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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Secrets of a Summer Night, Lisa Kleypas


Opinião: Levei um bocadinho a chegar a esta série, assumo, mas estava com receio de que a minha fabulosa experiência com a Julia Quinn "manchasse" esta leitura. Agora que passou quase um ano, acho que posso lançar-me à Lisa Kleypas.

Talvez não devesse ter receado tal coisa. A Lisa Kleypas é uma autora diferente, na escrita, no modo como desenvolve a história, naquilo que aborda. Fascinou-me a sua escrita mais elaborada e o retrato social que pinta desta época vitoriana precoce. (Sim, é 1843 e a rainha Victoria já reina.)

Achei interessante ver a classe nobre, tão fechada à penetração dos novos ricos - o Simon, um investidor filho de talhante, ou as americanas Lillian e Daisy, filhas de um industrial riquíssimo -, mas ao mesmo tempo afogada em dívidas e com propriedades gigantescas mal geridas. Bem, exceptuando o Westcliff, que parece estar a gerir a sua propriedade duma maneira mais inovadora e mais avisada.

Também achei curioso ver descritas as razões pelas quais uma mulher se podia tornar numa wallflower. A Lillian e a Daisy são americanas, e tendo em conta que os ingleses ainda não se aperceberam bem da vantagem do dinheiro americano para salvar as propriedades inglesas, ficam de lado, a não ser que tenham um patrono inglês que as apresente; a Evie é gaga, é tímida e nem o ser riquíssima a salva; e a Annabelle está desesperada para casar, pois a família está quase na penúria, mas o facto de nem ter um dote é o que a torna numa wallflower.

Gostei bastante das americanas, tão divertidas e extrovertidas, e com uma tendência para fazer desporto ao ar livre de roupa interior e chocar o Simon e o Westcliff. Também adorei a Evie, tão fofinha na sua timidez. A Annabelle foi a que menos me interessou das wallflowers, mas fiquei indignada com a sua situação e o facto de metade dos lordes estar apenas à espera que ela ficasse desesperada o suficiente para se tornar na amante de alguém. Gostei da sua personalidade determinada e do quanto se arriscou pelo Simon. O Simon pareceu-me um pouco alfa a mais, mas foi divertido vê-lo com a Annabelle.

Aquele final foi trepidante. Não estava à espera que as coisas fossem dar numa cena tão dramática, mas foi uma boa maneira, e dramática, de a Annabelle e o Simon se resolverem. Preferia que quase não se matassem no processo, mas pelo menos o Westcliff ultrapassou o seu preconceito ridículo contra a Annabelle. Até estou super curiosa para ver como ele e a Lillian se vão dar, porque estou a ver que vão saltar faíscas.

Páginas: 352

Editora: Piatkus