Fui desafiada pela Paty do Chaise Longue para responder a esta TAG. Pode parecer estranho ter uma TAG dedicada a desancar livros que não gostámos, mas convenhamos, de vez em quando sabe bem dizer mal de livros. Tal como por vezes um livro pode gerar uma paixão e euforia desmedidas, às vezes é o contrário, suscitando indiferença, desilusão ou irritação. E acho que não me importaria de os sacrificar por um bem maior, eu que tenho dificuldade em desfazer-me dum livro. :P Provavelmente vou falar mais de livros que li este ano, que estão mais presentes na memória.
Um Livro Sobrevalorizado
Estás na livraria a procurar um novo livro e BAM! Zombies começam a atacar! Através dos altifalantes é feito o anúncio de que os militares descobriram que a única fraqueza dos zombies são os livros sobrevalorizados. Que livro que toda a gente diz que é fantástico mas tu odeias começas a arremessar aos zombies sabendo que vai contar como livro sobrevalorizado e irá destruí-los com sucesso?
Ah! Gone Girl/Em Parte Incerta com eles. Eu até percebo o fascínio que o livro exerce na maioria dos leitores. Mas, tudo somado, não o achei nada de especial. Passei metade do livro irritada com os personagens por serem tão incoerentes, e a outra metade abismada por serem tão estúpidos. E como os personagens são tudo para levar este tipo de livro a bom porto, acabaram por me estragar a história, que até tem uma premissa fixe. Se a autora não tivesse exagerado na sua caracterização, se não tivesse chegado a certos extremos, a história teria sido muito mais satisfatória. Um pouco de subtileza não teria caído mal aqui. E por isso, acho o livro muito sobrevalorizado.
Uma Sequela
Sais do cabeleireiro com um penteado fantástico e BOOM: começa um aguaceiro torrencial. Que sequela usarias como chapéu de chuva para te protegeres?
Aqui vou meter o Requiem. Céus, não me lembro de me ter sentido tão desiludida com um autor, especialmente um que tinha mostrado ser tão promissor. A Lauren Oliver cria um mundo fascinante, uma história que prometia ser profunda e tem uma escrita linda, mas este parece que foi escrito por uma pessoa completamente diferente. Alguém que me ajude a esquecer este desastre.
Um Clássico
Estás na aula e o teu Professor de Português só fala sobre como aquele livro mudou o mundo, como revolucionou a literatura e começas a ficar tão farta/o que atiras o livro à cara do professor. Sabes porquê? Aquele clássico é estúpido e o castigo vale a pena só para mostrar a todos como te sentes em relação a ele! Que livro atiravas?
O professor vai levar com o A Laranja Mecânica na cara. É pequenino, mas a minha edição é de capa dura, por isso vai doer. O que é que eu vou dizer sobre esta confusão pegada? A história é incoerente, o protagonista irritante, e as questões morais levantadas ficaram manchadas, quanto a mim, por algumas escolhas narrativas questionáveis do autor. Se eu voltar a cruzar-me com um livro em que o autor está a tentar, duma maneira tão patética, que eu tenha pena dum personagem que é um autêntico psicopata, vai haver ultraviolência. É pena, seria uma história com potencial, mas a maneira como o autor a apresenta repugnou-me.
O Livro que Menos Gostaste na Vida
Prestes a sair da biblioteca e BAM o aquecimento global estoura e lá fora tens um longo terreno gelado pela frente. Presa/o, a tua única hipótese de sobrevivência é queimares um livro. Que livro vais a correr buscar e que não terás quaisquer remorsos de queimar?
Ah, eu podia dizer aqui tanta coisa... Mas a memória é curta, e não consigo conjurar um livro que detestei absolutamente, e que seria o livro que menos gostei de sempre. Posso é falar do último livro que me deixou absolutamente furiosa ao terminá-lo, tanto que quase me ia estragando a leitura seguinte. E não é normal isso acontecer, tanto o ficar furiosa desta maneira com um livro como o manchar a leitura seguinte. Falo do Dead Silence. Senti-me defraudada. Este não é o livro final duma série adorada que eu merecia. O livro não evolui a história da série, recaptando temas e situações do livro anterior, engonha até dizer chega e conseguiu finalmente irritar-me com certos aspectos que até tinham tido o seu interesse anteriormente. E aquilo não me deu uma sensação satisfatória de ser um final. A história dos personagens não tem um fim, sequer. A autora podia continuar a história, se quisesse. Mas não vai. E por isso preferia que o livro nem existisse.








