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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Sangue Impetuoso, Charlaine Harris


Opinião: Achei este livro melhor do que o anterior, e gostei mais dele. Deixou a história num bom lugar e consegue justificar a evolução que a Sookie tem tido nos últimos livros, e que certamente terá no próximo, e último, livro. Consegue atar um monte de pontas soltas e dar uma história satisfatória.

Até acontece muita coisa, em termos de desenvolvimento de enredo, apesar de não o parecer. O mistério mencionado na sinopse consegue pegar nos lobisomens e as fadas, e possivelmente pôr um fim à intervenção de ambos na vida da Sookie. (Não esperava que um dos vilões fosse aquela pessoa. Mas até faria sentido com a sua personalidade. Suponho que a sua bela aparência nos tenha distraído...) Pelo meio, a Sookie vê-se entre uma série de coisas e tarefas mundanas, mas aqui concordo com a sua introdução. (Gostava que a Charlaine tivesse começado a desenvolver esta linha de raciocínio mais cedo, porque assim parece um pouco súbita.)

É que no meio de tantos casamentos, nascimentos, e ainda o seu próprio aniversário, Sookie vê-se confrontada com a sua mortalidade. Sempre soubemos que ela não estava inclinada para fazer parte do mundo sobrenatural, nem para se tornar vampira. E, apesar de esse mundo sobrenatural ter feito sempre um esforço grande para arrastar a Sookie para o mesmo, ela sempre fez um esforço ainda maior para ter um pé no mundo "natural". Ela paga as contas, tem um trabalho estável, vai às compras, cuida da casa, tem um círculo de amigos humanos ... Sempre fez um esforço para impedir que a sua própria capacidade sobrenatural a afastasse do mundo humano.

Por isso, a evolução do enredo que a afasta do Eric e dos vampiros faz sentido. E já disse várias vezes, a certa altura, alguns livros atrás, achei que ela ficava bem com o Sam, e não mudei de ideias. Sempre houve uma atracção ali, algum carinho e amizade, e no caso da Sookie, em que namorar com humanos é impossível, o Sam, como metamorfo, é o mais próximo da vida mundana a que ela poderia aspirar. Ou isso, ou terminar sozinha, coisa que a esta altura do campeonato não descarto.

Por outro lado, o Eric... ainda acho que os leitores ficaram demasiado focados no Eric que conhecemos no quarto livro, que é só uma parte da personalidade dele. Sempre houve um Eric com 1000 anos, habituado a fazer o que precisa de fazer para sobreviver, e um pouco manipulador. Que é uma parte dele que em retrospectiva até gosto, apenas não faz dele o melhor boyfriend-material para a Sookie.

Estive a rever alguns momentos-chave da relação deles e dei-me conta que o Eric perdeu alguma piada quando entrou numa relação oficial com a Sookie, por volta do 9º livro. A relação deles sempre esteve sob o escrutínio e tensão do mundo vampírico, e tendo em conta este livro duvido que sobreviva. Consigo ver algumas coisas que ainda possam virar a mesa a favor do Eric e da Sookie, mas muita água teria de correr para lá chegar. Será a Charlaine uma escritora suficientemente capaz para lá chegar? (Inclino-me para o não, mas se o conseguir, seria genial e far-me-ia reavaliar muito do que ela escreveu.)

Título original: Deadlocked (2012)

Páginas: 288

Editora: Saída de Emergência

Tradução: Renato Carreira

sábado, 21 de julho de 2012

Sangue Ardente, Charlaine Harris


Opinião: É um pouco estranho ler um livro de uma saga sabendo que a história tem os dias contados e vai terminar. Sinto ao mesmo tempo alguma intensidade na história e algum arrastamento da mesma. Mas gostei mais deste livro do que o anterior, porque senti que as coisas estão finalmente a ir a algum lado e a aproximar-se do final.

Neste livro a Sookie debate-se com alguns momentos mais sérios. Descobre algumas verdades incómodas sobre a avó que a deixam perdida em reflexões. É curioso saber que a vida da Sookie esteve envolvida com os seres sobrenaturais desde muito antes da saga começar, ao contrário do que pensava. Gostava de ver como é que a parte das fadas vai acabar, porque parece haver pistas acerca de estarem a preparar alguma.

Outro ponto do livro é a Sookie debater-se com os sentimentos pelo Eric. Acontecem neste livro algumas coisas que ainda os separam mais, tanto pelo lado dele como pelo dela. E ela passa tanto tempo do livro a duvidar e a queixar-se dele que a coisa está condenada, com certeza. Passei uma boa parte deste livro a resmungar para mim "se ao menos eles se sentassem para falar podiam resolver as coisas", mas nenhum dos dois parece interessado nisso.

Há dois ou três livros atrás que ando a entreter a ideia de que eles não vão acabar juntos, e a Charlaine parece determinada a dar-me razão. Consigo ver as coisas a ir pelo cano abaixo muito facilmente a partir daqui. E sejamos honestos, a razão pela qual o Eric é tão popular tem a ver com o 4º livro, em que conhecemos uma parte da personalidade dele muito interessante - mas o problema é que as pessoas são um todo bem mais complexo do que apenas aquelas partes de que gostamos. Gostava que não fosse preciso dar cabo do personagem para transmitir este ponto, mas a esta altura já não reconheço o Eric dos primeiros livros, por isso posso fingir que estou a ler sobre outra pessoa qualquer.

Como dizia, nota-se que a série está a acabar, pois alguns nós soltos estão a ser atados, e o peso do enredo principal e dos sarilhos em que a Sookie se mete estão a diminuir. O problema com Vitor Madden tornou-se quase marginal, assim como o nó solto de um antigo inimigo que ainda volta para causar problemas.

Tenciono continuar a seguir a série, mas claramente perdeu o brilho inicial. Sinto falta de algumas coisas e ainda nem acabou. Tenho esperança num final satisfatório e mais ou menos feliz; de resto prefiro não ter expectativas.

P.S.: Estavas a tentar acenar-nos com um cameo, Charlaine? Neste caso podia ter facilmente ter-me passado, não fosse a minha memória esquisita lembrar-se que tens uma protagonista doutra série chamada Lily Bard.

P.S. II: Não sou fã da capa. Gostava muito mais do ar limpo, com um objecto em foco, que as capas anteriores tinham.

Título original: Dead Reckoning (2011)

Páginas: 288

Editora: Saída de Emergência

Tradução: Renato Carreira

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Um Toque de Sangue, Charlaine Harris


Opinião: É um conjunto de contos muito interessante, que complementam a história principal dos livros da série. Acho que dá para ver que a Charlaine é uma escritora de mistério acima de tudo, porque cria aqui pequenos mistérios muito satisfatórios em que a Sookie se envolve. Deve ter sido das poucas vezes em que os contos de uma antologia não tiveram aquela característica de "soube-me a pouco".

A minha queixa principal é que esta é uma edição curtinha, com apenas 5 contos. Com tantos contos que a Charlaine já escreveu no mundo da Sookie Stackhouse, isso sim soube-me a pouco e foi desapontante.

Pó de Fada passa-se entre o quarto e quinto livros, Sangue Oculto e Sangue Furtivo, e segue a Sookie na resolução de um mistério com as fadas Claudine e Claude. Descobrimos o que aconteceu à terceira irmã deles, Claudette, e vemos a Sookie a fazer de detective.

Noite de Drácula fala-nos duma noite muito importante para os vampiros, a do aniversário do Drácula. Também acontece entre o quarto e quinto livros. Foi muito divertido ver o Eric tão excitado com a possibilidade de o Drácula vir em pessoa visitar o seu bar durante a festa.

Resposta de Uma Palavra Só deve ser o meu favorito do conjunto. Passa-se entre o quinto e o sexto (Traição de Sangue) livros, e nele o advogado da rainha do Louisiana traz más notícias à Sookie sobre a prima Hadley. Gostei porque vemos um lado malicioso da Sookie que não se vê muito frequentemente, ao forçar uma situação a seu favor, combinado com o seu discernimento ao aperceber-se do que realmente aconteceu à Hadley.

Sorte acontece a seguir ao sétimo livro, Sangue Felino, e põe a Sookie novamente no papel de detective, desta vez com a ajuda da Amelia Broadway. Achei interessante o conceito de sorte e azar explorado, até porque está relacionado neste conto com os poderes de bruxas, que é uma espécie sobrenatural que gostava de ver mais focada nos livros principais.

Presente Embrulhado desenrola-se depois do oitavo livro, Laços de Sangue, seguindo um Natal solitário da Sookie. Tive pena de a ver passar uma festa tipicamente familiar sozinha, ainda mais demonstrando ela ser uma boa samaritana durante o conto. O avô Niall traz-lhe um presente inesperado, mas não sei se sou fã do engano que permitiu a entrega desse presente.

Título original: A Touch of Dead (2009)

Páginas: 224

Editora: Saída de Emergência

Tradução: Renato Carreira

sábado, 24 de setembro de 2011

Segredos de Sangue, Charlaine Harris


Opinião: Este volume começa com alguns pequenos capítulos dedicados à recuperação de Sookie depois dos acontecimentos do livro anterior. Gostei de ver os flashes da vida da Sookie por mostrarem o seu esforço para voltar à sua vida normal, e por prepararem algumas coisas que acontecem no livro.

Como o título original anuncia, temos mesmo mortos na família. Neste caso, conhecemos o criador de Eric, um romano chamado Ápio Lívio Ocella, que traz a reboque um "irmão vampiro" do Eric, o último dos Romanov, Alexei. Esta parte da história foi desconcertante pelos seus contornos e por não parecer ter muita influência (além da imediata) na história da Sookie, mas pode ser que o próximo livro me desengane.

Além disso, temos outros assuntos de famílias em vista: a Tara e o J.B. vão ter um filho (é bom ver que há algum casal ou família minimamente funcional neste mundo); o Jason parece finalmente estar a amadurecer; o Bill reencontra uma "irmã vampira" (estou curiosa para ver onde isto vai dar); a família féerica da Sookie também está presente nalguns momentos; os problemas com a família do Sam; o Hunter, o sobrinho/primo da Sookie passa um dia em casa da Sookie.

Gostava de falar sobre os últimos dois assuntos, já que para mim poderão vir a estar ligados no futuro da Sookie. A autora já disse algumas vezes que não tenciona transformar Sookie em vampira, e depois de a ver confrontar o assunto da (i)mortalidade neste livro, gosto mesmo da ideia. Vejo a Sookie a ter filhos, ou pelo menos a ser mãe. Gostava muito que o Hunter estivesse no futuro dela (se bem que seria preciso uma coisa horrível acontecer para isso se dar).

O percurso de vida que imagino para a Sookie leva-me neste momento a ter muitas dúvidas que ela e o Eric tenham um final feliz, porque simplesmente o ele ser vampiro não se coaduna com isso. Gosto do Eric, mas às vezes parece-me que a relação deles já não tem mais campo por onde evoluir.

A partir disso, eu e a minha irmã temos "cozinhado" uma ideia de que a longa lista de relações sobrenaturais da Sookie ainda não acabou. O Sam é o único com quem ela ainda não se envolveu formalmente numa relação, e podia dar uma vida estável à Sookie, além de ter uma esperança de vida mais próxima da dela. É uma ideia doida, eu sei, mas quem sabe se a Charlaine não se lembra dela?

O ritmo do livro é bastante lento, com poucas cenas de acção, mas (imagino eu) bastantes preparações para o próximo livro. Também acho que se divide por demasiados núcleos de personagens e enredos e acaba por ser algo confuso. Não é dos meus favoritos da saga (deve estar lá em baixo na lista), mas vale pelo que já mencionei acima, pela Pam (das minhas personagens favoritas), pelo Claude, que se revelou neste livro, e até pela alcateia de lobisomens do Alcide (já tinha saudades deles, e deram-nos uma Sookie alterada por substâncias provavelmente ilícitas).

Título original: Dead in the Family (2010)

Páginas: 288

Editora: Saída de Emergência

Tradução: Renato Carreira

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Sangue Mortífero de Charlaine Harris


Opinião: Este livro começa com a "saída do armário" dos metamorfos, tal como já tinha acontecido com os vampiros. Uma situação que tem uma resposta pacata dos habitantes de Bon Temps, aparentemente, até que um metamorfo aparece morto no bar de Sam, o Merlotte's. Entre resolver a situação com o Eric (e consequente "evolução" das coisas), o receio de que hajam mais represálias para os metamorfos em Bom Temps e a iminente guerra das fadas (que tem o seu clímax no fim deste livro), Sookie tem as mãos cheias.

Gostei muito deste livro, e deve tornar-se um dos meus favoritos da série. Primeiro, a Sookie resolve (ou não resolve) as coisas com o Eric, culminando nalguns momentos há muito esperados pelos fãs. Além de que o choque entre a mentalidade vampírica de Eric e a mente mais mundana de Sookie pareceu-me bastante divertido.

A situação em redor do metamorfo morto no Merlotte's tem um desfecho pouco usual, mas algo típico da Charlaine Harris, e acaba inusitadamente ligado ao 3º ponto do enredo, a guerra das fadas. Este enredo tem o ponto máximo mesmo no fim deste livro, e foi aquele de que gostei mais, pois demonstra-nos acima de tudo que a Sookie é uma humana, rodeada de seres extraordinários.

Creio que as repercussões desta situação poderão reverberar durante os próximos livros da série, se bem que também vejo a Sookie como uma rapariga forte e capaz de lidar com muita coisa. Mas fiquei triste com a partida de alguns personagens secundários significativos, pois não estava à espera. Em suma, uma adição muito expressiva à saga.

Título original: From Dead to Worse (2009)

Páginas: 252
 
Editora: Saída de Emergência

Tradutor: Renato Carreira

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Laços de Sangue, Charlaine Harris


Opinião: A certa altura estava a ficar um bocadinho "cansada" de ler a saga, mas este livro e o anterior revitalizaram-na para mim. Este livro continua a situação que foi começada no fim do anterior, resolvendo-a, digamos assim (com excepção de um certo pormenor).

Tenho a dizer que acho que a Charlaine Harris deve começar a escrita de cada livro desta série a pensar: "Hmm, em que sarilhos é que eu posso meter a Sookie desta vez?" Porque temos uma guerra dos lobisomens e uma guerra dos vampiros e temos um solavanco no casamento do irmão que a põe a fazer uma coisa horrível (tenho duas coisas a dizer: um, quero esganar o Jason dos livros; dois, há mudanças com que não concordo que o Alan Ball tenha feito na série, mas adoro o Jason silly-dumb dele).

Temos um certo desenvolvimento na relação entre o Eric e a Sookie que vai deixar os fãs a salivar, e cujas consequências (bolas!) ainda não nos são mostradas neste livro. Alguns novos personagens prometem ter alguma importância no(s) próximo(s) livro(s). O Niall, o Hunter e o Felipe de Castro. Suponho que não será boa ideia dizer o papel deles neste livro para não spoilar.

Em suma, acompanho a saga com muito gosto. Acho a Sookie muito interessante como narradora, e apesar de por vezes me ter cansado um pouco do drama à volta da Sookie, acho muito piada às coisas de que a autora se lembra. São livros agradáveis, muito divertidos, desenvolvendo um ponto de vista intrigante, sobre o que aconteceria se os vampiros se apresentassem ao mundo como realmente existindo.

Título original: From Dead to Worse (2008)

Páginas: 288

Editora: Saída de Emergência

Tradutor: Renato Carreira

domingo, 14 de novembro de 2010

Sangue Felino de Charlaine Harris

Sinopse: Traída pelo seu namorado vampiro de longa data, Sookie Stackhouse, empregada de bar do Louisiana, vê-se obrigada não apenas a lidar com um possível novo homem na sua vida (Quinn, um metamorfo muito atraente), mas também com uma cimeira de vampiros há muito agendada. Com o seu poder enfraquecido pelos estragos do furacão em Nova Orleães, a rainha dos vampiros locais encontra-se em posição vulnerável perante todos aqueles que anseiam roubar o seu poder. Sookie vê-se obrigada a decidir de que lado ficará. E a sua escolha poderá significar a diferença entre a sobrevivência e a catástrofe completa...

Opinião: Não gostava tanto de um livro desta saga há algum tempo. Não que não tenha gostado dos outros anteriores, mas a fórmula Sookie-enfrenta-situação-sobrenatural-e-situação-em-Bom-Temps estava a ficar gasta; acho que o foco do livro ser na cimeira de vampiros tornou as coisas muito mais interessantes. Sookie vai como telepata na comitiva da rainha do Louisiana, Sophie-Anne, para ajudar a perceber as intenções dos vampiros através dos humanos que os acompanham. Acaba por se enredar na política vampírica e numa míriade de vilões, pois os acontecimentos deste livro devem-se a várias entidades, cada uma com a sua agenda.
 
Destaque para o acontecimento final, um evento bombástico que me fez pensar noutras tragédias similares e nas pessoas que as viveram, fazendo o possível por ajudar os outros, mesmo numa situação com os nervos à flor da pele. Encontrando alguém de que não gosta numa situação de vida ou morte, como é que Sookie vai reagir?
 
Um outro bocadinho que gostei foi o avanço na relação da Sookie com o Eric - ainda não sei muito bem como é que isso os afecta, mas suponho (espero) que os aproxime. Outras coisas engraçadas na cimeira foram: o casamento do rei do Mississipi e do rei do Indiana; o revelar duma nova raça sobrenatural, as britlingen; e a possibilidade da Sookie poder exercitar o seu músculo telepático através de Barry, o paquete que tinha aparecido no segundo livro, Dívida de Sangue.
 
Em geral, valeram a pena as horinhas que passei com este livro. Divertido, curioso, engraçado, com a Sookie que conhecia de volta, e a meter-se em sarilhos a toda a hora.
 
Título original: All Together Dead (2007)
 
Páginas: 288
 
Editora: Saída de Emergência
 
Tradutor: Renato Carreira

terça-feira, 29 de junho de 2010

Traição de Sangue de Charlaine Harris

Sinopse: Sookie Stackhouse, uma empregada de bar na pequena vila Bon Temps em Louisiana, tem tão poucos parentes vivos que a entristece perder mais um; neste caso a sua prima Hadley, amante da rainha dos vampiros de Nova Orleães. Hadley deixou tudo o que tinha a Sookie, mas reclamar essa herança tem riscos elevados. Há quem não queira que ela vasculhe demasiado o passado e as posses da prima - nomeadamente uma pulseira valiosa que faz parte de um conjunto oferecido pelo rei vampiro do Arkansas à rainha do Louisiana, e que Hadley roubou e escondeu antes de ser assassinada. Sookie tenta evitar um conflito diplomático entre os dois reis mas, mais uma vez, a sua vida está em perigo pois alguém fará qualquer coisa para a travar...

Opinião: Tive oportunidade de comprar este livro em pré-venda (disponível a partir de 16 de Julho) no 1º Encontro Bang realizado dia 24 de Junho, no espaço Amo.te Tejo no Museu da Electricidade, e bem, já tinha umas saudades da Sookie e da maneira muito particular da Charlaine escrever. Parece-me que neste livro a autora muda um pouco a linha do enredo - nos anteriores a Sookie era apresentada ao problema que tinha de resolver em Bon Temps, depois ia tratar do problema com os seres sobrenaturais que a obrigava a viajar e só depois voltava a Bom Temps. Neste livro temos primeiro os problemas em Bom Temps e arredores, vemos a relação entre Sookie e Quinn desenvolver-se, são atacados umas quantas vezes e finalmente resolvem a situação, já quando estão em Nova Orleães.

Pelo meio e fim do livro a Sookie viaja para Nova Orleães para ver o apartamento da prima Hadley, que morreu e era amante da rainha do Louisiana. Lá conhece novos personagens, a bruxa Amelia Broadway, a rainha, os vampiros que a rodeiam, o marido/consorte da rainha - o rei do Arkansas. É ao resolver o assassinato de Hadley que tropeça numa situação delicada, o desaparecimento duma pulseira da rainha que lhe fora oferecida pelo "marido" e roubada por Hadley. Sookie consegue aparentemente resolver a situação, mas o banho de sangue prometido acaba por acontecer - penso que irá ter repercursões no(s) próximo(s) livro(s).

Apesar da repetição da fórmula (tenho em mente que o género é algo como mistério sobrenatural, o que a justifica) e de Sookie ser um íman para sarilhos, apreciei este livro por ser exactamente aquilo que estava à espera, um livro da série "The Southern Vampire Mysteries" com o humor e estilo da Charlaine Harris.
 
Título original: Definitely Dead (2006)

Páginas: 288

Editora: Saída de Emergência

Tradutor: Renato Carreira