segunda-feira, 16 de julho de 2012

Pure, Jennifer L. Armentrout


Opinião: De certa maneira, o primeiro livro, Half-Blood, é como um aquecimento: a autora lança as bases para o seu mundo, apresenta-nos os personagens, mas tudo está ainda pela rama e a acção ainda não começou verdadeiramente. Por isso, acabei por gostar muito mais deste. Pure amadurece a história e intensifica a acção. E afasta-se, felizmente, das ondas Vampire Academy que emanava no primeiro livro.

Neste livro, a Alex tem oportunidade de crescer um bocadinho. Gosto da Alex de "cabeça quente", mas acho que ela se precipita demasiado nalgumas situações. É pena que tenha de aprender com momentos mais trágicos, mas é daí que nascem os heróis, não é? Nesse aspecto a autora apoia-se na mitologia grega mais do que apenas como fonte de nomes e worldbuilding, mas também com a estrutura quase épica de algumas histórias (se é que isto faz sentido).

Diverti-me com os, er, desenvolvimentos amorosos deste livro, porque se há coisa que me irrita, ou me deixa indiferente à história, são triângulos amorosos, mas aqui a autora consegue fazê-lo funcionar e até fazer-me mudar de opinião. Gosto do Aiden, mas por vezes o arquétipo do "interesse amoroso inatingível" cansa-me, e aqui é uma dessas ocasiões. O Seth, por sua vez, cresceu na minha consideração, apesar de ainda o achar vagamente irritante por vezes. O feitio dele é... interessante, e gosto imenso de ver as cenas dele com a Alex.

O desenvolvimento da história, como disse, é um pouco mais maduro e focado, com alguns crescendos pelo meio e um grande clímax no final, que nos deixa um quase-cliffhanger que me deixou supercuriosa para ver para onde evoluirão as coisas agora.

P.S.: Quão fantástica é esta capa? Sou mesmo fã do que têm feito com esta série.

Páginas: 360

Editora: Spencer Hill Press

domingo, 15 de julho de 2012

Colecção Heróis Marvel #1 e #2: Homem-Aranha e X-Men

Já aqui tenho falado das saudades que algumas colecções de BD, distribuídas com jornais, me suscitam. (Sim, falo pela milionésima vez da série Clássicos da BD e Clássicos da BD - Série Ouro.) Por isso recebi com algum entusiasmo a notícia desta série, publicada numa parceria Público/Levoir. Gosto bastante de BD, e tenho um historial mais longo de leitura de BD americana com super-heróis, por isso a colecção vem cair que nem ginjas para me animar o Verão.

A edição, devo dizer, é fantástica. Começando pela capa dura de qualidade, cada edição traz uma pequena introdução e um índice exaustivo das histórias e respectivos autores. As páginas e impressão têm boa qualidade. Enfim, uma edição de sonho e por um preço de pechincha.

Homem-Aranha - Integral Frank Miller é, como o nome indica, um volume que acompanha algumas histórias do Homem-Aranha criadas por Frank Miller. Foi uma ideia interessante, lançarem a colecção e este volume em particular no dia em que o novo filme do super-herói estreava.

Em termos de história, os vários enredos perdem-se nos grandes arcos de história do Homem-Aranha, mas em termos de arte é interessante acompanhar o início da evolução de um artista que tem o seu lugar nos anais da história da BD. As minhas favoritas foram as duas histórias com o Demolidor, Em Terra de Cegos... e Das Cinzas às Cinzas! - é pena que não possamos ver a história final, que já não foi desenhada pelo Frank Miller, mas ao menos é-nos dada uma breve descrição do que acontece.

X-Men - Filhos do Átomo cobre a mini-série com o mesmo nome, acompanhada da primeira história de sempre dos super-heróis, que já conhecia. Gostei da arte, às vezes quase lembrando o estilo dos anos 60, às vezes bem moderna, mas bastante dinâmica, e cativou-me a interpretação da imagem dos personagens principais. (Se bem que quase não reconheci o Magneto, quase parecia um Wolverine.)

Adorei a história da mini-série, dá uma prequela interessante para a primeira história dos X-Men, sendo quase intemporal, apesar dos X-Men serem quase cinquentões. Foi bem giro seguir os cinco adolescentes que viriam a ser os X-Men originais, e vislumbrar o ambiente que terá rodeado a criação da equipa.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Changeling, Philippa Gregory

I'm submitting this book to the 2012 YA Historical Fiction Challenge hosted by YA Bliss.


My thoughts: Expectations are so hard to live up to. For starters, this book was wrongly marketed. The title, the description, even the excerpt printed in the back give off paranormal vibes, which couldn't be further from the truth. And on another note, Philippa Gregory is praised for her historical novels - her historical research and care with the details shows in the book, but there were fundamental weaknesses in the story.

I felt the story was dumbed down because it was for teens, which is so... not right. The story is too short to be read as true novel (it felt more like a novella), and the plot is simplistic. For example, Luca is an inquisitor, charged with the task of discovering the truth behind seemly unnatural events, and he faces two different mysteries throughout the story - but they were just too easy to guess.

Besides, I found it hard to connect with the characters. Many of them are just not well developed yet. I liked the quirks about Freize and Ishraq's personalities, and I liked that the thing between Luca and Isolde is slow-burning, instead of those annoying insta-loves - it feels true to the time the story is set in -, but I wanted to like all of them more than I actually did.

I enjoyed the historical setting - it shows why the author is considered the queen of historical romance - and the premise is pretty interesting, along with the promise of things yet to come, but this book just fell a bit short on what I expected it to be. I am willing to give the second book a try, but I hope it is better developed than this one.

Pages: 272

Publisher: Simon and Schuster UK

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Mansfield Park, Jane Austen


Opinião: Este era o único livro da Jane Austen que me faltava ler - tenho tido muita sorte com esta autora, em vários momentos da minha vida tenho tropeçado num ou outro livro dela e apanhei-os em momentos em que já tinha maturidade para apreciar certas nuances que os livros nos apresentam.

No caso deste, é talvez o mais controverso da autora, a par de Emma, ambos por apresentarem heroínas atípicas. Da Emma a autora chegou a dizer que ia criar uma heroína que ninguém além dela fosse gostar, ou seja, tornou-a propositadamente difícil de gostar - chego a atrever-me a dizer que a Jane se deve ter divertido à grande a criar uma menina rica armadona em boa do século XIX.

No caso da Fanny, há duas, ou até três, vertentes que afastam o leitor dela. A primeira é que nos outros romances austenianos temos heroínas cujo objectivo, mais ou menos explicitamente, é casar e alcançar a felicidade através dum bom casamento (se bem que têm conceitos diferentes deste termo). A Fanny, por outro lado, nunca considerou casar como um objectivo de vida, seja pela sua posição social em relação aos tios e às primas, seja porque o seu coração esteve desde sempre ocupado, e acho que ela nunca considerou que o desejo do seu coração se realizasse.

A segunda vertente, mais ou menos relacionada com a anterior, é que a Fanny tem um sentido fantástico de quem é e de onde pode ir ou quem pode ser. Todas as outras protagonistas de Austen debatem-se com o seu lugar no mundo e tentam perceber os limites que a vida e o mundo lhes impõem. Assim, a Fanny tem menos por onde evoluir como pessoa, e com a sua perspectiva mais calma, quase epicurista, da vida, acaba por parecer uma protagonista fraca.

Uma terceira vertente é que a Jane, vendo que não ia ter trabalho nenhum com a Fanny, dedicou-se a criar uma espécie de comédia de costumes, em que usa e abusa, muito mais que em qualquer livro dela, do comentário social. Diversas situações são-nos apresentadas, em que a autora aproveita para criticar comportamentos e atitudes, dando ao leitor a oportunidade de apreciar a moralidade delas. Isto é muito visível nalgumas personagens que contrastam, como Edmund e o seu pai contra a Maria e a Júlia, e a Mary e o Henry.

Resta-me apontar pequenas minudências em que reparei na leitura, mas isso pode ficar para outra (re)leitura. Gostava de ver agora algumas adaptações, para poder comparar agora que li o livro. Nunca vi a de 1999, e sinto que as pessoas são demasiado duras para com a de 2007, e por isso gostava de as (re)ver.

Título original: Mansfield Park (1814)

Páginas: 448

Editora: Book.It

Tradução: Mafalda Dias

Once Upon a Read-a-Thon - The Wrap-Up Post



Once Upon a Read-a-Thon

And another read-a-thon ends! It was fun, but I realized I did less reading than the last one, both because this was a 3-day RAT (instead of a 5-day one), and because weekdays are busy days for me, so there is less time available for reading.

Statistically speaking, I read:

As for my goals, I did quite well:
  • I read every day for at least an hour
  • I entered all the challenges but one (due to elegibility)
  • I updated  my progress every day

I did well, I think. I read quite a lot during these days, with the exception of Tuesday, which was a low day for me, even for non-RAT days. I guess that's because when I start a book (in this case Pure) it always takes me longer to get through the first 50-100 pages.

This was fun, and I'd like to thank the hosts of the RAT and of the mini-challenges. Thank you!

Below are my posts for the read-a-thon, both the starting post as well as the daily updates posts, which contain my progress and my answers to the mini challenges.