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sábado, 7 de novembro de 2015

Curtas: Poderosos Heróis Marvel, volumes 12 a 15

Thor: Coração do Mundo, Matt Fraction, Olivier Coipel
Este livro decorre, ao que sei, depois do evento Siege, e Asgard e os Asgardianos ainda se mantêm junto a uma cidadezinha do Oklahoma. Thor e Sif são enviados por Odin ao fundo de Yggdrasil, para encontrar uma misteriosa Semente do Mundo. Esse acto chama a atenção de Galactus, que vem para a Terra com o objectivo de a adquirir; só que Odin tem outros planos...

Normalmente não leio muita coisa que envolva os Asgardianos: é paradoxal, em teoria gosto muito da mitologia envolvida, e o que tenho encontrado agrada-me; mas há uma gravidade na atitude dos personagens que não me leva a lê-los muito.

Tendo dito isto, é uma premissa meio interessante. Frustra um bocadinho não saber o objectivo mais geral da introdução da Semente, mas a ideia é provocante, especialmente quando leva a questionar a natureza de divindade e dos deuses asgardianos. Tendo a desconfiar das aparições do Galactus, porque é suposto ser tão assustador, mas toda a gente e o primo deles quer usar o Galactus numa história, e dá a sensação que depois se arranja uma maneira demasiado fácil para derrotá-lo. Diminui a ameaça que é suposto representar.

Pontos altos do livro: a presença de Broxton, e a preocupação normal dos seus cidadãos com os vizinhos asgardianos; o Volstagg e o seu alheamento da realidade; e o Kid Loki, que é uma apresentação curiosa do personagem (e a tentativa dele roubar o cabelo da Sif é extremamente divertida).

O Thor parece um pouco estranho, está desenhado duma forma que não me parece visualmente muito interessante; e por outro lado, vejo a Sif por ali apenas a servir de enfeite do cenário, que também não é nada interessante.

Hulk: Futuro Imperfeito, Peter David, George Pérez, Dale Keown
Huh. Quem diria que o Hulk se torna 100 vezes mais interessante num futuro distópico e/ou pós-apocalíptico? Talvez seja da minha preferência pelo género, mas achei que ambas as histórias trouxeram ao cimo os conflitos essenciais do personagem.

Futuro Imperfeito mostra um Hulk do presente, a ser levado para um futuro distópico regido pelo Maestro. A relação entre os dois é fantástica de ver na página, e gostei bastante da exploração psicológica da mesma. O final é muito bom, usa elementos da mitologia do personagem e elementos da história, e fecha o ciclo.

Gostei tanto da arte, visualmente era bem estimulante, com uma bela cor, e tão detalhada. Algumas páginas eram estonteantes. (A sala dos artefactos de heróis do passado também era muito fixe.)

O Fim é totalmente pós-apocaliptico. Todo o mundo morreu num evento apocalíptico, e apenas o Hulk sobreviveu, passando os dias na dualidade entre o Bruce Banner e ele próprio. A desolação da paisagem é impressionante e assustadora, e aquela coisa dos insectos é simplesmente aterradora. Além disso, a ideia de outrém a vigiar a Terra durante o apocalipse é preocupante. Além disso, a dualidade entre as duas facetas do personagem é explorada duma forma que me agrada dentro do contexto.

Marvels: Através da Objectiva, Kurt Busiek, Jay Anacleto
Gostei bastante do primeiro Marvels, mas sabia que este era um pouco menos bem visto, e então estava curiosa e ao mesmo tempo de pé atrás quanto a lê-lo. Pois bem, é uma história de natureza um pouco diferente, mas igualmente satisfatória, parece-me. Funciona como sequela, mas algumas cenas mais do início estão intercaladas com os acontecimentos do primeiro livro, e gostei de seguir novamente o Phil.

O tom é menos esperançoso, mais negativo. Contudo, tendo em conta a condição do Phil, é o que faz mais sentido. Em adição, o Phil está a envelhecer, ao passo que estas maravilhas continuam na mesma e a salvar o mundo, o que compreensivelmente o deixa algo amargo. A velhice também pode trazer algum conservadorismo, que pode mudar a perspectiva do Phil.

Em último, o mundo também mudou. O sensionalismo das épocas mais tardias é muito certeiro, e compreende-se a desilusão de Phil com o seu meio, e a sua reaproximação dos que admirava. É isso que aprecio no livro, a relação de Phil com as maravilhas que continua a observar, a perspectiva do homem comum no meio do caos.

Pontos para a escrita, que achei mesmo emocional, capaz de evocar aquilo que Phil sentia no momento, de forma poderosa. Fiquei impressionada. O final é algo amargo, e inevitável, mas fico feliz pela reunião que trouxe. A arte, bem, isto não é nenhum Alex Ross - é injusto metê-lo ao barulho e permitir sequer a comparação, porque não é justo para os outros artistas. Até gostei deste trabalho, e como de certo modo era mais sombrio que no volume anterior. Muito adequado.

Gavião Arqueiro: Quem Pelo Arco Vive, Matt Fraction, David Aja, Javier Pulido, Alan Davis
Eu já opinei este livro aqui, e adorei, e a minha opinião mantém-se. Só queria uma oportunidade para o destacar outra vez. Agora que acabei a série estava a ficar com saudades, e aproveitei esta oportunidade para a releitura.

Este volume tem todos os números da revista contidos no primeiro volume da revista, mais o número 6, que já faz parte do segundo volume. E já agora que tenho oportunidade, destaque para as introduções incluídas em todos os volumes, são a primeira coisa que leio e são frequentemente interessantes, informativas e uma boa forma de entrar na história.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Colecção Universo Marvel #10, #11 e #12: Vingadores, Dr. Estranho e Dr. Destino

Vingadores: Para Sempre Parte 1, Vingadores: Para Sempre Parte 2, Kurt Busiek, Roger Stern, Carlos Pacheco
Geralmente, e este caso em particular não fugiu à regra, tenho dificuldades em gostar destas "sagas" alargadas. 12 revistas dá para muita história, e do que tenho visto, nestas sagas isso corresponde a imensa palha, em que o grupo de heróis anda dum lado para o outro, a distribuir porrada mas sem propriamente rumo certo. Narrativamente, é muito difícil manter os olhos na bola numa coisa deste tamanho, e o resultado é ter engonhanço e imensas tangentes, que não contribuem para um todo mais coeso.

A minha falta de entusiasmo por esta história também pode passar por eu conhecer menos bem os Vingadores e as suas histórias. A premissa é que são reunidos Vingadores de várias épocas, o que é uma ideia intrigante, mas depois é difícil acompanhar os personagens, de onde vêm e para onde vão, quando não os conhecemos assim tão bem. A história pede que se conheça alguma backstory dos Vingadores, e se normalmente até lido bem com isso nos comics em geral, e não tenho dificuldade em acompanhar... aqui, o livro está tão cheio de referências, que ler com a consciência de que nos estão a passar ao lado não é propriamente animador.

Por outro lado, reconheço o esforço tremendo que terá sido incluir estas referências todas. Suponho que não é por acaso que os livros nesta colecção do Universo Marvel que têm pequenas notas a explicar as referências todas... são livros cujo argumento é do Kurt Busiek. Não sei se isto é uma "coisa" em mais livros dele, mas gabo-lhe a minuciosidade necessária para incluir tantos pequenos detalhes. Ignorando a parte em que é irritante ter tantos pormenores que desconheço, também é fascinante ver como ele os incorporou dedicadamente na história. (Sou capaz de ter morrido a rir, no entanto, quando reconheci no Rick Jones mais velho dois pormenores de fatos de heróis da rival DC:)

Creio que posso dizer que, apesar de tudo, a escolha dos personagens, os Vingadores que vêm de vários pontos do tempo, é interessante, ou pelo menos a lógica por trás dela (que, sim, nos é explicada mais no fim, quando um personagem discorre sobre o papel de cada Vingador na trama). É bastante divertida a dualidade Vespão/Gigante do Hank Pym, curioso ver o Capitão América mais inseguro (e no entanto, é a segunda vez que o vejo destruir uma pedra de poder imenso... bolas, ele tem mesmo queda para a coisa), e refrescante ver a Vespa tomar as rédeas e liderar a equipa. A Rouxinol e o Capitão Marvel não posso comentar, que não conheço, nem o Rick Jones (e por isso é difícil preocupar-me quando o objectivo do vilão é matá-lo); já o Gavião Arqueiro, encaixa com a ideia que tenho dele, apesar do uniforme dele ser a coisa mais ridícula que há.

Em termos de arte, são dois volumes visualmente impressionantes. Vejo porque é que o desenhador Carlos Pacheco é tão conhecido. Um traço detalhado, as vinhetas sempre cheias de pormenores. É qualquer coisa de se ver. O trabalho de cor é mais dinâmico que nas décadas anteriores, há mais nuance,o que me agrada, mas ainda temos chachadas como trocar a cor do cabelo a personagens. (Ou então, o Gavião levou uns pacotes de tinta para cabelo para o contínuo espaço-tempo, para poder mudar entre louro e moreno conforme estivesse para aí virado.)

Dr. Estranho e Dr. Destino: Triunfo e Tormento, Roger Stern, Gerry Conway, Bill Mantlo, Mike Mignola, Kevin Nowlan, Gene Colan
Este volume é singular, no sentido em que é um mix de várias histórias, sem uma ligação muito forte. Algumas têm em comum serem do Dr. Estranho, algumas têm em comum serem do Dr. Destino, algumas têm em comum serem desenhadas pelo Mike Mignola... mas isso não quer dizer que, à semelhança de um diagrama de Venn, haja sobreposição total entre todas.

A história titular, Triunfo e Tormento, é definitivamente a mais interessante. O início é um pouco fraco, porque é uma tangente que explica como o Dr. Destino consegue que o Dr. Estranho o ajude... e que podia ter sido resumida em poucas vinhetas, começando antes a história in media res. Mas assim que se vai desvendando para que é que o Dr. Destino precisa de ajuda, e porquê, a narrativa torna-se mais imediata e cativante.

Quem leva a narrativa aos ombros é mesmo o próprio Dr. Destino, uma narrativa trágica, que envolve uma tentativa de salvar a alma da mãe do Inferno uma vez por ano. Dá-lhe uma perspectiva diferente, que não a de vilão, e é uma boa ideia para explorar, porque o resultado é muito interessante. A personalidade do Dr. Destino ainda está lá, e a sua dualidade mantém-se ao longo da narrativa, mas é engraçado ver o Dr. Estranho confrontar-se com as ideias que tinha acerca dele.

A arte é muito boa, porque não só temos o Mike Mignola a desenhar, que nos traz umas cenas brutais no inferno; como o trabalho de cores é algo diferente, mais em estilo aguarela, e aprecio um tipo de trabalho diferente e bem executado quando o vejo.

As duas histórias seguintes têm como protagonistas o Dr. Estranho e o Dr. Destino, respectivamente. A primeira não tem muita consequência para Triunfo e Tormento, por isso a sua presença aqui é questionável, mas a segunda mostra uma das tentativas falhadas do Dr. Destino para salvar a mãe. Creio que até fazia mais sentido vir antes de Triunfo e Tormento, porque depois já não tem sentido vermos uma dessas tentativas falhadas.

As últimas duas histórias têm como protagonista o Namor e são desenhadas pelo Mike Mignola. Começo a achar que o Namor é mais interessante sozinho e em nome próprio, porque quando aparece noutras coisas, parece que é só para arranjar sarilhos a outros personagens, por isso mais valia estar quietinho. Mas são duas histórias curtas bem montadas, que exploram bem a premissa no pouco espaço que têm. Quanto ao Mike Mignola, estes não são bem os cenários que tenho visto dele, mas trabalha bem o mar e as ondas, gostei de ver.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Colecção Universo Marvel #7, #8 e #9: Universo Marvel, Thor, X-Men

Universo Marvel: Marvels, Kurt Busiek, Alex Ross
Há uns anos ouvi falar deste livro, e fiquei interessada em lê-lo, especialmente porque sabia que tinha havido uma edição recente em português. Só que como o meu timing para estas coisas é sempre genial, o livro já não se encontrava nas livrarias, e vi a minha tentativa de o ler gorada. Por isso, fiquei muito animada quando vi que o livro ia ser publicado nesta colecção, porque era agora a minha oportunidade de o ler.

E fiquei fascinada. Normalmente, os super-heróis metem-se em sarilhos com os vilões, destrói-se tudo na luta, e no fim os heróis vencem, e não há um momento para contemplarmos a destruição, e raramente vemos os seres humanos comuns e a sua perspectiva no meio disto tudo. Quero dizer, Nova Iorque é rotineiramente destruída, ou transformada numa Ilha das Aranhas, ou outra coisa igualmente bizarra, e nunca vemos os Nova Iorquinos a passarem-se da cabeça e expulsarem os super-heróis de lá, pois não?

Portanto, Marvels apresenta a perspectiva de um homem comum, Phil Sheldon, fotógrafo cujo trabalho vai frequentemente levá-lo a seguir estas maravilhas titulares e as suas aventuras. Desde os primeiros heróis da Marvel, antes da Segunda Guerra Mundial - o primeiro Tocha Humana, o Namor, o Capitão América -, até ao aparecimento dos mutantes nos anos 60, até à trágica morte da Gwen Stacy nos anos 70.

E é muito interessante ver sugerida uma possível reacção de um homem comum a estes eventos. O maravilhamento com as capacidades destes seres, e o receio do que serão capazes de fazer. O medo dos mutantes, ou a frustração com o resto do mundo por oscilarem entre agradecimento aos super-heróis quando fazem uma coisa boa, para logo a seguir crucificá-los por uma coisa menos boa. Aquilo que perdeu ou ganhou por ter dedicado a vida a seguir e fotografar estas maravilhas. O desapontamento com um fotojornalista freelancer por vender fotos do Homem Aranha ao J. Jonah Jameson (o jornalista, é claro, é o Peter Parker).

A minha parte favorita é a da recta final, em que o Phil conhece a Gwen Stacy, primeiro porque lhe é dada a ela a oportunidade de respirar como personagem, e depois porque marca a vida do Phil duma grande maneira, que fica destroçado com a morte trágica desta miúda, num acidente estúpido e às mãos destas maravilhas que tem seguido. Muda-lhe a vida, porque ele deixa de acreditar nestes super-heróis e neste mundo, deixa de se maravilhar com ele.

Gosto muito das referências e do modo como os autores incorporaram pequenos detalhes do mundo Marvel e do curso dos acontecimentos ao longo da história. Diverti-me tanto ao descobrir o J. Jonah Jameson mais novo, ou ao vislumbrar o Peter Parker apenas numa cena, ou ao ver juntar tantos heróis na cena do casamento da Sue Storm e do Reed Richards, ou ver como o fascínio pelos heróis neste mundo. se estende a haver uma colecção de roupa inspirada na Vespa. Pequenos detalhes que torna a obra rica.

Por fim, só tenho de fazer uma menção à arte do Alex Ross, tremendamente detalhada, linda, fantástica de observar por muito tempo. É um estilo único, mas que me delicia estudar, e que é tão realista, e tão interessante de ver num meio como o dos comics.

Thor: Renascido, J. Michael Straczynski, Olivier Coipel
Ok, a premissa é que o Ragnarok aconteceu, o ciclo foi quebrado, e os deuses nórdicos estão livres de voltar a encenar o ciclo. Para isso, Thor volta à Terra, numa ressureição que tem como objectivo uma demanda para encontrar um local para Asgard, e os outros asgardianos, que vivem dormentes em humanos por esse mundo fora.

É uma ideia interessante, e gostava de vir a ler o enquadramento deste livro. Ou seja, gostava mesmo de ver o ciclo anterior de Ragnarok, e como a Marvel o interpretou, e como este ciclo foi quebrado. E também gostava de ler para a frente, que o fim do livro termina num certo cliffhanger, que não me diz nada sobre o destino do Thor ou dos deuses asgardianos.

Adoro a ideia de Asgard se reconstruir no meio de nenhures, no Oklahoma, e em como os habitantes da cidade vizinha lidam com isso. Há uma certa burocracia, e um certo humor na maneira como o argumentista descreve a reacção dos comuns mortais à presença de Asgard. Aliás, gosto bastante do modo como ele desenvolveu a história neste volume. Adoro como ele escreve o reencontro do Thor com o Homem de Ferro, que ocorre mesmo após a Guerra Civil. Convenhamos que o Tony se mete mesmo a jeito para levar do Thor, quero dizer, toda a porcaria que fez na Guerra Civil, e ainda vir com uma atitude arrogante para um deus asgardiano... *facepalm* Estava a pedi-las.

Estou muito curiosa para ver como os deuses asgardianos vão interagir com o resto do mundo, agora que estão a voltar, e que mudanças vão provocar nele, e na pequena cidade de Oklahoma que os acolheu. (Espero que não queira dizer que a pequena cidade vai ser destruída rotineiramente como Nova Iorque consegue ser...)

Não tenho muito a dizer sobre a arte, geralmente é agradável ao olho, e tem alguns planeamentos de pranchas e vinhetas interessantes. A imagem de Asgard é fantástica. Não sou muito fã de como o artista desenha o Thor (muito... compacto e largo? não sei, fica estranho), gosto mais do Donald Blake. Não achei piadinha nenhuma a uma prancha no início, com uma cena de guerra, em que uma mulher/deusa asgardiana tem apenas uma armadura de metal... nos seios, como biquini. Até pode ser uma personagem conhecida (não a reconheci), com design definido, mas a sério, todos os artistas de comics americanos deviam ser obrigados a usar umas cuecas feitas de ferro até perceberem o quão desconfortável é, e pararem de desenhar armaduras ridículas às mulheres.

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, Chris Claremont, John Byrne, John Romita Jr.
Já conhecia a história titular, creio que a li num dos livros duma colecção dos clássicos da banda desenhada do Correio da Manhã há uns anos, mas esta é uma boa colecção de histórias, que acaba por incluir o Dias de um Futuro Esquecido.

Gostei muito de ler a primeira história, Elegia, porque se passa após a morte da Jean Grey como Dark Phoenix, e faz um bom resumo da história dos X-Men desde o início até ali. Apreciei aperceber-me que até conheço grande parte das histórias mencionadas, e que tenho quase todas os livros que são referenciados nesse capítulo como contendo essas histórias.

A história titular é interessante pelo seu estatuto icónico, e por apresentar o conceito de futuros paralelos que nunca se concretizarão, coisa em que os X-Men parecem exímios em explorar. A ideia de um futuro distópico em que os mutantes morreram ou são controlados no território dos EUA, e em como a presença dos Sentinelas está prestes a lançar o mundo numa guerra nuclear... gosto. Tem o grau certo de tensão e drama, e equilibra bem futuro e presente, mostrando o que acontece com os personagens em ambos.

Entre as outras histórias, gosto daquela dedicada ao Nocturno, e à sua incorporação do inferno de Dante, gosto da apresentação dos super-heróis mutantes canadianos, especialmente a Pássaro de Neve, que tem um poder intrigante, e que daria para escrever uma história muito boa - aquilo que é explorado já é bem cativante -; e em geral, gosto muito de como a Kitty Pryde é apresentada e explorada, de como esta menina vai crescendo e aprendendo com os X-Men - a última história, em que ela luta contra um monstro na Escola Xavier, sozinha, é tão boa - go, Kitty!. Faz-me feliz ver que ela evoluiu para uma jovem segura e decidida, professora e directora (pelo menos, assim o é por estes dias) da Escola (agora) Jean Grey.