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sexta-feira, 8 de março de 2013

Mini-opiniões: Afonso Cruz, e adaptações em BD de Martin e Tolkien

A Guerra dos Tronos vol. 1, George R.R. Martin, Daniel Abraham, Tommy Patterson

A primeira de quatro partes da adaptação do primeiro livro das Crónicas de Gelo e Fogo a banda desenhada. Segue muito bem a história original, bem demais até, porque me fez lembrar do quão irritante a Catelyn era com o Jon Snow. A parte chata é que vai levar quatro livros para adaptar um (de 800 e tal páginas, mas mesmo assim...), e pergunto-me se não seria possível abreviar certas coisas, mas não me queixo dos pormenores, até gosto de ver. A arte não é das melhores, porque a cara dos personagens não é muito variada, só os cabelos diferentes é que ajudam a distinguir, mas a cor é bem mais interessante, e gostei bastante de algumas das capas dos números que compõem o volume.

Os Livros que Devoraram o Meu Pai, Afonso Cruz

É uma pequena história muito gira sobre o poder dos livros sobre a imaginação. Gostei do modo como o autor criou este mundo e esta história, mas acho que se perdeu ali a meio. O título engana, porque a referência ao pai dá a sensação que o vamos encontrar mais entre as páginas do livro, ou que vai haver algum tipo de resolução em relação à sua situação, o que não é verdade. Mas fiquei curiosa por espreitar outras coisas do autor.

Cocó, Ranheta e Facada, Rick Kirkman, Jerry Scott

Já tenho falado aqui desta série de tirinhas de BD, já disse o quão gosto de acompanhar a Wanda e o Darryl nos dramas domésticos com os três filhos, Zoe, Hammie e Wren. Apenas gostava que eventualmente os miúdos crescessem para além desta fase em que parece que "congelaram".

O Hobbit, J.R.R. Tolkien, Chuck Dixon, Sean Deming, David Wenzel

Adaptação em BD do livro de Tolkien, precisava mesmo de reler este livro na altura em que o fiz (depois de ver o filme). Muito fiel à história e ao seu espírito, agrada-me a arte, especialmente a cor, que me lembra aguarelas. O desenho pode estar um pouco datado na modo como apresenta os anões, sendo até cliché (lembram-me demasiado os desenhos animados de David, o Gnomo... ups, raça errada). Mas pelo menos, por ter sido feito na altura em que foi feito, não está "contaminado" pelas imagens dos actores que representam os personagens.

sábado, 15 de dezembro de 2012

O Hobbit, J.R.R. Tolkien


Opinião: Peter Jackson, estás tramado comigo. Ter lido o livro em cima de ir ver a primeira parte da tua adaptação vai-me fazer sobre-analisar todas as coisinhas que me aparecerem à frente. Estou tão curiosa para ver por que raios é que decidiram fazer três filmes, o que adicionaram à história, e exactamente como é vão dividi-la. (Tenho uma ideia, pelo que sei deste filme e pelo título do segundo.)

É tão injusto as pessoas julgarem O Hobbit por não ser aquilo que O Senhor dos Anéis é, porque na minha opinião é esse o seu encanto. É uma história mais juvenil, que segue uma estrutura típica de contos de fadas e aventuras épicas, e por isso um bicho diferente de O Senhor dos Anéis. É perfeita para ir lendo aos bocadinhos, noite após noite, e foi isso que me aconteceu, e a razão porque levei tanto tempo a lê-lo. Lia um bocadinho à noite, acabava o capítulo de manhã e ficava satisfeita.

A parte melhor desta narrativa foi descobrir o Bilbo Baggins, a cujos feitos se alude na trilogia, mas só aqui dá para perceber aquilo que ele fez e viu. Basicamente o Bilbo é que faz tudo... 13 anões e passam a vida a ser salvos por um hobbit. A noção é tão divertida e fiquei com um respeito renovado pelo pequeno hobbit, pela sua inteligência e engenho e pela sua integridade. O modo como tenta resolver o impasse com os anões é tão desenrascado. E fica inconsciente na melhor parte, a da batalha!

Conhecemos neste livro muitas lugares, personagens e raças fantásticas novas, mas também é possível vislumbrar alguns bocadinhos de coisas já conhecidas ou mencionadas na trilogia, o que me deu um monte de saudades da mitologia da Terra Média. O Tolkien criou um mundo. Não apenas uma saga, mas um mundo completo e fabuloso, o que me fascina.

Ainda sobre a adaptação, estou curiosa para ver como os anões são retratados. Têm um feitio difícil, chegam a ser bastante forretas e mesquinhos, especialmente no assunto do tesouro, e passam a vida a ser salvos pelo Bilbo. (Características que duvido que fiquem bem em filme.) E ainda estou para ver como é que o Richard Armitage vai ser um Thorin credível. O homem tem demasiada presença para o velhote resmungão que é o Thorin. Os outros anões... bem, vou tentar não confundi-los, lol. Ter actores de carne e osso a representá-los vai definitivamente ajudar a desemaranhar os personagens na minha cabeça.

Título original: The Hobbit (1937)

Páginas: 260

Editora: Europa-América

Tradução: Fernanda Pinto Rodrigues