Fui convidada para participar este mês em Agosto no Só Ler Não Basta, um projecto que junta a Carla do Este meu cantinho..., a Diana do Papéis e Letras, e a Telma do Ler e reflectir.... O tema do mês? Adaptações cinematográficas, um tema que deu e dá pano para mangas. Podem ver o resultado em baixo ou neste link. Foi uma experiência engraçada, tirou-me da minha zona de conforto (tanto que tenho alguma relutância em rever o episódio e ver-me no vídeo, lol) e pôs-me a fazer uma coisa que nunca tinha imaginado fazer - e por isso só tenho agradecer o convite e por se terem lembrado de mim para contribuir para a discussão. Em termos técnicos, a minha ligação à net é que se podia ter portado melhor. ("Caí" várias vezes, mas estou bem, não houve danos permanentes. xD)
terça-feira, 3 de setembro de 2013
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Uma imagem vale mil palavras: Cidade dos Ossos (2013)
(... recuso-me a usar o nome completo do filme, porque é demasiado longo e acho desnecessário porem-lhe o "Instrumentos Mortais" antes do título principal. E estou a sentir-me preguiçosa.)
Foi uma boa sessão para trailers. Vi o trailer do Kick-Ass 2 (não vi o primeiro filme, mas li a BD e estou curiosa quanto à história da sequela), do Catching Fire (e continua a aumentar a minha adoração pela Effie com aquela fala do "chins up, smiles on"; ah, e o tradutor/legendador devia levar uma traulitada por escrever "Gael" em vez de "Gale"), outra vez, e o RPG (que era filme que eu era capaz de não ir ver, porque parece um mash-up do Os Jogos da Fome e do Destinos Interrompidos, mas agora que descobri que tem produção portuguesa até estou interessada... morbidamente interessada).
Sobre o filme... é uma sensação engraçada. Disse cobras e lagartos das adaptações do Beautiful Creatures e do The Host. E li ambos os livros há imenso tempo, tal como o Cidade dos Ossos. Por isso, é provável que não me lembre de alguns pormenores, e que lhes sinta menos a falta - nos três casos. O problema é que eu senti falta dalguns pormenores nos dois primeiros, e achei que ambos falharam em transmitir o espírito da história, senão no seu todo, pelo menos em parte. E com o Cidade dos Ossos eu não senti isso. Não é um filme perfeito, e é um pouco diferente do que tinha imaginado que ia ser.. mas diferente não é mau. Acho que está mais próximo do espírito dos livros, e do que a minha imaginação tinha conjurado, do que esperava. E saí da sala agradavelmente surpreendida.
Durante o início da história tive uma sensação de estranheza que não soube definir. O filme lembrava-me um daqueles filmes de aventuras dos anos 90 que passam na televisão. E depois lembrei-me de algo que li no Official Movie Companion - ao que parece, o filme foi rodado em película, não em digital. E numa época de digital, 3D e IMAX, é definitivamente alienígena ver no cinema o resultado de filmagens neste meio. É menos perfeitinho, estilizado, ou brilhante. Mas acaba por resultar. No fim do filme já tinha entranhado e deixado de estranhar... e os efeitos especiais do clímax da história funcionaram bem com este meio.
Senti-a como uma adaptação que tentou ser fiel aos livros - tenho a impressão que nas mãos de outra pessoa tinham metido os pés pelas mãos e cortado coisas ao desbarato sem fazer sentido nenhum. Mas aqui fiquei com a ideia que houve um certo respeito pela história e pelos fãs, e aquilo que de facto cortaram ou modificaram fez sentido para mim. A maior parte das coisas que mudaram ajuda a contar melhor a história em filme, e só algumas mudanças na parte final do filme me deixaram na dúvida.
A mudança de local do clímax - em termos da produção dum filme, e do tempo que têm para contar uma história, faz sentido, em vez de darem voltas e voltas para chegar ao local do livro. A revelação que "estraga" o momento-choque do fim - bem, eu nunca acreditei que isso fosse verdade quando estava a ler o livro, por isso não me faz diferença que o facilitem para a audiência que não leu os livros. Gostei de alguns aspectos visuais desta parte final - os demónios, a abertura das protecções do Instituto, o lança chamas, até o pentagrama do Valentine (tão giro como ele o constrói). Por outro lado, aquilo que me fez mais comichão de terem mudado é a posse da Taça Mortal, que me parece que está nas mãos erradas no fim do filme. A fazerem uma sequela, como exactamente é que vão explicar isso?
Uma parte que me agradou é manterem o sentido de humor e as falas divertidas de alguns personagens. (Pontos bónus ao Robert Sheehan por conseguir dizer as falas dele com uma cara séria.) Passei parte do filme na risota, mesmo já conhecendo os diálogos. (Aliás, sou capaz de me ter rido que nem uma pateta precisamente por os conhecer.) Faltou-me foi uma certa qualidade sarcástica e auto-depreciativa do Jace. Não me lembro se no primeiro livro essa sua qualidade está apurada, mas achei o personagem um pouco sério a mais.
Sobre os personagens e respectivos actores... a Lily Collins está bem fofinha, e gostei da sua Clary. O Jamie, como Jace, estava bastante próximo daquilo que tinha imaginado, e fez um bom trabalho com o que tinha. (Mas faltou-me o sentido de comédia trágica do Jace, lá está.) O Robert Sheehan como Simon estava óptimo, com o equilíbrio certo de anseio pela Clary e sentido de humor. Os actores da Isabelle e do Magnus, bem, não têm muito destaque, mas os próprios personagens não o têm no livro. O Magnus só se revelou, para mim, na trilogia dos Infernal Devices, e à Izzy ganhei-lhe gosto ao longo da série. (Se bem que gostei do que vi dela.) Ao Alec faltou-lhe um je ne sais quoi. (Ou para ser honesta, sei. Bem sei que o Alec é um rufião com a Clary no primeiro livro, mas também tem uma certa vulnerabilidade que me fez falta.)
O Luke ainda me parece algo novo de mais, que me desculpe o Aidan Turner que fez um trabalho decente, mas caramba, tiveram de lhe pôr uma "coisa" esbranquiçada na parte da frente da cabeça para lhe o envelhecer. A Lena Headey não tem muito tempo de antena, mas gostei da cena de acção dela, que nos mostra porque é que a Jocelyn é uma óptima Caçadora de Sombras, algo que até os livros às vezes se esquecem de fazer. E por falar nisso, ri-me um bocado com os actores escolhidos para fazer de rufiões do Valentine - são actores que já têm feito papéis de "músculo" noutros filmes. O Valentine/Jonathan Rhys Meyers - bem, eu esqueci-me que o Valentine devia ser loiro até há coisa de um mês ou dois, por isso o casting agradou-me (e distraiu-me), e foi uma boa escolha. O actor tem presença e consegue ser arrepiante e psicopata com o pouco que tem.
Acerca do cenário, acho que o facto de saber que isto foi filmado em Toronto me prejudicou. Não pretendo fingir que sei como é que Nova Iorque (ou neste caso, Brooklyn) é, mas pareceu-me que faltou um bocadinho assim para os cenários me convencerem. Mas por outro lado, a parte da produção que envolve os cenários interiores e os adereços agradou-me. Gostei bastante da Cidade dos Ossos, da biblioteca do Instituto, da estufa, e da "aparição" do Instituto. Por outro lado, as roupas dos Caçadores de Sombras estão ali no limite. Visualmente são fantásticas (se bem que as imaginei de outra maneira), mas nalguns pontos exageraram no aspecto gótico (a roupa do Alec estava ridícula).
Em suma, fiquei satisfeita com a adaptação. Mais do que estava à espera, tendo em conta que as últimas que vi têm deixado a desejar. Foi uma surpresa agradável, especialmente porque dei por mim submersa no mundo e na história, e porque achei o filme mais fiel ao livro do que esperava, por isso diria que foi uma adaptação bem sucedida, na minha opinião.
domingo, 1 de setembro de 2013
Colecção Super-Heróis DC Comics - Volumes 5 e 6, e + BD
Joker: O Último a Rir, Alan Moore, Brian Bolland, Brian Azzarello, Lee Bermejo
Este volume contém duas histórias centradas no Joker, e acaba por tornar algo supérfluo o título da colecção (Super-Heróis DC), pois o Joker está muito longe de ser um herói, quanto mais um super-herói. Mas é uma boa aposta, porque é um personagem tão famoso e destacado no universo DC.
A primeira história é bastante conhecida, e suscitava-me curiosidade. Ao lê-la tive oportunidade de reparar no estilo de planeamento das pranchas, que é semelhante ao presente no Watchmen, e é aparentemente uma característica do trabalho do Alan Moore. A arte agradou-me muito, tem uma certa qualidade cartoonesca, e gostei da (re)coloração, que deu um ar muito vivo ao desenho.
A história conta, em flashbacks, a série de circunstâncias que levariam alguém a perder o juízo - o homem que se viria a tornar no Joker. Ao mesmo tempo, no presente, o Joker tenta reproduzir a mesma perda de sanidade no comissário Gordon, submetendo-o a coisas terríveis. É uma história interessante, por humanizar o Joker (ou a pessoa que ele foi), mas ao mesmo tempo afastá-lo da humanidade, devido à insanidade extrema que o caracteriza. A cena final é algo digno de se ver (ou ler).
A segunda história é mais longa e apresenta uma outra faceta do Joker, que tenta retomar à força a sua posição em Gotham City. A história segue um personagem, Jonny Frost, que segue o Joker na sua jornada de violência. É uma história interessante, que no fim acaba também por reflectir um pouco na relação Joker-Batman. Não me tornei fã da arte. Detestei o uso excessivo de sombras para criar texturas e profundidade. A única vez em que tal resultou para mim foi na cara do Joker, porque mostrava as expressões dele e porque estranhamente conjurava na minha cabeça a cara do Heath Ledger como Joker.
Mulher-Maravilha: Quem é a Mulher-Maravilha?, George Pérez, Phil Jimenez, Allan Heinberg, Terry Dodson
Este volume também nos apresenta duas histórias da Mulher-Maravilha. A primeira retrata um conflito na ilha de Temiscira entre várias tribos de Amazonas e apoia-se um pouco demais no conhecimento de conflitos e acontecimentos passados para o meu gosto. Mas a história em si é interessante, cheia de intriga, e parece apresentar no fim uma mudança de paradigma na ilha. A arte deixou-me intrigada. Não é o tipo de coisa que se veja habitualmente nos dias de hoje, é muito clássica e bonitinha, mas gostei de ver.
A segunda história é mais newbie-friendly, talvez por apresentar várias facetas da Mulher-Maravilha e colocá-la numa encruzilhada. Deu para me familiarizar com a personagem, diverti-me a conhecer o seu mundo e gostava de ler mais histórias com ela. Uma das minhas histórias favoritas da colecção até agora.
JSA Classified: Honor Among Thieves, Jen Van Meter, Peter J. Tomasi, Patrick Olliffe, Don Kramer
Esta foi uma compra não planeada, pois nunca tinha ouvido sequer falado da JSA (Justice Society of America), mas estava a um preço mesmo bom e veio cá para casa. A primeira história do volume foca-se na Injustice Society, um grupo de vilões. Achei fascinante ver este grupo a juntar-se para ajudar um dos seus, mostrando que não há assim tanta diferença entre eles e um qualquer grupo de heróis. E o final teve uma reviravoltazinha engraçada.
A segunda história foca-se em dois membros da JSA, o Flash e o Wildcat. Permitiu conhecer um pouco melhor os dois personagens, as suas personalidades e a dinâmica da sua relação e da com o grupo. Tem alguns momentos cruciais bem interessantes. No todo, o volume deixou-me curiosa acerca da equipa titular.
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TAG: Alfabeto Literário
Muito obrigada à Lia do Viajar pelos Livros e à Jojo do Os devaneios da Jojo por me passarem esta TAG. O objectivo é encontrar entre os nossos livros algum que comece pelas letras indicadas pela pessoa que passou a TAG. (Os artigos [a,o, as, os] não contam.) Peço desculpa, mas não vou poder dar uma ajuda visual aqui, com fotos dos livros, pois nem todos os livros da minha biblioteca estão comigo.
A Lia indicou-me as seguintes letras: A, O, C, E, L. Os livros da minha estante que escolhi para lhes corresponder são:
- A: Across the Universe, Beth Revis
- O: Obsidian, Jennifer L. Armentrout
- C: Cinder, Marissa Meyer
- E: Easy, Tammara Webber
- L: Leviatã, Scott Westerfeld
A Jojo indicou-me as letras F, O, P, I, T; e os livros que escolhi são:
- F: Forsaken, Jana Oliver
- O: Orgulho e Preconceito, Jane Austen
- P: Perfeitos, Scott Westerfeld
- I: Insaciável, Meg Cabot
- T: Teias de Sonhos, Anne Bishop
E no fim disto chego à conclusão que parece que já não sei viver sem o Goodreads, que foi o responsável por me ajudar a encontrar alguns dos livros.
sábado, 31 de agosto de 2013
Este mês em leituras: Agosto 2013
Uau... que mês. Muito cansativo, e sem tempo para me coçar, quanto mais ler ou blogar... o resultado são umas crises de inspiração e de motivação. Provavelmente não foi boa ideia juntar-me ao read-a-thon, porque não consegui ler muito nessa semana. (Culpa de um dos livros, na verdade.) Espero que em Setembro as coisas acalmem um bocadinho.
Opiniões no blogue
- Dearly, Beloved, Lia Habel;
- Siege and Storm, Leigh Bardugo;
- A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo, Stieg Larsson;
- Colecção Super-Heróis DC Comics - Volumes 3 e 4: Super-Homem - Pelo Amanhã;
- Perfeitos, Scott Westerfeld;
- As Mulheres de Summerset Abbey, T.J. Brown;
- City of Bones: os livros do filme;
- O Pistoleiro, Stephen King;
- A Rainha no Palácio das Correntes de Ar, Stieg Larsson.
Os livros que marcaram o mês
- A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo, A Rainha no Palácio das Correntes de Ar, Stieg Larsson - lá me dediquei a terminei a trilogia, que foi uma boa surpresa. Não costumo ler neste género, mas gostei muito da experiência;
- For Darkness Shows the Stars, Diana Peterfreund - tãaaaao giro, sou super-hiper-mega-fã do Persuasão, e adorei este livro, que pega no esquema do livro original e cria uma história própria bem inserida neste mundo criado pela autora, que me deixou muito curiosa;
- O Pistoleiro, Stephen King - marca pela negativa. É um livro muito difícil de gostar, e de cativar o leitor... tem uma boa fundação, e o potencial para ser uma coisa interessante, mas devia ser um bom livro por si só;
- City of Bones: os livros do filme - para me "preparar" para ver o filme, foram uns bons complementos.
Outras coisas no blogue
- [TAG] Verão com leituras + Selo Viajando na Leitura;
- Picture Puzzle #59, #60;
- Bout of Books 8.0 Read-a-Thon: Starting Post, Monday, August 19th, Tuesday, August 20th, Wednesday, August 21st, Thursday, August 22nd, Friday, August, 23rd, Saturday, August 24th, Wrap-up Post.
Aquisições
Este mês tinha alguns descontos em cartão acumulados no cartão do Continente, mais algum dinheiro acumulado no cartão da Fnac, e o resultado? Livros. Muitos livros! Graças aos descontos, acho que gastei com esta pilha apenas o equivalente ao preço dum livro. (E tinha de ser daqueles pequenos.) Deu para aproveitar para adquirir uma série de novidades (ou não-tão-novidades) que tinha debaixo de olho há algum (ou muito) tempo.
As colecções que estou a fazer: os livros de bolso das Crónicas de Gelo e Fogo, os livros eróticos do Correio da Manhã, e a colecção dos Super-Heróis DC do Público.
A pilha de livros em inglês, fruto de uma encomenda na Amazon UK, onde encontrei alguns livros a muito bons preços (o Inside HBO's Game of Thrones teve uma baixa de preço há pouco tempo... foi uma pechincha, e o livro é tão bonito... e pesado). Só o For Darkness Shows the Stars não veio nessa encomenda. Note-se o conjunto de livros alusivos ao filme City of Bones, incluindo um conjunto de postais (mesmo no cimo) bem giro. Estou super curiosa acerca do Rose Under Fire, da Elizabeth Wein (que me fez chorar baba e ranho o ano passado com o Code Name Verity) e do The Bone Season, da Samantha Shannon (pelo burburinho que traz associado).
As revistinhas de BD da Disney da praxe, mais a Revista Banzai 3 (finalmente consigo pôr-lhe as mãos em cima). O quarto volume da colecção da Charley Davidson (adoro a Charley), uma BD que estava a um preço muito apelativo, e o Herança, que estava com 60% de desconto (um dia acabo esta série... um dia, nem que seja para saber como acaba; se bem que já não me lembro de metade da história que está para trás, o que vai ser um problema).
A ler brevemente
Espero que Setembro seja um mês mais abundante em termos de leituras, e por isso vou ser bastante optimista e pôr imensos livros aqui na pilha. Assim, pelo menos, tenho muitas escolhas. Alguma sugestão ou livros que gostassem de ver opinados?
Em termos de leituras certas, devo ler pelo menos o Crown of Midnight, pelo qual estou ansiosíssima. Provavelmente também o Especiais do Scott Westerfeld numa leitura conjunta; e os livros da colecção de BD dos Super-Heróis DC que forem sendo publicados.
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