sábado, 18 de fevereiro de 2017

Curtas BD: Graphic Novels da Marvel, vols. 27, 30-31

Ok, este livro tem duas coisas contra ele: uma, as histórias originalmente foram publicadas numa revista britânica duma maneira diferente daquela que estou habituada em comics, e isso mexe com o ritmo. Cada capítulo da história tem 8 páginas, quando o habitual é mais do dobro. Isso imprime um certo dinamismo ao ritmo do enredo, mas também não ajuda a fazer uma pessoa entrar na história, nem a criar empatia com os personagens.

Duas, não estou familiarizada com os personagens e o mundo. Acho que me identificaria mais com a história se isso acontecesse. Tendo dito isto, consigo apreciá-la duma forma mais intelectual. Há montes de coisas aqui que são exploradas de forma intrigante e até dá para identificar o tipo de coisa que se poderia encontrar em histórias posteriores do Alan Moore. Há certamente muita coisa que dá que pensar durante a leitura; é um pouco mais cerebral do que se pensaria, mas isso não é nada mau.

Pois, não sou propriamente fã do Justiceiro; a sua abordagem ao crime é bastante unilateral, o que não é interessante, mas o conflito moral (para o leitor, para o Frank não há cá conflito nenhum) é. Geralmente para ler um livro eu tenho de gostar ou respeitar o protagonista, e o Frank Castle não é um bom candidato, o que cria logo um nível de separação cada vez que vou ler uma história dele.

No entanto, estes livros são bastante divertidos. Pelo orgasmo de violência em cada página, pelo sentido de humor mórbido com que a história é escrita. Pelas reviravoltas e sarilhos em que os personagens se metem - os eventos e a sequência em que ocorrem são de loucos. Pela amoralidade com que toda a gente se porta, até os polícias envolvidos na tarefa ingrata de caçar os mafiosos e o Frank, respectivamente. Pela noção de vigilantes hiperviolentos a aparecer graças ao exemplo do Justiceiro. É uma história doida no bom sentido, e é engraçada de seguir por causa disso.

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