sábado, 9 de dezembro de 2017

Este mês em leituras: Novembro 2017

Yeah... Novembro aconteceu, suponho eu. Foi um mês estranho. Aliás, tem sido um ano estranho, mas Novembro condensou todo o cansaço noutra área da minha vida, a profissional, e como uma nuvem negra, matou-me qualquer esforço e vontade que eu tivesse de escrever aqui; em adição, um par de azares informáticos não ajudaram à festa - razão pela qual só saiu uma opinião e me deixou ainda mais atrasada em opiniões. Vou tentar adiantar-me em Dezembro, já que estou presentemente de férias, mas veremos... a criatividade para mim é importante, e tive um escape nesse sentido com o meu outro hobby, mas quero voltar ao ritmo normal aqui.

Livros lidos


Opiniões no blogue


Os livros que marcaram o mês

  • An Enchantment of Ravens, Margaret Rogerson - este foi um livro tão divertido de ler, tão encantador e cativante e passei um bom bocado a lê-lo;
  • Renegades, Marissa Meyer - hmmm, este está aqui porque qualquer livro da Marissa vai ter um grande entusiasmo associado para mim... e este não chegou bem lá, faltou-lhe qualquer coisinha.

Aquisições

Banda desenhada do mês: a mini-colecção da Liga da Justiça lançada pela Levoir através do jornal Público; e as revistas Marvel editadas pela Goody (ainda não apareceu o número 7 do Homem-Aranha, o meu local de reserva está à espera, um drama qualquer com a distribuidora, mas... enfim). Faltam aqui as Graphic Novels Marvel - foi-me feita uma cobrança finalmente em Novembro, de quatro livros (dois de Outubro, que não tinha acontecido, e dois de Novembro).

Plot twist: chegaram em Dezembro (a nova distribuidora está a fazer um tão *bom* trabalho como a antiga, pelo menos podem congratular-se com isso), e só chegaram dois livros, em vez de quatro. E como fui buscar os livros na quinta à tarde e estas coisas têm horários tipo 9-às-5, só posso reclamar na próxima semana. Yay! Estamos no bom caminho para eu deixar de comprar colecções de BD em português, se é para aturar dramas e atrasos.

Em adição, adquiri dois livros em inglês, de autoras/colecções que sigo (Marissa Meyer e Heather W. Petty), e um em português, o da Ann Brashares, via dinheiro em cartão. O do Peter Ackroyd veio de uma alma caridosa que foi ao festival Bang! com uma amiga e me trouxe as coisas fixes que juntaram. (O meu muito obrigada.)

A ler brevemente

Imagino que finalmente poderei retomar as leituras da Graphic Novels Marvel, e espero que as coisas se endireitem com as revistas Marvel para poder continuar a ler essas, também. (E vou terminar a mini-colecção da Liga da Justiça, previsivelmente.)

Sei que vou ler Lock & Mori: Final Fall (neste momento que escrevo e publico, já li); fora isso, talvez vá pescar nas minhas estantes? Tenho muita coisa por ler à minha espera.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

If There's No Tomorrow, Jennifer L. Armentrout


Opinião: Para que fique registado (se ainda não ficou), eu gosto desta autora. Divirto-me a ler os livros dela. Não são a maior invenção desde a roda (poucos livros o são), mas são cativantes, cheios de humor e têm uma fórmula que até agora não me tem cansado. (Provavelmente porque a Jennifer não é uma escritora preguiçosa e introduz variedade suficiente no que escreve.)

No entanto... devo dizer que os livros paranormais/de fantasia dela me têm suscitado mais interesse que os contemporâneos. O The Problem With Forever é bastante bom pela caracterização da protagonista... mas este não é um que se destaque na minha admitidamente movimentada vida literária.

Para já, a sinopse é estúpida: o livro não ganha nada com fazer caixinha. É descativante o mistério, porque faz este construir de expectativas que caem facilmente ao percebermos o que aconteceu. Que não é nada assim de tão impressionante ou especial. É uma situação que terá acontecido um sem-número de vezes, e voltará a acontecer. O que faria a situação especial seria a caracterização da protagonista e a sua reacção à situação.

Focando-nos na protagonista: tem esta combinação estranha. A Lena parece-me uma adolescente razoável, credível: boa aluna, discreta, preocupada com o seu futuro, com um simpático grupo de amigos e com uma paixoneta duradoura pelo melhor amigo de infância.

Por outro lado, a Lena adora ler, e aí é que a Jennifer abusa um bocadinho: claro, é divertido ver as referências a certos livros e autoras (particularmente a Maas), mas a Jen pinta a Lena com este véu de "não é como as outras raparigas" e contrasta-a com outras pessoas que não gostam de ler ou lêem outras coisas...primeiro, não há nada de errado em não gostar de ler, segundo, não podemos estar sempre com esta de os leitores serem uns bichos raros. Não são. Soa tudo um pouco demasiado a cliché.

A exploração da culpa da Lena é interessante e até certo ponto credível... é a única sobrevivente de uma tragédia, e isso tem um peso especial para o sobrevivente. Ela fecha-se, deixa muita gente de fora. E isso é credível, assim como o é ter cedido à pressão de pares numa situação em que a atitude certa teria sido não o fazer.

Irritaram-me no entanto duas coisas: um, a reacção da mãe, a repreendê-la ("ensinei-te a ser melhro que isso") quando tinha acabado de acordar no hospital, confusa e assustada (era mesmo necessário?), e julgo que não ajudou a Lena a ultrapassar a culpa; duas, ninguém lembra a Lena que ela sobreviveu porque era a única a usar cinto. Diga-se o que se disser, tenho alguma dificuldade em acreditar que usar cinto não é uma atitude subconsciente para as pessoas nos dias de hoje, tenham tomado alguma coisa que lhes altere a capacidade de decisão ou não. E portanto o problema torna-se não só em conduzir bêbedo, mas sim conduzir sem cinto, que é uma coisa diferente. Não invalida como a Lena se sente, no centro duma tragédia, claro, mas esse enquadramento não é feito, apesar de o facto ser óbvio.

Destaque final para o Sebastian, que é um rapaz fofinho. Tem alguma dificuldade, como a Lena, em definir a evolução da sua relação, o que é amoroso de acompanhar, os mal-entendidos e tudo o mais; depois da tragédia, é interessante ver a sua perspectiva, à beira de perder a Lena, e em luto pelos amigos que perdeu, mas sem se esquecer que a vida a continua e tem um mundo à sua espera (e da Lena).

Em suma... uma boa leitura para passar umas tardes, mas não exactamente memorável.

Páginas: 384

Editora: Harlequin Teen

sábado, 4 de novembro de 2017

Este mês em leituras: Outubro 2017

Ok, o mês de Outubro foi um nadinha atípico... essencialmente, no fim do mês tive a oportunidade de fazer uma viagem e ter uma pequena aventura relacionada com outro dos meus hobbies, e passei o mês distraída com essa perspectiva. Foi muito divertido e estive a descansar entretanto - daí este post sair tardiamente -, mas espera-se que a actividade normal do blogue retome em Novembro.

Livros lidos


Opiniões no blogue


Os livros que marcaram o mês

  • Tower of Dawn, Sarah J. Maas - ahhh de certo modo quero zangar-me muito com a Sarah, pois não há mais ninguém que me faça apreciá-la (muito) como escritora, enquanto faz um par de coisas que nop, não gosto nada... este livro foi um bom passo na direcção correcta, e gosto que tenha posto em escrita algo que ela devia ter feito há muito, mas não devia ter levado tanto tempo para lá chegar... de qualquer modo, diverti-me imenso a lê-lo e a apreciar os personagens, e encantei-me com tudo e mais alguma coisa, por isso é difícil ficar realmente zangada quando ela fez o que eu queria, e até coisas que eu não sabia que queria;
  • Magia de Vidro, Charlie N. Holmberg - raios, este livro não é a maior invenção a seguir à roda, mas é tão charmoso e amoroso e eu divirto-me tanto com ele que isso não interessa nada para o assunto... espero animadamente pelo terceiro livro;
  • Language of Thorns, Leigh Bardugo - para além dos contos que já conhecemos, a Leigh escreveu mais alguns para esta edição, e a maneira como ela dá uma nova perspectiva a contos de fadas que já conhecemos é maravilhosa... além disso, o design e a ilustração são a melhor coisa que já vi.

Aquisições

Primeiro, banda desenhada do mês - as revistas Marvel que andam a sair pela mão da Goody. As Graphic Novels Marvel não deram um ar de sua graça novamente porque houve um problema qualquer na distribuidora - desta vez nem me foi cobrado o valor dos livros. (Como se eu já não estivesse maravilhosamente impressionada com o trabalho deles.) Parece que a coisa retoma em Novembro. Espera-se.

Um beijinho à Mafalda, que me enviou uma surpresa e é responsável pela presença do Dumplin' e do Exquisite Corpse na minha pilha. :) Horizontalmente, os dois primeiros livros foram adquiridos com dinheiro em cartão, e os restantes, em inglês, são como habitualmente autoras e séries que sigo. (E incluindo uma novidade que me deixou curiosa.)

A ler brevemente

Desde que me cheguem às mãos, tenciono ler os próximos livros da Graphic Novels Marvel, junto com estes que já tenho; e também as próximas revistas Marvel da Goody. Também quero ler o Renegades da Marissa Meyer, que sai em Novembro, e estes dois livros em inglês que fazem parte das minhas aquisições de Outubro. Estou muito curiosa.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Curtas: companions de Downton Abbey e Sherlock

Portanto, há uns tempos atrás andava a precisar de espreitar as coisas que tinha aqui em casa sobre Sherlock (já escrevo sobre isso), mas ao mesmo tempo achei que podia pegar também nos livros que ainda tinha por ler de Downton Abbey, já que não pego em nada relacionado com a série há que tempos. (E pronto, ver a série duma ponta à outra neste momento é impraticável.)

O primeiro livrinho é escrito como se fosse o Mr. Carson a escrevê-lo e a passá-lo aos outros criados de Downton Abbey: é um livro de regras sobre o que é o âmbito de cada criado em termos de tarefas (e tem um bónus sobre formas de tratamento e precedência entre títulos nobiliárquicos). É giro e antástico porque é detalhado, e permite-nos um maior respeito pela quantidade de coisas que estas pessoas tinham de fazer, e de se lembrar, e como tinham de se comportar.

O segundo livro é claramente aquilo a que se chama um coffee table book, como os anteriores da série: lindo, profusamente ilustrado com dezenas de fotos com boa qualidade (no geral, uma ou outra é capaz de não ter a resolução necessária) - só por isso vale a pena.

A mais valia deste livro também se prende com o facto de ter os capítulos divididos em meses, e em cada "mês" abordar um tema da vida em Downton Abbey. Sinto que é, dos vários livros dedicados à série que já me passaram pelas mãos, aquele que é mais útil e mais bem pesquisado e conseguido.

É incrivelmente compreensivo, falando de temas como a época de caça, as debutantes, a season londrina, as quintas que suportavam a casa, as crianças, o viajar, o estar em casa, o receber visitantes... são abordados aspectos como estes, e descritos nas suas dimensões sociais e práticas, de forma a vermos como seria a vida nesta época para uma família como os Crawley. É daqueles livros que me fez sentir que aprendi com ele.

Tenta relacionar com o que vimos no ecrã acontecer aos personagens, e faz imensas referências à série e ao enredo até à temporada 4 (a 5 estaria a começar no lançamento do livro), e faz destaques a vários intervenientes na produção da série.

E sobretudo, teve o condão de me fazer perceber quantas saudades tenho de ver Downton Abbey. Era soberbamente escrita, focada nesta família, escrita como se eles fossem da nossa família, sem heróis nem vilões (bem, talvez a Vera Bates, e o Julian Fellowes, quando decidiu escrever o fim da temporada 3 como a escreveu), só pessoas com virtudes e defeitos.

Permitia-nos andar nos sapatos de toda a gente e compreendê-los; raios, até do Thomas tenho saudades. Não tinha juízo nenhum, mas sempre o achei um dos melhores personagens porque a sua personalidade fazia tanto sentido nas circunstâncias em que vivia e existia. Downton Abbey era escrito e produzido com amor e detalhe, e notava-se, e isso não tem preço.

Sherlock Chronicles, Steve Tribe
O que nos leva a Sherlock. Ah, como eu tenho saudades das primeiras duas temporadas. E até da espera antes da terceira. E até partes da terceira. E digo isto porque vi recentemente a quarta, e raios, terminei-a dividida entre pensar que os escritores ou são incrivelmente idiotas, ou são demasiado inteligentes para o seu próprio bem, e nesse caso, a este ponto do campeonato deviam estar a revelar mais do jogo, sob pena de ficarmos a pensar que são a opção número um.

De qualquer modo... depois de ver a dita cuja fiquei tão frustrada, porque sinto uma espécie de dissonância cognitiva, entre aquilo que vi tomado sem intepretação, e aquilo que eu acho que vi, interpretado à enésima, que atribui a este pessoal intenções que eu não sei se tinham, porque não temos provas suficientes para isso.

Como cereja no topo do bolo, a temporada termina duma maneira que serviria como final da série, se não tiverem oportunidade para mais, o que é horrível, porque sinto que há tanta coisa por explicar que seria como se a J.K. Rowling tivesse morrido ao fim do sexto livro e nós nunca tivéssemos lido o final da história do Harry e da derrota de Voldemort.

Felizmente, não preciso de pensar nisso durante mais dois ou três anos. Yay?

Focando-me nos livros: achei-os muito parecidos: o primeiro dedicado às temporadas 1 e 2, o segundo livro a essas duas, mais à terceira; cada capítulo que têm dedica-se a explorar um episódio, e por vezes usam as mesmas entrevistas com os actores e o texto é igual ou semelhante. O Casebook tem apenas a particularidade de pelo meio dos capítulos fingir que é o livro de casos do Watson, com post-its trocados entre o Sherlock e o John, a comentar os casos. (Esta parte é gira.)

O Chronicles é um pouco mais aprofundado, no entanto, falando do enredo de cada episódio, como se filmou, apresentando os actores novos da série no episódio em que aparecem, comentando o impacto de cada episódio... é profusamente ilustrado e a parte de design destes livros deixa-me sempre maravilhada. Em adição, contém parte onde contrapõe o argumento da série às histórias em que se basearam, o que é muito engraçado. E adorei ver como se lembraram da ideia do texto no ecrã.

Uma boa edição, muito completa, enche o olho visualmente, e tem uma coisa curiosa, no fim do livro tem a lista do elenco e equipa para cada episódio.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Curtas BD: Revistas Marvel, Homem-Aranha e Vingadores, volumes 3 e 4

Homem-Aranha vol. 3: O Reino das Trevas / Miles Morales, Dan Slott, Matteo Buffagni, Brian Michael Bendis, Sara Pichelli
Homem-Aranha vol. 4: A Ascensão do Escorpião / Miles Morales, Dan Slott, Giuseppe Camuncoli, Brian Michael Bendis, Sara Pichelli
A primeira história do volume 3 foca-se no Peter Parker e no retorno do Sr. Negativo, um personagem que altera as personalidades dos que o rodeiam... e que conseguiu fazê-lo com Cloak e Dagger, um par de super-heróis secundários (mas que sempre me deixou curiosa). A inversão destes dois heróis é interessante, pois os seus poderes complementam-se. A história é excitante porque o Peter descobre um espião na empresa, e achei interessante a relação dele e do Aranha com a policia chinesa, que é mais aberta e respeitosa do que esperaria. Gostei de ver.

A primeira história do volume 4 também é do Peter, e foca-se no término do enredo do Escorpião. O início passa pelo Peter como Aranha e o Nick Fury irem para o espaço, e é tão divertido ver o Peter tentar quebrar o exterior sério do Nick. O Aranha faz uma reentrada na atmosfera assustadora e excitante e lança-se em perseguição do Escorpião com a ajuda da Anna Marie Marconi, que foi a melhor coisa a sair do Homem-Aranha Superior. Os comentários dela para o Peter são amorosamente sarcásticos. O objectivo final do Escorpião era descobrir os eventos do próximo ano, e as menções que faz são curiosas.

Por fim, o Miles Morales, que tem história nos dois volumes, mas prefiro comentar tudo em conjunto. Pontos bónus já de entrada para a arte super-realista, que me encantou deveras, e dá um sentido terra-a-terra à história do Miles. Que é tão interessante e fofo e sei lá o quê. De certo modo é como se estivéssemos a rever alguns dilemas do Peter sob uma nova lente.

O Miles é alguém diferente, com um percurso de vida diferente e um objectivo diferente, mas encontra os mesmos problemas. As dificuldades na escola por causa da sua vida dupla, o resistir a correr para a refrega assim que ouve sirenes a passar, os conflitos com a família (só o pai sabe que ele é o Aranha) - que têm uma evolução hilariante, já que a avó materna é uma abuelita latina duríssima que está pronta a saltar para conclusões e achar que ele está metido com raparigas. Ou com drogas.

Outra coisa interessante que notei nestes poucos números é a reflexão de alguns parâmetros que podem fazer alguém ser considerado, hmm, "diferente", e como isso condiciona a sua experiência. O Miles fica frustrado quando o seu fato é rasgado e as pessoas percebem que ele não é branco, porque não quer ser conhecido como o "Aranha negro". O seu companheiro de quarto, o Ganke, discute com ele o que é ser gordo e como isso o marginaliza a ele.

E o Ganke faz o Miles "sair do armário" superheróico à frente de outra pessoa, um mutante que vai para a escola deles, o que é compreensivelmente frustrante para o Miles. Na comunidade super-heróica só a Kamala sabe, creio eu. (Nota tangente para rapazes adolescentes e a sua necessidade de se revelarem à Kamala. O Nova fez o mesmo. Ai, essas hormonas adolescentes...)

O que quero destacar com isto é que estas questões são apresentadas sob vários prismas, debatidas, mas tal como estes jovens ainda estão a formar opiniões sobre o mundo, também não nos é apresentada nenhuma verdade universal sobre elas, o que gosto de ver.

Pequenos destaques: o pai do Miles costumava ser um agente SHIELD; o comentário sobre ter superpoderes e existir num mundo onde têm de ser usados (apropriado ao espírito dos tempos que passamos); a questão da fangirl deste Aranha, que é gira mas podia ser menos irritante; e a "bênção" do Peter como Aranha a este Aranha, depois do Miles ter derrotado um demónio que deu água pela barba ao resto dos Vingadores.

Vingadores vol. 3: Ataque a Pleasant Hill, Gerry Duggan, Carlos Pacheco, Nick Spencer, Jesús Saiz, Mark Bagley
Vingadores vol. 4: Ataque a Pleasant Hill: Omega, Gerry Duggan, Ryan Stegman, Mark Waid, Adam Kubert, Nick Spencer, Daniel Acuña
O enredo de Pleasant Hill converge à medida que as duas equipas se dirigem para a cidade; a acção e a sequência de eventos podia ser mais clara, no entanto (imagino se reorganizar a ordem das revistas não ajudaria). O conceito de Pleasant Hill é aterrorizador, porque conquanto está a tentar lidar com vilões e criminosos perigosos, é algo que mexe com liberdades individuais e com as personalidades das pessoas envolvidas, e nunca uma história distópica começou com tão boas intenções, pois não? Heh. É algo a pedir para dar asneira.

A situação dos Inumanos está no centro das atenções no mundo Marvel (algo que não é inocente, pois o outro grupo de ostracizados - os X-Men - está, no mundo cinemático, nas mãos de outro estúdio que não a Marvel... então para serem vendáveis como um grupo alternativo, a Marvel tem destacado mais os Inumanos nos comics - para além de integrarem conceitos e personagens originais do MCU), e pronto, é coisa que eu gostava de saber mais sobre, ver como se deu.

A coisa interessante de Pleasant Hill é que os vilões são incorporados, mas começam a despertar e a quebrar as barreiras da realidade em que estão; e depois o mesmo acontece com os heróis. No caso destes, começa com a Rogue, que tinha uma programação mental instalada pelo Professor Xavier exactamente para este tipo de situações e para a ajudar a sair da "realidade imaginada".

Outro ponto interessante sobre esta história é a questão de Kobik, um cubo cósmico que aqui assume uma forma sentiente, e julgo que isso altera um pouco a perspectiva das coisas. Em adição é muito interessante ver o Deadpool lidar com ela. Por muito palhacito que o Deadpool seja, fizeram-lhe coisas horríveis e traz uma espécie de sobriedade ao personagem ver os momentos em que ele partilha essas coisas. Há um mar profundo sob a fachada e tudo o mais... as pessoas são bem mais que as máscaras que usam e outros lugares-comuns.

Há pequenos momentos divertidos que eu adorei ver: a Kamala ao "acordar" esmurra a Rogue porque "magoou a Carol" (a anterior Ms. Marvel), ou a piada do Deadpool sobre o Wolverine morrer - só ele iria a esse ponto.

Outros momentos de destaque: um com o Bucky e o Steve a relembrar os velhos tempos, e a questão em cima da mesa; o Visão a permitir à Kamala ver os "Greatest Hits" dos Vingadores para se sentir integrada, o que é amoroso porque ela é tremendamente fã de todos os envolvidos; o destacamento de uma nova Quasar, o que pode ser interessante, e gostava de saber porquê esta pessoa; o pessoal da Marvel fartou-se do Steve Rogers velhote e por isso meteram a Kobik a mudar a sua realidade e fazê-lo voltar a uma versão anterior, mais nova; e fico curiosa por saber se outros(as) Kobiks já aconteceram, como fica implícito.