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domingo, 16 de julho de 2017

The Girl with the Make-Believe Husband, Julia Quinn


Opinião: Ah, simplesmente amoroso. Acho bastante piada a este "truque" do romance, o do falso casamento, por forçar duas pessoas a uma intimidade que de outro modo não teriam, e gostei de como a Julia o explorou aqui.

Cecilia Harcourt acabou de ficar orfã. O pai morreu, deixando-a desamparada, e as suas hipóteses são casar com um primo detestável para poder ficar na casa de família, ou ir viver com uma tia. Num arremedo de coragem, a Cecilia procura outra opção: viaja para a América para encontrar o irmão, Thomas, que foi ferido nas lutas contra os rebeldes independentistas. Só que chegando a terra firme, nem tudo é fácil: o dinheiro está contado e Thomas não se encontra em lado nenhum.

No seu lugar encontra o Edward, amigo do irmão, ferido e inconsciente no hospital; e como não a deixavam vê-lo, a não ser que fosse de família, atreve-se a dizer que é sua esposa. Cecilia sabe que a armação vai acabar mal o Edward acorde, mas aí é que a porca torce o rabo, como o ditado diz: é que o Edward acorda sem memória dos últimos meses, e portanto não faz ideia do que aconteceu ou não entre eles. O balanço é precário: ela ajuda-o a recuperar, e ambos se focam em encontrar o irmão dela - mas este é um casamento falso que ameaça tornar-se verdadeiro...

Adorei mesmo esta premissa. A Cecilia e o Edward conheceram-se apenas por carta; ela enviava cartas frequentemente ao irmão e ele partilhava o seu conteúdo com o Edward, que ficava fascinado, e começou a mandar recados pelas cartas, até que o Thomas o começou a deixar escrever ele próprio os seus comentários. É tão fofo: eles nunca poderiam comunicar desta maneira sem o intermédio do Thomas (só se fossem noivos), e suspeito que o Thomas fazia isso porque tinha esperança que os dois se juntassem, ao perceber que tinham interesse nas palavras um do outro.

A minha parte favorita do livro, no entanto, é mesmo a questão do casamento falso: o início do livro é mais calmo, mas caiu-me bem, porque permite uma caracterização mais profunda dos personagens e das suas motivações. Por um lado, o Edward debate-se com a sua incapacidade, o problema de memória - o não se lembrar do casamento ou do que andou a fazer nos últimos meses; mas também tenta perceber os seus sentimentos em relação à Cecilia, e conclui que gosta da ideia de estar casado.

Por seu lado, a Cecilia detesta a mentira que contou, e esperava inteiramente já ter sido apanhada em falso; mas compreende que ter outro apelido, ser nora dum conde, faz uma diferença tremenda enquanto procura o irmão, e isso fá-la retrair-se de contar a verdade. É um pouco retorcido, mas é um sentimento tremendamente humano, assim como o é vê-la debater-se com o contar a verdade à medida que o tempo passa e ela e o Edward se envolvem emocionalmente.

Comete alguns erros, sim, mas não consigo evitar sentir compaixão por ela. A Cecilia foi muito corajosa em viajar e atravessar o oceano para encontrar o irmão, mas o livro é dolorosamente honesto acerca da posição duma mulher que ficou sozinha e sem família, sem poder social nenhum. Desamparada e num teatro de guerra, acredito que toma as acções que pode para sobreviver, tendo em conta as hipóteses que tinha. O coração dela está no lugar certo, e assim que pode cortar com a situação, fá-lo.

(Menção honrosa para a madrinha do Edward, esposa do governador de Nova Iorque e uma senhora com um feito determinado e tremendamente assustadora. Não admira que a Cecilia tenha caído para o lado ao conhecê-la.)

O final é tão excitante e divertido: clássico da Julia. É tão amoroso ao estilo comédia romântica, mas com uma pequena situação caricata pelo meio, que é mesmo típico dela. Fabuloso. (E o epílogo deixa no ar o destino do Andrew, o que me deixa incrivelmente intrigada.)

Enfim, gostei muito, identifiquei-me com a maneira como ela o escreveu. Gostei de ver um cenário um pouco diferente, e a reflexão e enquadramento dos dois protagonistas nele; gostei também de ver como tinha um dilema moral, em que o fazer a coisa certa choca com o que se precisa de fazer, e em como os sentimentos complicam tudo um pouco. (Não o fazem sempre em romance?)

Páginas: 384

Editora: Piatkus (Little, Brown Book Group/Hachette)

sábado, 29 de abril de 2017

Four Weddings and a Sixpence, Julia Quinn, Elizabeth Boyle, Laura Lee Guhrke, Stefanie Sloane


Opinião: Normalmente cansa-me ler antologias. Sabem sempre a pouco, e os autores nem sempre sabem trabalhar o formato em seu favor - levando a que as histórias pareçam por vezes apressadas e soem insatisfatórias. Pode-se dizer que é mais ou menos o caso de todas estas histórias: a diferença entre elas é a mestria com que as autoras me fizeram esquecer disso.

A premissa da história é apresentada em Something Old, uma espécie de prólogo pela nossa Julia Quinn, a cabeça de cartaz: quatro amigas numa escola de internato encontram um sixpence, que as lembra duma rima sobre casamento, e decidem ficar com a moeda e partilhá-la para lhes dar sorte. Adorei seguir a amizade das raparigas através dos contos, pessoas tão diferentes e ainda assim com algo em comum.

(Picuinhice do dia: são todas loiras ou descritas como próximo disso. Eu sei que estatisticamente os ingleses são mais loiros que, digamos, um povo latino, mas raios, nem uma morena? Ou uma ruiva, que estaria também bem adequada? A variedade de personalidades não se traduz fisicamente? Para compensar, quase todos os pares delas são morenos de olhos azuis. Yep, que grande variedade aí também.

E mais picuinhice: ugh, detesto este tamanho de livro dos mass market paperback. São minúsculos e um incómodo para manusear, ainda mais quando o papel é bem mais rígido do que devia ser. Se houvesse alternativa, podem crer que teria apostado nela.)

Something New, Stefanie Sloane: Anne Brabourne tem dois problemas. O tio quer muito que ela case antes dos 21 anos, ou leva-a para o campo; no entanto, ela não quer casar por amor (o casamento dos pais foi deveras tempestuoso), e quer encontrar um marido maleável. Entra em cena Rhys, duque de Dorset, que fica a saber do dilema dela e se oferece para opinar acerca dos homens em sociedade que encontrar e do seu potencial como maridos. Só que a coisa não lhes corre de feição, quando ele começa a encontrar defeitos em todos e ela começa a sentir emoções que não desejava.

Achei este muito apressado. Ao fim dum encontro, e já estão obcecados um com o outro. Era o género de coisa que seria melhor preenchida num livro completo. Eles têm química, no entanto, e gostei de ter os parentes respectivos a torcer por eles e tentar empurrá-los um para o outro. O final é engraçado, pela preocupação dela, mas a cena de sexo caiu um bocado do ar. Aquele capítulo podia ter sido usado para os desenvolver melhor.

Something Borrowed, Elizabeth Boyle: Já Cordelia Padley tem apenas um problema: disse às tias que tem um noivo, para elas pararem de lhe inventar pretendentes. Só que agora elas querem conhecê-lo. Entra em cena Kip Talcott, o noivo presumido, que se tornou conde e teve de assumir responsabilidades inesperadamente. Ambos partilharam em crianças o amor pela aventura e por explorar o mundo, mas isso parece coisa do passado.

Este soou-me a apressado mais pela rapidez com que o Kip entra na farsa do noivo. Estava pronto a pedir outra moça em casamento e tudo - por motivos mercenários, mas mesmo assim... porque de resto, é uma história bem divertida, em jeito de comédia. Os protagonistas reaproximam-se rapidamente, mas posso acreditar nisso, pela história partilhada. Adorei terem as tias dela a torcer por eles e cientes do que se passava. Adorava ter uma história para o Drew, o irmão menos sério dele, e para a Kate, a chaperone dela. (Talvez uma para a Pamela, a ex-futura noiva, que é tão mal tratada pela história.)

Something Blue, Laura Lee Guhrke: Lady Elinor Daventry tenciona ajudar o pai no que toca a uma acusação sobre o seu comportamento em tempos de guerra, e a maneira que encontra é casar com um homem influente que o ajude. Conta com a moeda mágica para lhe dar sorte, mas Lawrence Blackthorne tem objectivos contrários: é o advogado de acusação num processo contra o pai dela, e rouba-lhe a moeda como forma de a atrapalhar. Lawrence era, até há seis meses, noivo de Ellie, até lhe pedir algo extremo - apoiá-lo contra o pai no processo que investigava.

Achei o Lawrence um pouco parvalhão, pois esperava que a Ellie o apoiasse contra o próprio pai sem sequer confiar nela no que toca ao porquê; mas o conflito em si foi credível e o que me fez gostar tanto da história. O drama moral é interessante, especialmente opondo pessoas que foram comprometidas. É claro que a história ganharia se fosse um livro completo, mas funcionou assim para mim. (Achei amoroso que na vida passada deles, enquanto comprometidos, passassem o tempo a escapulir-se para curtir.)

... and a Sixpence in Her Shoe, Julia Quinn: e é por isso que a Julia é a nossa rainha, contando uma história, vá, apressada (tem o menor número de páginas disponível) - a corte dá-se numa semana e dois ou três encontros -, mas incrivelmente é cativante e interessante e curiosamente credível.

Beatrice Heywood vive com as tias idosas, cuidando delas e esforçando-se para manter a economia familiar. É sonhadora, leitora e uma estudiosa autodidacta de astronomia nas horas vagas. (Não acredita no poder da moeda, mas usa-a na mesma, para apaziguar as amigas.) Lord Frederick Grey-Osbourne é um académico, mas um acidente trágico deixou-o cego dum olho e descrente da sociedade. Até que tropeça quase literalmente na rapariga cabeça no ar que o faz confrontar com a sua situação...

Por mais curta que seja, gostei mesmo desta história; a Julia construiu-a duma forma inteligente. Primeiro porque gera uma discussão sobre a incapacidade do Frederick: é claro que há pessoas que vão pensar menos dele, ou que isso o diminui... mas também há pessoas que vão vê-lo pelo que é - um resmungão.

Caso da Bea, que quando lhe dá um encontrão por estar a olhar para as nuvens, recebe maus modos. E depois fica a olhar fascinada para ele, mas para o olho saudável dele, que é azul da cor do céu... e o Fred interpreta-a mal, pensando que ficou arrepiada com o olho cego. Achei este momento interessante porque o fez confrontar com o autopreconceito, e o obrigou a deixar de ter pena de si mesmo. (Além disso, a Bea tem uma curiosidade académica sobre o que é que o olho dele ainda pode fazer, que preconiza a existência do nervo óptico. É um momento intrigante, e tem o bónus de o desarmar.)

Depois, a história é inteligente porque mostra como estes dois são compatíveis, e como este é um encontro de iguais: ambos têm interesses académicos, e consegue-se ver como sendo parceiros, vão apoiar-se e ajudar-se um ao outro.

Bónus para um encontro rumo aos telescópios universitários, a que a Bea nunca teve e nunca poderia ter acesso, e que é amoroso pelos dois juntos; e pela tia dela que faz de chaperone e finge que está muito cansada para os deixar sozinhos. O final é no casamento dela, reunindo as quatro amigas, e é tão engraçado, entre decidirem o que fazer à moeda e meterem-se umas com as outras por ninguém ter esperado pelo casamento para pintar a manta... e especularem se a Bea também o fez. (E quando entra, metem-se com ela, mas passa-lhe ao lado, tipicamente alheada.)

Páginas: 416

Editora: Avon Books (HarperCollins)

sábado, 16 de abril de 2016

Because of Miss Bridgerton, Julia Quinn


Opinião: Ah, que saudades que eu tinha da Julia Quinn. Muitas mesmo. Há tanto tempo que não a lia. Minha culpa, inteiramente, porque quando andava a ler os Bridgertons a série Smythe-Smith estava a sair, e eu achei melhor esperar para ler quando todos os livros tivessem saído, só que distraio-me facilmente, e deixei passar, e agora estou arrependida, raios. Agora até queria ler mais coisas dela. Talvez faça um desafio Julia Quinn, quando acabar com a Meg Cabot. Que ainda vai demorar um bocadinho, de qualquer modo... hmmm.

Bem, voltando a este livro: a premissa é acompanhar a família Bridgerton uma geração antes daquela que conhecemos e adoramos; a protagonista é Billie (Sybilla, na verdade, que é um nome curioso, mas não admira que ela prefira Billie) Bridgerton, que é irmã do Edmund, o pai dos Bridgertons que já conhecemos, mas que tragicamente não chegámos a conhecer (ao pai, quero dizer).

O protagonista é George Rokesby, primogénito e herdeiro da sua família. Os Rokesby vivem perto da casa de família dos Bridgerton, e as duas famílias são bastante próximas, amigas há muito tempo. Os filhos de uma e outra família cresceram juntos, criando uma cumplicidade evidente.

Bem... talvez não para a Billie e o George. Eles estão mais habituados a discutir e implicar um com o outro do que a ser amigos, na verdade. E é por isso que no início da história, quando a Billie se vê num apuro, fica desanimada por ser o George a pessoa no lugar de a ajudar.

Mas isto é Julia Quinn, e a situação fica caricata, e eles são obrigados a passar algum tempo juntos. E isso é o início de começarem a olhar um para o outro com outros olhos, o que é sempre divertido num livro da Julia. A química e o humor estão lá, e ambos são adoráveis juntos, e tão giros de acompanhar.

Gostei bastante também de acompanhar ambas as famílias, conhecê-las melhor. Da parte dos irmãos da Billie, conhecemos a Georgiana, 14 anos, creio eu, recatada por causa de doença, mas uma flor à espera de desabrochar (é melhor que ela tenha um livro). Faltaram os irmãos rapazes, incluindo o Edmund, que estão na escola.

Do lado dos Rokesby, há um rapaz na escola, como os irmãos da Billie, o Edward, que está no exército, presentemente em território americano, e o Andrew, na Marinha, mas de momento em casa a recuperar de um ferimento. Achei a personalidade dele muito engraçada. Fora isso, devo destacar as mães da Billie e do George, particularmente da mãe dele, que teve uma mãozinha no desfecho. A senhora é engenhosa.

Nem tudo são rosas, no entanto. Fiquei com a sensação que a Julia estava um pouco nervosa por voltar a este mundo. O livro tem algumas falhas no ritmo do enredo, principalmente na primeira parte; na segunda, ela ganha confiança e as coisas correm melhor. No entanto, ainda encontrei coisas suficientes da Julia que conheço para não sair particularmente incomodada com isto.

E gosto muito desta ideia de ter toda uma família de Bridgertons antes dos Bridgerton, mas faz-me um bocadinho de espécie não vermos ninguém desta geração nos outros livros. Nem um filho deles, um primo dos outros Bridgerton? É claro que isso acontece porque os outros livros foram escritos primeiro, mas esta questão sublinha a falta de família alargada nos mesmos.

Tenho algumas dúvidas quanto ao uso do desaparecimento em acção do Edward, que precipita a parte final do livro. Achei que soaria mal ter um final feliz no meio disso. A Julia fá-lo funcionar, na maior parte, mas faz-me espécie o destino dele ficar em suspenso. Talvez o próximo livro pudesse ser dele, apesar de não ser um Bridgerton? Depois do que aconteceu, imagino que mereça.

A questão do serviço prestado pelo Edward e o Andrew, e a frustração que o George sente por não poder fazê-lo, sendo o primogénito, lembra-me uma coisa que preciso de destacar. É interessante, este ponto, porque o serviço militar nesta época (1770 e tais) é bastante mais importante na sociedade inglesa, pelo ambiente político. Na época dos Bridgertons, a coisa estava mais estável, suponho, e não é tanto uma questão.

Bem, agora estou brutalmente curiosa para ver o que vem a seguir. Os Rokesbys-Bridgertons certamente têm o meu interesse e atenção, e agora que voltei a pegar na Julia, e voltei a passar um bom bocado, não me apetecia esperar nada um ano. Pois, eu bem tinha razão em esperar para ler, da outra vez.

P.S.: Quase me esquecia do jogo de Pall Mall! Parece que esta geração gosta também de o jogar, e a Billie e o Andrew são certamente tão implacáveis como os outros Bridgertons que conhecemos, particularmente a Kate e o Anthony.

Páginas: 384

Editora: Piatkus

terça-feira, 23 de abril de 2013

The Bridgertons: Happily Ever After, Julia Quinn


Opinião: Bem, que livro adorável. Apesar da Julia Quinn já incluir epílogos nos seus livros que ocorrem após o final feliz (e nós leitores adoramos ver o que acontece após o final feliz), gosto bastante destes segundos epílogos por várias razões. Primeiro, porque mantêm o tom e a voz narrativa dos livros, sempre cheia de sentido de humor.

Depois, porque são muito como um qualquer livro dos Bridgertons, em que além do casal principal, outros personagens fazem uma aparição e enriquecem a história. E por fim, porque vemos muitos dos Bridgertons numa fase mais avançada da sua vida, com os seus trinta e muitos, quarenta, quase cinquenta. Com responsabilidades e outra visão da vida, mas ainda capazes de se pôr a discutir com os irmãos ou a exasperar-se com o esposo ou esposa.

Creio que a única coisa que me fez falta foi a inclusão da árvore genealógica actualizada (esta editora até costumava incluir a árvore nos livros iniciais da série, mas entretanto parou com isso, não sei porquê), porque a menção de tantos sobrinhos e filhos e netos e sei lá mais quem pôs-me a correr para o computador de 5 em 5 minutos para ver quem era quem.

The Duke and I: The 2nd Epilogue
Bolas, o que eu me ri com a Daphne, e a... situação em que ela se encontra. A contar dias no calendário, e a adormecer na sala de estar à frente do Colin e da Penelope. E por falar neles... que adoráveis, tão preocupados com o filho mais novo. Tão apropriado que os filhos deles sejam tão precoces a ler. É intrigante ver alguns dos personagens já com mais 10 ou 20 anos em cima do que a última vez que os vimos, com filhos e tudo. (Especialmente porque a Daphne, ao contrário da mãe, foi bastante explícita quando explicou às filhas o que acontece entre marido e mulher.)

The Viscount Who Loved Me: The 2nd Epilogue
Ahhh... quase que me tinha esquecido o quão competitivos a Kate e o Anthony são. A extensão do que eles estão preparados para fazer para assegurar a posse do The Mallet of Death... ui. Adoro que ano após ano, se tenham esforçado para se juntarem para um jogo de Pall Mall, em honra ao jogo original em The Viscount Who Loved Me. E o Colin e a Penny aparecem outra vez - o Colin para fazer uma surpresa e uma partida à Kate e ao Anthony, e confirmando o seu estatuto de penetra e curioso oficial da família, que aparece em (quase) todas as histórias.

An Offer from a Gentleman: The 2nd Epilogue
Pronto, vá, aqui o Colin não aparece. Gosto tanto da Lady Bridgerton por ter acolhido a Posy após os acontecimentos em An Offer from a Gentleman. É isto que faz dos Bridgertons, os Bridgertons: além da irreverência, a generosidade. Temos alguns momentos muito giros em que a Sophie se atreve a fazer de Cupido para a Posy, e os resultados são hilariantemente imprevisíveis (ou não). Também achei tão engraçada a conversa que a Sophie e a Posy têm acerca do nome da última filha da Posy. E sou só eu que achei que a Julia Quinn praticamente promete contar-nos a história da filha da Posy? Sim, sim, sim, por favor!

Romancing Mr. Bridgerton: The 2nd Epilogue
Penny! Colin! Tão bom vê-los como recém-casados. A história passa-se na altura do casamento da Eloise e do Sir Phillip, e a Penelope e o Colin discutem se devem revelar à Eloise a identidade da Lady Whistledown, coisa que fora revelada no livro deles. Tenho de dizer, esta é uma das melhores histórias, só porque mostra os Bridgertons no seu melhor, a trocar piadas, esgrimir palavras e fazer partidas uns aos outros (não é por acaso que a Eloise, o Colin e a Hyacinth estão presentes na história). O modo como a Eloise descobriu a identidade da Lady Whistledown, e o modo como reagiu são tão, tão divertidos.

To Sir Phillip, With Love: The 2nd Epilogue
Esta é uma história singular, porque é narrada na 1ª pessoa e porque essa narradora é a Amanda, filha do Phillip, com os seus 19 anos. A própria Julia Quinn admite que queria experimentar escrever na 1ª pessoa, e vê-se que não é habitual nela. Parece não haver muita fluidez na narrativa, e a opção de escolher uma personagem cujo ponto de vista ainda não conhecíamos é arriscada... gostava de ver mais coisas sob o ponto de vista da Amanda. Mas gosto da sua perspectiva sobre a família, a Eloise, o Phillip (ele e a filha têm um momento giro), o Oliver, e sobre aquilo que a rodeia. Parece uma rapariga inteligente e com pouca paciência para palermices, e por isso gostava de a ver noutra história, a explorar os seus horizontes.

When He Was Wicked: The 2nd Epilogue
Julia, porquê? Porque é que tens de torturar a minha querida Francesca e o meu querido Michael? Já não bastou os anos que passaram a sofrer em When He Was Wicked? Tinham de sofrer mais um bocadinho? No entanto, é uma história com uma perspectiva da maternidade e da família muito interessante, e deu-me vontade de dar um abraço apertado à Frannie. Gostava era que a autora se decidisse em que ano a história se passa. Pela árvore de família e a maioria das referências a idades e datas, é em 1828 (e calculo que seja a data correcta); mas depois ela sai-se com um par de referências que fazem pensar que estamos em 1830.

It's in His Kiss: The 2nd Epilogue
Bem, e aqui descobrimos que a Violet deve ter poderes místicos, porque quando desejou que a Hyacinth tivesse uma filha como ela... isso realizou-se. A Isabella é tão esperta, franca, e tortuosa quanto a Hyacinth era. O epílogo do It's in His Kiss é algo tortuoso em si, porque a Hyacinth nunca chega a descobrir as jóias, especialmente graças a uma intervenção da filha... por isso este segundo epílogo é animador, tendo em conta que ata as pontas soltas relativas a essa situação - e o modo como se resolve é bem engraçado.

On the Way to the Wedding: The 2nd Epilogue
A Julia Quinn é capaz de me ter matado aqui de susto, porque pensei que ia acontecer uma coisa mesmo má... o segundo epílogo continua mesmo logo a seguir ao primeiro (o incluído no livro), durante o último parto da Lucy... acho tanta piada que o Gregory e a Lucy sejam os Bridgertons mais férteis e tenham ultrapassado a Violet em número de filhos. Gostei de ver como deram os nomes às duas benjamins da família, e de conhecer a filha mais velha, a Katharine, porque me pareceu uma miúda mesmo fofinha. Mas a sério, não era preciso assustar-me daquela maneira.

Violet in Bloom
Segundo a Julia, não vê a Violet a voltar a casar, porque não conseguiria criar um herói suficientemente bom para ela; mas quis explorar a personagem, e daí esta novela. Eu diria que podia escrever um livro, mesmo que o Edmund tivesse de sair de cena a meio, porque o que vi aqui promete. É certo que não seria um romance tradicional, mas podia ser uma espécie de ode à maternidade, porque a Violet é um furacão de força e carinho pelos filhos, e seria tão giro poder ler uma história que fosse quase como uma biografia dela - desde novinha, até ao casamento, passando pelos momentos em que os filhos crescem e pelos momentos em que ela se desdobra em esforços para casar os filhos, até à velhice, em que aprecia os netos e bisnetos.

É o que faz esta novela, mas o livro fá-lo-ia de modo mais completo. Gostei muito de ver que a Violet já tinha conhecido o Edmund em menina, de a ver (re)conhecer o Edmund num baile, de ver o momento em que o Edmund morre picado por uma abelha (os choques anafiláticos não são brincadeira) - especialmente do momento após o parto da Hyacinth, em que as filhas se juntam em torno dela. A cena seguinte, em que ela dança com um cavalheiro não-identificado no baile de máscaras em que o Benedict e a Sophie se conhecem (yay para cenas que referenciam outros livros!), e os filhos ficam a discutir o facto de ela estar a dançar (nunca o faz), e a interrogam sobre o cavalheiro, e ficam a pensar se aceitariam ver a mãe voltar a casar... tão divertida e fofinha.

Páginas: 384

Editora: Piatkus Books (Little, Brown Book Group)

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

The Lady Most Willing, Julia Quinn, Eloisa James, Connie Brockway


Opinião: A segunda colaboração entre estas três autoras (a primeira chama-se The Lady Most Likely) traz-nos três histórias bem giras, fundidas numa só, numa tentativa mais coesa e um pouco mais satisfatória. A história começa com o laird (é uma coisa assim como lord, mas versão escocesa) de Finovair Castle, Taran Ferguson, viúvo e sem filhos, que decide que está na hora de os seus sobrinhos (um dos quais é seu herdeiro) casarem. Para isso, dirige-se à mansão mais próxima, onde está a decorrer uma festa, e "rapta" três herdeiras, com o intuito de as introduzir aos sobrinhos como noivas.

Só que o plano desvia-se um bocadinho do previsto, e acaba a raptar uma quarta senhora, e também um duque inglês. Presos no castelo de Finovair pela neve, quase a congelar, só resta aos convidados forçados de Taran aproveitarem o melhor que podem...

Gostei mesmo dos casais deste livro. Cada um funcionou, a meus olhos, duma maneira interessante. É difícil, com menos tempo de antena para cada casal, eles soarem-nos credíveis, mas creio que as autoras fizeram um bom trabalho em geral. Continua a ser preciso que eu seja um pouco crédula, e faça de conta que acredito em coisas como amor à primeira vista e whatnot, mas quando embarco no espírito da coisa, até é divertido. Além disso, é uma cena hilariante, aquela em que o Taran volta com a carruagem com as raparigas e revela o que fez aos sobrinhos, saindo aos poucos os "convidados"... incluindo aqueles que ele não previa trazer.

O primeiro casal, e o casal escrito pela Julia Quinn, são o lorde John Shirvington, duke of Bretton, e a Catriona Burns, curiosamente ambos "raptados" por engano. Gostei da Catriona, é uma rapariga desenvolta e que sabe lidar com o velhote malandro do Taran. Achei piada ao modo com ambos pareciam dois adolescentes com as hormonas aos saltos, na beijoquice a cada momento que passavam sozinhos. À semelhança do livro anterior, achei esta a história menos forte... são os personagens que fico a conhecer menos, e aqueles cuja história flui menos bem. O modo como a Julia Quinn escreve não foi feito para coisas do tamanho de uma novela.

O segundo casal, da Eloisa James, são o lorde Byron Wotton, earl of Oakley, e a Fiona Chrisholm. Diverti-me muito com este casal e com as suas idiossincrasias. O Byron, ao contrário do seu homónimo, é muito sério e rígido, mas vê-mo-lo a tentar soltar-se com a Fiona, ao mesmo tempo que vê nela algo de especial. Esta, por sua vez, é a moça com a pior reputação da Escócia, mas quando já se tinha resignado a ficar para tia, eis que o Byron lhe desperta a atenção. Mas com a sua reputação, será que ele pode aceitá-la como futura duquesa de Oakley? Este casal foi desenvolvido de maneira tão satisfatória que a autora até conseguiu introduzir uma cena quente entre os dois.

O último casal, escrito pela Connie Brockway, são o Robert "Robin" Parles, comte de Rochefort, e a Lady Cecily. O meu casal favorito, mais uma vez escrito pela Connie. Gostei imenso do Robin, que apesar do título não é francês, mas o pai é. Isso pô-lo numa situação de desvantagem social (os ingleses adoram ser snobes), e ele em resultado disso empenhou-se em tornar-se na ovelha negra, no rake, naquele que nunca leva nada a sério. E a Cecily, simplesmente adorei-a. Sou muito parcial a histórias em que a senhora pega nas armas que tem para seduzir o seu amado, e aqui deliciei-me com as interacções entre eles. Mesmo o amor à primeira vista não conseguiu estragar a história, aliás, conseguiu dar-lhe mais interesse.

Uma última nota para outros dois personagens, os responsáveis pelos momentos cómicos. O Taran, responsável por esta embrulhada toda, e a Marilla, que faz o papel de oferecida e passa o tempo a atirar-se aos homens solteiros da casa, perdendo-os sempre para as outras senhoras. E, já agora, aquele final foi hilariante. Mais não posso dizer.

Páginas: 384

Editora: Piatkus (Little, Brown Book Group)

segunda-feira, 18 de junho de 2012

The Lady Most Likely, Julia Quinn, Connie Brockway, Eloisa James


Opinião: Confesso, estava a morrer de saudades da Julia Quinn, mas ainda estou em dúvida se deva avançar para a série que ela está a escrever agora, já que ainda não está acabada. (A noção de ter de esperar dois anos pelo fim da série é assustadora.) Resultado, virei-me para a next best thing e peguei neste livro, escrito em colaboração por três autoras de romance histórico. Cada uma escreve aproximadamente 1/3 do livro e desenvolve a curta história de um casal de entre os personagens apresentados no primeiro capítulo. Há continuidade entre as três partes, pois tudo se passa na mesma house party, que decorre num par de semanas.

Acabei por sair um pouco desapontada, porque a história da Julia é a mais fraca. A escrita dela está lá, e é deliciosa, e o seu humor mantém-se, mas o casal conhece-se, apaixona-se e fica noivo tão depressa que não temos tempo para apreciá-los. O espaço limite impede que haja um desenvolvimento em condições. Aprecio a tentativa da Julia de escrever um casal que se conhece pela primeira vez, em oposição a casais que têm uma história (opção tomada pelas outras autoras, que lhes facilita o trabalho na aproximação do parzinho), mas gostava que as coisas tivessem sido desenvolvidas de forma diferente.

A parte da Eloisa James é bem gira, o casal conhece-se desde que são miúdos e têm química. A Georgina é viúva e debate-se com os sentimentos de perda decorrentes da morte do marido, e decide que não quer casar nunca mais. O High é clueless e obcecado com os seus cavalos de criação, tanto que as duas raparigas elegíveis que a irmã lhe recomendou acabam noivas de outros homens. Mas ele de repente repara na Georgie, e não descansa até lhe dar a volta.

A minha parte favorita foi a da Connie Brockway, em que o casal também se conhece desde muito novo, só que são um pouco mais jovens. A Katherine tem uma paixoneta pelo Neill desde sempre, mas foi rejeitada por ele há quatro anos, e agora que se reencontram velhos sentimentos ressurgem e deixam-nos desconcertados. Gostei da Katherine, que tinha um feitio espevitado e directo, e do Neill, que é um rogue regenerado pela guerra. Têm química e as cenas deles divertiram-me.

Enfim, apesar da história da Julia ser menos conseguida, o livro vale a pena. Lê-se muito rapidamente (apesar das quase 400 páginas, tem letra bem grande), e é bem divertido, sendo uma boa porta de entrada para as outras autoras.

Páginas: 384

Editora: Piatkus

quarta-feira, 28 de março de 2012

On the Way to the Wedding, Julia Quinn


Opinião: Ai, Gregory, Gregory, seu tonto. O rapaz está tão apaixonado pela ideia do amor que se acha caído pela primeira rapariga bonita que vê à frente. Bem, em defesa dele, 10 minutos antes o Anthony estava a dar-lhe um sermão sobre ganhar juízo e assentar... irónico, já que tanto ele como o Benedict ou o Colin só casaram depois dos 30 anos.

É claro que para conquistar a sua "amada", o Gregory tem a ajuda da melhor-amiga-da-"amada"-armada-em-Cupido, Lady Lucinda Abernathy. (Que, já agora, não percebi porque é que mantinha o título. Se o irmão casa, quem fica com o título é a mulher dele. Pensava eu.) A Lucy é bem engraçada (achei giras as suas manias compulssivo-obsessivas), um pouco Emma (do livro homónimo de Jane Austen), já que está a tentar que a amiga olhe para homens mais meritórios que aquele a quem vota os seus afectos. Só que sai-lhe o tiro pela culatra, e apaixona-se pelo Gregory. Quando já está "praticamente" (como ela costuma dizer) noiva!

Achei este livro um pouco dramático. Primeiro foi o irmão e a amiga da Lucy que são apanhados em falso, depois ela é obrigada a casar por causa do pai, a seguir o Greg faz aquela figura no casamento (eu estava a torcer para que se conseguisse resolver o assunto ali), mas não, ela casa, é raptada por ele dentro da própria casa, e finalmente descobrem que o tio dela é que fez asneira e alguém quase leva um tiro. Se ao menos a Lucy tivesse tentado pedir ajuda antes de casar, evitava-se metade do drama, e o livro teria sido igualmente satisfatório. É que um enredo tão enleado parece mais cara da Hyacinth.

Enfim, assim que ultrapassei o overdrama, até me diverti. O Gregory é engraçado na sua obsessão com a Hermione e com o pescoço dela. E a Lucy é fofinha, lembrou-me um pouco a Penelope. Adorei ver a Violet ter a sua última conversa com um filho, ultimamente ela andava a dar conselhos muito bons. Também adorei o aparecimento do Anthony e da Kate, mais de 10 anos depois e ainda são tão fofinhos. O epílogo foi uma coisa bem divertida de se ler, pois descobrimos que o Greg e a Lucy ultrapassam a mamã e o papá Bridgerton e têm 9 filhos! Foi um fim bem engraçado para a série. A única coisa que podia ser melhor é a Julia anunciar que vai publicar os segundos epílogos em livro, e com uma árvore genealógica em condições a acompanhar.

Páginas: 384

Editora: Piatkus

domingo, 18 de março de 2012

It's In His Kiss, Julia Quinn


Opinião: Que livro tão adorável! A Hyacinth e o Gareth são capazes e ser o casal mais fofinho de todos os Bridgertons. Ela é tão sunny, tão segura de si mesmo e tão confiante que nada a deita mesmo abaixo. Não tem traumas de infância, e os únicos problemas que se lhe notam são o desconforto quando algo a desconcerta, tira do sério ou da sua "zona de conforto".

O Gareth, por sua vez, tem daddy issues, mas ao mesmo tempo não lhe afectam a personalidade e o jeito carpe diem que ele tem. E é por isso que fazem um casal tão bom - são compatíveis, e o Gareth deve ser o único homem em toda a Inglaterra que é capaz de lidar com ela.

Gostei das cenas em que os outros Bridgertons apareceram, especialmente a Violet, que oferece alguma sabedoria materna à Hyacinth, e o Gregory, que entra para trocar alguns galhardetes com a Hyacinth - já me fazia falta ver alguma interacção fraterna, que se via mais nos primeiros livros, dedicados ao primeiro quarteto de irmãos. Fez-me falta o Colin, que parece que aparece em todo o lado, mas a verdade é que a Hy e o Gareth não precisavam de casamenteiro, pois encontraram o caminho um para o outro facilmente.

Por outro lado, a Lady Danbury! Tenho gostado imenso das intervenções dela ao longo dos livros, especialmente no Romancing Mr. Bridgerton, mas aqui revelou-se. Nunca tinha pensado nela e na Hyacinth juntas, mas realmente têm feitios parecidos. As leituras semanais delas eram tão divertidas.

Gostei bastante do enredo da procura pelas jóias, pois acho que viver uma pequena aventura é a cara da Hy, mas fiquei desapontada com o fim que teve. Mal li a pista final da Isabella (a avó do Gareth) percebi logo onde é que as jóias estavam escondidas, por isso recuso-me a acreditar que uma pessoa tão esperta como a Hyacinth não tenha percebido a pista em TREZE ANOS!!! A única coisa boa do epílogo é apresentar-nos a Isabella (filha da Hy e do Gareth), que parece uma miúda bem gira, bem filha de quem é. E dar-nos notícias da Lady Danbury, claro.

Fico curiosa para ler o último livro. O Gregory tem tudo para meter a pata na poça e arranjar sarilhos, por isso quero ver como é que ele se vai sair.

P.S.: Sinto-me extremamente defraudada com as imagens desta capa que há pela net! Dão a sensação que a capa é amarela, quando na verdade é verde clara. Uma pessoa ainda pensa que é daltónica.

Páginas: 384

Editora: Piatkus

domingo, 5 de fevereiro de 2012

When He Was Wicked, Julia Quinn


Opinião: Julia Quinn, you are evil. Mazinha com os teus personagens, mazinha comigo que tenho de sofrer (e impacientar-me) com eles... enfim. Neste livro é a vez da Francesca e de descobrirmos finalmente o que aconteceu para a tornar viúva, situação que é mencionada nos livros anteriores.

Gostei muito mais da maneira como a Julia lidou desta vez com o tema da morte de um esposo. Sentia-se mesmo os personagens a fazer o luto, mesmo 4 anos depois, mesmo nas coisas mais pequenas. É triste porque o John até parecia um rapaz simpático e por causa do estado em que a morte dele deixa as duas pessoas que mais gostavam dele - a Francesca, a jovem esposa, e o Michael, o primo-irmão-melhor amigo dele (que por acaso também estava apaixonado por ela).

Oh, a culpa em que o Michael se afunda depois do John ter morrido... até daria dó ele sentir-se tão culpado por estar a ocupar quase literalmente os sapatos do primo, mas depois ele decide fugir para a Índia porque não consegue estar no mesmo espaço que a Francesca! Ainda mais numa situação em que ela estava tão vulnerável. Se bem que, vá, é louvável que ele não se tenha tentado aproveitar disso.

Achei bastante divertido o estado de quase completa negação em que ambos se encontravam. Andavam os dois à procura de casar, mas a nenhum ocorreu casarem-se um com o outro até o Colin plantar essa ideia na cabeça do Michael. E por falar no Colin, o homem deve ter poderes mágicos! Já não basta estar em todo o lado, tem ainda que adivinhar o que vai na cabeça dos outros.

Gostei imenso que este livro se passasse ao mesmo tempo que o Romancing Mr. Bridgerton e que o To Sir Phillip, With Love, porque permitiu alguns cruzamentos giros entre as histórias. Pudemos ver de novo o baile em que a Lady Danbury lança o desafio para se descobrir a Lady Whistledown, e ver o Colin na noite em que pediu a Penny em casamento, e, melhor que tudo, ver a Francesca a receber a notícia de que dois irmãos já casaram ou vão casar, e ela fica tão zangada que o Michael finalmente consegue convencê-la a casar.

Adorei a química deste casal, se bem que não achava o Michael fosse do tipo de aguentar 6 anos apaixonado, pobre rapaz. No fim, lembra-se do plano mais doido de sedução... que resulta, dando-nos umas cenas... interessantes entre eles.

Estou super animada para ver o que se vai passar com a Hyacinth e o Gregory. E tenho uma exigência a fazer... que a Julia acabe os segundos epílogos todos e os publique num livro! Estou super curiosa, e gostava de ver em livro. Isso, e uma árvore genealógica completa. A que ela tem no site dá para ver quem teve filhos, mas só até ao quarto ou quinto casal, e depois fica muito incompleta.

Páginas: 384

Editora: Piatkus

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

To Sir Phillip, With Love, Julia Quinn


Opinião: Neste livro é a vez da Eloise conseguir o seu final feliz. Como calculei, o seu comportamento estranho na cena final do livro anterior devia-se a ela estar a preparar alguma, neste caso uma fuga. Pobre rapariga, acho que a Eloise via-se como uma pessoa muito decidida, que já tinha feito a sua escolha de ficar solteirona, e depois ver que afinal não gostava tanto dessa escolha.

Nesse aspecto, ela e o Phiilip são muito parecidos. Tanto como o outro são algo indecisos e mesmo avoiders, no sentido em que fogem de tomar decisões e fazer a coisa certa. Ele evita os filhos e ela foge de casa sem dizer nada a ninguém, e sem o avisar a ele que o vai visitar. Se isto não é o cúmulo do adiamento, não sei que seja. Ao mesmo tempo achei muito engraçado que em termos de falar (ou deitar cá para fora o que lhes vier à cabeça), ambos estão em lados opostos - ela fala, fala, fala (e não diz nada) e ele é tipo homem das cavernas e "deixem-me em paz no meu cantinho". Por outro lado, o facto de o Phillip ter filhos permite-lhes (mais à Eloise) crescer e assumir responsabilidades.

Algo que achei um pouco estranho no livro é o ritmo. Como a Eloise e o Phillip já se conhecem via cartas, a fórmula normal dos livros da Julia perde força e eu acabei o livro a sentir que faltava alguma coisa, sem saber bem o quê. Gostava que a Julia tivesse tido coragem para tornar este livro num romance epistolar, com as cartas trocadas entre a Eloise e o Phillip, e depois com o encontro entre eles. Acho que teria sido um livro muito interessante e permitiria vê-los aproximarem-se aos poucos.

Alguns pontos altos do livro giraram em torno dos dois pequenos benjamins do Phillip, a Amanda e o Oliver. Adorei estes miúdos, e as partidas que eles fizeram à Eloise e ela em troca foram bem giras, fez-me desejar que pudéssemos ver que tipo de partidas os Bridgertons faziam uns aos outros quando tinham a idade dos gémeos. Também gostei muito da intervenção do resto da família Bridgerton neste livro, só a ideia de ter os quatro irmãos rapazes da Eloise a entrar casa adentro do Phillip prontos a derrubar tudo é algo hilariante.

Parto para o próximo livro com algumas expectativas... pela sinopse parece-me o tipo de coisa que eu vou adorar.

Páginas: 384

Editora: Piatkus

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Romancing Mr. Bridgerton, Julia Quinn


Opinião: Às vezes lemos um autor de um género bem estabelecido e esse mesmo autor redefine esse mesmo género, mudando-nos a visão que tínhamos dele. Pois bem, acho que a Julia Quinn deu cabo do romance histórico para mim. Suspeito que nunca mais vou conseguir ler um livro deste género sem deixar de avaliá-lo pela extensão da risota que o livro me arranca, ou pela quantidade e qualidade de momentos "awww" presentes.

É que nem sei explicar bem porque gostei deste livro. A Julia consegue juntar na mesma história uma lista enorme de coisas que me agradaram. Por exemplo, conseguiu dar o destaque suficiente aos outros Bridgertons, sem afastar o foco do casal principal, o Colin e a Penelope.

Conseguiu também juntar algumas cenas bastante divertidas - as trocas verbais entre a Eloise, a Hyacinth e o Colin, especialmente quando na presença da mãe, a Violet; ou a cena em que o Colin vai pedir a mão da Penelope em casamento à mãe dela, e a família dela é tão obtusa que passa o tempo a tentar com que ela saia da sala, porque pensam que a Felicity é a escolhida.

Talvez seja porque é fácil para uma pessoa identificar-se com os problemas que ambos os elementos do casal tiveram de enfrentar. Não desmerecendo traumas de infância e bastardia, a importância de fazer algo de que se gosta e ultrapassar a maneira como os outros nos vêem - são temas com os quais é mais fácil nos identificarmos.

Além disso, gosto mesmo do Colin e da Penelope como casal. Há qualquer coisa espectacular em ver um casal que não tem só química, mas tem gostos semelhantes e é compatível intelectualmente. Que o denominador comum seja a escrita é só um pormenor ainda mais giro.

Bem, para terminar, suspeito que o ano de 1824 seja um ano particularmente feliz para a Lady Violet Bridgerton, porque a crer no que cusquei dos próximos livros, vai conseguir casar 3 filhos no mesmo ano (o Colin, a Eloise e a Francesca, esta pela 2ª vez). Por falar na Eloise, imagino que na cena final ela estivesse a preparar o que quer que seja que vai fazer no próximo livro. Estou absolutamente curiosa.

Páginas: 384
Editora: Piatkus

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

An Offer From a Gentleman, Julia Quinn


Opinião: Quando ouvia dizer que este livro era baseado no conto da Cinderela, não achei que pudesse vir a ter tanta profundidade. Dos contos de fadas, o da Cinderela acaba por não ser ser dos meus favoritos porque põe demasiado peso no embelezamento da rapariga, e no amor à primeira vista, e no príncipe vir e arrebatá-la duma vida difícil.

Creio que a Julia Quinn fez um óptimo trabalho a adaptar o conto. O facto da Sophie aparecer como a mulher bela e misteriosa no baile de máscaras não quer dizer que o Benedict a vá reconhecer imediatamente quando se encontram dois anos depois, com ela a trabalhar como criada; o amor à primeira vista causa-lhes na verdade mais obstáculos que os ajuda; e o Benedict realmente quer arrebatá-la duma vida difícil, mas para a tornar sua amante e sem ter propriamente muita consideração pelo que ela quer.

Achei bastante interessante que a autora aproveitasse para falar sobre classes e sobre aquilo que era visto como correcto ou não (bastardia, ter uma amante) ou o que podia ser feito ou não (violar uma criada, tratar os criados como pessoas ou não). Quis esganar o Benedict por aquela falta de tacto - ora salva a Sophie de ser violada, ora está a atirar-se à rapariga e a sugerir-lhe ser sua amante, não tentando perceber quando ela se recusa.

Penso que a Julia Quinn está melhor a criar os conflitos internos dos personagens principais, que me pareceram menos forçados que os dos anteriores. E gostei que quebrasse com o tipo de história que tinha contado nos dois primeiros livros (os personagens casam, geralmente por um qualquer faux pas, e depois é que resolvem os seus issues) - desta vez, os personagens resolvem os seus problemas, depois é que casam. Foi refrescante. O Benedict e a Sophie, como casal, são adoráveis, embora não sejam os meus favoritos (Kate e Anthony).

Adorei ver mais pedacinhos dos outros Bridgertons, porque permite conhecê-los melhor antes de chegarmos aos seus respectivos livros. Especialmente o Colin e a Penelope. A sério, Colin? Tinhas mesmo de gritar no meio da rua "I am not going to marry soon, and I am certainly not going to marry Penelope Featherington!"? Que falta de jeito, até eu fiquei embaraçada a ler aquilo, pobre Penelope. Pior, a crer naquela árvore genealógica no site da Julia Quinn, hão de passar uns 6 ou 7 anos até chegar a altura deles. E eu que me queixei quando vi que tinham passado dois anos neste livro!

Já agora, sou capaz de ter tido uma coisinha má ao pôr os olhos no livro. Grrrr dei-me conta que é uma edição diferente (e mais pequena, e mais antiga) do que as que já tinha, e pior, acho que a editora ainda não fez as edições maiores e mais novas para o resto dos livros dos Bridgertons. Resultado: não vou poder ter os livros todos uns ao lado dos outros em condições. Estou a habituar-me à ideia, mas não gostei destas trocas e baldrocas.

Páginas: 384

Editora: Piatkus

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

The Viscount Who Loved Me, Julia Quinn


Opinião: Awww, o Anthony e a Kate são um casal mesmo giro. Achei muita piada que começassem às turras, sempre a trocar comentários coloridos, evoluindo para gostarem um do outro numa atitude quase de negação porque são ambos demasiado casmurros para o admitir. Ainda por cima têm bastantes coisas em comum. Especialmente os mommy/daddy issues.

Gostei da Kate, de ver a sua relação com a irmã e a madrasta, e a sua atitude de irmã mais velha em relação à Edwina. O que gostei mais, no entanto, foi a sua capacidade de esgrimir argumentos com o Anthony.

Quanto ao Anthony, fiquei contentíssima por ter razão - "sofreu" com o mesmo tipo de interferências da famílias que a Daphne. Desde as tendências casamenteiras da mãe, aos comentários engraçadinhos do Colin, ao ter de casar por ser apanhado numa situação indecorosa... matei-me a rir com essa cena. Achei interessante o seu problema derivado da morte do pai (que, pobre homem, morreu de um choque anafilático), apesar de o fazer bater com a cabeça nas paredes umas vezes até atinar.

Quanto ao resto da família, estou intrigada por o Benedict não ter aparecido muito... afinal o próximo livro é o dele. O Colin, por outro lado, está em todas, sabe de todas, faz uns comentários aqui, umas manipulações ali... começo a achar que o rapaz aspira a casamenteiro, de tantas vezes que coloca os irmãos no caminho amoroso certo. Dos irmãos mais novos, vimos pouco, com excepção da Eloise.

Mais uma coisa, começo a achar que sei quem é a Lady Whistledown... pelo menos este livro deu-me uma grande pista para o meu suspeito principal. Em caso de verificar que não é essa pessoa, ainda tenho em mente mais dois suspeitos, mas não encaixam tão bem como o suspeito principal.

P.S.: Esqueci-me do jogo de Pall Mall! A razão pela qual mandei vir este livro logo a seguir ao outro foi por a jen7waters e a WhiteLady3 terem-me aguçado a curiosidade com umas referências à cena do jogo no post do 1º livro... só tenho a agradecer, porque diverti-me imenso com esta cena. Os Bridgertons são mesmo competitivos, e vê-se que a Kate vai encaixar muito bem, ganhou logo o seu primeiro jogo! (Adorei a malandrice que ela fez para fazer o Anthony perder.)

Páginas: 384

Editora: Piatkus