domingo, 25 de novembro de 2012

Colecção Heróis Marvel, Mutts

Mutts 5 - Os Nossos Mutts, Patrick McDonnell
Acho que já falei do quanto adoro estas tiras aqui, mas vou falar mais um bocadinho. Gosto que o autor consiga, sem palavras, expressar tanto. Delinear situações e personagens complexos com uma mão-cheia de palavras. Dar profundidade a alguns temas que aborda sem ser aborrecido. Fazer-me pensar e derreter-me na mesma tira.

Gosto particularmente de seguir o mesmo tema durante uma semana, como o autor às vezes faz. Gosto da "gatice" do Mooch e da lealdade canina do Earl. E gosto de seguir o autor, seguir o seu traço ao longo dos anos e notar as pequenas mudanças. (O traço não é bem o mesmo no Mutts 1, neste, ou nas tiras diárias que o site do autor me manda para o e-mail.)

Quarteto Fantástico - Em Busca de Galactus, Marv Wolfman, Keith Pollack, Sal Buscema, John Byrne
É bom poder ler sagas completas. É muito mais recompensador poder acompanhar uma história que expande por vários episódios e que estão reunidos no mesmo livro. A saga em si não é particularmente memorável, o que é estranho tendo em conta que mete ao barulho o Galactus, mas como personagem este é um bocadinho aborrecido, por isso talvez não seja assim tão estranho. O ponto alto do enredo é o envelhecimento de três elementos do Quarteto... parece que aqui os dramas pessoais são mais interessantes que os enredos épicos.

Nick Fury - Agente da Shield, Stan Lee, Jim Steranko, Roy Thomas, Jack Kirby, John Buscema
O ponto fabuloso deste volume é a (re)coloração de um tal Estúdio Fénix em parte das histórias que contém. Cores fantásticas que recriam o estilo de cores desta época da BD, dando-lhe ao mesmo tempo alguma profundidade. Também é bom poder ler várias revistas de seguida, seguindo a história sem interrupções.

Mas... não gostei muito deste Nick Fury primordial. Demasiado a puxar para o James Bond, sabe tudo, faz tudo, espia tudo, prevê tudo... céus, torna-se extremamente aborrecido, principalmente porque as histórias tomam sempre o mesmo rumo: Nick Fury mete-se em sarilhos, Nick Fury fica à beira da morte, e Nick Fury safa-se milagrosamente e salva o dia! *bocejo* As histórias são curtas, porque o protagonista partilhava a revista (Strange Tales) com outros personagens, mas isso não justifica a fraqueza narrativa. As últimas histórias fogem um pouco à regra, mas só mesmo a última história é que me chamou a atenção, pela história e pela arte - se bem que a revelação final é algo confusa.

sábado, 24 de novembro de 2012

A Rendição mais Obscura, Gena Showalter


Opinião: É significativo, talvez, que um dos livros que mais me agradou na série tenha tão pouco desenvolvimento do arco de história principal da saga. Não que eu não adore os desenvolvimentos além-casal de cada livro, mas foi bom, por uma vez, poder ter um livro tão dedicado ao casal em si. O Strider e a Kaya são bem divertidos e estranhamente castos, levando mais de 200 páginas até consumarem o acto. Quase um oposto do outro casal que mais me agradou, o Aeron e a Olivia, que eram bem sexuais.

Bem, a história dos jogos das harpias foi bem refrescante e com alguns pontos bem giros. A autora vai preparando mais uns quantos casais com as suas movimentações, fazendo um avançozito no enredo da saga. Fiquei intrigada com o que é que será que ela está a preparar para o Paris e a Sienna; pode vir a ser muito bom ou muito mau. Estou à espera de muito conflito e drama, mas as pistas que a Gena deixa neste livro tendem a dar-me a sensação contrária, por isso também estou um pouco receosa.

Título original: The Darkest Surrender (2011)

Páginas: 384

Editora: Harlequin

Tradução: não disponível

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Picture Puzzle #28

O Picture Puzzle é um jogo de imagens, que funciona como um meme e é postado todas as semanas à quarta-feira. Aproveito para vos convidar a juntar à diversão, tanto a tentar adivinhar como a fazer um post com puzzles da vossa autoria. Deixem as vossas hipóteses nos comentários, e se quiserem experimentar mais alguns puzzles, consultem a rubrica nos seguintes blogues: Chaise Longue; A Cup of Coffee & a Book #1, #2, #3.

Como funciona?
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens que representem as palavras do título (geralmente uma imagem por palavra, ignorando partículas como ‘o/a’, ‘os/as’, ‘de’, ‘por’, ‘em’, etc.);
  • Fazer um post e convidar o pessoal a tentar adivinhar de que livro se trata;
  • Podem ser fornecidas pistas se estiver a ser muito difícil de acertar no título, mas usá-las ou não fica inteiramente ao critério do autor do puzzle;
  • Notem que as imagens não têm de representar as palavras do título no sentido literal.

De volta aos puzzles tortuosos! (Ou não tão tortuosos.) Eheheh...

Pista geral: tentem perceber o quê, ou quem, está representado na primeira imagem de cada puzzle.

Puzzle #1
Pista: título histórico em inglês; corresponde ao segundo livro da autora publicado em português.

Puzzle #2
Pista: título YA em inglês.


Divirtam-se!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Uma imagem vale mil palavras: Amanhecer parte II

Como eu disse ontem: embrace the sillyness! Se não eu nunca tinha aguentado até ao fim desta saga, mesmo nos livros. E sabem que mais? O filme acabou por ser melhor do que estava à espera, ultrapassadas todas as patetices do casamento e da gravidez vampírica (ainda que não tenhamos ultrapassado o drama à volta da Renesmee). Ainda mais irónico foi o facto de que a pior parte do filme nem foi o filme, foram os trailers. Ainda me está a saltar a tampa por não ter visto o trailer do City of Bones no grande ecrã. Passaram um do Pitch Perfect, e um do Beautiful Creatures, e um teaser do The Host - nem um trailer passaram, quando já há uns dois disponíveis.


Passando à frente. Até foi bom ver o filme com imensa gente na sala, é mais engraçado quando toda a gente se põe na risota por causa dalguma cena. Neste caso, algumas das cenas iniciais que focam a adaptação da Bella a vampira. Se bem que esta parte é a mais mal montada do filme, cheia de cortes esquisitos e mudanças de câmara para se ver a reacção ou comentário de alguém, mas tudo feito dum modo muito pouco fluido.

Não é que eu possa elogiar a bebé CGI, que era mesmo, mesmo creepy. Tão mal feita. Até quando já usam a pequena actriz, a Mackenzie Foy, há uma altura em que lhe põem uns efeitos na cara... não. Mesmo não. E ainda mais não quando a Alice tem uma visão completamente ridícula do futuro com uma Renesmee mais velha, em que parece que tentaram envelhecer a cara da Mackenzie, mas mal. (Para não falar de que a Alice nunca conseguiria ver a Renesmee nas suas visões, mas enfim.)


E OMG, nem como vampira a Kristen Stewart me convence. Passei este filme, tal como no anterior, cheia de vontade de berrar-lhe para o ecrã "faz isto! reage assim! não faças assado!". Acho que tudo se prende com ela ser pouco expressiva com a cara, eu que sou apaixonada por actores superexpressivos que conseguem transmitir qualquer coisa só com os músculos da cara.

O resto de elenco agradou-me mais. Ainda acho que os Cullen têm pouco tempo de antena, mas geralmente acabam por brilhar um bocadinho com alguma coisa. O Charlie também. Ainda tenho imensa pena dele por ser arrastado para esta loucura toda. E foi totalmente fantástico quando os actores do vampiros que ajudam os Cullen começaram a aparecer e eu comecei a reconhecê-los - "ihhh o irmão psicopata do Dexter! ahhh a irmã perdida da Sydney Bristow! ehhh o rapaz das tartes!". Se bem que no caso deste último tive algum trabalho a reconhecer o Lee Pace, a personagem dele estava bastante fixe.


O final, já sabíamos, era completamente ridículo. Mas com o pequeno twist lá pelo meio ficou assim um bocadinho menos ridículo. E conseguiu ser totalmente credível e pôr-me horrorizada por uns segundos devido ao que estavam a fazer àqueles personagens. Aliás, foi a melhor parte do filme e quando se veio a verificar a sua... não-existência até fiquei desapontada. E irritada por a Stephenie Meyer não ter usado uma coisa assim no livro original. Como disse, o final teria sido um pouco menos ridículo. E fiquei confusa ao perceber que o gajo inteligente naquilo tudo foi o idiota do Aro, que é o vilão e foi capaz de não travar uma batalha perdida à partida. Ai... épico, épico mesmo foi o pontapé que Alice deu ao Aro.

Gostei bastante do genérico inicial (se bem que estava ainda um pouco distraída com a coisa de não ter posto os olhos no trailer do CoB), e ainda mais do final, com um rever de todos os actores da série, foi engraçadito, um reconhecer de toda a gente envolvida nos filmes da saga. *suspiro* No fim de contas, tenho pena de que a certa altura quaisquer piada que os livros tenham tido para mim se tenha perdido. É uma prova da minha evolução como leitora, mas gostaria de recuperar aquela sensação de ler o primeiro livro pela primeira vez e devorar aquilo como se não houvesse amanhã.

domingo, 18 de novembro de 2012

Estou de volta!

Yay, finalmente! Estava a fazer-me muita falta poder partilhar as minhas peripécias literárias, vir diariamente cá deixar as minhas opiniões e ter um escape para escrever. Se há coisa que esta pausa fez, foi reavivar a minha paixão por escrever sobre livros. As últimas duas semanas foram consumidas na escrita da monografia que preciso de entregar (e apresentar) para terminar o curso, e bolas, cada palavra foi arrancada a ferros. Os dias em que chegava às 1000 palavras eram uma festa. Já tinha prática nestas coisas, pois já escrevi documentos de natureza semelhante no passado, mas desta vez custou-me mais, graças às circunstâncias e ao facto de o tema ser tão específico que não consegui espremê-lo mais. Gostava de ter feito mais páginas, mais palavras (tínhamos um limite superior de palavras a não ultrapassar, e cheguei a cerca de 2/3 do mesmo), mas bem, a monografia está terminada e entregue, agora é esperar para ver. Pelo menos fiquei mestre em procrastinação (e em jogar snooker no computador, lol).

Enfim, a vida não parou. As coisas continuaram um pouco aborrecidas no estágio, mas também aprendi muito. A parte boa é que tive montes de tempo livre. Consegui apontar umas ideias para posts, incluindo uma que deu 8 páginas do meu caderno numa hora particularmente aborrecida. Estou a rehabituar-me a apontar ideias para as opiniões e posts, para não me pôr a fazer as coisas "em cima do joelho".

As encomendas continuam a ser uma dor de cabeça. É bom ver que algumas coisas não mudam. Tentei encomendar na Fnac online um pack da Juliet Marillier com a trilogia de Sevenwaters - que eu calculava que eles já não tinham, mas aquilo aparecia como disponível. E continuou a aparecer, mesmo depois de me dizerem que não tinham em stock. Só quando resmunguei com eles para me devolverem o dinheiro do pack, e os avisar que o mesmo ainda aparecia disponível, é que mudou para indisponível.

Os nossos CTT continuam a gostar *muito* do BookDepository. Esta semana recebi um livro que tinha sido enviado há 3 semanas, mais um box set que encomendei a semana passada na promoção das 24 horas com uma promoção a cada hora, e que segundo eles foi enviado no próprio dia. Até a Amazon parecia decidida a provocar-me um ataque de coração esta semana. Segundo eles a minha encomenda chegaria na terça-feira, e como já têm entregado no dia anterior, desde segunda que ando a trepar paredes de impaciência, e nada. Só na sexta o tracking permitiu-me ver que a encomenda tinha chegado a Portugal, e já não tinha muita esperança de a receber nesse dia. Qual não é a minha surpresa ao atender a porta às 6h30 da tarde, e o senhor me dizer que era uma encomenda da Amazon! Sou capaz de ter feito uma dança da vitória a sussurrar "yes! yes! yes!" à frente da porta de casa enquanto o senhor subia no elevador. O grandioso motivo de tanto stress?


Ando há um ano a suspirar por esta sequela, até andei a reler pedacinhos do primeiro, e a ler um outro livro da autora, para matar saudades. E está a ser lindo! Oh, os personagens estão a dar comigo em doida, mas no bom sentido. A escrita da autora continua espantosa, e a história continua a ter o poder de me fazer devorar o livro. Li qualquer coisa como 300 páginas hoje, quase sem dar por isso.

A nível de livros, tenho encontrado algumas coisas engraçadas. A colecção Heróis Marvel expandiu-se para uma segunda colecção, o que foi uma boa notícia. O segundo livro da Stephanie Perkins foi tão fofo como o primeiro. A Cassandra Clare redimiu-se do desastre que foi o livro anterior dela que li. (E OMG aquilo está cheio de teasers para como a trilogia Infernal Devices pode vir, ou não, a acabar... Que tortura!) A Cynthia Hand matou-me com os desenvolvimentos do seu segundo livro, apesar da sua escrita continuar tão fantástica e envolvente. Li um livro que me andava debaixo de olho há séculos, 1984 de George Orwell, por uma razão completamente hilariante. Li um livro que originou um filme, que está prestes a sair em Portugal (The Perks of Being a Wallflower), e sou capaz de ler num futuro breve mais uns livros nos quais se basearam filmes que estão quase, quase a sair. (Se bem que não me estou a ver a ler o Anna Karenina ou Os Miseráveis para já...)

Eventos literários? Hm, dei um saltinho à sessão de autógrafos da Alyson Noël no Colombo. Uma escritora simpática, se bem que nunca mais peguei num livro dela. E fui ver o Breaking Dawn parte II. Já vou para aqueles filmes com o mantra embrace the sillyness! A audiência fartou-se de rir na parte inicial, com a adaptação da Bella a vampira, e acho que morremos todos um bocadinho com o twist final, mesmo aqueles que não tinham lido os livros. Mas teria sido tão mais fixe se este detalhe tivesse estado no livro. Enfim. A parte mais importante deste filme NEM SEQUER APARECEU. Estava à espera que, já que lá fora o trailer do City of Bones acompanhava este filme, o mesmo acontecesse aqui em Portugal. Passei o momento dos trailers a murmurar "a seguir é o City of Bones". E passou o momento e começou o filme e NÃO VI O TRAILER. *faz beicinho*

São todas as novidades e pensamentos literários que me passaram pela cabeça neste mês e pouco, em resumo. Nos próximos tempos hei de os colocar em posts. Também tenho planos para ir mudando uma ou outra aqui no blogue, para facilitar a navegação. Andei a mexer no blogroll, dividindo blogues em categorias para me facilitar as consultas e leituras. Juntei aqui ao lado uns botões/imagens com links para outros sítios onde me podem encontrar. Já tinha ali a maneira de seguir por e-mail, agora tenho o Goodreads (o meu sítio favorito para livros, fora o blogue), o feed, o Tumblr (não faço muita coisa por lá, mas é giro para juntar coisas de que gostei) e o Twitter. Sim, ando há que tempos a magicar a coisa, e finalmente decidi-me. Não percebo nada daquilo, mas hei de lhe apanhar o jeito. Espero eu, ehehe.

Termino com um agradecimento a todos os comentários no post anterior. Obrigada.