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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Stay With Me, J. Lynn/Jennifer L. Armentrout


Opinião: Stay With Me é o terceiro livro desta série da autora Jennifer L. Armentrout (pseudónimo J. Lynn), uma série cujos livros podem ser lidos independentemente e por uma ordem qualquer, já que as respectivas histórias são autocontidas; o que têm em comum são os personagens, que se movem nos mesmos espaços e círculos, mas não é propriamente essencial ler por ordem, já que as referências de uns livros para os outros são relativamente breves.

Neste volume, seguimos a história de Calla, uma jovem que teve um passado duro, mas que evita lembrá-lo ou falar dele ao grupo de amigos, pois não é uma história bonita, nem deixou para trás grandes coisas a recordar. No entanto, o passado volta para a assombrar, obrigando-a a retornar à cidade onde cresceu. E aquilo que queria esquecer, a vida que deixou para trás, parece impor-se, não a deixando escapar assim com tanta facilidade.

Curiosamente, gostei bastante da personalidade da Calla. As tragédias passadas marcam o presente dela, pois as marcas físicas que lhe ficaram condicionam a sua interacção com as pessoas... e ao mesmo tempo, nunca a Calla age como coitadinha; mais como resignada. Ela sabe que a cicatriz que tem na cara vai fazer com que algumas pessoas pensem nela de certa maneira, e como protecção para não se envolver e magoar é muito reservada, mas nunca se queixa dos problemas que tem, tentando procurar uma maneira de os resolver.

Além disso, a falta de intimidade com outrém também se estende ao plano físico, mas não é por isso que ela deixa de ter desejos e anseios, o que é refrescante de ver. Noutro ponto, gostei de ver como voltar à cidade onde cresceu a afecta, e de certo modo liberta. Apesar de toda a dor, a Calla sentia saudades de lá estar e do que deixou para trás, e vê-la reconciliar-se com as coisas é muito satisfatório.

Parte dessa viagem tem a ver com o Jax, um pedaço de mau caminho que na verdade até é bom rapaz. Está bastante bem resolvido, tem a vida encaminhada, e toma uma posição de apoio e de protecção em relação à Calla, o que é sempre giro de ver. Também a acompanha por muitas mudanças, e é bastante carinhoso e apaixonado.

Contudo, não sou totalmente fã de algumas atitudes dele. Ele sabia no que se estava a meter com a Calla, a maturidade emocional dela não dá para tudo, especialmente quando nunca teve uma relação séria, por isso é excessivo pedir-lhe algumas atitudes à partida. Uma certa discussão que eles têm a meio da história faz perfeitamente sentido (felizmente não é daquelas discussões estúpidas entre o casal que as autoras às vezes metem na história), e o Jax até parece mais o infantil no meio daquilo, porque é idiota o suficiente para continuar a ser apanhado em situações meio comprometedoras, mas enfim.

E depois não sou fã de ele ter escondido certas e determinadas informações. Uma então, perfeitamente inócua, devia ter saído cá para fora logo no início, não havia razão para se manter no escuro - e pior, as pessoas à volta da Calla não a corrigem quando ela faz comentários baseados no não saber essa informação... é simplesmente muito estranho - apenas uma desculpa para a autora os pôr a discutir uma última vez, antes da reunião final do livro.

Também não sou fã da outra coisa que ele escondeu, porque é um pouco desconcertante saber disso, e porque não acredito que a situação se desenvolvesse dessa maneira sem a Calla estar envolvida. Toda a coisa parece como se a autora lhe quisesse dar uma pinta de "estava destinado", mas só faz o Jax parecer um bocado stalker, portanto não sou mesmo nada fã.

Tenho algumas dúvidas sobre eles como casal, pois se é óbvio que têm química e pontos de entendimento, também desenvolvem alguns "vícios" da relação - a Calla tem dificuldade em confiar, o Jax dificuldade em dizer a verdade -, e não parecem melhorar quanto a eles até ao final, que se baseia precisamente num desentendimento que envolve estes problemas que eles têm. Gostaria mais de os ter visto a ultrapassá-los.

No meio disto tudo, os personagens secundários revelaram-se boas caixinhas de surpresas, como a Katie, a stripper vidente, e a Roxy e o Nick, que prometem vir a ter uma relação... conturbada no próximo livro. E amei ver os casais dos livros anteriores aparecerem, porque as suas presenças trouxeram cenas bem divertidas, e uma percepção muito necessária para a Calla de que ninguém é perfeito, e todos temos esqueletos no armário.

Quanto ao enredo, ao "obstáculo" principal da história, acaba por ser o elo mais fraco. As ameaças e o perigo em que a Calla se vê são algo cliché e pouco desenvolvidos, é o tipo de enredo que já se viu num rol de thrillers ou mistérios, e como o objectivo da narrativa nem é esse, acaba por desenvolver menos esta sua componente. Apesar disso, gostei de alguns pontos dela, como uma determinada cena de perigo que envolve a Calla mais para o fim.

Uma boa leitura, no sentido em que permite passar um bom bocado, e diverte bastante, algo que associo a esta autora, e nesse sentido raramente me desaponta. É só o que peço, especialmente depois do último livro dela que li, Stone Cold Touch, me ter deixado um amargo na boca.

Páginas: 496

Editora: HarperCollins

quinta-feira, 6 de março de 2014

Be With Me, J. Lynn/Jennifer L. Armentrout


Opinião: Depois da Avery e do Cam terem direito não a um, mas a dois livros, é a vez de passarem o palco a outro casal. Desta vez temos a Teresa, a irmã mais nova do Cam - e cuja história já conhecemos relativamente bem, por se entrelaçar com a da Cam -, e o Jase, o melhor amigo do Cam, com alguma reputação pelo campus universitário entre as raparigas...

Gostei muito da Tess, a protagonista. Apesar dos seus problemas e do seu passado, é uma jovem bem resolvida, e agradou-me a sua personalidade. Ainda que andasse ali um bocadinho perdida por uma parte da sua vida e dos seus sonhos serem completamente obliterada, sabia o que queria, e ia atrás dessa coisa. (Neste caso, o Jase.) E, também importante, tentou não deixar que as indecisões do Jase ditassem a sua vida. A perda do ballet deixou mossa, mas ela era forte o suficiente para lidar com isso, coisa que gostei de ver.

Já o Jase deixou-me dividida. Gosto da sua história passada, achei-a muito interessante. Um certo pormenor foi bastante fácil de adivinhar, mas de resto fiquei rendida. O meu problema com ele prende-se com o jogo de quente e frio, de quero-não-quero em que se mete, e para o qual arrasta a Tess. Consigo compreender o que o motiva, e o porquê dos seus recuos, mas não deixaram de me irritar um bocado. Acabou por fragilizar um pouco a história e o casal. É difícil vir a seguir à Avery e ao Cam, que foram um casal tão marcante em tantos aspectos.

Este acaba por ser um caso em que acho que a história teria ganho com uma narrativa dual, sob o ponto de vista dos dois protagonistas. Tendo em conta que o Jase é aquele que mais caminho tem de percorrer até fazer paz com os seus problemas, merecia que a história fosse também contada do seu ponto de vista, para vermos como pensa e podermos vê-lo chegar a um ponto em que fica mais bem resolvido no que toca ao seu passado.

Em termos de história e de enredo, uma coisa que tenho de elogiar a autora é tem um fantástico sentido de timing. A maior parte dos escritores de romance arrasta excessivamente certos aspectos da história, para manter o casal afastado, e felizmente a Jennifer não faz isso. As revelações aparecem nos momentos certos, e em vez de engonhar com os obstáculos ao casal, cria novos, o que acaba por ser mais cativante, de certo modo.

Adorei as pequenas aparições de outros personagens já nossos conhecidos, como a Avery e o Cam, que creio que têm coisas grandes no seu futuro. Cada vez que aparecem roubam a cena, de tão adoráveis que são. O Ollie e a Britt também fazem uma apariçãozinha, muito breve e que me soube a pouco. (Estou tentada a adquirir a antologia em que a sua história é contada.)

Para além disso, conhecemos uma personagem que será a protagonista do terceiro livro, a Calla, que me pareceu ter uma história de vida interessante. Houve ali um momento dela com um personagem masculino que me fez pensar que seria esse o par dela... mas a autora já confirmou que ainda não conhecemos o protagonista masculino do terceiro livro, por isso não deve ser ele. Enfim, dei por mim a observar imensos personagens secundários deste livro e a pensar "hmmm este merece um livro próprio"; "não, este é que merece"; "não, este"; as possibilidades são infinitas, especialmente agora que a editora da autora a contratou para escrever mais livros desta "série". De certeza que alguns dos meus palpites se vão realizar.

Páginas: 416

Editora: HarperCollins

domingo, 19 de janeiro de 2014

Frigid, J. Lynn/Jennifer L. Armentrout


Opinião: Um curto romance fofinho, Frigid conta a história de Sydney e Kyler, amigos desde sempre e secretamente apaixonados um pelo outro, mas incapazes de se declarar por uma série de razões. Só que durante umas mini-férias na neve, em que ficam presos devido a uma tempestade, vão dar (finalmente) voz a uma série de sentimentos escondidos, e o resultado é explosivo.

A premissa é em si bastante cliché, friends-to-lovers, mas apreciei o modo como a autora a executou. Os protagonistas têm uma série de razões válidas para evitar revelar os seus sentimentos, mas se isto fosse escrito por outra pessoa era capaz de ter arrastado as cenas e desentendimentos entre os protagonistas, e usado excessivamente essas "razões" como motivo para engonhar a progressão da narrativa. O que aqui não acontece, e estou contente que não tenha acontecido. É uma das principais razões para me aborrecer com um romance.

Gostei da Sydney. Era um pouco neurótica, e houve ali uma altura em que se irritou pelas razões erradas, mas adorei quando ganha coragem para puxar pelo Kyler. Foi muito divertido. Aprecio que tenha coragem para pedir o que quer, ainda que de início não tivesse sido completamente honesta em relação ao que queria mesmo. E gosto dela só por ser uma leitora. (Até acho que sei o que é que ela estava a ler em certa cena.)

Quanto ao Kyler, bem, revirei um bocado os olhos com o modo que ele tinha de lidar com os sentimentos pela Sydney, mas, ei, cada maluco com a sua mania. Apesar disso, achei o seu percurso relativamente interessante, e gosto que não seja apenas uma cabecinha bonita. Mete muito as mãos pelos pés, coitado, mas gosta imenso da Sydney, por isso vou dar-lhe um desconto.

Como disse anteriormente, gostei bastante que a autora não arrastasse a situação entre os dois, porque assim levou a história por um percurso algo inesperado. Apesar de ser óbvio para toda a gente, menos para eles, de que têm sentimentos um pelo outro, ambos acabam por se envolver sem haver propriamente uma, hmm, declaração de sentimentos, o que complica e descomplica ao mesmo a relação entre ambos. O envolvimento físico acaba por dar-lhes um empurrão na direcção correcta, e no fim só lhes falta reconhecer o sentimento mútuo. (A propósito, achei alguma piada às intromissões, ou ajudas, que a Andrea e o Tanner deram. Gostava imenso que estes dois tivessem um livro para eles, porque parece que há ali uma boa história para contar.)

O pequeno mistério da história foi bastante óbvio desde o início para mim, mas deu um toque de perigo a uma situação que de outro modo podia tornar-se aborrecida e repetitiva. E claro, deu o mote para o Grande Desentendimento - todos os romances têm um, em que o casal se zanga por uma razão absolutamente parva para depois se reconciliarem numa cena altamente romântica e/ou grandiosa. Bem, de todos os Grandes Desentendimentos, este nem é dos mais parvos, apenas fruto da irritação do momento. E deu uma cena final gira, que eu já estava totalmente à espera que acontecesse, por um pequeno detalhe da infância dos dois ter sido revelado anteriormente.

Páginas: 272

Editora: Spencer Hill Contemporary

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Trust in Me, J. Lynn/Jennifer L. Armentrout


Opinião: Este livro tem uma origem engraçada. A autora lançou o primeiro livro, Wait for You, inicialmente em forma auto-publicada, no início do ano, mas a popularidade que ganhou nas primeiras semanas ganhou-lhe um contrato com uma editora tradicional. (Um percurso pouco habitual para uma autora que já tinha sido publicada tradicionalmente.) E em resultado, com os fãs curiosos por ler algo do ponto de vista do protagonista masculino, Cam, e sendo a JLA a autora overachiever que é, lançou-se a escrever isto, que acabou por se tornar um livro (ela chama-lhe novela, apesar de ter o tamanho dum livro) que reconta Wait for You e que tem como narrador o Cam.

Gostei de ler. É um exercício de escrita (e de vida) giro, conhecer uma história e depois pôr-mo-nos no lugar de outra pessoa. E ler a história sendo o narrador outra pessoa acaba por apresentar alguns aspectos novos, ou reenquadrar aspectos já conhecidos. A Avery como narradora é capaz de ter saltado detalhes que achava desinteressantes, mas depois o Cam pensa de maneira diferente e fala neles.

Apreciei conhecer melhor alguns dos personagens secundários, como o Jase, a Teresa (que terão a sua própria história no segundo livro da série, Be With Me, e tenho a sensação que a história deles já começou numa dada cena que surge neste livro), o Ollie, os pais do Cameron (tão fofinhos) ou a tartaruga Raphael. Achei imensa piada à amizade entre os rapazes da trama (Jase, Ollie e Cam), já agora.

Diverti-me com a maneira como o Cam via o mundo, e adorei ver a Avery pelos seus olhos. (E a alcunha que lhe dava! Sem preço...) A pobre da rapariga, era óbvio em Wait for You, tinha uma enorme falta de experiência em lidar com pessoas da sua idade, e dava para depreender o seu passado daquilo que ela nos contava... mas é interessante ver como alguém que lidava com ela dia-a-dia se foi apercebendo disso. E foi engraçado ver o Cam nas primeiras semanas a aproximar-se dela, primeiro cheio de curiosidade e de vontade de a fazer sair da casca, mas depois com uma boa amizade e carinho, e vontade de cuidar dela.

Apenas fez-me falta foi vê-lo lidar com os problemas que teve no passado. Temos uma cena com ele no aconselhamento, no início, mas depois isso nunca mais é abordado, é uma pena, era um fio de enredo que merecia ser explorado. E já agora, não propriamente relacionado com este livro ou o outro, gostava de ter conhecido a Avery naqueles 5 anos marcantes do passado dela. E de ver como se manteve sã, apesar de tudo.

Páginas: 352

Editora: Wiliam Morrow Impulse (HarperCollins)

domingo, 29 de setembro de 2013

Wait for You, J. Lynn/Jennifer L. Armentrout


Opinião: É esta a razão pela qual eu leio esta autora. Devorar um livro no fim de semana e adorar cada página. Divertir-me imenso a ler a história e ficar cativada pelos personagens. Faça o que ela fizer, não sou capaz de resistir aos seus livros.

Foi delicioso ver a relação entre a Avery e o Cam desenvolver-se. Primeiro começaram por ser amigos, com uma certa cumplicidade bem engraçada, mas com o Cam a pedir um encontro com ela quase todos os dias. Criou uma dinâmica interessante entre eles. Acaba por ser a Avery a ter o poder decisor, se posso usar a expressão, sobre o ritmo a que a relação deles evolui. Para alguém com a história dela, isso acaba por ser importante para lhe permitir aproximar de alguém.

Achei muito interessante seguir o percurso emocional da Avery durante o livro. Tendo em conta o seu passado, ela não tem experiência numa série de coisas que fariam parte duma adolescência normal. É engraçado que fique fascinada a ver as interacções entre a família do Cam, porque ela nunca teve isso, ou a ver um casal de namorados a escapulir-se para namorar, porque ela nunca pôde ter isso. E é recompensador vê-la a abrir-se mais, a criar amizades, e a perceber que não precisa de se fechar e que merece mais que isso.

O Cam foi um protagonista masculino muito giro. Só o facto de saber cozinhar e fazer bolinhos e bolachas a toda a hora é recomendação suficiente, mas ajuda que tenha sido a combinação certa de persistente e paciente com a Avery para a conquistar. Respeita o ritmo dela, e não a deixa "passar-se" com as suas inseguranças. Franzi os olhos à novela que a autora vai publicar com o POV dele, mas até seria curioso ler algumas cenas sob o ponto de vista dele. A sua história não é tão emocional e poderosa como a da Avery, mas é interessante por ter ultrapassado os seus demónios, e deixa-me curiosa por se enlaçar com futuros protagonistas desta série.

Quanto à história da Avery, não posso comentar muito, porque parte do interesse é deduzir e ler as revelações aos poucos... mas que vontade de estrangular os pais dela. Não é assim que os pais se devem comportar com uma filha, que pessoas horríveis, tão horríveis, e é um milagre que a Avery tenha ficado tão sã depois do que lhe aconteceu, especialmente depois da intervenção dos pais. Ela evita muita coisa sobre o seu passado, mas também tem um osso teimoso e resistente que lhe permitiu sobreviver durante todos estes anos. Tem um feitio difícil, mas vale a pena conhecê-la.

Foi uma boa surpresa. A edição tem alguns erros, porque me parece que a editora (HarperCollins) pegou no livro, que foi auto-editado, sem pelo menos fazer uma revisão. Felizmente não foram muitos, e estava a gostar demasiado de ler a história para me incomodar. Quanto ao enredo, é bastante simples, seguindo um certo padrão no que toca a romances, mas a autora consegue dar-lhe o seu toque pessoal para manter o interesse.

Gostei muito de alguns personagens secundários, como os amigos que a Avery faz - a Brittany e o Jacob fazem os comentários apropriadamente engraçados nos momentos certos; o Ollie deixou-me curiosa, e de certo modo a Teresa, a irmã do Cam também. E a família Hamilton toda é adorável. Parece que o próximo livro é com a Teresa e o Jase, o que me deixa curiosa, porque o que é sugerido da relação deles no excerto disponível neste livro é prometedor.

Páginas: 416

Editora: HarperCollins

sábado, 15 de setembro de 2012

Tempting the Best Man, J. Lynn/Jennifer L. Armentrout


Opinião: Sim, o nome da autora ali em cima e o na etiqueta não são o mesmo. Basicamente, J. Lynn é o pseudónimo da Jennifer L. Armentrout para escrever títulos adultos. Uma coisa que geralmente não faz sentido para mim, já que as sinopses costumam dar uma boa ideia do género... creio que ninguém ia ler a sinopse deste livro e pensar que era um livro YA (e se o pensassem, era bem feito apanharem um susto). E sim, basicamente comprei o livro por causa da autora. Gosto das coisas YA dela e estava curiosa por ver como é que ela se sairia num livro adulto. A escrita dela transparece nalgumas frases, e apesar da história ser mais curta, é bastante satisfatória.

Os protagonistas têm química (gosto bastante de quando os protagonistas se conhecem desde sempre e são amigos antes de se envolverem), e diverti-me com as trocas verbais entre eles, com direito a algumas cenas mais quentes. A história só peca por ser curta, pois sinto que podia ter sido um bocadinho mais desenvolvida (acho que algum drama no meio do casamento teria imensa piada), e claro, o fim, que à moda tipicamente romance contemporâneo, envolve um mal-entendido parvo entre os protagonistas, que nem sequer é esclarecido entre eles antes da história acabar. É por isso que não leio mais romance contemporâneo - grande parte das autoras é incapaz de fugir aos clichés do género, especialmente àqueles que me irritam mais.

Páginas: e-book, o tamanho estimado é de 114 páginas

Editora: Indulgence (Entangled Publishing)