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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Curtas BD: Graphic Novels da Marvel, vols. 42-45

Venom, Rick Remender, Tony Moore
Este é o primeiro volume de uma série de histórias focadas no Flash Thompson - antigo rufia perseguidor do Peter Parker, maior fã do Homem-Aranha, alcóolico, filho de pai abusador e alcóolico, antigo soldado que voltou do Médio Oriente sem as duas pernas.

O Flash é escolhido pelo Venom/emparejado pelo governo com ele; deve manter as suas emoções sob controlo, ou o simbionte toma o controlo; deve manter a ligação apenas 48 horas no máximo, ou o simbionte toma o controlo; se o simbionte toma o controlo, kabum! o governo explode-os aos dois.

E no entanto, não achei a história muito interessante. O enredo não tem um rumo definido, a acção é por vezes confusa, e quem me dera que me tivessem feito empatizar com os problemas do Flash. Adoro boa caracterização, e manter controlo do Venom é uma ideia gira - ambos têm tanto potencial, que não é nada aproveitado.

Ultimate Homem-Aranha: A Morte do Homem-Aranha, Brian Michael Bendis, David LaFuente, Mark Bagley
Ah... esta, no entanto, é tão triste. Tenho vontade de me enroscar numa bola e fazer o luto. É um título exemplar naquilo que apontei ao anterior: boa caracterização, emocional, boa escrita e arte, que cativam e fazem-nos empatizar com o portagonista.

Como o título indica, isto é sobre a morte do Homem-Aranha. Não o do universo primário (aí é que eu quinava do susto), mas do universo Ultimate, que existiu até há bem pouco tempo no mundo Marvel, e que servia para recontar histórias, e contar novas também, de personagens bem conhecidos, sob o prisma do século XXI.

Só li os primeiros 20-e-qualquer-coisa números da revista, mas gostei deste Homem-Aranha por ser um retorno às origens: um Peter Parker na escola, com os problemas que um adolescente dos dias de hoje teria. Vendo o final, sei que gostaria de ter lido o que aconteceu pelo meio: a tia May sabe que o Peter é o Aranha, o Johnny Storm e o Bobby Drake vivem com eles, a Mary Jane e a Gwen Stacy são duas pessoas diferentes mas ainda assim fascinantes... e o J. Jonah Jameson descobriu o segredo, e apoia o Peter, o que me deixou tão contente, pelo contraste da sua versão original.

O enredo desta história passa pelo Norman Osborn, o Duende Verde, estar sob a tutela da SHIELD, mas soltar-se, e levar cinco supervilões do Aranha com ele. O Duende está enlouquecido, superpoderoso e mudado, assustador e intenso e vingativo, e sabe quem é o Peter. Não vai deixar que ninguém se interponha à sua vingança. (O Doc Ock que o diga. É assustador ver os extremos a que o Norman vai.)

O Peter, como Aranha, está a ajudar os Vingadores no seu próprio problema quando leva um tiro pelo Capitão América, e acorda sozinho e abandonado. (Já fui ler e perceber porque assim aconteceu... e há uma explicação decente, mas ainda assim me revolta ver que ficou sozinho e daqui para a frente não tem qualquer apoio, apesar das promessas repetidas de vários Vingadores de manterem um olho nele.)

E pronto. O Peter recebe uma chamada a avisar que o Sexteto Quinteto está à porta de casa a destruir a vizinhança até ele aparecer, e ele aparece, sem máscara, perdida na luta anterior. É de partir o coração, o Aranha a levar murros e a levantar-se a continuar a distribuir porrada, e todos na vizinhança se compadecem ao reconhecer o rapaz que vive naquela casa como o Aranha, e aqueles mais próximos do Peter tentam ajudá-lo. Mas é um fim brutal, pois com um inimigo imparável e destrutivo, só podia terminar assim. Tudo o que podia correr mal, correu mal. (E numa menção a um outro livro deste post, é exactamente por isto que identidades secretas - para o público - são essenciais.)

X-Men: Cisma, Jason Aaron, Kieron Gillen, Carlos Pacheco, Frank Cho
Tenho seguido com algum interesse os últimos anos dos mutantes, ainda que com interrupções e em fragmentos; mas são dos meus superheróis favoritos, e aprecio as tentativas de mudar o status quo para eles, ainda que nem sempre corram bem.

O conceito de ter os X-Men a separarem-se, ainda mais quando são tão poucos, fascina-me, ainda que não seja executado brilhantemente - quero dizer, putos psicopatas a liderar o Hellfire Club e a enganar os X-Men? Hmmm.

De qualquer modo, julgo que faz sentido uma quebra entre o Ciclope e o Wolverine. Eles até trabalham bem juntos, complementam-se, mas também são pessoas tão diferentes, com filosofias de vida diferentes. Num momento em que o resto dos X-Men está em perigo, a jovem Idie (que aprendeu pela sua cultura que ser mutante é ser um monstro e tem uma boa dose de autodepreciação por isso) vê-se na posição de poder destruir os captores; o Wolverine quer que ela espere, e o Ciclope pede-lhe que faça o que achar melhor - (não tão) secretamente esperando que ela aja.

Num segundo momento, Utopia está sob ataque de um Sentinela, e o Wolverine que se evacue e que os jovens deixem a ilha, mas o Ciclope está disposto a deixá-los lutar pela sua "casa", se assim o desejarem. As suas posições fazem sentido, na maior parte: o Wolverine está dessensitizado pela violência na sua vida, e não quer que os miúdos fiquem assim, tendo o exemplo da Idie (se bem que no passado não teve tais reservas); o Ciclope foi ele próprio um miúdo soldado instruído pelo Charles Xavier (se bem que o Professor X não é o melhor exemplo de pessoa), e à beira da extinção compreende que o pacifismo não os leva lá.

No meio disto tudo, o que é hilariante é que o Sentinela está a caminho de Utopia, mas é um comentário parvo sobre a Jean Grey que faz com que o Scott e o Logan se ponham à porrada... homens. *facepalm* No fim do livro temos uma história, que já tinha lido, Regenesis; é sobre os vários X-Men e as razões para ficarem com o Ciclope ou partirem com o Wolverine. Acima de tudo, está bem escrito e faz sentido nas motivações de todos, mesmo nas pequenas surpresas. A arte é um pouco pateta, na comparação da separação a uma luta primitiva, mas pronto, faz algum sentido.

Guerra Civil, Mark Millar, Steve McNiven
A este ponto, já li isto umas 3 vezes. Só espero que não hajam mais colecções que sejam de "essenciais" da Marvel e que o incluam, porque raios, eu sou uma completista e vou ter de ter o livro na mesma.

De qualquer modo, já opinei aqui. Posso acrescentar que uma razão para ser incluído em duas das colecções que fiz é que é bastante bom, apesar das suas falhas. O conflito é credível o suficiente, é-nos mostrado o lado de ambas as partes de forma bastante justa e que justifique porque cada defende o que defende, e honestamente, parte-se-nos o coração ao ver heróis lutar contra heróis, mas também adoramos isso, não adoramos?

É verdadeiramente uma guerra civil - todos os lados perdem porque todos eram o mesmo lado até há bem pouco tempo, e o resultado é desastroso e sem vencedor. É triste ver os extremos a que se vai em cada lado; mas ainda acho que sofre da dor de todos os "eventos" e que ganhava muito se fosse fácil aceder a todas as revistas que compõem o evento.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Curtas: Poderosos Heróis Marvel, volumes 9 a 11

Capitão América: Sonhadores Americanos, Ed Brubaker, Steve McNiven, Giuseppe Camuncoli, Travis Charest, Ed McGuinness, Frank Tieri, Paul Azaceta
Acho que o mais fascinante de ler histórias, a este ponto, sobre o Capitão América, e digo isto especialmente por ser um personagem tão icónico e conhecido, é ver como os escritores e artistas conseguem construir sobre o que está feito e acrescentar pormenores e detalhes ao seu mito e à sua história, contribuir para adicionar mais um pouco à sua biografia.

Neste volume em particular, descobrimos que uma equipa que trabalhou com Steve Rogers durante a Segunda Guerra Mundial ficou presa durante uma missão num mundo sonhado ou imaginário, mutável na presença e desejos dos seus habitantes (um pouco à Inception, eu diria). E assim ficaram, presos fora do tempo até aos dias de hoje, em que voltam com um intuito vingativo.

A história é cativante, o enredo corre bem sem engasgos, e até tem os seus momentos engraçados. É capaz de ser a primeira vez que vejo a Peggy Carter nos quadradinhos, e adoro um momento em que a Sharon diz algo do género "espera aí, roubaste a tia Peggy a outro homem???" ao Steve. A singularidade do momento é algo de nota. (Tendo em conta que a Sharon está ou esteve ou ainda está, I don't know, não tenho vida para seguir assim tão bem a vida amorosa dos personagens de comics, envolvida com o Steve.)

O volume tem ainda algumas histórias extra, de um número comemorativo, uma de uma página sobre a essência do personagem; outra sobre um momento em que se debate sobre se deve voltar a usar o uniforme; e a última sobre um clone de alguém que o Capitão conhece muito bem, e que fez muito mal - aqui a perspectiva é sobre se esta pessoa deve ser condenada por algo que ainda não fez, e talvez nunca venha a fazer, mas que o seu, er, original fez. Muito bem apresentado, o dilema.

Curiosamente, acabei a gostar bastante desta história. Não é nada o meu estilo, porque não costumo ler coisas com o Wolverine por aí além, e uma narrativa na Terra Selvagem também não me puxaria. Mas acabou a ser uma bela surpresa.

Combinando um estilo de aventura à Indiana Jones, ou à filme de sábado à tarde na TV, que puxa à nostalgia, com alguns elementos sobrenaturais e um cenário na selva que é mais ameaçador que encantador, acaba por ser muito divertida, com o seu quê de acção.

Gostei tanto de acompanhar os sarilhos em que o Wolverine e a Shanna se metiam, especialmente porque metade derivava de eles discordarem num curso de acção, e irem por caminhos diferentes sem se combinarem. (Mas também era assim que metade das situações se resolviam.) Fiquei curiosa por ver de onde este personagem do Amadeus Cho apareceu, porque acho que nunca o tinha visto, portanto assumo que é um personagem muito pequeno, ou então nunca tropecei em histórias em que ele apareça.

Gosto da reviravolta sobrenatural da história, e como afecta o percurso dos personagens. Não gosto do fato da Shanna, porque passei metade do livro a pensar como é que aquilo funcionava, se fosse só uma tira de pano à frente e atrás, sem ligação, era doloroso expor tanto os genitais, mas depois percebi pelo desenho que afinal é uma espécie de bikini por baixo. E assim, meus senhores é que se descobre os uniformes mais mal concebidos. Se o leitor tem de parar para pensar na exequibilidade da coisa, é porque não está bem feita.

O final é super interessante, pela ameaça que sugere; mas ao mesmo tempo frustrante, porque fica para resolver noutro livro, e é sempre isso que me aborrece nos comics, o não poder ler logo a seguir quando fico (muito ou pouco) pendurada. A arte, essa, bastante agradável ao olho, com uma planificação de vinhetas e pranchas pouco usual, mas que me cativou.

Demolidor: Partes de um Todo, David Mack, Joe Quesada, David Ross
O Demolidor não é um personagem que eu tenha lido muito, mas parece-me bastante mais interessante, pelos temas e ideias na base do personagem. E felizmente, tenho apanhado alguns livros que o confrontam com essas ideias e temas, histórias que mostram bem a sua essência.

Neste livro, os autores juntam-no com uma jovem que será o seu par ideal. Gosto do argumento e da ideia que um bom par para o Matt Murdock terá de ser alguém que entenda o que ele enfrenta todos os dias, uma combinação de uma incapacidade com uma capacidade extraordinária. E nesse aspecto, a Eco é fantástica, com uma incapacidade e uma capacidade que se complementa com a do protagonista.

Só que as coisas não são assim tão fáceis, pois não? Especialmente para o Demolidor, que parece ter um azar enorme com as mulheres, e parece-lhe ser impossível manter uma namorada por um período prolongado de tempo. Aqui, a interferência vem de Wilson Fisk (quem mais?), o Rei do Crime (esse tipinho que parece estar sempre a jeito para lixar a vida do Matt, mas adiante), que lança a Maya contra o Demolidor numa missão de vingança, sem ela saber que o super-herói e o homem por quem se apaixonou são a mesma pessoa.

Gosto mesmo da forma incomum como a narração é feita, a três vozes, dando espaço para os três personagens contarem o seu lado. E mais importante ainda, apreciei como a arte é usada para ajudar essa narração pouco habitual a transmitir algo ao leitor; é muito interessante como tenta mostrar a perspectiva do Matt e da Maya, vivendo com uma incapacidade. Fascinante de observar, a arte conta a história como poucas vezes vi fazer.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Colecção Heróis Marvel Série II #6-10

Dr. Estranho - O Juramento, Brian K. Vaughan, Marcos Martin, Stan Lee, Steve Ditko
O volume contém algumas histórias mais antigas do Doutor, sobre as suas origens, o que dá alguma contextualização do personagem, mas que não se destacam especialmente.

Quanto à história titular, a arte agradou-me, colorida e dinâmica. As origens do Dr. Estranho são recuperadas, para explicar o título e as suas acções ao longo da história. A ideia por trás é boa, se bem que convoluta, por vezes. O Dr. Estranho enfrenta um inimigo místico e ao mesmo tempo ambientado num mundo bem real, em que um elixir milagroso o faz pesar a vida um contra a vida de muitos, relembrando-o do seu juramento de Hipócrates.

Homem-Aranha - Reino, Kaare Andrews
Uma história sombria para o Homem-Aranha. Estranho, mas ao mesmo tempo faz sentido. O Homem-Aranha tem um sentido de humor hilariante, mas ao mesmo tempo um percurso de vida trágico, e sempre pus a possibilidade de o seu futuro ser um triste futuro. Não tão tenebroso, mas é uma história de futuro alternativo, com tendências distópicas, cativante.

É deprimente ver o Peter no estado a que chegou, velho, senil, preso no passado. As coisas mudam quando alguém do passado lhe traz a velha máscara. (A propósito, foi engraçado ver esse personagem ainda rijo e mal-humorado.) A piada da coisa é que mal põe a máscara, o Peter recupera o sentido de humor. (Fiquei traumatizada com o ter visto o Peter velhote de máscara e boxers, lol.)

O aspecto distópico e a arte sombria conjuram uma história com preocupações actuais que me agradou ler. É um volume que vale muito a pena, um dos melhores da colecção.

Demolidor - Renascido, Frank Miller, David Mazzucchelli
Uma magnífica história de redenção e renascimento para Matt Murdock, que depois de ter caído o mais fundo possível tenta voltar a erguer-se. Muito boa, foi terrível seguir as sucessivas tragédias que aconteciam ao Matt pela mão do Rei do Crime, cujo alcance chega a todo o lado. (O que é assustador de ver, na verdade, quantos cordelinhos o homem consegue puxar.) O próprio Rei do Crime é um personagem interessante de seguir, pela extensão vingativa com que persegue o Matt Murdock ao descobrir que este é o alter-ego muito incomodativo (para o Rei do Crime) Demolidor.

Outra personagem que me cativou, apesar de a odiar no início por ser ela a traidora que dá o nome do Demolidor a um tipo qualquer por uma dose de droga, é a Karen Page, que se redime pela tenacidade com que tenta voltar a Nova Iorque, para avisar o Matt da palermice que fez. Destaque ainda para a arte, que me fez esquecer o ano em que foi feita, e que repete alguns motivos que se relacionam com a história.

Wolverine - Arma X, Barry Windsor-Smith
Adoro, adoro a arte deste senhor. O uso das cores é fabuloso, especialmente numa época em que ainda havia alguma restrição nas mesmas devido à impressão. O trabalho para criar pontos de luz e sombras é fantástico.

Mais uma história que desvenda um bocadinho as origens do Wolverine, mostrando-nos exactamente o que lhe aconteceu no programa Arma X, como adquiriu o esqueleto de Adamantium, e as experiências a que foi submetido. Contado do ponto de vista dos cientistas, tem um ritmo lento e levanta mais perguntas do que dá respostas. Só me falta ler alguma coisa da ligação japonesa do Wolverine.

O fim do volume conta ainda com a republicação duma história do mesmo autor que já conhecia através da série Clássicos da BD do Correio da Manhã, mas aqui em tamanho original, e num volume de luxo. Gostei e pude relembrar partes da história que já me tinha esquecido.

Novos Vingadores - Guerra Civil, Mark Millar, Steve McNiven
Uma história produto do dias de hoje, que obriga os super-heróis a reflectir no seu papel no mundo e os põe em lados diferentes da barricada no que toca às suas liberdades e responsabilidades. É um evento que se expandiu por vários títulos do universo Marvel, para além de ter direito a revista própria, cujos números são reunidos neste volume.

A história aguenta-se bem por si mesma, mas por vezes fazem-lhe falta as histórias laterais, passadas nos títulos de cada super-herói. As decisões do Homem-Aranha durante a saga, em particular, parecem um bocado descabidas se não se for lendo as revistas do super-herói, o que pude fazer há uns tempos com as revistas da Panini brasileira. A narrativa levanta algumas questões interessantes, mas o fim foi algo anti-climático.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Colecção Heróis Marvel Série II #3-5

Homem de Ferro - Extremis, Warren Ellis, Adi Granov
Gostei da premissa, muito interessante o modo como concebe a fusão da biologia com a tecnologia. O Tony Stark é um personagem que me sempre deixou na dúvida, pela sua ligação à indústria de armamento e pela sua inserção no establishment e nos círculos de poder (o contrário é quase inevitável na maior parte dos super-heróis, e certamente encaixa melhor no perfil dos mesmos). E, em retrospectiva, é um personagem cujo propósito, na sua origem, é algo ultrapassado. Não sei se se terá conseguido reinventar ao longo dos anos, mas este é um começo. E uma óptima (e óbvia) base para os filmes que se fez deste super-herói. A arte agrada-me, um pouco diferente do normal, escura e violenta.

Quatro pequenas histórias completam este volume. A primeira é um pouco hiperactiva e confusa, ao jeito da vilã, mas engracei com a arte ao jeito manga. A segunda tem a colaboração de um desenhador português, Nuno Plati, com um traço interessante, principalmente para a figura humana; a história em si é bem gira, com a Pepper Potts a salvar o dia. A terceira não me aqueceu nem arrefeceu. A quarta também tem traço português (Filipe Andrade), do qual gostei; a história em si é bem divertida. Destaque para o destaque (passe a redundância) dado ao desenho do Filipe Andrade.

Surfista Prateado - Parábola, Stan Lee, Moebius, John Buscema
Não gosto do Surfista Prateado, a sua atitude "woe is me! os humanos não sabem o que perdem por serem tão egoístas! buáaaaa" aborrece-me. Por isso acho que nem me vou dar ao trabalho de comentar a maior parte das histórias.

Excepção feita a uma história com traço do John Buscema, com vinhetas de página inteira, bem gira. E à história titular. O conceito não é original, já o vi por aí, mas gosto de ver o traço do Moebius no género do comic americano. O desenho de multidões, dos prédios, do Surfista Prateado são cativantes.




Wolverine - O Velho Logan, Mark Millar, Steve McNiven
Uma história ao meu gosto, pós-apocalíptica cruzada com road trip. Junta o útil ao agradável, por permitir desenvolver o worldbuilding durante a viagem, e conjura alguns acontecimentos inquietantes que fizeram dos EUA uma paisagem diferente.

A ideia por trás da derrota dos heróis, e o papel do Wolverine nela é provocante. A divisão dos EUA em espaços governados por vilões, e o modo como os heróis que sobreviveram se dividiram é interessante. Gostei do Gavião Arqueiro nesta história, um personagem bem divertido, e tive pena do que lhe aconteceu. Achei a arte interessante, tinha um lado sangrento, mas gostei.