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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Curtas BD: Graphic Novels da Marvel, vols. 42-45

Venom, Rick Remender, Tony Moore
Este é o primeiro volume de uma série de histórias focadas no Flash Thompson - antigo rufia perseguidor do Peter Parker, maior fã do Homem-Aranha, alcóolico, filho de pai abusador e alcóolico, antigo soldado que voltou do Médio Oriente sem as duas pernas.

O Flash é escolhido pelo Venom/emparejado pelo governo com ele; deve manter as suas emoções sob controlo, ou o simbionte toma o controlo; deve manter a ligação apenas 48 horas no máximo, ou o simbionte toma o controlo; se o simbionte toma o controlo, kabum! o governo explode-os aos dois.

E no entanto, não achei a história muito interessante. O enredo não tem um rumo definido, a acção é por vezes confusa, e quem me dera que me tivessem feito empatizar com os problemas do Flash. Adoro boa caracterização, e manter controlo do Venom é uma ideia gira - ambos têm tanto potencial, que não é nada aproveitado.

Ultimate Homem-Aranha: A Morte do Homem-Aranha, Brian Michael Bendis, David LaFuente, Mark Bagley
Ah... esta, no entanto, é tão triste. Tenho vontade de me enroscar numa bola e fazer o luto. É um título exemplar naquilo que apontei ao anterior: boa caracterização, emocional, boa escrita e arte, que cativam e fazem-nos empatizar com o portagonista.

Como o título indica, isto é sobre a morte do Homem-Aranha. Não o do universo primário (aí é que eu quinava do susto), mas do universo Ultimate, que existiu até há bem pouco tempo no mundo Marvel, e que servia para recontar histórias, e contar novas também, de personagens bem conhecidos, sob o prisma do século XXI.

Só li os primeiros 20-e-qualquer-coisa números da revista, mas gostei deste Homem-Aranha por ser um retorno às origens: um Peter Parker na escola, com os problemas que um adolescente dos dias de hoje teria. Vendo o final, sei que gostaria de ter lido o que aconteceu pelo meio: a tia May sabe que o Peter é o Aranha, o Johnny Storm e o Bobby Drake vivem com eles, a Mary Jane e a Gwen Stacy são duas pessoas diferentes mas ainda assim fascinantes... e o J. Jonah Jameson descobriu o segredo, e apoia o Peter, o que me deixou tão contente, pelo contraste da sua versão original.

O enredo desta história passa pelo Norman Osborn, o Duende Verde, estar sob a tutela da SHIELD, mas soltar-se, e levar cinco supervilões do Aranha com ele. O Duende está enlouquecido, superpoderoso e mudado, assustador e intenso e vingativo, e sabe quem é o Peter. Não vai deixar que ninguém se interponha à sua vingança. (O Doc Ock que o diga. É assustador ver os extremos a que o Norman vai.)

O Peter, como Aranha, está a ajudar os Vingadores no seu próprio problema quando leva um tiro pelo Capitão América, e acorda sozinho e abandonado. (Já fui ler e perceber porque assim aconteceu... e há uma explicação decente, mas ainda assim me revolta ver que ficou sozinho e daqui para a frente não tem qualquer apoio, apesar das promessas repetidas de vários Vingadores de manterem um olho nele.)

E pronto. O Peter recebe uma chamada a avisar que o Sexteto Quinteto está à porta de casa a destruir a vizinhança até ele aparecer, e ele aparece, sem máscara, perdida na luta anterior. É de partir o coração, o Aranha a levar murros e a levantar-se a continuar a distribuir porrada, e todos na vizinhança se compadecem ao reconhecer o rapaz que vive naquela casa como o Aranha, e aqueles mais próximos do Peter tentam ajudá-lo. Mas é um fim brutal, pois com um inimigo imparável e destrutivo, só podia terminar assim. Tudo o que podia correr mal, correu mal. (E numa menção a um outro livro deste post, é exactamente por isto que identidades secretas - para o público - são essenciais.)

X-Men: Cisma, Jason Aaron, Kieron Gillen, Carlos Pacheco, Frank Cho
Tenho seguido com algum interesse os últimos anos dos mutantes, ainda que com interrupções e em fragmentos; mas são dos meus superheróis favoritos, e aprecio as tentativas de mudar o status quo para eles, ainda que nem sempre corram bem.

O conceito de ter os X-Men a separarem-se, ainda mais quando são tão poucos, fascina-me, ainda que não seja executado brilhantemente - quero dizer, putos psicopatas a liderar o Hellfire Club e a enganar os X-Men? Hmmm.

De qualquer modo, julgo que faz sentido uma quebra entre o Ciclope e o Wolverine. Eles até trabalham bem juntos, complementam-se, mas também são pessoas tão diferentes, com filosofias de vida diferentes. Num momento em que o resto dos X-Men está em perigo, a jovem Idie (que aprendeu pela sua cultura que ser mutante é ser um monstro e tem uma boa dose de autodepreciação por isso) vê-se na posição de poder destruir os captores; o Wolverine quer que ela espere, e o Ciclope pede-lhe que faça o que achar melhor - (não tão) secretamente esperando que ela aja.

Num segundo momento, Utopia está sob ataque de um Sentinela, e o Wolverine que se evacue e que os jovens deixem a ilha, mas o Ciclope está disposto a deixá-los lutar pela sua "casa", se assim o desejarem. As suas posições fazem sentido, na maior parte: o Wolverine está dessensitizado pela violência na sua vida, e não quer que os miúdos fiquem assim, tendo o exemplo da Idie (se bem que no passado não teve tais reservas); o Ciclope foi ele próprio um miúdo soldado instruído pelo Charles Xavier (se bem que o Professor X não é o melhor exemplo de pessoa), e à beira da extinção compreende que o pacifismo não os leva lá.

No meio disto tudo, o que é hilariante é que o Sentinela está a caminho de Utopia, mas é um comentário parvo sobre a Jean Grey que faz com que o Scott e o Logan se ponham à porrada... homens. *facepalm* No fim do livro temos uma história, que já tinha lido, Regenesis; é sobre os vários X-Men e as razões para ficarem com o Ciclope ou partirem com o Wolverine. Acima de tudo, está bem escrito e faz sentido nas motivações de todos, mesmo nas pequenas surpresas. A arte é um pouco pateta, na comparação da separação a uma luta primitiva, mas pronto, faz algum sentido.

Guerra Civil, Mark Millar, Steve McNiven
A este ponto, já li isto umas 3 vezes. Só espero que não hajam mais colecções que sejam de "essenciais" da Marvel e que o incluam, porque raios, eu sou uma completista e vou ter de ter o livro na mesma.

De qualquer modo, já opinei aqui. Posso acrescentar que uma razão para ser incluído em duas das colecções que fiz é que é bastante bom, apesar das suas falhas. O conflito é credível o suficiente, é-nos mostrado o lado de ambas as partes de forma bastante justa e que justifique porque cada defende o que defende, e honestamente, parte-se-nos o coração ao ver heróis lutar contra heróis, mas também adoramos isso, não adoramos?

É verdadeiramente uma guerra civil - todos os lados perdem porque todos eram o mesmo lado até há bem pouco tempo, e o resultado é desastroso e sem vencedor. É triste ver os extremos a que se vai em cada lado; mas ainda acho que sofre da dor de todos os "eventos" e que ganhava muito se fosse fácil aceder a todas as revistas que compõem o evento.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Curtas: X-Men, Journey into Mystery, Thor

X-Men vol. 1: Primer, Brian Wood, Olivier Coipel, David López
Este livro é tão curtinho! Mal dá para apreciar a história e os personagens antes de acabar. Normalmente os arcos de história deste tipo de BD ocupam mais números, 5 ou 6, e este só tem 4, sendo que os primeiros 3 contam uma história contínua e o quarto é mais uma espécie de epílogo. A razão para tal é muito simples, os números seguintes da revista entraram no evento Battle of the Atom, mas mesmo assim é uma pena que não tenha havido mais espaço para contar esta história.

Acho que o meu primeiro contacto com os X-Men deve ter sido aquela série de animação dos anos 90, em cuja equipa estava a Jubilee; e por isso, apesar de ela geralmente não aparecer muito na BD que eu tenha lido, acaba por ser um elemento muito presente da equipa para mim. E por isso é muito bom vê-la na equipa aqui retratada neste livro.

A ideia de uma equipa feminina é bem gira, especialmente porque gosto muito das personagens que a compõem. Nesta primeira história, voltam a encontrar um antigo inimigo, que desta vez não é o antagonista, mas o desenrolar deste enredo não é muito forte ou intrigante, porque não tem tempo para se desenvolver ou ser mais ambicioso.

A melhor parte da história é a formação da equipa, o juntar dos elementos num grupo que trabalha bem em conjunto. Há tensões e discussões e choque de personalidades, enquanto tentam levar a cabo a missão, algo que é bastante realista.

É muito interessante por exemplo ver uma situação em que a Storm mostra como é implacável na protecção da equipa, ao ponto de poder sacrificar alguém que pensam já não poder salvar (o que gera tensão com outros elementos), mas depois na cena a seguir arriscar-se para salvar outro elemento da equipa. É uma dinâmica com potencial para se contarem boas histórias.

Esta revista, ao que sei mais generalista, conta um arco de história centrado na Sif. A história começa com mais um ataque em Asgard, que deixa Sif frustrada pela destruição e pelas vítimas que deixa. Decidida a tornar-se uma melhor e maior protectora, vai a extremos na procura dessa demanda.

Parte do interesse aqui passa por conhecer melhor a personagem da Sif, o que é satisfatório, mas também ver o percurso dela por esta tentativa de ganhar armas para cumprir melhor a sua missão. O que a leva a perder-se um pouco, mas também é uma boa curva de aprendizagem e fascinante de acompanhar.

Contudo, o melhor deste livro é a arte. Tem um estilo clássico e intemporal, que combina bastante bem o desenhador (Valerio Schiti) com a artista responsável pelas cores. E é esta (Jordie Bellaire) que merece todos os louvores, porque grande parte das páginas dão muita vontade de olhar e suspirar de tão bonitas, pelo trabalho de cor. É uma pena que no geral os coloristas não sejam muito reconhecidos nos créditos das capas das revistas e livros onde trabalharam. É trabalhos como este que merecem todo oreconhecimento.

Thor: The Dark World Prelude, Christos Gage, Christopher Yost, Craig Kyle, Jason Aaron, Lan Medina, Scot Eaton, Ron Lim, Ron Garney
Este volume reune algumas histórias em preparação para o segundo filme do Thor. Tem um número da revista de BD mais recente do Thor, em que o personagem Malekith é reintroduzido na história - a razão da presença da mesma, já que o personagem também aparece no filme. Tem também um par de números que reconta a história do primeiro filme.

Ambos são relativamente interessantes; o primeiro porque conseguiu cativar-me, e num instante fiquei investida na história e com vontade de continuar. O segundo porque permite rever a história do primeiro filme, o que é importante para o que se segue.

No entanto, a minha parte favorita do volume são os dois números que funcionam verdadeiramente como prelúdio para o segundo filme, porque preenchem os detalhes e complementam o decorrer dos acontecimentos entre os dois filmes do Thor. Isso quer dizer que explicam o que é que alguns dos personagens andaram a tramar durante este espaço de tempo, incluindo durante o filme dos Vingadores.

E pronto, foi bastante satisfatório perceber onde andava o Thor enquanto não estava no grande ecrã, e perceber o que o Loki andava a tramar, ver quem sabia o quê, e até onde é que estava a Jane e o que fazia, incluindo a pequena menção que ela tem no filme dos Vingadores. De certo modo, as pontes todas foram bem atadas, e gostei muito disso.

Quanto à arte, é relativamente satisfatória, nada de extraordinário, mas o número de Thor: God of Thunder, aquele com o Malekith, é bem giro. Segue o estilo gráfico dos números anteriores, o que é recompensador. Gosto disso.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Curtas: Capitão America, Thor, Avengers Arena, The Fearless Defenders

Captain America vol. 2: Castaway in Dimension Z, Rick Remender, John Romita Jr.
Li o primeiro volume desta aventura através das edições em revista que a Panini fez aqui em Portugal o ano passado, da linha Marvel Now!; era uma revista, não tinha ISBN, e por isso não contei como livro lido, mas como agora estou a ler alguns livros Marvel via serviço Marvel Unlimited, estou a contar como livros lidos, e a comentar brevemente a história. Suponho que vou aproveitar para comentar as duas partes da história, porque uma condiciona a outra, apesar de já ter lido a primeira há algum tempo, e poder não me lembrar de todos os pormenores.

A primeira coisa que tenho a comentar, tendo lido desde então O Soldado do Inverno, é que sou capaz de preferir o Capitão América nesse tipo de histórias: thriller, espionagem, enredo político. Quando li o primeiro volume desta história lembro-me de ter estranhado, porque a minha cabeça não associava o Capitão de todo com outras dimensões e ficção científica algo bizarra.

Este segundo volume melhora, porque no todo e combinando com os flashbacks do anterior, pinta uma imagem da personalidade do Capitão muito interessante, e que até se tornou cativante, pela sua relação com os pais, e em como toma um lugar de progenitor para um rapazinho que está preso na Dimensão Z com ele. Os sentimentos de Steve nestes pontos estão bem explorados.

Em contraponto, o arco emocional de outros personagens podia estar melhor explorado. Há uma personagem que muda de lado, e não é credível que mude de ideias (precisava de melhor desenvolvimento); e outra que faz um sacrifício que não tem quase impacto emocional na maneira como está escrito.

Fico um pouco curiosa para ver como é que o Capitão se readaptará ao mundo normal depois de descobrirmos a verdade sobre a Dimensão Z, e gostava de saber mais sobre a mesma, e como é que funciona, como é que tudo se processou.

Thor: God of Thunder vol. 2: Godbomb, Jason Aaron, Esad Ribić, Butch Guice
Este também não é um livro que tenha achado extraordinário na leitura do primeiro volume, mas que conseguiu cativar-me mais no segundo. Portanto, acho que podemos concluir daqui que os livros, comigo, ganham é com a distância temporal, já que se não me lembrar bem que não achei grande piada ao primeiro, acabo por achar mais piada ao segundo. Ou isso, ou a evolução na segunda parte do arco de história compensa largamente a primeira parte.

De qualquer modo, dei-me contra que gostei bastante do conceito de termos um vilão, Gorr, que detesta os deuses, e quer destruí-los. A sua motivação é explorada no primeiro número deste volume, e acaba por fazer algum sentido - um vilão é sempre alguém que leva as suas motivações ao extremo. O interesse da coisa centra-se no extermínio de deuses pelo universo e pelos tempos fora, mas também na extensão a que Gorr leva os seus planos, ao ponto de se poder vir a tornar naquilo que mais detesta - um deus.

Também adoro a ideia de termos três Thors a trabalhar em conjunto - um jovem, antes de ganhar o direito a brandir o Mjolnir, o seu martelo; um dos tempos actuais; e um mais velho, rei de Asgard por ter sucedido a Odin, e que passou quase um milénio a lutar contra as forças de Gorr. O contraste que os três fazem é bastante engraçado, e as trocas verbais entre os três são divertidíssimas.

Aliás, um dos pontos altos deste livro é ser mesmo divertido. Um bom sentido de humor cativa-me sempre, e aqui faz o bom trabalho de contrabalançar os temas mais pesados da história. Já como ponto negativo, posso apontar o final, que foi algo confuso, e até desnecessário, porque faz uma coisa que a seguir desfaz. (Contudo, foi impressionante ver o Thor a lutar com dois Mjolnir.)

Avengers Arena vol. 1: Kill or Die, Dennis Hopeless, Kev Walker, Alessandro Vitti
Este livro tem admitidamente uma premissa inspirada em The Hunger Games (a capa do número 3 é uma homenagem ao poster do primeiro filme), e em O Senhor das Moscas (a capa do número 2 é semelhante a esta edição do livro).

O que quer dizer que é uma premissa um bocadinho difícil de navegar, por ser tão explorada na cultura popular e ser difícil acrescentar algo de novo, e por ser complexa de executar num universo como o da Marvel. Essencialmente, estes miúdos são jovens super-heróis, raptados da suas escolas de super-heróis - que não devem ter alta segurança nem nada -, e presos num espaço limitado, no qual o vilão exige que eles lutem até à morte, até restar um. (O vilão até diz que se inspirou nuns "livros de miúdos". Heh.)

O que me custa mais a acreditar é a parte em que, sei lá, ninguém dá por nada? Ou se dão, não vemos ninguém a preocupar-se e a procurar pelos miúdos? Eu até acredito que isto se esteja a passar nos bastidores, mas custa-me que narrativamente os criadores não apresentem nem um bocadinho disto nos primeiros seis números da revista, que já é tempo suficiente para nos deixar sem respostas.

Se eu ignorar isso, a história até resulta bastante bem para mim. Não há assim tantas mortes no início, só um par delas provocadas pelo vilão para mostrar que fala a sério, e depois os miúdos são largados neste mundo, e juntam-se em grupos para o explorar e tentar perceber o que fazer a seguir.

Essa foi a parte que gostei de ler, o formar e desformar de alianças, de como os grupos se mantêm unidos ou não, de como aceitam novos membros, e de como as acções de um elemento misterioso que está a atacar os vários grupos os provoca em certas direcções.

Cada número vai explorando as coisas da perspectiva de um personagem diferente, o que se tornou bastante cativante de seguir. Gostei de conhecer a Ryker/Death Locket, uma miúda que viu implantada em si a tecnologia Deathlok, porque a sua história é triste, e ainda mais porque a pobre de miúda não é capaz de fazer mal a uma mosca (se excluírmos a tecnologia Deathlok).

Outros miúdos que foram interessantes de seguir são os da academia Braddock, criados de propósito para esta série *cof*carneparacanhão*cof*, porque fiquei interessada na dinâmica entre estes miúdos. Fora isso, gosto sempre de seguir a X-23, os miúdos dos Runaways (série que nunca li) pareceram-me meritórios da minha atenção, e talvez a Cammi. Detestei a Hazmat, que parece uma drama queen. Quero dizer, ela tem razão para ficar nervosinha, porque logo no início perde alguém, mas não é razão para ser uma idiota com toda a gente, parece-me.

O livro termina com um cliffhanger dos bons, o que geralmente eu detestaria, mas é uma situação que me intriga, por me fazer perguntar que virá a seguir. Até fiquei com vontade de continuar.

Já não sei o que me fez ler este livro, porque não conheço propriamente nenhuma das protagonistas, mas ainda bem que o fiz, porque acabou por me deixar bastante satisfeita por ter arriscado. A Valkyrie tinha a missão de juntar um novo grupo de shieldmaidens (as outras foram destruídas ou algo do género) a partir das heroínas da Terra, mas parece que foi demasiado exigente, porque nenhuma lhe agradou, não reuniu nenhum grupo, e acabou por se perder no ócio da Terra.

E parte da razão porque achei tanta piada a isto é porque vejo totalmente o Thor a ter o mesmo comportamento se estivesse na mesma situação. Adiante, o vazio que as shieldmaidens deixaram tem de ser preenchido, o que deixa espaço para a vilã tentar acordar as Doom Maidens, que já foram shieldmaidens, só que foram corrompidas e se tornararm em versões distorcidas delas mesmas, o que lhes valeu serem destruídas por Odin.

Acho que o que mais apreciei na história foi o reunir de pessoas e personalidades tão diferentes, o que deu um gozo maior ao seguir a história. Adorei conhecer a Misty Knight, e rever a Dani Moonstar, que lá por ter perdido os poderes mutantes não quer dizer que seja incapaz; e a adição muito humana da Dra. Annabelle, que é uma personagem tão gira e que mantém as coisas reais na história, na perspectiva do comum mortal.

Apreciei a mitologia, e em como isso condiciona o desenvolvimento do enredo e dos personagens, particularmente no que toca à Valkyrie. A parte final foi bastante excitante, com a participação de uma série de personagens femininas do universo Marvel, a maior parte bastante conhecidas.

Contudo, o final também traz um momento que não gostei. Faz sentido dentro da história, mas retira um elemento que tinha gostado de acompanhar, o que foi triste. O arco termina com uma atitude bastante razoável da Valkyrie depois dos acontecimentos, mas não creio que as coisas fiquem assim. Especialmente quando tantas das heroínas presentes parecem ter potencial para shieldmaidens.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Curtas: BD

X-Men: Battle of the Atom, Jason Aaron, Brian Michael Bendis, Brian Wood, Chris Bachalo, Giuseppe Camuncoli, Frank Cho, Stuart Immonen, David López, Esad Ribić
Para um evento que foi espalhado por 5 revistas diferentes dos X-Men durante 2 meses, a história é bastante coesa, sem se engasgar, e corre muito bem. Fiquei com a sensação que toda a coisa foi minimamente planeada.

Battle of the Atom lida com a questão de os X-Men Originais ainda se manterem no presente; e para resolver isso, alguns X-Men do futuro viajam até ao presente para corrigir a situação. Para uma história com tanta acção e reviravolta, o status quo não muda tanto como esperava, mas muda o suficiente para me manter curiosa. A Kitty mudar de poiso depois de tanta crítica ao Scott vai ser uma coisa interessante.

Parte da piada da história é os personagens encontrarem-se com versões mais antigas ou mais recentes de si mesmos e confrontarem-se com as mudanças que foram operadas: certos personagens chegam a ter 4 (!) versões de si mesmos no mesmo local. Achei terrivelmente divertido conhecer os vários Bobbys/Homens de Gelo, e as piadinhas que iam largando ao longo da história; e também ver o Quentin Quire, enfant terrible extraordinaire, aperceber-se que o seu eu futuro é capaz de ser o seu maior pesadelo. Oh, e as reacções da Maria Hill a cada vez que descobria mais uma asneira/coisa perigosa que os X-Men tinham feito foram hilariantes.

Acho que os escritores podem ter sido um pouco subtis a mais em certos aspectos (a razão da Jean mais nova aceitar voltar ao seu tempo é daqueles momentos blink and you'll miss it), e deixaram umas pontas soltas que gostaria de ver exploradas, mas no geral fiquei satisfeita, excepto num ponto: não posso uma vez na minha vida ver a Emma dar um enxerto de porrada psíquica à Jean? Nem quando tem três clones dela e uma Jean mais nova a ajudá-la? E quando depois a Jean mais nova consegue fazer o trabalho sozinha, por isso a Jean mais velha não era assim tão poderosa como isso? Bah, este endeusamento da Jean Grey é boring.

Wolverine and the X-Men: Alpha & Omega, Brian Wood, Mark Brooks, Roland Boschi
Ok, o Quentin Quire é daqueles personagens que anda a arranjar sarilhos desde que apareceu pela primeira vez, muitas vezes saindo incólume e sem um pingo de arrependimento. Mas é por isso que é um personagem tão divertido de seguir. Serve como uma representação da adolescência, todo ele arrogância, revolta e anti-sistema. E é por isso que é tão engraçado ver futuros Quentins em futuros alternativos, todos eles  bastante mais responsáveis e razoáveis. É interessante pensar no percurso que o leva a mudar de atitude.

Bem, aqui o objectivo não é de todo esse. Aborrecido e com vontade de executar uma vingançazinha contra o Wolverine, o Quentin cria um mundo virtual alternativo quase perfeito, e nele fecha a psique do Logan e da mutante Armadura/Armor, ou Hisako. Só que o Quentin distrai-se por um bocadinho, e as coisas correm mal, e quando dá por ele o mundo virtual tornou-se independente e ganhou um tipo de inteligência artificial.

Gostei bastante do design do mundo artificial. Os artistas envolvidos eram diferentes dos do mundo real, e criaram um mundo bem cativante visualmente. Além disso, achei muito interessante a sua concepção: lembrou-me um dos mundos sonhados no filme Inception na maneira como funcionava.

No fim de contas, acho que o Quentin devia ter sido mais castigado do que foi, se bem que ele também sofreu um bocadinho no mundo virtual. Mas o rapaz faz asneira atrás de asneira, apesar de todo aquele poder, e nunca mais aprende.

New X-Men v. 7: Here Comes Tomorrow, Grant Morrison, Marc Silvestri
Era uma vez, aquela altura em que a Devir editava muita banda desenhada e vendia nos quiosques, e eu comprava o que encontrava na papelaria da minha terra. Nessa altura, li quase toda a passagem de Grant Morrison por este título dos X-Men, menos este livro, que nunca foi editado, creio eu. E foi por isso que agarrei esta oportunidade para lhe dar uma olhadela.

Acho que tinha aproveitado muito mais se pudesse ter lido este livro na altura em que li os outros. Há coisas que de certeza me escaparam, mas também houve muita coisa que reconheci dessa série, pequenos pormenores que fazem parte da sua "mitologia" particular. E foi mesmo satisfatório encontrar esses detalhes.

A história em si podia estar apresentada dum modo menos confuso, acho que leva um bocadito a estabelecer este futuro quase distópico, e é difícil acompanhar a história enquanto não nos é explicado como é que este mundo veio a acontecer. Por outro lado, aquilo que é revelado é intrigante, fiquei bastante interessada quando reconheci algumas caras da série, e acrescenta mais um pouco à mitologia da Fènix.

O fim é algo anti-climático, ou melhor, não passa tempo suficiente no presente para estabelecer as mudanças que se virão a efectuar, e depois quando acontecem parecem um pouco abruptas. Mas aqui é bem provável que seja mais porque não tenho bem presentes os acontecimentos anteriores de New X-Men. A arte agradou-me, particularmente no design da Fénix.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Colecção Universo Marvel #18, #19 e #20: Wolverine, Vingadores vs. X-Men

Wolverine: Evolução, Jeph Loeb, Simone Bianchi
Uma história que apresenta um novo inimigo do Wolverine, enquanto se debate com um inimigo já bem seu conhecido, Evolução tenta adicionar mais alguns pormenores à mitologia do personagem, desenvolvendo ainda o seu passado.

É intrigante ver revelados certos pormenores sobre o passado do Wolverine e sobre um tal Romulus, que eu já tive oportunidade de conhecer e ler sobre, em histórias mais à frente. Contudo, não sou totalmente fã da narração com flashbacks, que é um pouco confusa e convoluta.

A questão da Evolução também me faz duvidar se seria completamente necessária para apresentar o Romulus; possivelmente sim, mas gostava que tivesse sido explorada doutra maneira. No entanto, gostei bastante da narração interna do Logan, que deu algum interesse à história.

A arte é visualmente muito interessante, talvez um pouco escura, mas bastante enérgica; a composição das pranchas e a organização das vinhetas nelas confere alguma dinâmica à acção. Só não sou completamente fã dum aspecto visual tão escuro.

Vingadores vs. X-Men 1: O Dia da Fénix, Brian Michael Bendis, Jason Aaron, Ed Brubaker, Jonathan Hickman, Matt Fraction, John Romita Jr., Olivier Coipel 
Vingadores vs. X-Men 2: E Então Restou Um, Matt Fraction, Brian Michael Bendis, Jason Aaron, Ed Brubaker, Olivier Coipel, Adam Kubert 
Já disse por aqui que não sou muito fã das sagas longas, porque tendem a arrastar e a engonhar, sem sim à vista; mas este Vingadores vs. X-Men até fez um bom trabalho em manter a minha atenção. O enredo corre a um bom ritmo, e em vez de termos os heróis a correr dum lado para o outro sem rumo (bem, até temos um bocadinho disso), há um acontecimento aproximadamente a um terço ou a meio da história que muda o foco e os desígnios dos super-heróis , e que ajuda a dinamizar a narrativa.

A história geral é responsabilidade de cinco argumentistas bem conhecidos (Brian Michael Bendis, Jason Aaron, Ed Brubaker, Jonathan Hickman e Matt Fraction), que se revezam a escrever cada número individual da história. Fazem um trabalho decente a criar um todo coerente, suponho; não conheço os estilos narrativos respectivos o suficiente para os identificar, mas deu para notar que cada número tinha um estilo diferente.

A premissa em si é bastante interessante, com os dois grupos titulares a discordar acerca de um assunto que lhes é muito caro - a vinda da Fénix, presumivelmente para encarnar na Hope Summers, e o caos que poderá vir daí - e a história que daí resulta até entretém, e se acompanha bem. Contudo, é daquelas premissas que se eu me puser a esmiuçar cai logo abaixo - creio que se os dois grupos se sentassem a uma mesa a discutir o assunto em vez de partir para a agressão imediatamente, não tínhamos tido tanto drama. Por outro lado, se toda a gente não insistisse em ser tão irracional, não tínhamos história, portanto...

Tenho a sensação que os Vingadores se fartaram de pôr o pé na argola vezes sem conta, em termos tácticos, o que é um pouco estranho, tendo em que conta que são liderados pelo Capitão América, que é supostamente um bom líder militar e uma pessoa razoável. E por falar no Capitão, a militarização da situação inicial parece-me totalmente descabida. Esperaria essa atitude dum Nick Fury, mas do Capitão? Bah.

Outro que faz uma asneirada de todo o tamanho é o Tony Stark. Para o génio que é suposto ser, como??? Como é que ele comete uma argolada como aquela com a Fénix? Podemos argumentar que tudo o que se segue é culpa dele, que foi fazer de Deus sem ter a certeza do que estava a fazer - o que não me parece nada típico do Homem de Ferro, mas enfim.

O acontecimento a meio da narrativa leva as coisas para novo território, e torna-se interessante seguir o Quinteto da Fénix. Porque a ideia inicial que têm, de melhorar o mundo em que vivem é fantástica; mas como acontece frequentemente com quem possui muito poder, as boas intenções degeneram. É curioso observar como os personagens resistem ou não ao poder da Fénix, mantendo a sua personalidade ou exacerbando-a até ao ponto de desequilíbrio.

Agrada-me a ideia final do que acontece à Fénix. A verdade é a história para trás deste evento é longa e complicada, indo bater pelo menos até à Dinastia de M, e aquilo que a Wanda/Feiticeira Escarlate fez nessa história teve repercussões durante muitos anos. Portanto, é adequado que ela tenha um papel na resolução do conflito, e que seja peça essencial no equilíbrio das capacidades da Hope.

Sobre uma certa morte ali para o final, bem, já disse que estou à espera que o personagem volte a todo o momento, por isso não me aquece nem arrefece. Ainda por cima o momento é tão anticlimático, ocorrendo depois dum momento grandioso, e tão inglório - querem mesmo que eu acredite que esta pessoa não saberia fazer melhor que cutucar uma fera enfurecida? É quase como se fosse culpa dele, bolas. A situação diz mais sobre a psique do perpetrador e de como se sentia em relação à sua vítima - de forma exacerbada pela Fénix.

Aprecio perceber finalmente o estado de algumas coisas nos primeiros números do Marvel NOW!, há muita coisa que faz agora sentido, como a tensão entre o Pantera Negra e o Namor. E percebi porque é que o casamento do Pantera com a Tempestade acabou, ainda que seja por uma razão estúpida - estarem de lados opostos do conflito não me parece suficiente, muito menos ele culpá-la pelo que o Namor fez, mas enfim...

Quanto ao trabalho artístico, está bem representado, entre três desenhadores bem conhecidos (John Romita Jr., Olivier Coipel, e Adam Kubert); só lhes notei a diferença porque o primeiro desenha caras e expressões num estilo mais cartoonesco e menos realista. Uns (Olivier Coipel, parece-me) têm mais queda para brincar com a organização das páginas e o posicionamento das vinhetas, mas no geral o trabalho apresentado conseguiu manter o meu interesse.

sábado, 11 de outubro de 2014

Curtas: BD parte II - Wolverine and the X-Men, Hawkeye

Wolverine and the X-Men vol. 5, Jason Aaron, Nick Bradshaw, Steve Sanders, David López
X-Men são dos meus heróis favoritos para seguir, e cheguei à conclusão que gosto particularmente das histórias que metem aquilo a que vou chamar "sarilhos na escola para mutantes". Algumas das fases dos X-Men que mais gostei de acompanhar metiam isto. New X-Men do Grant Morrison, a fase dos New X-Men que se seguiu, quando seguia equipas de jovens mutantes, e agora este título de Wolverine and the X-Men.

Que é o mais divertido de todos, provavelmente. Primeiro porque, ei, o Wolverine é o director da escola para mutantes! Parece impossível, mas tem resultado. Mais ou menos. A escola ia quase sendo destruída no primeiro dia, nada de mais. Depois, porque as situações que têm acontecido ao longo dos números têm sido bem divertidas (ver: escola quase destruída no primeiro dia), e as próprias histórias têm sido escritas com um bom sentido de humor. Cada personagem sente-se como único, e não há um que me aborreça.

Este volume começa com a Kitty Pryde à procura de um novo professor para a escola, o que se torna engraçado quando tem de afastar gente como o Blade e o Deadpool; entretanto, a Rachel Grey e o Wolverine andam à procura do Hellfire Club, que na sua versão júnior (a sério, são putos psicopatas muito inteligentes) têm dado alguns sarilhos à escola; e o Anjo tenta recrutar uma nova jovem mutante no Brasil.

De caminho, os professores são enfeitiçados para se tornarem parte dum circo (e temos direito a Wolverine vestido de palhaço, que é das coisas mais hilariantes que já vi), e são os estudantes que têm de ir resolver a coisa. O enredo acaba por envolver os miúdos do Hellfire Club duma maneira surpreendente, e diria que o capítulo inicial e estes do circo são os meus favoritos do livro.

O último número é um de transição. O Wolverine fica de babysitter na escola, porque é a noite de folga dos professores. A Kitty e o Bobby vão sair num encontro, o que parece estranho, um módico de normalidade numa vida tão incomum como a que têm. O Fera tenta ajudar o Broo, que está em coma. E a Tempestade mete-se com o Wolverine, deixando-o desconfortável (o Wolverine desconfortável? ah!), e pede-lhe ajuda para o corte de cabelo mais assustador que eu já vi. Um cabeleireiro está demasiado fora de moda?

Em termos de arte, também favoreço o artista que desenhou o primeiro número (#19) e os números do circo (#21-23), Nick Bradshaw. É um traço mais seguro e distintivo e trabalhado, e que visualmente resulta melhor para mim. Gosto menos do trabalho do desenhador do número #24, David López, cuja maneira de desenhar as faces é demasiado estranha para mim, e a coloração às vezes não ajuda.

Hawkeye vol. 1: My Life as a Weapon, Matt Fraction, David Aja, Javier Pulido, Alan Davis
Isto... bem, por vezes o burburinho em torno de uma coisa é totalmente merecido. Este é um desses casos. Este é um livro tão divertido e escrito duma maneira fabulosa  A ideia-base é a de seguirmos Clint Barton, o Hawkeye/Gavião Arqueiro, quando não está com os VIngadores ou a SHIELD. No dia-a-dia. A fazer coisas normais. Bem, se considerarmos passar seis semanas no hospital normal, suponho eu.

Parte do interesse tem a ver com a caracterização do protagonista. Geralmente o Hawkeye é o tipo mais "normal" no meio de imensos superseres, e isso é capaz de o ter contagiado um bocadinho com o superheroísmo, mas também com o ego e a atitude. Porque o Clint no tempo livre acaba por tentar resolver os problemas que vê à sua volta. Só que com a sua sorte (ou azar) macaca, acaba sempre metido em sarilhos. Ou no hospital. E a cereja no tipo do bolo é a atitude "costelas partidas? gesso nas pernas durante 6 semanas? ah, isto não é nada", combinada com uma boa dose de não saber quando desistir. Acaba por ser um personagem bem engraçado de seguir, pelo seu ponto de vista único.

Também gosto tanto do papel da Kate Bishop nas histórias. Primeiro porque metade das vezes ela acaba a salvar o traseiro do Clint. E na outra metade, ela acaba a fazer um truque qualquer com as setas e o arco que até ele fica impressionado. E depois porque acho imensa piada à relação que os dois têm. O Clint assume um papel de mentor, mais ou menos, mas não dum modo formal. Os dois têm feitios tão parecidos que passam o tempo a meter-se um com o outro, mas também é por isso que trabalham bem juntos.

Este volume tem ainda um número de Young Avengers Presents, dedicado à Kate, que é sobre a primeira vez que ela e o Clint se encontram. Muito giro, dá para entever alguma da dinâmica da equipa Young Avengers, e para perceber como é que eles se encaixavam no universo Avengers. Também é interessante ver o Clint a testar a Kate para ver se ela é merecedora de usar o seu arco e o seu nome de código.

Em termos narrativos e visuais, adoro as opções que os autores tomaram aqui. Narrativamente, Matt Fraction não tem medo de usar estruturas menos comuns e mais complexas - o intercalar de narrativa entre o passado imediato e o presente, uma enumeração como fio narrativo, o uso de uma pista visual para um personagem que vai aparecer mais à frente (fiquei tão contente quando topei isto) -, o que aumentou para mim o interesse das histórias.

David Aja desenha os três primeiros números, e é qualquer coisa merecedora de se ver. O desenho em si não é muito complexo, mas usa bem sombras e o preto/branco, e o uso de vinhetas abundantes e o seu posicionamento na prancha é fabuloso. O outro artista, Javier Pulido, não arrisca tanto visualmente, mas também tem uma ou outra opção interessante.

O trabalho de cores é fantástico, e complementa muito bem o estilo de David Aja, usando o preto/branco a seu favor - os ambientes são monocromáticos, com o destaque e uso abundante duma cor em primeiro plano, como o roxo ou o vermelho. (E gosto tanto daquelas capas mais minimalistas.) É um volume que vale mesmo a pena.