segunda-feira, 8 de julho de 2013

Requiem, Lauren Oliver

This book was read for the 2013 Don't Let It End Reading Challenge hosted by Fiktshun.


My thoughts: This was a strange read. When the book came out, I read a few early reviews, and I guess those reviews gave me a good idea of what to expect. This had a double effect: one, I delayed reading this book, afraid I'd be disapointed, and two, I started reading with low expectations, which in the end might be what saved the book - since I knew what was coming, I didn't get as annoyed as I know I'd be otherwise. I'm still disappointed with Lauren Oliver, since I know she can do better, but I'm not as mad at her as I was at Kimberly Derting when I read Dead Silence.

The trilogy's structure is a bit... odd. I feel like Pandemonium and Requiem should switch places. Requiem sounds so much like a middle book in a trilogy, with lots of wandering around, trying to get the characters to the places where they're supposed to be for the last book, but with not much actually happening to advance the plot. Pandemonium is where the action is, where things do happen and contribute to get us closer to the end of the story. (Strange how I feel this now... When I read it, I thought Pandemonium was calm and not much happened in it. But compared to this one, it's full of action.) I don't dislike this in itself, but I feel it's a waste of time to have the characters in Lena's group wandering around, lost, arriving for the book's climax just in time to be there. It's an odd choice for Requiem, and one I'm not sure I can understand completely, because it doesn't seem to serve any purpose. And like I said, I know Lauren is a better writer than that.

Curiously, I enjoyed a lot more Hana's narration. I'm not her biggest fan, thanks to a thing she did in Delirium and confesses in Hana, the novella. But I loved to read her thoughts in this book. How she felt after the cure. What she finds out about Fred, her future and seemingly perfect husband. How guilty she feels after betraying Lena. What she does to atone the guilt. Hers was an interesting path, and much more captivating than Lena's. The author does a good job showing a character walking the fine line between being Cured, feeling numb, and being an Invalid, having this plethora of feelings that just won't go away.

The way the love triangle was developed and "solved" in this book was somewhat baffling. I guess I didn't mind which boy Lena ended up with, because Lauren makes a strong case for either in Delirium and Pandemonium. I expected Lena to be torn between two choices, two lives. But what actually happened... is an emotional void. There's no emotional, poignant scenes in which Lena feels torn, trying to figure out what she wants. Yes, there are scenes in which she swings between both boys, first wanting Alex's attention, next cuddling with Julian - but those scenes felt more like Lena was bipolar, and annoyed me immensely, because I thought Lena was stronger than that, than pining and stringing along the boys. This is not the Lena I met in Pandemonium, the strong, decisive girl who could kick ass.

Another thing that annoyed me is that there is no emotional evolution. Lena and Alex are very different people than the couple that fell in love in Delirium, so I expected a reaquaintance between them, a recognition that they are not the same, but the feelings are still there. Instead, they act at a certain point like they can pick up where they left off. That felt so wrong. And they seem to reach an understanding towards the end, but it was such a selfish scene. There's no consideration for the people they'll hurt, no spare thought for Julian (not even to let him off easy, Lena?) or Coral (who I felt Alex was stringing along).

And the comparison with King Solomon and the baby's story rubbed me off wrong. Lena is not a baby both boys were pulling selfishly to themselves. And it's not a matter of who loves who more, though Lena puts things in that perspective once. It's not about who can make a grand gesture, when one of the boys feels more like a puppet throughout the whole book, never having agency to do something. It's like there was never a doubt, and that nullifies everything that happened in Pandemonium. What was the point of that book, after all?

The end... I can see why it pissed people off. I was ready for it, so I'm not mad, but I'm still disappointed. I liked the parting words Lena and Lauren have for us... but there's NO closure. Things end literally in the middle of the action. A bold move, and one I don't think paid off. I want to know what happened to these characters - Raven, Tack, Pippa, Grace, Lena's family, Hana... everyone. I want to know what happened next in Portland, in the country, in the Cured vs. Invalid fight. I don't need a happy ending, and I don't need an ending where they defeat the existing state of things. And I can accept an open ending. But I need an ending. Just something that feels like closure. And this didn't.

My edition has the Alex short story. It's in his POV, telling us what happened between the end of Delirium and the end of Pandemonium. It was interesting, and I liked to know what happened and how Alex felt through the whole thing. But I felt it was too short. It doesn't give a good sense of his voice. I wish it was longer and more fleshed out.

Pages: 432

Publisher: Harper (HarperCollins)

sábado, 6 de julho de 2013

Espera por Mim, Gayle Forman


Opinião: Imagino que não tenha escapado a ninguém que andou a suspirar por este livro 2 (como eu) ou 3 anos a ironia de a sinopse do mesmo mencione que se passaram 3 anos desde Se Eu Ficar, o mesmo intervalo que decorreu entre a publicação do primeiro e segundo livros da série em português. Não se compreende, e é inaceitável, tal lapso de tempo entre ambos os livros. Mas pronto, a editora é a Presença, que anda a publicar os livros das Princesas de Nova Iorque, da Anna Godbersen, ou a trilogia da Gemma Malley, com 2 anos de intervalo. Pelo menos espero que não seja mais que isso... acho que não aguento se o ultimo da Anna Godbersen não for publicado este ano. Já andava a namorar edições em inglês para este livro nos últimos tempos, e às tantas terei de fazer o mesmo com o Splendor.

Como mencionei, li o primeiro livro, Se Eu Ficar (SEF), há 2 anos. Devido ao longo intervalo, creio que alguns pormenores estavam esquecidos, mas Espera por Mim (EPM) faz um bom trabalho em ajudar o leitor a relembrar o mais importante com a sua narração. E são dois livros bem diferentes. O SEF era tão triste, e tremendamente emocional, sobre perda e luto, aceitação e vontade de viver, e é um livro que pede um pacote de lenços a jeito, porque a história e a jornada da Mia provavelmente vão fazer chorar.

Este é um pouco mais subtil e cru, e de certo modo muito mais doloroso, porque não permite exteriorizar emoção da maneira como o SEF faz. Narrado por Adam, cedo se percebe que os acontecimentos do SEF tiveram um efeito grandioso e horrendo sobre ele, directa e indirectamente, através do luto pela família de Mia e pelo ruir da relação dos dois. Quebrado, e funcional apenas por um fio, arrasta-se pela sua vida como um fantasma, assombrado pelo passado.

E consegue-se sentir o seu sofrimento, que salta vividamente da página e nos deixa a questionar o que o deixou neste estado. Apertou-me o coração vê-lo assim, e ainda mais ao perceber tudo o que aconteceu. Foi muito interessante perceber que deitou cá para fora parte desse sofrimento escrevendo um álbum inteiro de músicas, e que foi esse álbum que levou a sua banda ao estrelato. E ver como essa situação ajudou a deixar o Adam ainda mais num farrapo.

É claro que no dia relatado por Adam, um dia confessional e reflectivo, acaba por se cruzar com a Mia. E ao percorrerem juntos as ruas da cidade, revêem o que correu mal, o que fizeram e deixaram de fazer. E partiu-me o coração outra vez, ao ver como se magoaram um ao outro depois duma situação trágica, em que precisavam de apoio mútuo, e ao ver o quão dessincronizados estavam, este casal adorável e aparentemente sólido.

Precisavam ambos deste encontro. Para fazer as pazes, para se curarem, para encontrar alívio. Não sei se posso defender que a separação de 3 anos lhes tenha feito bem. Não consigo defender algo que lhes tenha trazido tanto sofrimento. Suponho que posso dizer que os 3 anos fizeram deles pessoas diferentes, que cresceram, e que estão num ponto em que novas possibilidades se abrem para eles.

O final é relativamente aberto, mas sugere um final feliz. Agrada-me. Não é possível fingir que o que está para trás não aconteceu, mas há cura e há evolução, e isso promete que as coisas sejam diferentes e melhores desta vez. É tudo o que peço para ambos - dois personagens que me emocionaram e cativaram tanto ao longo dos dois livros -, que tentem ser felizes.

Título original: Where She Went (2011)

Páginas: 216

Editora: Presença

Tradução: Maria Georgina Segurado

sexta-feira, 5 de julho de 2013

The Pirate's Wish, Cassandra Rose Clarke


Opinião: Em The Assassin's Curse, conhecemos Ananna, uma jovem pirata que foge de um casamento arranjado. Em consequência, a família do noivo envia um assassino atrás dela. Só que tudo corre mal, e ao salvar o assassino da morte certa Ananna activa uma maldição que o obriga a mantê-la viva, ou também ele morrerá. Os seus esforços combinados para descobrir como quebrar a maldição deixaram-nos, no fim desse livro, isolados numa ilha deserta, mas cientes do que precisavam para quebrar a maldição: realizar 3 tarefas impossíveis.

Gostei muito do primeiro livro da duologia, e isso deixou-me com boas expectativas para este. Adorei o modo como a autora construiu o enredo nos dois livros, e agradou-me muito a forma como construiu o seu mundo, dando-nos um cheirinho de tudo, deserto, mar, selva e ilhas; princesas, piratas, assassinos e monstros mitológicos.

Não sei bem o que esperava, mas o desenrolar dos acontecimentos surpreendeu-me. A maneira como as tarefas impossíveis se resolveram, e a sua interpretação, acabou por ser interessante e inesperada. Particularmente a 3ª tarefa impossível, com uma solução mesmo singular. Para contrabalançar, a evolução da história, e alguns aspectos da mesma, tomaram um quê de tradicional na fantasia épica, sempre com o toque próprio da autora.

Entre os personagens secundários apresentados, adorei, adorei mesmo, Ongraygeomryn, a manticore. Tão mandona e snobe, algo obtusa quanto aos costumes dos humanos, e desejosa de provar a carne do Naji quando este não estiver amaldiçoado. Desenvolve uma relação simbiótica engraçada com a Ananna. E as suas duas interferências na relação Ananna-Naji são demais, completamente hilariantes.

Desta vez, uma parte mais significativa do enredo passa-se no mar, e assim vemos melhor a vida pirata da Ananna e vemo-la inserida numa tripulação. Gostei imenso de seguir estas partes, especialmente quando envolviam batalhas marinhas. Foi bom rever a Marjani, conhecê-la melhor e à sua vida, pois ainda nos reserva surpresas. Apreciei a sua relação de amizade e cumplicidade com a Ananna. E gostei bastante de conhece Jokja, se bem que é nesta cidade que a narrativa abranda e se arrasta.

Quanto à Ananna, já no primeiro livro tinha gostado tanto dela. Heroínas corajosas, teimosas e resmungonas são cá das minhas. Durante este livro, mostra alguma da sua fragilidade, por causa de todo o drama com o Naji, mas o que gosto mais nela é que volta a pôr-se de pé e a distribuir porrada. A autora equilibra bem o ponto carente vs. independente, e a Ananna acaba por se tornar mais confiante.

O Naji, bem, continua quase impenetrável durante uma parte da narrativa. Gostava de ler qualquer coisa no POV dele para ver o que lhe passa pela cabeça. É quase impossível perceber quando é que começa a sentir-se mais próximo da Ananna. Só duas pistas sugerem alguma coisa - um comentário da manticore na 2ª interferência que faz; e um pormenor sobre as tarefas que a Ananna se apercebe mesmo no fim, e que sugere algo mais no modo como a 1ª tarefa se resolveu.

De qualquer modo, diverti-me tanto com o jogo de gato e rato entre os dois. Primeiro avança a Ananna, depois recua, mais tarde avança o Naji, e mais um recuo. Ananna mantém-se afastada graças à interferência da manticore, e passa o tempo a resmungar com toda a gente até a Marjani lhe puxar as orelhas. Ignora o que se começa a tornar óbvio, e só ganha juízo quando alguém fica às portas da morte. Ai... que palermas. Achei curiosa a ligação que se forma entre eles com o laço de sangue, porque ainda gera mais entropia entre os dois, mas também dá a ver à Ananna algumas coisas de forma mais clara.

Um par pouco convencional, portanto. Que adorei seguir. (E às suas aventuras também, claro.) O fim de ambos é pouco convencional também, mas muito adequado, especialmente tendo em conta os feitios e modos de vida dos dois. Fico contente por terem encontrado um meio-termo.

Fiquei fã da autora, e vou manter-me atenta aos seus próximos livros - estão previstos mais dois livros passados neste mundo, com outros personagens. Sei que me espera uma boa aventura, com personagens que não me vão fazer arrepender de seguir a sua história, num mundo épico e fantástico.

Páginas: 336

Editora: Strange Chemistry (Angry Robot)

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Picture Puzzle #55


O Picture Puzzle é um jogo de imagens, que funciona como um meme e é postado todas as semanas à quarta-feira. Aproveito para vos convidar a juntar à diversão, tanto a tentar adivinhar como a fazer um post com puzzles da vossa autoria. Deixem as vossas hipóteses nos comentários, e se quiserem experimentar mais alguns puzzles, consultem a rubrica nos seguintes blogues: A Cup of Coffee and a Book.

Como funciona?
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens que representem as palavras do título (geralmente uma imagem por palavra, ignorando partículas como ‘o/a’, ‘os/as’, ‘de’, ‘por’, ‘em’, etc.);
  • Fazer um post e convidar o pessoal a tentar adivinhar de que livro se trata;
  • Podem ser fornecidas pistas se estiver a ser muito difícil de acertar no título, mas usá-las ou não fica inteiramente ao critério do autor do puzzle;
  • Notem que as imagens não têm de representar as palavras do título no sentido literal.

Atenção, hoje o Puzzle #1 tem uma construção um bocadinho diferente, pois são duas imagens que compõem uma palavra no total.

Puzzle #1
Pista: o livro já foi publicado em português, mas estou a pensar no título em inglês.
+

Puzzle #2
Pista: livro de uma autora portuguesa.

Divirtam-se!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Uma imagem vale mil palavras: Homem de Aço (2013)

E eu e a minha mana lá fomos ver de que se tratava essa coisa IMAX de que toda a gente fala.

Antes da sessão passaram os seguintes trailers:
  • Elysium (do qual não sei grande coisa... gostei da abordagem do realizador no Distrito 9, que me parece que vai ser aqui reproduzida, mas será que a repetição da fórmula vai funcionar?);
  • Gravity (do qual não sei mesmo NADA... estranhei o elenco de George Clooney+Sandra Bullock, que não parecem ter o perfil para um filme destes, mas veremos; além disso, a Sapo Cinema diz-me que isto vai estrear em Outubro... eu ando há meses a sofrer por ver um trailer de City of Bones no cinema, e estes energúmenos perdem tempo com coisas que vão estrear daqui a séculos???);
  • Pacific Rim (e nota-se aqui um tema, também não sei grande coisa sobre este, ando a milhas do mundo dos trailers... o trailer é capaz de ter reavivado as duas miúdas que viam Evangelion antes de terem idade para perceber aquilo, porque tanto eu e a minha irmã achámos que um dos robôs era cópia chapada do EVA 00).

Sobre o IMAX... não sei o que fazem ao som para o adequar a este tipo de salas, mas achei-o bem intenso nas cenas de acção. O ecrã gigante é impressionante, e suponho que percebo o burburinho. Só que eu tinha apreciado mais a minha sessão de cinema se AS PESSOAS IRRESPONSÁVEIS E MAL EDUCADAS CHEGASSEM A HORAS AO CINEMA!!! É muito giro ter um ecrã gigante de alto a baixo, mas não é tão giro quando a visualização é impedida por pessoas a passar nos corredores da sala para encontrar o seu lugar - e acreditem, qualquer pessoa a passar, seja onde for, vai tapar parte do ecrã-que-vai-de-cima-a-baixo. Ugh, chegou ao cúmulo de deixarem entrar dois idiotas 25 minutos depois da sessão começar, e uns 10-15 minutos depois do filme começar... perderam o "prólogo" do filme, não sei que sentido tem entrarem àquela hora.

Os posters do filme são tal e qual o teaser trailer, tãaaaaao boring...

Sobre o 3D... parece-me melhor que a ideia anterior que tinha dele, mas a tecnologia ainda tem problemas para mim. Neste filme em questão, acontecia por vezes termos um cenário estático, e um personagem em relevo à frente. Conseguia-se ver que o personagem estava "à frente" do cenário. Mas o próprio personagem parecia estranhamente... espalmado, como se fosse uma imagem de cartão. Faltava tridimensionalidade no próprio objecto, não é só preciso tridimensionalidade entre objectos, se é que me estou a explicar bem. Portanto, ainda acho o 3D uma grande perda de tempo.

Sobre a adaptação... não conheço bem o Super-Homem, por uma série de razões - fui mais exposta a coisas da Marvel na infância, da DC conheci melhor o Batman, sempre achei o Super-Homem muito... domado e bonzinho (eu sou é mais heróis torturadinhos), e honestamente, todas aquelas palermices dele se "mascarar" com os óculos estragaram-me o personagem. O que conheço do personagem é o filme anterior (com o Brandon Routh, mas também já não me lembro nada da história), ou Smallville, cujas primeiras temporadas eu vi, até a RTP ser mázinha e deixar de passar a série - logo quando aquilo estava a ficar interessante, com o aparecimento da Lois.

E sinceramente, ainda bem que não estou familiarizada com o personagem. Não tendo a bagagem que um fã tem, posso apreciar o filme pelo que é, uma tentativa de reboot e modernização do super-herói. Sou fã de livros que foram adaptados e sei o quanto custa ver um livro sacrificado no altar das adaptações, mas, enfim, reconheço que há que fazer sacrifícios. Por vezes valem a pena.

O tema geral que percorre a história cativou-me bastante. Imagino que não seja o tipo de história normalmente associada com o Super-Homem (e daí que não tenha agradado a alguns fãs), mas agradou-me. Smallville lidava algures com a questão de que o que é que fazia alguém com poderes extraordinários se tornar num monstro ou numa boa pessoa, e suponho que este filmes herde um pouco isso.

E depois parece que estão todos desfocados, bolas.

As dúvidas tornam-se frequentes em alguém que cresceu a saber-se diferente, e toda esta insegurança e dúvida acerca do seu lugar no mundo tornam o Clark Kent em alguém profundamente humano. É um perfil estranhamente adequado para quem foi educado pelo Jonathan Kent que vemos no filme, um homem que adora o filho, mas tem medo por ele, pois também tem dúvidas - desconfia da humanidade e está convencido que esta vai falhar ao Clark caso ele se revele.

Por isso, gostei das cenas iniciais, com o Clark a viajar por aí, a tentar encontrar-se e a perceber o seu lugar no mundo, e a recordar o passado que fez dele o que é. Mas acho que abusaram nas referências messiânicas, quero dizer, a audiência não é assim tão burra, bolas. (E com 33 anos ele torna-se jornalista dum dia para o outro? Hm...)

Fiquei curiosa acerca do desígnio dos Kryptonianos para a Terra. É uma ideia interessante, que suponho que pode vir a ser reavivada num filme futuro. Um planeta em crise gera o desespero para fazer tal coisa, e achei curiosa a oposição entre Jor-El e o General Zod no que viam para o futuro.

Sobre os actores, bem, adorei o par de protagonistas. Fiquei impressionada com o Henry Cavill, havia uma qualquer qualidade contida na maneira como fez o Clark Kent que me fascinou. Pensar que o vi tão pequenino e fofinho no filme do Conde de Monte Cristo... A Amy Adams, bem, é adorável e não se fala mais nisso. Mas se tenho de falar, gostei muito da sua Lois, esperta, decidida, com sentido moral e corajosa. E com preponderância para o desenrolar da acção. Parece estranho ter de destacar isso, mas tendo em conta que na maior parte dos filmes e outros tipos de histórias as mulheres existem em função dos homens, é refrescante quando uma personagem feminina não o faz. Juntos fazem um casal bem giro, e numa fase curiosa, a de ficarem caidinhos um pelo outro. Vou querer ver novos desenvolvimentos num próximo filme.

Há demasiados outros actores a destacar... a Diane Lane (a Martha, com uma relação adorável com o filho), o Kevin Costner e o Russel Crowe (dois pais muito diferentes para o Clark), o Lawrence Fishburne como Perry White... o Michael Shannon, muito arrepiante como General Zod.

Em suma, o designer dos posters devia ter sido despedido e substituído por alguém que saiba mexer no Photoshop.

Sobre a estrutura do filme, pareceu-me que a terceira parte alonga-se um bocadinho. Questiono sempre filmes e livros que tenham uma história com dois clímaxes, porque quebra o ritmo do enredo, e acaba por cansar o leitor/espectador - e este filme faz isso. Questiono passarem tanto tempo a enrolar e a mostrar tanta cena de porrada e destruição de coisas, quando podiam ter cortado um bocadinho e fazer uma terceira parte mais coesa. Mas achei interessante o destino do General Zod, porque faz sentido, é um momento determinante que preconiza uma máxima pela qual o Super-Homem é conhecido.