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sábado, 16 de setembro de 2017

Curtas BD: Revistas Marvel, Homem-Aranha e Vingadores, volumes 1 e 2

Homem-Aranha vol. 1: Aprender a Escalar, Dan Slott, Ramón Pérez
Homem-Aranha vol. 2: Global, Dan Slott, Giuseppe Camuncoli
O primeiro volume contém os fascículos que compõem a história Aprender a Escalar (Learning to Crawl); é uma história sobre os primeiros tempos de Peter Parker como Homem-Aranha, recontada, e adaptada ao século XXI. Revivemos a morte do tio, as lutas - mas um vídeo colocado no YouTube dá uma dimensão diferente ao super-herói, dando-lhe uma fama inesperada

O jovem que colocou esse vídeo inspira-se no heroísmo do Aranha e torna-se no seu próprio super-herói: mas mostra como é fácil virar o vilão, fazendo as coisas pelas razões erradas. A história em si é deliciosa pelos dilemas morais do Peter e o modo como está a aprender a fazer isto, ultrapassando os problemas.

O segundo volume decorre no seguimento do afastamento do Doutor Octopus do, er, corpo do Peter Parker, que é devolvido ao legítimo dono. (Banda desenhada de super-heróis. Soa sempre como a coisa mais bizarra do mundo.) O foco é nas indústrias Parker, como o Peter manteve esse desenvolvimento do Ock e o fez crescer, e como isso o apoia a ser um herói a nível global.

Gosto bastante. As minhas partes favoritas do Homem-Aranha têm sido ao longo do tempo quando ele evolui, muda do cliché do azarado coitadinho; e isto pode ser interessante para ele. É impressionante o quanto avançou, trabalhando com a SHIELD, usando tecnologia para lutar contra o crime; mas ainda é o Peter, o miúdo adorável preocupado com a tia.


Os Vingadores vol. 1: Os Sete Magníficos I / Futuro Perdido I, Mark Waid, Adam Kubert, Mahmud Asrar, Gerry Duggan, Ryan Stegman
Os Vingadores vol. 2: Os Sete Magníficos II / Futuro Perdido II, Mark Waid, Mahmud Asrar, Gerry Duggan, Ryan Stegman
Nestes dois volumes seguimos duas equipas que assumem o manto de Vingadores. A primeira forma-se quando os da velha guarda se apercebem que no momento não há ninguém que use o nome de Vingadores para a sua equipa. E então temos uma equipa que reúne gente como o Homem de Ferro, e também o Capitão América na sua encarnação vivida pelo Sam Wilson e o Thor na sua encarnação em que o merecedor do martelo é uma mulher; e ainda gente jovem como a Kamala Kahn (a Miss Marvel), ou o Nova.

O que é tão fofo. Achei divertidíssimo ver a Kamala e o Nova às turras. E a rivalidade conjuga-se bem com a sua inserção na equipa e os desafios de ter jovens com responsabilidades tão grandes, sendo inexperientes. Também achei engraçado o Sam Wilson e a Thor juntos, ao princípio ninguém da equipa sabe quem ela é e o processo de descoberta é giro. Em suma, é uma equipa com potencial.

A segunda equipa junta Vingadores, X-Men, e Inumanos. Aparentemente, no mundo Marvel as tensões estão em alta com os Inumanos e a sua aceitação na sociedade, e a equipa é reformada para incluir elementos dos três grupos, de forma a promover a união entre todos.

Creio que gostei mais da outra encarnação que li da equipa. Esta é um pouco estranha; como equipa não é... orgânica? Não parece ter nomes grandes ou nomes reconhecíveis suficientes, e trata os personagens de forma algo estranha. Quero dizer, a Rogue é uma pessoa bastante experiente a este ponto do campeonato, e comete um faux pas daqueles no início? Difícil de acreditar.

A equipa é liderada pelo Steve Rogers, que a este ponto ficou velhote (qualquer coisa com o soro do super-soldado, creio eu), e deixou de ser o Capitão, mas ainda põe toda a gente em sentido. Gosto de o ver assim caracterizado, mas a maneira como o desenham é péssima. Por outro lado, acho interessante que confie no Deadpool para fazer parte da equipa, e melhor, que o Cap seja das poucas pessoas que o Deadpool leva a sério.

O inimigo presente é um Inumano naturalista, e acaba por ter uma reviravolta no fim. A sua presença força a aparição do Cable, que estava no futuro em que este Inumano conseguiu dominar o mundo. Outra questão que também pode vir a ser interessante no futuro. Se bem que o que eu gostava de ler mais era sobre a posição dos Inumanos neste mundo. Podem vir a fazer histórias bem giras sobre este conflito.

sábado, 29 de agosto de 2015

Curtas: BD

All New X-Men vol. 4: All Different, Brian Michael Bendis, Stuart Immonen, Brandon Peterson, Mahmud Asrar
Uncanny X-Men vol. 3: The Good, The Bad, and The Inhuman, Brian Michael Bendis, Chris Bachalo, Kris Anka, Marco Rudy
Guardians of the Galaxy/All-New X-Men: The Trial of Jean Grey, Brian Michael Bendis, Sara Pichelli, Stuart Immonen, David Marquez 
All-New X-Men vol. 5: One Down, Brian Michael Bendis, Stuart Immonen, David Marquez, Sara Pichelli

Tive a oportunidade de ter acesso ao Marvel Unlimited este mês, e então aproveitei para avançar um bocadinho na leitura dos títulos dos X-Men, e este foi o resultado. É interessante observar como os títulos dos X-Men têm sido usados ultimamente, e que partes do mundo dos mutantes são mostradas em que títulos.

Por exemplo: o All-New X-Men segue impreterivelmente os X-Men Originais, seja como for. Seguia-os quando estavam na escola Jean Grey, e segue-os agora que estão na escola Charles Xavier. O X-Men segue as mulheres na escola Jean Grey, até onde li; o Uncanny X-Men segue o pessoal na escola Xavier, e o o Wolverine and the X-Men segue, bem, o Wolverine e os alunos na escola Jean Grey. E é tudo o que sei dos títulos do universo X-Men. (Nunca me tinha dado conta duma divisão tão clara.)

Ora bem, apontamentos e destaques de cada parte/fase destes livros: no Uncanny X-Men, temos um par de histórias com os métodos menos ortodoxos de treinar alunos que os professores da escola Charles Xavier têm; é interessante e importante notar as diferenças ideológicas com a escola Jean Grey, e como os métodos e pontos de vista se mantêm afastados entre ambas.

Outra história envolve as mulheres da escola saírem para uma noite só de mulheres e acabarem a tropeçar no evento Inhumanity; o que me lembra, este título é escrito assim com um humor mais retorcido e sarcástico, o que me agrada.

E ainda outra história lida com o desaparecimento dos X-Men Originais no evento The Trial of Jean Grey, e como isso afecta as pessoas da escola. Esta história presenta ainda uma exploração do estado mental e da noção das coisas que o Scott Summers/Ciclope tem, o que era algo que queria ler há um bom bocado, por isso aprecio que finalmente o tenham feito. Normalmente é um personagem demasiado impenetrável.

O All-New X-Men segue os X-Men Originais (XMO) antes, durante e depois do evento The Trial of Jean Grey - este último passa pelos Shiar, povo extraterrestre nada fã da Fénix, raptar a Jean Grey mais nova, a dos XMO, e pô-la em julgamento pelos crimes da Fénix, que ela a este ponto ainda não cometeu - foi uma Jean mais velha -, e de qualquer modo, já não estabelecemos que a influência desta entidade é tão forte que ninguém lhe resiste e os seus hospedeiros fazem coisas que doutro modo não fariam? Só para vermos a extensão do ressentimento dos Shiar, céus. Acalmem-se lá um bocado.

De qualquer modo, aqui nestes livros destaca-se um sentido de humor mais leve, mais divertido, e que muitas vezes deriva das situações caricatas que se geram pela presença dos XMO no presente e seu cruzamento com os seus respectivos eus do presente, e com as pessoas que lhes são mais próximas.

Estes livros marcam a introdução da Laura Kinney, a X-23, na team XMO, o que eu gostei muito, porque sou fã da Laura e gosto de segui-la e à sua awkwardness a conviver socialmente, derivada da sua história de vida e das suas capacidades. Acho que a Laura pode mexer um pouco com a equipa e dar-lhes um bom balanço.

O evento The Trial of Jean Grey destaca-se pelo crossover com os Guardiões da Galáxia, o que também apreciei, pois é um título e uma equipa divertidos, e a sua perspectiva sobre os XMO foi interessante de acompanhar, para além de vermos como se enturmam com os X-Men.

Muito gira também é uma cena no início do evento, com o Scott e a Jean mais novos, porque é tão estranha a situação deles, ao ver o seu futuro, e as coisas rebentam numa cena tão deliciosa de ler, pelo drama adolescente bastante credível, e pela presença do Anjo, que no fim comenta: "Bem, isto foi desconfortável. O Bobby teria adorado." - e teria, mesmo. O Bobby teria metido uma série de comentários bem colocados e hilariantes de ler.

O volume após este evento faz retornar os X-Men/Irmandade de Mutantes do futuro, e fecha a sua história. Esta coisa de viagens no tempo e dos paradoxos que cria é fascinante, e um bocado assustadora também. Qualquer dia isto vai explodir na cara de alguém. É curioso o que descobrimos sobre o estado de muitos membros da Irmandade, porque explica as suas acções, mas ao mesmo tempo é curiosamente conveniente.

E pronto, consegui avançar mais um pouco no que queria ler destes títulos, mas ainda assim não tudo. O mês é demasiado curto, raios.