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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Abreviadas: Bruxa Endiabrada, A sétima ond@, Easy

Bruxa Endiabrada, Kim Harrison
Depois dos acontecimentos do livro anterior, o Foco continua em foco (passe a redundância), e graças ao dito cujo, a Rachel consegue envolver-se (e envolver-nos) em ainda mais sarilhos. A Kim Harrison consegue ainda enredar neste ponto principal vários fios secundários, e pior, trazer à baila qualquer badameco que a Rachel já tenha enfrentado como inimigo. O perigo e a acção estão em alta e foi divertido rever alguns vilões (Al e Piscary) e conhecer outros (Newt e Minias).
Não foi divertido ver o Trent neste livro (mas ao menos vi-o). Tenho a firme convicção que algum dia vou ver a Rachel e o Trent cair nos braços um do outro, provavelmente muito relutantemente, ou num estado embriagado - mas quão divertido vai ser! Só que, ora não o vemos de todo (no livro anterior), ora ele faz uma coisa fundamentalmente evil e estraga a pintura (neste livro). Seria interessante vê-lo ganhar uma consciência. De qualquer modo, foi divertido ver o "casamento" dele.

O Jenks continua tão divertido, e de certo modo a bússola (moral e não só) da Rachel. A Ivy... é complicado. Ainda vou conseguir vê-la evoluir deste pântano em que se enfiou. A Rachel continua igual a si mesma, sempre pronta para se meter em sarilhos - creio que está a ganhar um nadinha de maturidade, ou pelo menos autoconhecimento. O fim é... triste, e dramático, e confuso, porque não sabemos realmente o que aconteceu, e assim não é possível aceitar a situação.

Emmi e Leo - A sétima onda, Daniel Glattauer
Depois de uma ausência de 9 meses e meio (bem, 11 e meio na minha vida, mas quem é que está a contar?), o Leo volta de Boston e ele e a Emmi retomam a sua correspondência, infelizmente não no ponto em que a tinham deixado. Não, tinham de me torturar durante um livro inteiro. O Leo trouxe uma americana chamada Pamela como souvenir, e a Emmi manteve-se ao lado do marido para cuidar dos miúdos.

Por um lado, a relação deles evolui, já que finalmente se conhecem no plano físico, e sobrevivem a tal encontro. Por outro, todas as peripécias, todos os "obstáculos", são apenas temporários e quase desculpas para adiar o inevitável. A verdade é os seus e-mails estão recheados de intensidade e emoção, e estão são duas pessoas a torturar-se desnecessariamente porque _________ (preencher o espaço - pessoalmente diria que são masoquistas).

O fim chega, finalmente, e eu suspiro de alívio. Creio que a Emmi teve ali um momento de tortuosidade feminina (que durou qualquer coisa como seis meses), mas chegou ao fim, e eu tive o meu final feliz.

Easy, Tammara Webber
Não me tinha dado conta, mas estava a morrer de saudades de ler qualquer coisa mais contemporânea e menos fantasiosa. A autora consegue criar uma história cativante e que me fez devorar o livro. Gostei muito do cenário mais universitário, e da protagonista, Jacqueline, que acaba com o namorado que seguiu até à universidade, mas não é parva nenhuma.

Gostei da evolução dela e de ler sobre os seus problemas. Gostei do Lucas, de como ele e a Jacqueline não se conseguiam largar e de como os dois se ajudam mutuamente a ultrapassar os seus fantasmas (e o Lucas tem uma arca cheia deles). Gostei de como a história me pareceu tão real, como se estivesse a acontecer a um grupo de amigos próximos. Gostei. Estou em pulgas para ler mais qualquer coisa da autora.

domingo, 18 de setembro de 2011

Quando Sopra o Vento Norte, Daniel Glattauer


Opinião: Ler este livro foi por um lado bem interessante. A internet parece tornar o mundo tão mais pequeno… A ideia de encontrar alguém por mero acaso na rede e desenvolver algum tipo de relação com essa pessoa parece intangível, mas real ao mesmo tempo. A maneira como a Emmi e o Leo começam a trocar é tão casual, mas rapidamente se torna numa troca furiosa de ideias.

Os seus e-mails são por vezes curtos, por vezes longos, por vezes inconsequentes, por vezes profundos. Achei que era irónico o Leo bêbedo ser mais dado a escrever coisas bonitas. Achei piada quando estiveram no mesmo café a tentar adivinhar quem era quem. E não chegamos a saber qual das possíveis Emmis era a verdadeira. Achei que a Emmi esteve, em parte, o tempo todo em negação. Se a sua vida familiar fosse mesmo satisfatória não teria deixado as coisas chegar onde chegaram.

O fim foi altamente insatisfatório para mim. Não porque o encontro entre ambos não se deu, mas porque acho que a Emmi se acobardou à grande. Quando cheguei às últimas linhas até me ri daquele final. É um cliffhanger muito pior que o do Em Nome da Memória, e por essa razão ainda bem que já sabia o fim, ou teria tido uma coisa a ler o livro.

Enfim, parece que há uma sequela, ou seja vamos deixar os leitores a sofrer durante mais um livro inteiro com o will or won't they. *roll eyes* O livro é curtinho, li-o numa manhã. Gostei, mas também fiquei um pouco irritada com os personagens, se é que isso faz sentido. A conversa (quase) bilateral entre os dois personagens quase parece obsessiva e gostaria de ter sabido mais sobre as suas vidas exteriores.

Título original: Gut gegen Nordwind (2006)

Páginas: 224

Editora: Porto Editora

Tradução: Susana Mendes Sereno