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sábado, 21 de janeiro de 2012

The Iron Daughter, Julie Kagawa


Opinião: Depois de salvar o seu irmãozinho, Meghan tem de cumprir a sua promessa ao príncipe Ash e acompanhá-lo à corte do Inverno. Prisioneira da rainha Mab, ignorada por Ash, Meghan está sozinha quando antigos inimigos regressam e provocam uma guerra entre as cortes... e é Meghan a única que pode pará-la.

Ao início foi difícil entrar no livro... o ritmo dos acontecimentos estava um pouco lento, sem haver um objectivo principal logo de início (como no outro livro, em que Meghan queria salvar o irmão), e a Meghan estava um bocado tolinha, sem perceber coisas que estavam mesmo à frente do nariz dela.

Aliás essa é a minha única queixa em relação ao livro, que a autora tenha tornado a sua heroína tão fraca sem razão. Primeiro a Meghan é incapaz de perceber porque o Ash está a ignorá-la (para protegê-la), depois os seus poderes féericos foram "bloqueados" (o que é estúpido, porque ela já não sabia usá-los muito bem para começar), depois parece que está sempre a precisar que alguém lute por ela, para além de estar sempre suspirar pelo Ash... grrrrr é bom que este comportamento patetinha não se repita no próximo livro. Ah, e a Julie Kagawa que se livre de enfiar outra cena como a do baile no próximo livro, que eu sou capaz de morrer de toda a cheesiness. (Além de que passei a cena toda a resmungar "WTF eles têm de salvar o mundo féerico e estão a perder tempo num baile?!")

Porque, de resto, aquilo que adorei no primeiro livro mantém-se neste (e muito bem). O worldbuilding e o mundo féerico fantástico. A intriga entre cortes e as guerrinhas em que se afundam. Os personagens espectaculares e divertidos. Adoro o Grimalkin, que é uma homenagem a todos os gatos. E divirto-me imenso com a rivalidade constante entre o Ash e o Puck. E, já agora, ambos têm vindo a revelar-se. Assim como o Ironhorse, inimigo tornado aliado neste livro.

Gosto muito das fadas do Ferro, as ideias por trás da sua concepção são bem fundamentadas, e como no último livro, também neste têm uma mãozinha no enredo. Dadas as revelações sobre elas e a Meghan neste livro, estou muito curiosa para ver onde as coisas vão parar. E quanto ao final, bem... awwwwww.

Páginas: 432

Editora: Mira Ink (Harlequin UK)

domingo, 15 de janeiro de 2012

Winter's Passage, Julie Kagawa


Opinião: Novela situada entre o primeiro (The Iron King) e o segundo (The Iron Daughter) livros da série Iron Fey, Winter's Passage esclarece alguns acontecimentos entre ambos os livros, seguindo Megan e Ash no seu percurso em direcção à corte do Inverno.

Gostei da história, serviu para me relembrar de alguns acontecimentos no fim do primeiro livro e para me preparar para o segundo. Calculo que não contribua para a história principal, mas foi bom revisitar os personagens e o mundo, se bem que o enredo em si seja um pouco insípido... mas o seu propósito foi cumprido, estou preparadíssima para o The Iron Daughter.

Páginas: 60
Editora: Harlequin Teen

segunda-feira, 14 de março de 2011

The Iron King, Julie Kagawa

I'm submitting this book to the 2011 Debut Author Challenge, hosted by The Story Siren.


Review: I'm not sure what I expected when I started this book, but it sure wasn't what I got. Julie Kagawa creates a faery world that captivated me, with some well-known aspects of faery while creating her own unique world. I loved her little literary references incorporated into the story.

We have the Summer faery court, ruled by Oberon and Titania, with a certain subject named Puck - we can recognize them from A Midsummer Night's Dream from Shakespeare. We have the faery Winter court ruled by Queen Mab. Even the way Meghan enters in Faeryland reminds me of The Lion, the Witch and the Wardrobe, and Meghan first moments in Faeryland reminded me of Alice in Wonderland. Speaking of which, Grimalkin reminded me of the Cheshire Cat. Is it bad, so many winks at other authors? For me, not really, since I loved spotting them out (and I started to miss reading some of them).

The plot made me devour this book, and the final few chapters got me really invested as it hasn't happened to me in a while. I loved the characters, and mainly Grimalkin (love cats! especially talking cats), and Ash and Puck, two guys that are likely to annoy the hell out of each other in the rest of the series. Not that I complain, since they ended up being in some of the most funny moments in this book - besides every scene Grimalkin is a part of.

It's very telling that, despite my recent growing annoyance at love triangles, I ended up loving every side of it. The slow build up had certainly something to do with it. As it did the fact that one, possibly two sides of this triangle are oblivious to the feelings of one of them. It's so much more fun when some characters are unable to see what's right in front of them. Well, I'll shut up know, since I'm on borderline spoiler.

Summing up, I loved it! I adored the worldbuilding, the literary references, the characters, the plot… everything? And I loved the cover, with its engravings, and the drawings at the beginning of each chapter.

Opinião: Não sei bem do que estava à espera quando comecei este livro, mas não era com certeza disto. A Julie Kagawa cria aqui um mundo féerico que me cativou, com aspectos reconhecíveis ao mesmo tempo que criou o seu próprio mundo. Adorei o pormenor da autora pegar em pequenas referências literárias e incorporá-las no livro.

Temos por exemplo a corte féerica do Verão, regida por Oberon e Titânia, e da qual faz parte um certo personagem chamado Puck - podemos reconhecê-los da peça Um Sonho de Uma Noite de Verão, de Shakespeare. Temos a corte féerica de Inverno, regida pela rainha Mab. Até a maneira como a Meghan entra em Faeryland lembra-me de O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, e os momentos iniciais de Meghan em Faeryland lembraram-me Alice e o País das Maravilhas. E por falar nisso, o Grimalkin fez-me pensar no Gato de Cheshire.

Por outro lado, os dois personagens principais masculinos, Ash e Puck, lembraram-me estranhamente de Kirtash e Jack, dos livros das Memórias de Idhun de Laura Gallego García (se bem que tenho consciência que esta autora não deve ser muito conhecida nos EUA, aqui foi só mais uma associação que fiz do que ser uma referência deliberada da autora). É isto mau, tantos piscares de olhos a outros autores? Para mim não, já que adorei descobri-los (e ficar com saudades de ler alguns livros).

O enredo fez-me devorar o livro, e o capítulos finais deixaram-me "vidrada" como há muito tempo não ficava. As personagens deliciaram-me, com destaque para Grimalkin (adoro gatos! gatos falantes então...), e Ash e Puck, que prometem andar às turras no resto da série. Não que me queixe, aliás, os embirranços entre eles proporcionaram-me alguns dos momentos mais divertidos do livro, juntamente com qualquer cena em que o Grimalkin apareça.

O facto de que, apesar da minha crescente irritação com triângulos amorosos, eu até ter adorado os três lados deste, diz muito. A construção deste aspecto é feita com mais calma, em vez de acontecer tudo num repente, e isso fez diferença para mim. Também não sou indiferente ao facto de um, possivelmente dois lados do triângulos não se terem dado conta dos sentimentos de um deles. É tão mais divertido quando alguns personagens não vêem aquilo que está à frente deles. E bom, vou-me calar, que isto já está no limite de ser spoiler.

Em resumo, adorei, apreciei o worldbuilding, as referências literárias, os personagens, o enredo... tudo? E ainda adorei a capa, com os relevos, e os desenhos no início de cada capítulo.

Pages/Páginas: 384

Publisher/Editora: Mira Books