantásticas. Uma mente estratégica, sempre a manobrar, sempre com cartas na manga. Agrada-me o seu final, porque porta agora um bocadinho do peso da escuridão que a Alina teve de carregar, e acho que o faz entendê-la melhor.

O elenco de personagens secundários é dos meus favoritos, não há personagem que eu não adore. Gostei muito dos momentos de ligação que a Alina teve com as raparigas do grupo, porque era algo que ela precisava, com a sua dificuldade em abrir-se com os outros. Diverti-me tanto com a Zoya e as suas tiradas arrogantes e com o Harshaw e as suas conversas com o gato que trazia sempre atrás. O pequeno Misha foi uma boa surpresa. O David também se portou muito bem, especialmente ali num momento comovente com a Genya. E por falar nela, mostrou-se muito forte face às circunstâncias, gostei, particularmente num certo momento de confronto.

Agradou-me bastante conhecer mais um bocadinho deste mundo, e fiquei fascinada com o observatório nas montanhas que o Sturmhond tinha "cozinhado". Gostava de ter passado lá mais tempo. Também descobrimos mais acerca da história do Darkling e da Baghra, e acerca do legado do Morozova. Neste último caso em particular, achei que foram umas belas revelações, surpreendentes, mas que no fim fizeram sentido, apesar das implicações trágicas que tiveram.

Acho curiosa a maneira como a autora escreve o desenrolar da narrativa. Intercala momentos de acção com exposição, e complementa tudo com uma economia de louvar. Digamos que os nossos personagens estão a fazer planos. E outro autor não resistiria a levar esses planos a bom porto, por mais longo que o livro ficasse, porque seria um desenvolvimento giro. Mas a Leigh Bardugo vem e zás! interrompe tudo com uma reviravolta inesperada, levando a história por um novo percurso, que até podia fazer parte da história mais à frente, mas ela corta caminho fantasticamente. Quero com isto dizer que às vezes a restrição também é necessária, apesar de termos vontade de "só mais um bocadinho", e aqui a autora fez muito bem.

Acho que a parte final foi tão emocionante que me ia dando uma coisa. Pelo menos, fiquei vidrada nos acontecimentos pois a fasquia estava muito alta, tudo parecia perdido, sem esperança. Gosto mesmo quando os autores me fazem acreditar que vai correr tudo muito mal, mesmo sabendo eu que *alguma* coisa há de ter de correr bem. Só sei que fiquei exausta de ler o fim e de me preocupar com os personagens.

Bem, para terminar, creio que só posso acrescentar que foi um livro emocional, devido à sensação de perda e à partida de alguns personagens que vão deixar saudades (ou não). Mas foi um livro que me deixou satisfeita e que foi um bom término para a trilogia. (E uma menção ao "epílogo", que foi tão tocante, por conseguir contar uma vida inteira em poucas páginas. Gostei dos vislumbres a que tivemos direito.)

Páginas: 432

Editora: Henry Holt (MacMillan)

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Picture Puzzle #97


O Picture Puzzle é um jogo de imagens, que funciona como um meme e é postado todas as semanas à quarta-feira. Aproveito para vos convidar a juntar à diversão, tanto a tentar adivinhar como a fazer um post com puzzles da vossa autoria. Deixem as vossas hipóteses nos comentários, e se quiserem experimentar mais alguns puzzles, consultem a rubrica nos seguintes blogues: Chaise Longue [a actualizar].

Como funciona?
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens que representem as palavras do título (geralmente uma imagem por palavra, ignorando partículas como ‘o/a’, ‘os/as’, ‘de’, ‘por’, ‘em’, etc.);
  • Fazer um post e convidar o pessoal a tentar adivinhar de que livro se trata;
  • Podem ser fornecidas pistas se estiver a ser muito difícil de acertar no título, mas usá-las ou não fica inteiramente ao critério do autor do puzzle;
  • Notem que as imagens não têm de representar as palavras do título no sentido literal.

Bem, os puzzles da semana passada não foram adivinhados, por isso voltam esta semana. Não pensei que fossem tão difíceis, mas aqui ficam, com algumas pistas extra.

Puzzle #1
Pista: livro de ficção histórica publicado em português; a autora tem bastantes livros publicados em Portugal e esteve cá há pouco tempo.

Puzzle #2
Pista: thriller/mistério publicado em português; primeiro livro de uma série sobre um espião e restaurador de arte israelita.

Divirtam-se!

terça-feira, 15 de julho de 2014

Wicked Wildfire Read-a-Thon 2014 - Monday and Tuesday (14th-15th)

Pages read:
Monday: 116 pages
Tuesday: 119 pages

Pages read so far:
235 pages

Books read:
Monday: 30,2% (116/384 pages) of Champion by Marie Lu
Tuesday: 31,0% (119/384 pages) of Champion by Marie Lu

Books read so far:
Champion by Marie Lu (currently reading)

Read-a-thon status:
Yesterday was a good day. I read for a good while and I wrote a bit.
Today was a busier day, so I haven't read as much,
but I'm positive I will be reading a bit more before I go to bed.


Challenge: Jigsaw Puzzle Summer hosted by April @ My Shelf Confessions
Put together the following puzzles and give me the titles and authors of each – in the Rafflecopter.
Done! It was fun, since the covers were all from books I've read. Though the puzzles were challenging, some of the covers have few details and simple background colours, which makes the puzzle harder to piece together.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Quando Éramos Mentirosos, E. Lockhart


Opinião: Ok, vou fazer o contrário do que a sinopse me diz para fazer, e dizer a verdade: este livro é melhor experienciado sem se saber praticamente nada sobre ele, sem ter expectativas nenhumas. Porque é uma caixinha de surpresas melhor saboreada se for isso mesmo, uma surpresa. E é neste ponto em que eu devia terminar a opinião e dizer, "pronto, vão lá ler, que vale a pena".

Só que também não consigo ficar calada. Sinto que é serviço público e que devia mesmo falar um bocadinho dele, sem dizer nada que o estrague, o que me parece ser uma armadilha, uma água infestada de tubarões que terei de navegar cuidadosamente. Vamos lá ver se me safo disto.

A primeira coisa de que vou falar, e que pode potencialmente afastar (ou interessar) leitores é o estilo de narração. A narradora conta-nos as coisas dum modo meio floreado e quebrado. É um estilo a tender para o stream of conciousness que imagino que não cativar toda a gente; mas suspeito que quem já tenha lido (e sobrevivido!) a Tahereh Mafi, em particular ao Shatter Me, vai comer este livro ao pequeno almoço. Quem não o leu, não há que preocupar, creio que é acessível.

Quanto a mim, gostei bastante, porque fez um bom trabalho a mostrar o estado de espírito da protagonista, e porque as metáforas dela são simplesmente deliciosas, umas vezes floreadas mas muito literais, outras vezes prestam-se a ser tomadas como literais e afinal são apenas uma metáfora para os sentimentos dela. E a verdade é que o estilo de narração acaba por se prestar bem ao tipo de história e ao mesmo tempo fazer um bom trabalho a manter-nos despistados quanto a... bem, tudo.

A segunda coisa, e que não acho que seja um spoiler, porque o título já o indica, é que não podemos confiar propriamente na nossa narradora. É um artifício que gosto muito, e que acho que é bem usado a favor da história, mas também vejo como possa afastar ou desagradar leitores. Novamente, no meu caso, gostei bastante deste artifício, porque sabia que havia algo que estava a ser escondido de mim, leitora, e passei o livro a construir cenários cada vez mais horripilantes na minha cabeça, enquanto tentava perceber o que era.

Posso dizer que uma das minhas suspeitas estava em parte certa... mas o melhor é que quando descobri finalmente a "coisa", tudo o que estava para trás fez sentido. A autora foi mesmo certinha nesse aspecto, e os acontecimentos e o comportamento de toda a gente fazem tanto sentido à luz do que descobri.

Que mais posso dizer? Acho que é um livro bastante inteligente na maneira como constrói a história. Gostei bastante da escrita da autora, e do trabalho que ela teve em construir a narrativa deste modo. Gostei que ela levasse a sério o seu leitor e que não o tomasse por parvo, obrigando-a pensar e a trabalhar para desconstruir a história; demasiadas vezes propaga-se a ideia errónea de que YA=vapidez e simplicidade, que fico contente quando um livro se esforça para dar porrada nesse tipo de expectativas.

Fiquei fascinada com uma coisa que a autora consegue fazer, e que é impressionante: este é um livro curto. Mas é tão vívido, tão condensado, que passadas meia-dúzia de páginas parece que já vivi imenso com os personagens. E, ao mesmo tempo, é um livro tão devorável que passado um bocadinho já passaram mais 50 páginas, e mais um bocadinho ainda e dei por mim no fim.

Acho que a única outra coisa que posso dizer é que achei muito interessante a dinâmica na família Sinclair e em como Verão após Verão se juntavam na ilha para passar férias. Em certa medida, até compreendo as acções tomadas por alguns dos personagens; talvez o meu eu de 15 anos, nas mesmas circunstâncias, se sentisse tentado a fazer o mesmo. Mas gosto de pensar que o meu eu de 15 anos, se chegasse a esse ponto, teria sido muito mais esperto a executar essas "acções".

Em suma, recomendaria a toda a gente, nem que seja ir espreitar um excerto para ver se é o vosso tipo de coisa. Sei que o tipo de narrador e a maneira como conta as coisas pode afastar leitores. Mas lá que é extremamente recompensador chegar ao fim e perceber tudo e aquilo fazer sentido, é. Também é um pouco perturbador e triste, mas já a sinopse nos promete segredos, tragédias e mentiras. Creio que vale a pena, por ser uma história contada de maneira invulgar, apesar de acabar por ser uma história vulgar, de certo modo. Mas a autora cativou-me duma maneira que não pude parar até chegar ao fim, e gostava que o livro tivesse a oportunidade de encantar mais leitores.

Título original: We Were Liars (2014)

Paginas: 312

Editora: Asa

Tradução: Elsa T.S. Vieira