quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Aquisições - Janeiro 2012

Ora bem, este mês foi bastante recheado... em minha defesa, uma boa parte dos livros é a modos que presente de Natal atrasado, já que foram comprados com algum dinheiro que a minha avó me deu nessa altura.

- The Girl Who Was on Fire, antologia de ensaios sobre Os Jogos da Fome editada por Leah Wilson
Depois de finalmente ter acabado a trilogia d'Os Jogos da Fome, estou curiosa para ver o que os autores que participaram nesta antologia têm a dizer.

- Romancing Mr. Bridgerton; To Sir Phillip, With Love; When He Was Wicked; Julia Quinn; lido, lido e a ler
Julia Quinn, que mais há a dizer? Houve qualquer coisa (a minha curiosidade e crescente vício nesta série) que me obrigou a mandar vir estes 3 livros, primeiro um e depois os outros dois de uma vez, para não ficar a ressacar.

- The Iron Daughter, Julie Kagawa, lido
- Desires of the Dead, Kimberly Derting, lido
- Darkfever, Karen Marie Moning
Depois de ter descoberto que a editora portuguesa não tencionava continuar a publicar a série, dei o meu exemplar e mandei vir esta edição. Gostava de reler, para continuar a ler a série, já que suspeito que da primeira vez não gostei tanto como achava que ia gostar devido à tradução/edição.

- Passion, Lauren Kate, lido
- My Soul to Save, Rachel Vincent
Ia já ler este mês, mas depois descobri o challenge para ler a série. Tenciono ler em Fevereiro.

- A Rapariga dos Pés de Vidro, Ali Shaw
- As Raparigas que Sonhavam Ursos, Margo Lanagan
- A Estirpe, Guillermo del Toro, Chuck Hogan
- As Aventuras de Alice no País das Maravilhas e Alice do Outro Lado do Espelho, Lewis Carroll
Oh, a Fnac e as suas malditas promoções! Os primeiros três estiveram, num momento ou outro, na minha wishlist, por isso aproveitei estarem a metade do preço para satisfazer a minha curiosidade. E no caso do quarto livro, como resistir? Capa dura, as duas histórias com Alice, ilustrações, metade do preço... *suspiro*

- Acácia - Ventos do Norte; Acácia - Presságios de Inverno; David Anthony Durham
Aqui a culpa também é da Fnac. Estava o primeiro de oferta na compra do segundo e ainda trazia o tapete de rato da promoção que tinha quando saiu. Dado que o livro original foi dividido nestes dois, é de aproveitar.

- Um Toque de Sangue, Charlaine Harris
- Trevas Maravilhosas, Margaret Stohl, Kami Garcia
Comprados com aqueles descontos em cartão do Continente... ficaram-me por dois euros.

- Bruxa de Elite, Kim Harrison
- Fragmento de Cristal, R.A. Salvatore
O primeiro consegui numa pechincha e o segundo ganhei num passatempo promovido pela editora aquando da saída da revista Bang! 11.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Juliet Marillier em grande em 2012-2013

Parece que os fãs da Juliet têm muito que festejar no próximo ano. Para além do último livro de Sevenwaters, Flame of Sevenwaters, ter publicação prevista para Novembro de 2012, e o primeiro de uma nova série, Shadowfell, estar previsto para Julho (edição australiana) ou Outono (edição americana) de 2012, a Juliet anunciou no seu site que está prevista a edição de um livro de contos, tanto já publicados como inéditos.

3 livros num ano! Uau, até me dá uma coisinha má só de pensar. Estou muito curiosa com a antologia, espero que contenha os contos que a Juliet já publicou (é difícil adquirir as antologias australianas em que ela participou), e claro, que o livro venha a ser publicado em Portugal. Com o Shadowfell previsto para Julho na Austrália, estou com esperança que seja publicado aqui até ao fim do ano... *wishful thinking*

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

To Sir Phillip, With Love, Julia Quinn


Opinião: Neste livro é a vez da Eloise conseguir o seu final feliz. Como calculei, o seu comportamento estranho na cena final do livro anterior devia-se a ela estar a preparar alguma, neste caso uma fuga. Pobre rapariga, acho que a Eloise via-se como uma pessoa muito decidida, que já tinha feito a sua escolha de ficar solteirona, e depois ver que afinal não gostava tanto dessa escolha.

Nesse aspecto, ela e o Phiilip são muito parecidos. Tanto como o outro são algo indecisos e mesmo avoiders, no sentido em que fogem de tomar decisões e fazer a coisa certa. Ele evita os filhos e ela foge de casa sem dizer nada a ninguém, e sem o avisar a ele que o vai visitar. Se isto não é o cúmulo do adiamento, não sei que seja. Ao mesmo tempo achei muito engraçado que em termos de falar (ou deitar cá para fora o que lhes vier à cabeça), ambos estão em lados opostos - ela fala, fala, fala (e não diz nada) e ele é tipo homem das cavernas e "deixem-me em paz no meu cantinho". Por outro lado, o facto de o Phillip ter filhos permite-lhes (mais à Eloise) crescer e assumir responsabilidades.

Algo que achei um pouco estranho no livro é o ritmo. Como a Eloise e o Phillip já se conhecem via cartas, a fórmula normal dos livros da Julia perde força e eu acabei o livro a sentir que faltava alguma coisa, sem saber bem o quê. Gostava que a Julia tivesse tido coragem para tornar este livro num romance epistolar, com as cartas trocadas entre a Eloise e o Phillip, e depois com o encontro entre eles. Acho que teria sido um livro muito interessante e permitiria vê-los aproximarem-se aos poucos.

Alguns pontos altos do livro giraram em torno dos dois pequenos benjamins do Phillip, a Amanda e o Oliver. Adorei estes miúdos, e as partidas que eles fizeram à Eloise e ela em troca foram bem giras, fez-me desejar que pudéssemos ver que tipo de partidas os Bridgertons faziam uns aos outros quando tinham a idade dos gémeos. Também gostei muito da intervenção do resto da família Bridgerton neste livro, só a ideia de ter os quatro irmãos rapazes da Eloise a entrar casa adentro do Phillip prontos a derrubar tudo é algo hilariante.

Parto para o próximo livro com algumas expectativas... pela sinopse parece-me o tipo de coisa que eu vou adorar.

Páginas: 384

Editora: Piatkus

domingo, 29 de janeiro de 2012

Uma imagem vale mil palavras: Sherlock Holmes - Jogo de Sombras

Já tinha tido oportunidade de ver este filme no início do mês, mas por uma razão insondável qualquer esqueci-me de comentar, e como fui ver outra vez com a minha mãe, aproveito agora para comentar o filme. Achei que valeu a pena revê-lo. O enredo dá muitas voltas e gostei de ver o filme sabendo o fim, porque me permitiu parar e apreciar certas coisas.

Aquilo que acho piada a esta adaptação é o facto de não ser necessariamente fiel ao material original, mas ao mesmo tempo, em espírito, há lá coisas que eu identifico com aquilo que conheço das histórias do Conan Doyle. O Sherlock de Robert Downey Jr. está distante do Sherlock que conhecemos, mas funciona. Morro a rir com as cenas dele com o Watson. ("Did you kill my wife? Did you just kill my new wife???" *Watson esgana o Holmes*).

Fiquei desapontada com o suposto destino da Irene Adler. Suspeito que é uma maneira de podem ou não recuperarem a personagem em futuros filmes. Mas "uma forma rápida de tuberculose"? Eu sei que os filmes incorporam alguns elementos de retrofuturismo/steampunk (que eu adoro já agora), mas esta coisa foi um pouco exagerada para a época. Nem hoje há coisas destas. Podiam ter dito que ela tinha tomado um químico qualquer de acção rápida que eu acreditava. (E assim também seria mais fácil de ela sobreviver se quisessem recuperar a personagem.)

O elenco de personagens secundários é bastante satisfatório. Gostei muito da Mary Watson. A Kelly Reilly imprime-lhe um certo grau de malícia e esperteza que lhe permite não ser a donzela em apuros num mundo de homens. Gosto da actriz, bem me pareceu que a conhecia depois de ver o filme pela primeira vez - fez de Caroline Bingley na adaptação de Orgulho e Preconceito de 2005.

O Stephen Fry como Mycroft também foi muito interessante, fica com algumas das cenas e tiradas do filme mais divertidas. O professor Moriarty deixou-me dividida na primeira visualização, entre aborrecido e psicopata subtil, mas da segunda vez inclinei-me mais para a segunda hipótese.

A banda sonora é demais. Há um pequeno trecho, que usaram durante os créditos iniciais e finais e noutros momentos cruciais do filme, que ainda agora me está enfiado na cabeça. Não dá para esquecer! Gostei muito daquelas cenas em slow-motion em que vemos o Sherlock a planear o que vai fazer numa luta. Para um pateta como eu em cenas de acção, é refrescante poder perceber o que as pessoas estão a fazer, já que geralmente está tudo rápido demais para eu perceber alguma coisa. (O que posso fazer? Tenho uns olhos preguiçosos.)

Por falar nessas cenas, a minha preferida é a cena final entre o Sherlock e o Moriarty. Entre a cena de slow-motion que eles protagonizam, mais a cena em que se intercala a acção em dois locais diferentes (o filme fá-lo mais vezes, mas o combinar do jogo de xadrez com o revelar do end-game funciona muito bem), gostei. Ah, e sou parcial à cena em que eles fogem da fábrica... mais uma vez em slow-motion.

O enredo, já mencionei, é algo enrolado, e obriga a seguir com atenção. Há algumas coisas que pressagiam coisas que vão acontecer mais tarde. O uso da tensão na Europa no fim do século XIX para adiantar a 1ª Guerra Mundial não é um enredo novo, mas encaixa bem no confronto Holmes-Moriarty. Acho engraçado que pareça sempre que o Holmes está um passo atrás do Moriarty, mas depois no fim apercebemo-nos que o Sherlock Holmes tinha previsto que muita coisa acontecesse daquela maneira para encaixar no seu plano.

Quanto ao fim... escusava que a piada da camuflagem tive sido utilizada de novo. Teria resultado melhor se não víssemos o Sherlock de todo. Um filme que não trata a audiência como burra durante a maior parte do tempo, mas depois no fim muda de ideias e abana-nos uma coisa óbvia à frente do nariz? Enfim... De resto valeu bem a pena o 1º bilhete e o 2º, por isso decidi ser benevolente e ignorar este faux-pas.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Bruxa de Elite, Kim Harrison


Opinião: Se o início da série me deixou com algumas dúvidas, posso dizer que, livro a livro, a Rachel Morgan me tem cativado cada vez mais com a sua capacidade de se meter em sarilhos a cada passo que dá. Neste volume, Rachel recebe a notícia de que Nick, o seu ex-namorado humano, se meteu em sarilhos por causa de um artefacto mágico. E, claro, tonta que a Rachel é, vai a correr ajudá-lo.

Ainda bem que finalmente a Rachel abre os olhos em relação ao Nick, o totozinho. Não gostei nada dele, se bem que neste livro dá origem a um enredo bem interessante. O salvamento de Nick rapidamente se torna numa daquelas missões de salvar o mundo como o conhecemos, e gostei muito de vislumbrar um certo artefacto e tentar perceber a sua importância.

Adorei ter o Jenks de volta (nunca mais!), e diverti-me imenso com o que lhe acontece neste livro. De algum modo foi mais fácil levá-lo a sério. Mas também fiquei triste com uma revelação sobre ele. Estou a gostar mais da Ivy, a cada livro se vai descortinando mais um bocadinho da sua complexa personalidade. Fiquei desapontada pela quase-ausência do Kisten (agora que estava a torcer por ele) e pela total ausência do Trent Kalamack (já estava a ficar habituada a tê-lo e à Rachel a lançar dardos um ao outro a certa altura do livro).

A história em si é bem cheia de acção, e um pouco mais coesa do que nalguns volumes. O enredo permite alguns momentos mais contemplativos para, de seguida, nos lançar numa cena completamente doida. Gostei de que a Rachel chegasse à conclusão de que gosta de se meter em sarilhos (até parece que não tínhamos reparado), e que ela e a Ivy chegassem a um novo ponto na sua amizade.

Enfim, esta está a tornar-se numa das minhas séries favoritas de fantasia urbana, é bem divertida, com montes de sarilhos sobrenaturais para a heroína, um mundo bem interessante e personagens secundários muito bons.

Título original: A Fistful of Charms (2006)

Páginas: 496

Editora: Saída de Emergência

Tradução: Rita Guerra