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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Colecção Super-Heróis DC Comics - Volumes 10, 11 e 12

Lanterna Verde e Arqueiro Verde - Inocência Perdida, Dennis O'Neil, Neal Adams, Elliot S. Maggin
Este é um volume muito interessante pela premissa que apresenta: reunir histórias com estes dois personagens, escritas e desenhadas por estes dois autores (os primeiros dois da lista). A importância do conjunto de histórias prende-se com o facto de os dois super-heróis enfrentarem não problemas extraordinários, e extraterrestres, mas sim pequenos grandes problemas da humanidade: racismo, drogas, ecologia, e todo o tipo de injustiças...

É engraçado ver a atitude dos dois personagens às situações que enfrentam. O Arqueiro tem um feitio mais justiceiro, mais sensível às injustiças que encontra e mais pronto a tentar resolvê-las, seja por que meios for. Mas também é mais insensível a quando os problemas atingem aqueles que lhe são próximos. Não sei se gosto muito do feitio arrogante dele. O Lanterna é mais certinho, mais agarrado às regras e à autoridade, mais fixado num mundo a preto e branco, mas tem um bom fundo.

É bem divertido quando os pontos de vista deles chocam. E aprecio a evolução de ambos os personagens ao longo das histórias. Só me fez falta os números que faltam pelo meio das histórias seleccionadas. Teria sido interessante ler o que mais estes autores fizeram com estes personagens. A arte, já tinha dito no volume anterior, o do Batman, agrada-me, mas gostava mais das cores do mesmo. Se bem que aqui as cores têm alguns pontos altos muito impressionantes.

Flash - Renascer, Geoff Johns, Ethan Van Sciver
Não conhecia grandemente o personagem, mas esta acaba por ser uma boa história para o apresentar. Conhecemos as várias incarnações do Flash, os vários personagens "derivados", os seus aliados, família e inimigos, e a mitologia essencial do personagem. Gostei de ler a história porque permite segui-la sem ter de necessariamente conhecer o que está para trás.

Quanto à arte, aprecio o seu dinamismo, o trabalho com os relâmpagos, elemento essencial do personagem, e em certo ponto a composição das cenas e das vinhetas. As cores estão vívidas. Não sou muito fã do desenho musculoso dos personagens.

A melhor parte deste livro é a arte. O desenho é bastante cuidado e trabalho, mas são as escolhas de cor que se destacam. Às vezes as imagens parecem pintadas com aguarela, às vezes com lápis de cor, às vezes a tinta. Algumas das melhores imagens são só desenhadas a lápis e depois pintadas com lápis de cor, deixando que o carvão faça o trabalho de esboçar sombras ou cabelo ou expressões. Visualmente, é uma obra de arte.

A história não se destaca tanto, é uma história de vingança, mas gostei de seguir. O contraponto entre o Arqueiro e Shado é interessante. E gostei de ver outra história em que o ângulo de super-herói não é tão pronunciado. (Já agora, fiquei intrigada com esta história de a Dinah Lance/Black Canary usar peruca loira e ser morena. Só a tinha conhecido como loira.)

domingo, 8 de setembro de 2013

Colecção Super-Heróis DC Comics - Volumes 7, 8 e 9

Universo DC - Crise nas Terras Infinitas 1, Marv Wolfman, George Pérez
Universo DC - Crise nas Terras Infinitas 2, Marv Wolfman, George Pérez
Curiosamente, até agora o peso das histórias nesta colecção tem sido em títulos mais recentes... em comparação, tenho a sensação que a colecção da Marvel tinha mais histórias antigas. Não que me incomode, é apenas uma constatação de facto. Já estava com saudades dum estilo gráfico mais velhinho.

Não estou familiarizada com o estado do universo DC antes desta história, mas bolas, que salganhada deve ter sido. É impressionante a quantidade de personagens que foram desencantar para fazer uma perninha nesta "saga". E também é impressionante que tenham recorrido a uma solução destas para unificar o universo DC. No mundo dos comics é demasiado comum voltar atrás com eventos supostamente irreversíveis, ou afastar-se de coisas que sejam de facto permanentes e mudem o status quo. Nesse aspecto é fascinante ler uma história destas.

Achei a história em si um pouco longa em certos pontos, como que a engonhar. Há muitas reviravoltas, obrigando o leitor a estar atento, ainda mais com a quantidade de personagens envolvidas. (90% das quais eu não conheço, lol.)

Contudo, dei por mim embrenhada na história e intrigada com as ideias que apresenta. Gostei das poucas referências que pude reconhecer (como o paralelismo entre a história do Alexander da Terra-3 e o Kal-El, ou os aspectos da Terra-3 que se podem rever no mundo alternativo visto em Terra Dois).

Gostei imenso das ilustrações de capa pela artista Alex Ross, se bem que a imagem do segundo volume é algo spoilerenta para o conteúdo do mesmo, bem que podiam ter escolhido outra coisa.

Batman - Saga de Ra's Al Ghul, Dennis O'Neil, Neal Adams, Irv Novick, Mike Barr, Jerry Bingham
Este volume contém duas "arcos", e curiosamente nenhum pode reclamar o título do volume. (Pelo menos quando procuro por "Ra's Al Ghul Saga", a expressão aplica-se a uma história diferente no universo do Batman.)

A primeira parte contém uma história que me parecia familiar, com o Batman a ser submetido a um teste pelo Ra's e pela Talia. E tinha razão, pois consta do volume do Batman numa colecção de BD publicada pelo Correio da Manhã. Podiam ter incluído a história mencionada no editorial, em que a Talia aparece pela primeira vez.

Depois segue-se um arco de história em que o Batman se propõe a enfrentar e capturar o Ra's. A história em si tem uns buracos bem grandes, como o porquê do Batman precisar daquela equipa, quando afinal teve de fazer tudo sozinho no fim - e ainda mais ridícula é a efabulação em torno do gangster morto que o Bruce encarna de vez em quando, que não faz sentido nenhum. Mas gostei muito da personagem da Molly.

Aquilo que adorei neste parte é o desenho, que me agradou muitíssimo (e o trabalho de sombras não é tão estranho como o da segunda história no volume do Joker, é na verdade mais agradável), e a coloração, que dá vida à história e aos personagens.

A segunda parte consiste numa história completa em que o Batman, o Ra's Al Ghul e a Talia juntam forças contra um inimigo comum, o que acaba por ter a sua piada, tendo em conta que geralmente são inimigos (entre si). Foi interessante ver o Batman com a Talia, e os momentos idílicos que vivem. Se bem que a história não fez muito sentido com o que é revelado em Herança Maldita... mas depois descubro que essas revelações do Herança Maldita são o escritor a meter os pés pelas mãos. (E ninguém reparou antes de ir para publicação, o que ainda tem mais piada.) O que é que eu tinha dito sobre continuidade nos comics ali em cima? Não me agradou tanto a arte desta segunda parte. Achei o traço mais irregular e não achei tanta piada à coloração tipo aguarela.

domingo, 15 de julho de 2012

Colecção Heróis Marvel #1 e #2: Homem-Aranha e X-Men

Já aqui tenho falado das saudades que algumas colecções de BD, distribuídas com jornais, me suscitam. (Sim, falo pela milionésima vez da série Clássicos da BD e Clássicos da BD - Série Ouro.) Por isso recebi com algum entusiasmo a notícia desta série, publicada numa parceria Público/Levoir. Gosto bastante de BD, e tenho um historial mais longo de leitura de BD americana com super-heróis, por isso a colecção vem cair que nem ginjas para me animar o Verão.

A edição, devo dizer, é fantástica. Começando pela capa dura de qualidade, cada edição traz uma pequena introdução e um índice exaustivo das histórias e respectivos autores. As páginas e impressão têm boa qualidade. Enfim, uma edição de sonho e por um preço de pechincha.

Homem-Aranha - Integral Frank Miller é, como o nome indica, um volume que acompanha algumas histórias do Homem-Aranha criadas por Frank Miller. Foi uma ideia interessante, lançarem a colecção e este volume em particular no dia em que o novo filme do super-herói estreava.

Em termos de história, os vários enredos perdem-se nos grandes arcos de história do Homem-Aranha, mas em termos de arte é interessante acompanhar o início da evolução de um artista que tem o seu lugar nos anais da história da BD. As minhas favoritas foram as duas histórias com o Demolidor, Em Terra de Cegos... e Das Cinzas às Cinzas! - é pena que não possamos ver a história final, que já não foi desenhada pelo Frank Miller, mas ao menos é-nos dada uma breve descrição do que acontece.

X-Men - Filhos do Átomo cobre a mini-série com o mesmo nome, acompanhada da primeira história de sempre dos super-heróis, que já conhecia. Gostei da arte, às vezes quase lembrando o estilo dos anos 60, às vezes bem moderna, mas bastante dinâmica, e cativou-me a interpretação da imagem dos personagens principais. (Se bem que quase não reconheci o Magneto, quase parecia um Wolverine.)

Adorei a história da mini-série, dá uma prequela interessante para a primeira história dos X-Men, sendo quase intemporal, apesar dos X-Men serem quase cinquentões. Foi bem giro seguir os cinco adolescentes que viriam a ser os X-Men originais, e vislumbrar o ambiente que terá rodeado a criação da equipa.