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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Desafios de leitura para 2016

Como já revi os desafios de leitura do ano passado, devo delinear umas ideias de desafios para este ano. Coisas que gostava de destacar nas minhas leituras de 2016. Creio que vou manter muita coisa, talvez cortar uma ou outra...

Em termos de temas ou géneros principais que seguirei, creio que os vou manter:
  • YA/NA/MG contemporâneo
  • YA/NA fantasia épica
  • ficção histórica
  • distopia/pós-apocalíptico
  • desafio Meg Cabot

Os livros contemporâneos são uma paixão ou interesse relativamente recente, mas tenho-me divertido bastante a explorá-lo, e tenho encontrado muitas coisas giras. A fantasia épica é uma paixão antiga, mas que ainda me dá muito gozo acompanhar. Quanto à ficção histórica, faço questão de acompanhar, apesar de a ler mais a espaços. A distopia e pós-apolíptico, bem, já não lerei com a voracidade de outros tempos, mas fico contente por continuar a seguir. E quanto ao desafio Meg Cabot, ainda há muitos livros dela que não li, por isso é claro que quero continuar com ele.

Entre os mini-desafios ou objectivos que tenho acompanhado nos últimos anos, também tenciono manter a maior parte:
  • ler em inglês
  • ler audiolivros
  • ler clássicos
  • ler BD
  • ler contos/novelas/antologias
  • ler não ficção

São coisas que quero continuar a destacar ao longo do ano, a encontrar nas minhas leituras, e por isso fico animada por acompanhá-las e ver a minha evolução a longo do ano. Creio que estabilizei nas minhas leituras de BD e em inglês, e os outros são sempre instáveis, mudando conforme o ano, por isso veremos. Deixei de parte o "ler autores de nacionalidades não-anglo-saxónicas", porque isso é quase dominado pela banda desenhada, e o de autores portugueses; nenhum dos dois acaba por ser muito desafiante, e não é por os ter destacado que fui pegar em livros para quaisquer um dos dois.

Reitero aquilo que tenho determinado nos anos anteriores, alguns objectivos gerais: diminuir a lista de livros por ler, e comprar menos, para contribuir para isso. Creio que este ano que passou me portei um pouco melhor que nos anteriores, e por isso sinto-me animada para continuar. Também me quero focar em terminar séries e não começar muitas, para contribuir para diminuir a pilha. Aí não tenho uma ideia clara de como me portei este ano, mas espero que bem.

E só posso terminar desejando que este ano esteja recheado de boas leituras. É tudo o que preciso.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Balanço dos desafios de leitura de 2015

Mais um ano que termina, mais um balanço dos desafios a que me propus no início do ano passado. A este ponto, não são bem desafios, apenas géneros e tipos de livros a que tenciono dar atenção, e que faço por dar atenção ao longo do ano. Num ano dou mais atenção a alguns, noutro ano a outros... veremos como foi este ano.

YA/NA/MG Contemporâneo

Livros lidos:
O ano passado alarguei o âmbito deste desafio, e incluo actualmente várias faixas etárias no contemporâneo, entre MG (Middle Grade, juvenil), YA (Young Adult, adolescente), e NA (New Adult, jovem adulto). É um género a que comecei dar importância mais recentemente, talvez um pouco em detrimento de outros, mas tem-me trazido boas surpresas, e estou feliz por isso.

Este ano li 37 livros, ligeiramente mais alto que no ano passado, mas com um maior peso dos livros da Meg Cabot, graças ao desafio pessoal que tenho da autora. Também é por ela que tenho lido mais livros adultos contemporâneos, que não entram para aqui, porque é uma faixa etária que sinto que já está mais afastada das outras em temas e formato, e em maturidade. De qualquer modo, é um desafio para continuar, porque é um género que aprecio.

YA/NA Fantasia Épica
Livros lidos: 
Um género que continuo a acompanhar com muito gosto, já que é em parte as minhas origens e onde comecei a ser uma leitora inveterada, uma primeira paixão na leitura. Como YA e NA têm sido as minhas faixas etárias de eleição, ultimamente têm sido nestas que concentro os meus esforços de Fantasia Épica. A definição de Fantasia Épica que uso acaba por ser bastante aberta, englobando livros com elementos fantásticos e um mundo que não o nosso, ainda que com características variadas e distintas. Li o mesmo número de livros que o ano passado, e creio que é para continuar.

Ficção Histórica
Livros lidos:
Também aqui tenho uma definição bastante alargada da coisa, já que incluo livros com elementos fantásticos, desde que tenham uma base histórica sólida. A diferença para o ano passado é que li muito menos livros, menos de metade. Li 9 livros. Apesar disso, vou continuar com o desafio para o ano. Gosto bastante de livros históricos, apenas não os leio com tanta dedicação como outros géneros.

Distopia/Pós-Apocalíptico
Livros lidos:
Ok, uma lista pequena, mas deliberada. Depois dos anos anteriores, em que li tudo e mais alguma coisa que me apetecia, estava um pouco cansada, talvez saturada mesmo; e por isso agora foquei-me apenas em continuar e terminar séries que sigo. Comecei apenas duas novas, uma porque é duma autora que sigo com convicção, outra porque me deixava curiosa (na verdade, mais por causa da série que nela se baseia). Li seis livros, e suponho que vou fazer nota dos livros que lerei em 2016 no género, portanto é mais um desafio para 2016.

Desafio Meg Cabot
Livros lidos:

O desafio de ler todos os livros da autora continua. Desta vez foram 28 livros, e continua. Ainda me faltam alguns bons livros dela, e 2016 ainda vai trazer mais, por isso... tenho-me divertido a explorar a backlist da autora, já que ela tem tanta coisa publicada e tão variada. É claro que é para continuar.

Desafios Pessoais
  • Audiolivros: li 2! Um vasto melhoramento em relação ao ano passado, creio eu. Arrisquei-me porque tinha alguns livros para ouvir dum site que os disponibiliza gratuitamente durante o verão, tendo acompanhado durante os verões anteriores essa "promoção". Graças a isso, acumulei muitos audiolivros, e alguns que queria ler muito, por isso aproveitei neste caso para ouvir dois que me deixavam mesmo curiosa.
  • Não-ficção: li 4, outro vasto melhoramento. Um livro autobiográfico e outros três mais em género de ensaio. Fico contente, porque li-os devido a terem-me chamado a atenção, e anima-me ver que se publicam em português mais livros que me interessam neste campo, já que os meus interesses não são muito alargados.
  • Livros em outras línguas: nada. Criei este mini-desafio porque tinha lido um livro em espanhol há dois anos, e achei que podia continuar, mas como a minha cabeça não está para aí virada, vou desistir dele por agora. Logo lhe pego se isso mudar.
  • Autores portugueses: um. Oh, céus. Na verdade não faço de ler autores portugueses uma prioridade. Leio livros no geral se me captarem a atenção, e simplesmente no panorama que temos acabo por encontrar pouco que me atraia. (Só poderia fazer uma excepção à banda desenhada, acho eu.) Ou se calhar não procuro nos sítios certos. Sinto que me devia sentir culpada por isso, mas não sinto. Leio por disposição e capricho, e forçar-me a ler mais nesta área não faria nenhum favor a ninguém.
  • Clássicos: também fraquinho, mas é coisa para continuar, já que gosto de destacar os livros que leio a cada ano. Sem pressão, que não morro por isso. Li 2 livros, um tradicionalmente clássico, por desafio, e outro, da Georgette Heyer, que foi publicado há mais de meio século (primeiro critério para eu definir um clássico), e que é duma autora paradigmática no seu género e área (o segundo critério).
  • Autores de outras nacionalidades que não do mundo anglo-saxónico: esta eu atinjo quase inteiramente devido à BD. Por um lado porque é uma área em que é fácil ler BD de várias origens, que está facilmente acessível; por outro, mesmo que as minhas leituras aí sejam dominadas pelo mercado anglo-saxónico, como suspeito que tenha sido este ano, é uma área muito aberta a artistas de outros países, o que explica os 32 livros que li.
  • Li 13 livros que se podem considerar contos, ou novelas, ou seja o que for que sejam histórias curtas, ou pelo menos mais curtas que um livro/romance. Menos que no ano anterior, mais que no ano anterior a esse. Vai oscilando. É coisa que eu também gosto de tomar nota do que leio, mas não fico preocupada de ler mais ou menos.
  • Li 94 livros em inglês, o que é novamente mais de metade dos livros que li no ano. Um pouco menos que nos anos anteriores, mas como li menos livros no total, acaba por ser em percentagem um valor maior que nos anos anteriores. Continuo a procurar as coisas que me interessam onde as encontro, nem que seja lá fora, apesar de ultimamente a edição em Portugal até me ter surpreendido e agradado. Aqui talvez seja mais porque tenho lido muita banda desenhada, e até tem sido mais em inglês, já que ando a explorar as coisas populares, que infelizmente ainda não cá chegaram. (Se bem que isso também está a mudar, felizmente.)
  • No seguimento do ponto anterior, li 82 livros de banda desenhada. Um valor mais alto que nos anos anteriores, e em percentagem relativo ao total do que li, também mais alto, quase metade. Tenho encontrado muitas coisas fixes, e ler banda desenhada é uma forma de espairecer, de certo modo, já que é uma forma tão diferente de ler em relação ao que estava habituada.

E pronto, é a súmula do que andei a fazer este ano. Funciona melhor assim para mim, fazer pequenos destaques do que quero ler, do que desafios formais. Não funciono assim tão bem sob pressão. (Só funcionaria para aquilo que eu quisesse mesmo ler. Para as outras coisas, eh, ficariam pelo caminho.)

É a mesma lógica para o famoso desafio do Goodreads. Reparei nas estatísticas do mesmo para o ano passado que das pessoas que declararam ir fazê-lo, só uma percentagem mínima atingiu o objectivo a que se propôs. Isso não dava para mim, dava em doida. Prefiro mil vezes meter um objectivo que sei que consigo atingir, e se vir que chego lá antes do fim do ano, actualizá-lo. Foi o que fiz nos últimos anos.

Meter na cabeça que vou ler o dobro, ou aumentar em muito aquilo que sei que consigo ler, não dava, era pressão desnecessária, e ler sob pressão não funciona. Muito menos fá-lo-ia para atingir um número. Cada um tem o seu ritmo de leitura, e o que funciona para um, não funciona para outro.

Já fico contente por ter descoberto o que funciona para mim, porque significa que encontrei um ponto em que estou à vontade com as minhas leituras. Leio o que me apetece, sem frustrações e sem dramas. Ler é o meu lugar feliz, um refúgio dos stresses do dia-a-dia, por isso esforço-me para que se mantenha assim.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Desafios de leitura para 2015

Depois de ter resumido e avaliado os meus desafios de leitura de 2014, vou agora apontar uns desafios para o ano de 2015. Em princípio, vou manter os temas, com uma reserva (distopia/pós-apocalíptico, em que prevejo ler principalmente o que tenho em casa e as séries por acabar), uma eliminação (vou retirar o Steampunk dos géneros para desafio), e uma adição (juntar oficialmente o desafio Meg Cabot à lista).
  • YA/NA contemporâneo
  • YA fantasia épica
  • ficção histórica
  • distopia/pós-apocalíptico
  • desafio Meg Cabot

Vou manter o separador na barra superior do blogue dedicado aos desafios, e apesar de não as usar muito, vou também manter ali as listas de livros dedicadas às séries que tenho por terminar, e a séries que um dia gostava de ler. É uma espécie de wishlist de leituras, que me lembra dos livros que lá estão, apesar do factor psicológico não ter funcionado lá muito bem nos anos anteriores - sou demasiado distraída e teimosa para me manter no plano.

Vou continuar a acompanhar alguns objectivos de leitura, ou mini-desafios, mas não aqui no blogue, apenas no ficheiro onde registo as minhas leituras. Os objectivos são:
  • ler em inglês
  • ler autores portugueses
  • ler autores não anglo-saxónicos
  • ler audiolivros
  • ler clássicos
  • ler BD
  • ler contos/novelas/antologias
  • ler não ficção

São objectivos sem pressão, e não me importo se não chegar a ler de um ou outro tipo de livro. É mais uma maneira de ver a evolução das minhas leituras ao longo do tempo que outra coisa. E vou voltar a listar um conjunto de objectivos gerais que costumo listar todos os anos, a ver se os tenho em mente na minha vida literária ao longo do ano:
  • diminuir a lista de livros por ler
  • o que passa por comprar menos livros
  • gostava de terminar algumas séries
  • e tentar não começar muitas outras

E creio que é isso. Como já tenho dito, gosto bastante mais de fazer desafios pessoais, porque acabam por correr melhor e motivar-me mais, e por isso tenciono continuar a fazê-los. De resto, espero continuar a poder ler e opinar por aqui, e que o ano que vem traga mais boas leituras.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Balanço dos meus desafios de leitura de 2014

Chega agora a altura de avaliar os desafios de leitura a que me propus durante o ano de 2014. São desafios pessoais a que me propus, para me incitar (ou lembrar) a mim própria a ler determinados géneros, e vou avaliar cada desafio, considerando se estou satisfeita com as minhas leituras em cada um. É possível que o post seja longo.

YA/NA Contemporâneo

Livros lidos:
Acabei por alargar um pouco o âmbito deste desafio, que era originalmente só YA contemporâneo. Já o ano passado o tinha feito, mas este ano introduzi oficialmente o NA no nome. Dei-me conta que ultimamente tenho orbitado bastante também à volta do New Adult, para uma faixa etária ligeiramente mais elevada que Young Adult, e que valia a pena reconhecer isso.

Na minha cabeça são faixas etárias bastante ligadas, porque apesar do foco ser um pouco diferente, são ambas sobre uma idade crucial e com desafios muito próprios que passam pelo crescimento e desenvolvimento do protagonista. Tenho-me divertido bastante com ambas, e encontrado bons livros, definitivamente. Quanto a livros lidos, li 35 livros, contra os 13 livros do ano passado, por isso diria que definitivamente é um sucesso no que toca a dedicar-me mais ao género contemporâneo.

YA Fantasia Épica

Livros lidos: 
Gosto muito de fantasia épica, e tenho encontrado coisas fabulosas no género, dentro da faixa etária YA (tosse*Sarah J. Maas*tosse*). Portanto, é um desafio que faço com gosto, apesar de não ser um com muito peso nas minhas leituras.

Desta vez não incluí a Robin LaFevers nem a Juliet Marillier porque honestamente nunca sei onde meter os livros delas - este ano decidi-me a colocá-las debaixo do grande guarda-chuva da ficção histórica, porque me parecem mais fantasia histórica que outra coisa. Se tivesse excluído as duas autoras da minha lista o ano passado, teria 8 livros, como este ano, por isso diria que o peso do género manteve-se igual.

Ficção Histórica

Livros lidos:
Este ano alarguei o âmbito do desafio, que era originalmente só YA, para toda a ficção histórica, seja que em faixa etária for. Nesse espírito, incluí todos os tipos de livros que retratem um cenário histórico de modo satisfatório e cuja importância seja definitiva para a narrativa.

Temos ficção histórica realista (notação: H), romance histórico ou de época (notação: RE), fantasia histórica (notação: FH), quando a história contém elementos fantásticos, mas uma base histórica real, e até algo a que vou chamar retelling histórico (notação: RH), uma categoria que inventei para os livros da A.C. Gaughen.

Por um lado podiam ser ficção histórica, porque ela descreve detalhadamente um período muito específico da história, mas ao mesmo tempo está a recontar uma lenda dum personagem ficcional (Robin Hood), por isso não me parece que faça muito sentido pô-la na ficção histórica realista.

De qualquer modo, a classificação por géneros tem o peso que lhe damos, nem mais, nem menos, e às vezes inventamos tanto nos géneros que se tornam artificiais, por isso não vou perder sono por isto. Não é algo assim tão significativo.

No total, tenho aqui 20 livros, que é bem mais que no ano passado (10 livros), o que se explica possivelmente pelo alargar do desafio. Considero-me satisfeita com o que li, e quero continuar para o ano.

Steampunk

Livros lidos:
  •  
Pois... não li nada. Nem livros que tivesse na estante, nem livros da wishlist, nada. Este foi um desafio que mantive da altura em que participava em desafios organizados por blogues, e como gosto do estilo, estética e género steampunk, achei que valia a pena continuar com ele, apesar de claramente nâo ter grande preponderância nas minhas leituras. O resultado é que vou deixar de fazê-lo, porque não vale a pena insistir. Se ler, boa, fico contente, se não, tudo bem na mesma.

Distopia/Pós-Apocalíptico

Livros lidos:
Ok, estou um bocado saturada do género, principalmente das distopias. Entre este e o ano anteriores, li quase 50 livros, e já deito distopias pelos olhos. Vou manter o desafio para o ano como um semi-desafio, ou desafio secundário, porque tenciono continuar a ler o género, no sentido em que quero ler os livros que tenho em casa, ou os livros que continuam séries que estou a seguir.

No entanto, não tenciono procurar livros ou séries novas. Talvez o peso venha a ser maior para os livros pós-apocalípticos, que foi um género menos explorado por mim e que acho que ainda tem algo a dizer-me. Li 19 livros, contra os 29 do ano passado, mas não me importo com a diminuição, porque foi deliberada. Foi um bom desafio, e diverti-me a fazê-lo em leituras conjuntas com outras pessoas, mas prefiro não continuar, não com esta intensidade.

Leituras Natalícias

Livros lidos:
Acabei por não ler os Contos de Natal, de Charles Dickens, como tencionava, mas substituí-o pelo Landline, que também ocorre nesta época. (Não desfazendo, foi uma bela troca, pois é um livro da fantástica Rainbow Rowell.) E foi um bom conjunto de leituras natalícias, que ajudou a conjurar o espírito da época.

Desafio Meg Cabot

Comecei este desafio com o intuito de reler duas séries da autora, a do Díario da Princesa, e a da Mediadora, pois brevemente vai sair mais um livro para cada série, mas acabei por estender o desafio a toda a backlist da autora, para ver se finalmente releio o que já li dela, e leio o que não ainda li dela, coisa que para uma fã como eu é quase criminoso.

Li 19 livros, e pretendo continuar no próximo ano (ela ainda tem muitos livros publicados), por isso prevejo que o número aumente em 2015, já que em 2014 comecei o desafio quase a meio do ano. É um desafio que me está a dar muito gozo fazer, porque sempre fui fã da autora, e estou a gostar de a ler em várias frentes, comparando géneros e estilos e modos de escrever.

Outros desafios pessoais

  • Ler audiolivros, ler não-ficção, ler noutras línguas que não o inglês: yep, nada de nada. São desafios não essenciais para mim, suponho. Os audiolivros continuam uma curiosidade para mim, e depois duma experiência não muito boa, é complicado voltar a ter vontade de voltar a eles. Não-ficção é um género que não me é habitual ler; se um livro me chamar a atenção, tudo bem, mas não corro à procura do género só para dizer que li. Ler noutras línguas acrescentei o ano passado por ter lido um livro em espanhol, e achei que podia tentar repetir a gracinha este ano, mas não se proporcionou.
  • Ler clássicos e ler autores portugueses: muito fraco. Li dois no primeiro caso (uma novela e uma adaptação de um clássico, na verdade), e três no segundo caso (dois dos quais BD que incluía autores portugueses, e um um livro de crónicas). No caso dos clássicos, acho que simplesmente não estive para aí virada. Ainda considerei reler alguns favoritos, mas não cheguei a vias de facto. No caso dos autores portugueses, infelizmente é rara a coisa que me capta a atenção, e mais raro ainda eu pegar-lhe atempadamente, para mal dos meus pecados
  • Li 26 livros cujos autores eram de nacionalidades que não as do mundo anglo-saxónico (excluo os portugueses também, por estarem num mini-desafio à parte), o que é um bom número, e que se deve somente à banda desenhada. Uma forma narrativa que acaba por ser bastante mais abrangente do que a edição de ficção, que pelo menos aqui em Portugal me parece bem dependente do mercado anglo-saxónico - e como a oferta de autores de outras nacionalidades acaba por ser reduzida, a minha leitura também não se orienta para aí. Já a banda desenhada tem focos de BD pelo mundo fora, sendo que li alguma coisa franco-belga, e algum manga (japonês); e mesmo entre o mercado norte-americano, no qual me foquei bastante, se encontram facilmente artistas de outras nacionalidades, e ainda bem.
  • Li 22 contos, novelas, ou antologias dos mesmos: 15 contos ou novelas, 1 antologia ilustrada, e 6 antologias de contos ou novelas. É um bom número, bem melhor que no ano passado, e fico contente por estar a apostar neste formato, pois encontrei algumas coisas interessantes, e é uma bela maneira de complementar as minhas leituras, além de permitir explorar novos autores e conhecer histórias secundárias à narrativa principal de algumas séries.
  • Li um pouco menos de BD este ano (e até li mais livros no total), 70 livros, mas não é uma diferença significativa (provavelmente deve-se ao peso dos contos/novelas), e sem dúvida que aprecio muito ler histórias nesta forma narrativa, que é fascinante e encanta-me aprender qualquer coisa nova a cada leitura.
  • Um pouco mais de metade das minhas leituras foram em inglês (99 livros), tal como no ano passado, porque lá está, continuo algo desmotivada com a edição em português, que se afasta muitas vezes dos meus gostos, para não falar de outros pecadilhos que comete... mas a percentagem de livros em inglês, em relação ao total de livros lidos, é ligeiramente menor, o que talvez se deva a que este ano até tive boas surpresas, encontrando uma boa quantidade de livros que me suscitavam interesse e que foram prontamente editados em português.

E pronto, este é o resumo muito alargado do que andei a fazer este ano em leituras, do que me desafiei a ler e do que consegui realmente ler. Prefiro este tipo de desafios pessoais, sem limites, sem pressão, porque não faz sentido para mim obrigar-me a ler assim e assado, que só vai dar asneira.

É por isso que evito pôr objectivos concretos, e quando os ponho (como no Goodreads Reading Challenge), ponho limites razoáveis e realizáveis. Não faz sentido pôr a fasquia nas nuvens, se não tenho esperança de lá chegar, isso é deitar abaixo a minha leitura, e ler só para chegar a um número. Prefiro pôr a fasquia onde a possa ver, e saltar, porque vou ficar bem mais animada e satisfeita com o que estou a fazer, em vez de ter vontade de atirar os livros da janela porque não cheguei a um limite imaginário.

Ler é um passatempo, é algo que me dá gozo, e não vou fazer nada que me tire o prazer que tiro de ler. Este tipo de coisas é só uma brincadeira que faço com as leituras, por graça, e porque sou uma taradinha das estatísticas, e adoro programar o ficheiro Excel que tenho para acompanhar estas coisas, apesar de ser uma esquecida a actualizar os desafios. (Estive ainda hoje a verificar se tinha tudo certo.) De qualquer modo, tenciono continuar a desafiar-me nestes moldes, porque é como funciona melhor para mim, e essa é a parte importante da coisa, é fazermos como resulta melhor para nós.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Os meus desafios de leitura de 2014

Como já mencionei no post anterior, em que avaliei os desafios de 2013, não tenciono inscrever-me em desafios literários "oficiais", porque geralmente não funcionam bem para mim. No entanto, fazer desafios pessoais tem resultado melhor, como pude comprovar ao rever os desafios de 2013. Por isso, vou continuar com o modelo de 2013 e desafiar-me a ler:
  • YA contemporâneo
  • YA fantasia épica
  • ficção histórica
  • steampunk
  • distopia/pós-apocalíptico

Sendo que o desafio das distopias e livros pós-apocalípticos acaba por ser a excepção óbvia, já que é um desafio que vou realizar com outras pessoas graças às leituras conjuntas que fazemos no Goodreads.

Por outro lado, mudei um pouco a designação do desafio da ficção histórica. Dantes era apenas YA, porque quando comecei a fazer desafios no género histórico eram dedicados à literatura YA; mas este ano, já que tenho cá para casa um ou outro livros adultos, vou retirar a designação e admitir livros para todas as idades.

Acabei por não fazer o mesmo (retirar a designação YA) para o contemporâneo ou para a fantasia épica por duas razões opostas: no segmento mais adulto, do primeiro não costumo ler praticamente nada, e o segundo é um género bastante visitado por mim. Em ambos os casos isso invalidaria fazer um desafio que fosse realmente desafiante. Não que não possa mudar de ideias em relação a este aspecto mais tarde... mas por agora vou deixar assim.

Como no ano passado, vou ter ali um separador ali em cima no blogue dedicado a estes desafios, com listas de livros que tenho na estante por ler, e listas de livros que gostaria de ler para o desafio. No mesmo separador vou ter mais duas listas, como no ano passado:
  • séries que quero ir terminando
  • séries que gostava de começar

São só listas para me motivar, e não desafios mesmo. É o factor psicológico, ao ver listadas ali algumas séries pode ser que me motive a terminá-las. Por isso não as vou tratar como desafios, e não vou fazer listas de livros lidos, apenas vou riscando da lista os livros lidos.

Fora isso, vou continuar a acompanhar alguns objectivos de leitura, ou mini-desafios pessoais, no meu ficheiro de Excel em que costumo registar os livros que leio ao longo do ano:
  • ler em inglês
  • ler noutras línguas
  • ler autores portugueses
  • ler autores não anglo-saxónicos
  • ler audiolivros
  • ler clássicos
  • ler BD
  • ler contos/novelas/antologias
  • ler não ficção

Fora isso - e eu sei que digo isto todos os anos, mas durante este ano que passou fiquei com uma melhor ideia das minhas aquisições de livros, e por isso posso delinear um plano para as restringir - deixo aqui alguns objectivos mais gerais (são repetidos do ano passado):
  • diminuir a lista de livros por ler
  • o que passa por comprar menos livros
  • gostava de terminar algumas séries
  • e tentar não começar muitas outras

Penso que é tudo. O único objectivo que me falta aqui expressar é continuar a ter vontade e disponibilidade para ler e para opinar aqui no blogue, que são duas das coisas que mais gosto de fazer.