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segunda-feira, 2 de março de 2015

Curtas: Capitão America, Thor, Avengers Arena, The Fearless Defenders

Captain America vol. 2: Castaway in Dimension Z, Rick Remender, John Romita Jr.
Li o primeiro volume desta aventura através das edições em revista que a Panini fez aqui em Portugal o ano passado, da linha Marvel Now!; era uma revista, não tinha ISBN, e por isso não contei como livro lido, mas como agora estou a ler alguns livros Marvel via serviço Marvel Unlimited, estou a contar como livros lidos, e a comentar brevemente a história. Suponho que vou aproveitar para comentar as duas partes da história, porque uma condiciona a outra, apesar de já ter lido a primeira há algum tempo, e poder não me lembrar de todos os pormenores.

A primeira coisa que tenho a comentar, tendo lido desde então O Soldado do Inverno, é que sou capaz de preferir o Capitão América nesse tipo de histórias: thriller, espionagem, enredo político. Quando li o primeiro volume desta história lembro-me de ter estranhado, porque a minha cabeça não associava o Capitão de todo com outras dimensões e ficção científica algo bizarra.

Este segundo volume melhora, porque no todo e combinando com os flashbacks do anterior, pinta uma imagem da personalidade do Capitão muito interessante, e que até se tornou cativante, pela sua relação com os pais, e em como toma um lugar de progenitor para um rapazinho que está preso na Dimensão Z com ele. Os sentimentos de Steve nestes pontos estão bem explorados.

Em contraponto, o arco emocional de outros personagens podia estar melhor explorado. Há uma personagem que muda de lado, e não é credível que mude de ideias (precisava de melhor desenvolvimento); e outra que faz um sacrifício que não tem quase impacto emocional na maneira como está escrito.

Fico um pouco curiosa para ver como é que o Capitão se readaptará ao mundo normal depois de descobrirmos a verdade sobre a Dimensão Z, e gostava de saber mais sobre a mesma, e como é que funciona, como é que tudo se processou.

Thor: God of Thunder vol. 2: Godbomb, Jason Aaron, Esad Ribić, Butch Guice
Este também não é um livro que tenha achado extraordinário na leitura do primeiro volume, mas que conseguiu cativar-me mais no segundo. Portanto, acho que podemos concluir daqui que os livros, comigo, ganham é com a distância temporal, já que se não me lembrar bem que não achei grande piada ao primeiro, acabo por achar mais piada ao segundo. Ou isso, ou a evolução na segunda parte do arco de história compensa largamente a primeira parte.

De qualquer modo, dei-me contra que gostei bastante do conceito de termos um vilão, Gorr, que detesta os deuses, e quer destruí-los. A sua motivação é explorada no primeiro número deste volume, e acaba por fazer algum sentido - um vilão é sempre alguém que leva as suas motivações ao extremo. O interesse da coisa centra-se no extermínio de deuses pelo universo e pelos tempos fora, mas também na extensão a que Gorr leva os seus planos, ao ponto de se poder vir a tornar naquilo que mais detesta - um deus.

Também adoro a ideia de termos três Thors a trabalhar em conjunto - um jovem, antes de ganhar o direito a brandir o Mjolnir, o seu martelo; um dos tempos actuais; e um mais velho, rei de Asgard por ter sucedido a Odin, e que passou quase um milénio a lutar contra as forças de Gorr. O contraste que os três fazem é bastante engraçado, e as trocas verbais entre os três são divertidíssimas.

Aliás, um dos pontos altos deste livro é ser mesmo divertido. Um bom sentido de humor cativa-me sempre, e aqui faz o bom trabalho de contrabalançar os temas mais pesados da história. Já como ponto negativo, posso apontar o final, que foi algo confuso, e até desnecessário, porque faz uma coisa que a seguir desfaz. (Contudo, foi impressionante ver o Thor a lutar com dois Mjolnir.)

Avengers Arena vol. 1: Kill or Die, Dennis Hopeless, Kev Walker, Alessandro Vitti
Este livro tem admitidamente uma premissa inspirada em The Hunger Games (a capa do número 3 é uma homenagem ao poster do primeiro filme), e em O Senhor das Moscas (a capa do número 2 é semelhante a esta edição do livro).

O que quer dizer que é uma premissa um bocadinho difícil de navegar, por ser tão explorada na cultura popular e ser difícil acrescentar algo de novo, e por ser complexa de executar num universo como o da Marvel. Essencialmente, estes miúdos são jovens super-heróis, raptados da suas escolas de super-heróis - que não devem ter alta segurança nem nada -, e presos num espaço limitado, no qual o vilão exige que eles lutem até à morte, até restar um. (O vilão até diz que se inspirou nuns "livros de miúdos". Heh.)

O que me custa mais a acreditar é a parte em que, sei lá, ninguém dá por nada? Ou se dão, não vemos ninguém a preocupar-se e a procurar pelos miúdos? Eu até acredito que isto se esteja a passar nos bastidores, mas custa-me que narrativamente os criadores não apresentem nem um bocadinho disto nos primeiros seis números da revista, que já é tempo suficiente para nos deixar sem respostas.

Se eu ignorar isso, a história até resulta bastante bem para mim. Não há assim tantas mortes no início, só um par delas provocadas pelo vilão para mostrar que fala a sério, e depois os miúdos são largados neste mundo, e juntam-se em grupos para o explorar e tentar perceber o que fazer a seguir.

Essa foi a parte que gostei de ler, o formar e desformar de alianças, de como os grupos se mantêm unidos ou não, de como aceitam novos membros, e de como as acções de um elemento misterioso que está a atacar os vários grupos os provoca em certas direcções.

Cada número vai explorando as coisas da perspectiva de um personagem diferente, o que se tornou bastante cativante de seguir. Gostei de conhecer a Ryker/Death Locket, uma miúda que viu implantada em si a tecnologia Deathlok, porque a sua história é triste, e ainda mais porque a pobre de miúda não é capaz de fazer mal a uma mosca (se excluírmos a tecnologia Deathlok).

Outros miúdos que foram interessantes de seguir são os da academia Braddock, criados de propósito para esta série *cof*carneparacanhão*cof*, porque fiquei interessada na dinâmica entre estes miúdos. Fora isso, gosto sempre de seguir a X-23, os miúdos dos Runaways (série que nunca li) pareceram-me meritórios da minha atenção, e talvez a Cammi. Detestei a Hazmat, que parece uma drama queen. Quero dizer, ela tem razão para ficar nervosinha, porque logo no início perde alguém, mas não é razão para ser uma idiota com toda a gente, parece-me.

O livro termina com um cliffhanger dos bons, o que geralmente eu detestaria, mas é uma situação que me intriga, por me fazer perguntar que virá a seguir. Até fiquei com vontade de continuar.

Já não sei o que me fez ler este livro, porque não conheço propriamente nenhuma das protagonistas, mas ainda bem que o fiz, porque acabou por me deixar bastante satisfeita por ter arriscado. A Valkyrie tinha a missão de juntar um novo grupo de shieldmaidens (as outras foram destruídas ou algo do género) a partir das heroínas da Terra, mas parece que foi demasiado exigente, porque nenhuma lhe agradou, não reuniu nenhum grupo, e acabou por se perder no ócio da Terra.

E parte da razão porque achei tanta piada a isto é porque vejo totalmente o Thor a ter o mesmo comportamento se estivesse na mesma situação. Adiante, o vazio que as shieldmaidens deixaram tem de ser preenchido, o que deixa espaço para a vilã tentar acordar as Doom Maidens, que já foram shieldmaidens, só que foram corrompidas e se tornararm em versões distorcidas delas mesmas, o que lhes valeu serem destruídas por Odin.

Acho que o que mais apreciei na história foi o reunir de pessoas e personalidades tão diferentes, o que deu um gozo maior ao seguir a história. Adorei conhecer a Misty Knight, e rever a Dani Moonstar, que lá por ter perdido os poderes mutantes não quer dizer que seja incapaz; e a adição muito humana da Dra. Annabelle, que é uma personagem tão gira e que mantém as coisas reais na história, na perspectiva do comum mortal.

Apreciei a mitologia, e em como isso condiciona o desenvolvimento do enredo e dos personagens, particularmente no que toca à Valkyrie. A parte final foi bastante excitante, com a participação de uma série de personagens femininas do universo Marvel, a maior parte bastante conhecidas.

Contudo, o final também traz um momento que não gostei. Faz sentido dentro da história, mas retira um elemento que tinha gostado de acompanhar, o que foi triste. O arco termina com uma atitude bastante razoável da Valkyrie depois dos acontecimentos, mas não creio que as coisas fiquem assim. Especialmente quando tantas das heroínas presentes parecem ter potencial para shieldmaidens.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Curtas: BD

X-Men: Battle of the Atom, Jason Aaron, Brian Michael Bendis, Brian Wood, Chris Bachalo, Giuseppe Camuncoli, Frank Cho, Stuart Immonen, David López, Esad Ribić
Para um evento que foi espalhado por 5 revistas diferentes dos X-Men durante 2 meses, a história é bastante coesa, sem se engasgar, e corre muito bem. Fiquei com a sensação que toda a coisa foi minimamente planeada.

Battle of the Atom lida com a questão de os X-Men Originais ainda se manterem no presente; e para resolver isso, alguns X-Men do futuro viajam até ao presente para corrigir a situação. Para uma história com tanta acção e reviravolta, o status quo não muda tanto como esperava, mas muda o suficiente para me manter curiosa. A Kitty mudar de poiso depois de tanta crítica ao Scott vai ser uma coisa interessante.

Parte da piada da história é os personagens encontrarem-se com versões mais antigas ou mais recentes de si mesmos e confrontarem-se com as mudanças que foram operadas: certos personagens chegam a ter 4 (!) versões de si mesmos no mesmo local. Achei terrivelmente divertido conhecer os vários Bobbys/Homens de Gelo, e as piadinhas que iam largando ao longo da história; e também ver o Quentin Quire, enfant terrible extraordinaire, aperceber-se que o seu eu futuro é capaz de ser o seu maior pesadelo. Oh, e as reacções da Maria Hill a cada vez que descobria mais uma asneira/coisa perigosa que os X-Men tinham feito foram hilariantes.

Acho que os escritores podem ter sido um pouco subtis a mais em certos aspectos (a razão da Jean mais nova aceitar voltar ao seu tempo é daqueles momentos blink and you'll miss it), e deixaram umas pontas soltas que gostaria de ver exploradas, mas no geral fiquei satisfeita, excepto num ponto: não posso uma vez na minha vida ver a Emma dar um enxerto de porrada psíquica à Jean? Nem quando tem três clones dela e uma Jean mais nova a ajudá-la? E quando depois a Jean mais nova consegue fazer o trabalho sozinha, por isso a Jean mais velha não era assim tão poderosa como isso? Bah, este endeusamento da Jean Grey é boring.

Wolverine and the X-Men: Alpha & Omega, Brian Wood, Mark Brooks, Roland Boschi
Ok, o Quentin Quire é daqueles personagens que anda a arranjar sarilhos desde que apareceu pela primeira vez, muitas vezes saindo incólume e sem um pingo de arrependimento. Mas é por isso que é um personagem tão divertido de seguir. Serve como uma representação da adolescência, todo ele arrogância, revolta e anti-sistema. E é por isso que é tão engraçado ver futuros Quentins em futuros alternativos, todos eles  bastante mais responsáveis e razoáveis. É interessante pensar no percurso que o leva a mudar de atitude.

Bem, aqui o objectivo não é de todo esse. Aborrecido e com vontade de executar uma vingançazinha contra o Wolverine, o Quentin cria um mundo virtual alternativo quase perfeito, e nele fecha a psique do Logan e da mutante Armadura/Armor, ou Hisako. Só que o Quentin distrai-se por um bocadinho, e as coisas correm mal, e quando dá por ele o mundo virtual tornou-se independente e ganhou um tipo de inteligência artificial.

Gostei bastante do design do mundo artificial. Os artistas envolvidos eram diferentes dos do mundo real, e criaram um mundo bem cativante visualmente. Além disso, achei muito interessante a sua concepção: lembrou-me um dos mundos sonhados no filme Inception na maneira como funcionava.

No fim de contas, acho que o Quentin devia ter sido mais castigado do que foi, se bem que ele também sofreu um bocadinho no mundo virtual. Mas o rapaz faz asneira atrás de asneira, apesar de todo aquele poder, e nunca mais aprende.

New X-Men v. 7: Here Comes Tomorrow, Grant Morrison, Marc Silvestri
Era uma vez, aquela altura em que a Devir editava muita banda desenhada e vendia nos quiosques, e eu comprava o que encontrava na papelaria da minha terra. Nessa altura, li quase toda a passagem de Grant Morrison por este título dos X-Men, menos este livro, que nunca foi editado, creio eu. E foi por isso que agarrei esta oportunidade para lhe dar uma olhadela.

Acho que tinha aproveitado muito mais se pudesse ter lido este livro na altura em que li os outros. Há coisas que de certeza me escaparam, mas também houve muita coisa que reconheci dessa série, pequenos pormenores que fazem parte da sua "mitologia" particular. E foi mesmo satisfatório encontrar esses detalhes.

A história em si podia estar apresentada dum modo menos confuso, acho que leva um bocadito a estabelecer este futuro quase distópico, e é difícil acompanhar a história enquanto não nos é explicado como é que este mundo veio a acontecer. Por outro lado, aquilo que é revelado é intrigante, fiquei bastante interessada quando reconheci algumas caras da série, e acrescenta mais um pouco à mitologia da Fènix.

O fim é algo anti-climático, ou melhor, não passa tempo suficiente no presente para estabelecer as mudanças que se virão a efectuar, e depois quando acontecem parecem um pouco abruptas. Mas aqui é bem provável que seja mais porque não tenho bem presentes os acontecimentos anteriores de New X-Men. A arte agradou-me, particularmente no design da Fénix.

domingo, 15 de julho de 2012

Colecção Heróis Marvel #1 e #2: Homem-Aranha e X-Men

Já aqui tenho falado das saudades que algumas colecções de BD, distribuídas com jornais, me suscitam. (Sim, falo pela milionésima vez da série Clássicos da BD e Clássicos da BD - Série Ouro.) Por isso recebi com algum entusiasmo a notícia desta série, publicada numa parceria Público/Levoir. Gosto bastante de BD, e tenho um historial mais longo de leitura de BD americana com super-heróis, por isso a colecção vem cair que nem ginjas para me animar o Verão.

A edição, devo dizer, é fantástica. Começando pela capa dura de qualidade, cada edição traz uma pequena introdução e um índice exaustivo das histórias e respectivos autores. As páginas e impressão têm boa qualidade. Enfim, uma edição de sonho e por um preço de pechincha.

Homem-Aranha - Integral Frank Miller é, como o nome indica, um volume que acompanha algumas histórias do Homem-Aranha criadas por Frank Miller. Foi uma ideia interessante, lançarem a colecção e este volume em particular no dia em que o novo filme do super-herói estreava.

Em termos de história, os vários enredos perdem-se nos grandes arcos de história do Homem-Aranha, mas em termos de arte é interessante acompanhar o início da evolução de um artista que tem o seu lugar nos anais da história da BD. As minhas favoritas foram as duas histórias com o Demolidor, Em Terra de Cegos... e Das Cinzas às Cinzas! - é pena que não possamos ver a história final, que já não foi desenhada pelo Frank Miller, mas ao menos é-nos dada uma breve descrição do que acontece.

X-Men - Filhos do Átomo cobre a mini-série com o mesmo nome, acompanhada da primeira história de sempre dos super-heróis, que já conhecia. Gostei da arte, às vezes quase lembrando o estilo dos anos 60, às vezes bem moderna, mas bastante dinâmica, e cativou-me a interpretação da imagem dos personagens principais. (Se bem que quase não reconheci o Magneto, quase parecia um Wolverine.)

Adorei a história da mini-série, dá uma prequela interessante para a primeira história dos X-Men, sendo quase intemporal, apesar dos X-Men serem quase cinquentões. Foi bem giro seguir os cinco adolescentes que viriam a ser os X-Men originais, e vislumbrar o ambiente que terá rodeado a criação da equipa.