quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Este mês em leituras: Fevereiro 2018

Hmm. Acho que estou a conseguir trabalhar num plano para as minhas opiniões aqui. É um avanço. De resto, a minha vida literária tem corrido bem, com bastantes livros fantásticos a encher-me as medidas.

Livros lidos


Os livros que marcaram o mês

  • Tales from the Shadowhunter Academy, Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson, Robin Wasserman - não achei tão fabuloso como o do Magnus Bane, provavelmente devido ao enquadramento que é feito aqui às histórias, que retira protagonismo ao Simon, mas adoro sempre poder descobrir mais pormenores sobre o mundo Shadowhunter, e por isso é claro que apreciei poder ler este livro;
  • Agora e Para Sempre, Jenny Han - não foi nada pela rota que eu esperava, e fico muito contente... a Lara Jean está na encruzilhada de escolher uma universidade para frequentar, e gostei de acompanhar os seus dilemas neste... além de que a Jenny me permitiu fazer umas observações acerca do carácter da Lara Jean e do Peter que me deixou muito animada;
  • Wires and Nerve v.2: Gone Rogue, Marissa Meyer, Stephen Gilpin - oh, hei de seguir a Marissa para onde quer que seja, e divertir-me enquanto o faço (excepto o Renegades, ainda não sei que fazer ao Renegades)... foi bom poder rever, ainda que brevemente, alguns dos meus personagens favoritos;
  • Unearthed, Amie Kaufman, Meagan Spooner - ah, este foi tão giro e cativante e excitante, e pior, o bendito livro acaba num meio-cliffhanger que me faz querer colocar todas as perguntas e receber todas as respostas;
  • Reign the Earth, A.C. Gaughen - é estranho, sinto saudades brutais da Scarlet e da outra série da autora, que até este dia é uma das minhas favoritas... este livro é bem diferente; não pior ou melhor, diferente: mais sério e maduro e ciente das áreas cinzentas da vida, suponho... é um livro mais difícil de dizer que se torna um favorito, porque é em partes duro e real e imperfeito; mas é um bom livro, importante, e representante duma evolução e maturidade da autora que muito aprecio... espero ansiosamente pela resolução.

Aquisições

Banda desenhada do mês: as revistas Marvel da Goody, que tenho gostado de acompanhar; o resto da colecção da Harley Quinn; e mais dois números da Graphic Novels Marvel (são os números de Janeiro; os de Fevereiro ainda não chegaram, bem como os de Dezembro, acerca dos quais fiz queixa à distribuidora, que me assegurou que ia reenviar - ainda não aconteceu e estou a ficar seriamente cansada destes senhores).

Em inglês, na horizontal, são os livros de autoras/séries que sigo, como habitual, mais um bónus, um rico presente de anos (ehehehe :D), o The Wrath and the Dawn. Comprei o livro da Jenny Han com dinheiro em cartão.

A ler brevemente

Se a Vasp (a distribuidora) tiver pena de mim e finalmente mexer o traseiro e mandar a tempo e horas os envios dos livros que me faltam da colecção, talvez eu possa finalmente caminhar na direcção de ir terminando de ler a colecção Graphic Novels Marvel. Haja esperança. Em alternativa tenho com que me entreter no que toca às revistas Marvel da Goody, que têm sido mais regulares e confiáveis.

Hei de ler o The Wrath and the Dawn, só ainda não sei bem quando, porque ultimamente caíram-me no colo uns quantos livros com um cenário parecido e não os queria misturar; e o Shadowsong também, que só tenho adiado porque a vida é chata e eu não tenho tido a cabeça orientada na direcção certa para o ler.

Para além disso, encomendei alguns livros, lançamentos de Março e não só, que espero vir a ler no próximo mês (listados na imagem).

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Este mês em leituras: Janeiro 2018

Bem, este foi um mês interessante. As minhas leituras continuam animadas, mas o blogue não recebeu nenhuma visita minha. Eh. Nem sequer estou preocupada. Simplesmente estou, nos bastidores, a tentar perceber como poderei voltar à minha rotina por aqui, combinando-a com a minha rotina na vida real de modo a poder equilibrar as duas. Venha Fevereiro.

Livros lidos


Os livros que marcaram o mês

  • The Bane Chronicles, Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson - ah, o Magnus é tão divertido... adoro que as autoras escrevam os contos com um certo sentido de humor, e gosto que a Cassandra use estes contos para complementar um pouco o seu mundo;
  • Rebel of the Sands, Alwyn Hamilton - claramente um primeiro livro, mas tem um worldbuilding um pouco singular, e é super interessante, e consigo ver a história a ir longe... e os personagens são bastante divertidos;
  • A Mad, Wicked Folly, Sharon Biggs Waller - não era bem o que estava à espera, mas achei fascinante... a Victoria está completamente dedicada à sua arte e a melhorar as suas capacidades, mas é uma menina protegida e com ideias pré-concebidas sobre o mundo que é divertido de ver serem desmontadas, e o livro pinta uma imagem do início do século XX muito cativante e devorável;
  • The Devil in Winter, Lisa Kleypas - passado não sei quantos anos, li-o? Yay? Achei que a distância temporal me ia fazer esquecer um bocadinho do quão enervada estava com a Lisa no fim do livro anterior... bem, digamos que percebo porque este é o favorito das pessoas, mas lamento, não me consigo esquecer das acções do protagonista masculino nesse livro, e não acho que a Lisa o faça passar as passinhas do Algarve como ele merecia, para o seu final feliz me soar merecido. Acho que ela fez um péssimo trabalho a destruir o seu carácter para além da redenção (havia maneiras de torar a sua traição mais palatável, acho), e fez ainda um pior trabalho a reconstruí-lo, porque aludir a traumas passados e nem os tornar claros para o leitor... bem, badly done, Lisa. Badly done. Pontos interessantes, though, que podiam ganhar em ser melhor explorados: como o Sebastian foi um ocioso toda a vida, e como o trabalho o mudou, e como só a Evie para o manter controlado, pois só alguém que se lembrasse de lhe propor casamento para fugir à família abusiva era capaz de lhe dar a volta (a Evie merecia revelar ter uma personalidade mais marcada, definitivamente, e o trauma familiar também devia ter sido melhor explorado) - sei que este é um livro que não seria levado às costas se fosse publicado hoje, porque tem definitivamente coisas problemáticas e lida pobremente com os seus issues;
  • Monstress v.2: o Sangue, Marjorie Liu, Sana Takeda - ok, esta BD é como aqueles animes incrivelmente sangrentos com um conceito filosófico e supercomplicado que só percebemos muitos anos depois a navegar na net *cof*Evangelion*cof*, mas I'm along for the ride, porque o design visual é lindo e maravilhoso e cada página faz-me soltar um suspiro, e bem, um dia eu vou perceber exactamente o que se está a passar, e vou adorar, porque já estou interessada o suficiente no que consigo vislumbrar.

Aquisições

O Rebel é um presente de Natal de uma pessoa amorosa e maravilhosa (beijinho beijinho), o da Kemmerer e o Monstress foram comprados com dinheiro em cartão, e o restante é a BD do mês. Portei-me extremamente bem no que toca a compras. (*Coisa prestes a ser desfeita em Fevereiro, quando as compras de Janeiro chegarem.*)

A ler brevemente

Vou continuar a ler as séries de BD que estou a acompanhar; fora isso, tenciono ler o segundo livro de contos da Cassandra Clare (em conjunto com outras autoras) no mundo dos Shadowhunters, desta vez focado na Shadowhunter Academy e na curva de aprendizagem do Simon nela.

Os livros listados são os que espero receber do Book Depository entretanto. Estou particularmente animada para o Shadowsong, porque o anterior, Wintersong, tem um pedacinho da minha alma lá contido; mas também o novo da Gaughen, e do par Kaufman-Spooner. Should be fun.

domingo, 31 de dezembro de 2017

Este mês em leituras: Dezembro 2017

Ah... ainda bem que amanhã já é um novo ano, suponho eu. Parece um pouco mecânico atribuir tanta a importância a uma mudança mínima no calendário, mas tendo em conta que tenho andado algo desmotivada e cansada, pode ser que a dinâmica de ano novo, e recomeçar isto e aquilo, e motivação tal e tal, me permita voltar ao ritmo normal por aqui. Que venha aí um ano melhor e mais realizado.

Livros lidos


Opiniões no blogue


Os livros que marcaram o mês

  • The Girl at Midnight, Melissa Grey - este é mais por ser menos bom... o marketing sempre me deu a sensação que estavam a tentar vender um novo Daughter of Smoke and Bone, mas uma Laini Taylor esta senhora não é; às vezes falo nas minhas opiniões de autores que fazem coisas com que se safam porque são bons, mas que se fossem outros autores a fazer, levavam nas orelhas: a Melissa Grey é do segundo grupo (a Laini é do primeiro, claro está), pois fez uma série de coisas que não gostei de ver, e o meu editor interior esteve o tempo todo a mandar bitaites sobre como o livro podia ser tão melhor se fizesse assim e assado;
  • O Ódio Que Semeias, Angie Thomas - passei muito tempo com os dedos metidos nos ouvidos a ignorar o burburinho sobre este livro porque detesto burburinho, porque geralmente dá uma ideia errada das coisas; pois bem, a Angie Thomas é uma boa escritora, a história é cativante e vale a pena ler por dar uma imagem fantástica da vida da protagonista, e é muito bom porque lembra uma fatia da história norte-americana que as pessoas não costumam conhecer muito bem; continuei no entanto com a ideia com que comecei, que o marketing à volta do livro passa muito tempo a dizer quão bom é, mas não faz muito esforço em recomendar outros livros que façam tão bom trabalho, e que sejam um bom exemplo do que esta autora está a tentar transmitir; é pena, porque dá a sensação que o livro existe num vácuo, o que não é verdade; não é nada contra o livro em si, nem com a autora, que faz um excelente trabalho a lembrar o que está para trás, é mais um problema com falar-se dele como se fosse a maior invenção desde a roda, ignorando o que está para trás - e numa questão tão actual como esta, isso é tão redutor;
  • Os Pássaros no Fim do Mundo, Charlie Jane Anders - ok, este livro é estranho, e a tempos vi-me algo frustrada com ele, mas é fascinante e cativante, e tão entrosado a fazer a sua própria coisa sem fazer esforço nenhum no processo; soa natural, mas também dá para ver o trabalho feito por trás, e fico contente por ter lido - não era livro em que pegasse normalmente, pela vertente mais "literária", mas fico contente por lhe ter pegado - era o tipo de livro que eu espetaria (literalmente) na cara dos snobes literários que desconsideram fantasia e ficção científica (temos que lhes permitir fazer a transição lentamente, pobres almas, para se livrarem do snobismo).

Aquisições

Banda desenhada do mês: finalmente os livros que me foram cobrados em Novembro da Graphic Novels Marvel chegaram. Telefonei para o pessoal das assinaturas da colecção e descobri que apesar da cobrança conjunta de dois meses, ainda assim eles mandam cada mês em separado, e por isso recebi um pacote no início do mês, e outro no fim. Estão a mandar-mos para casa, que não era nada isso que estava combinado com a distribuidora anterior (iam para o meu trabalho), mas enfim, como vem por CTT normalmente, também tenho certas facilidades em recebê-los que não teria com a anterior distribuidora. E entretanto já me foi cobrado Dezembro, mas ainda não recebi - suponho que aí podemos pôr as culpas aos pés da época do ano, que não é conducente a receber encomendas atempadamente?

Outra banda desenhada: o fim da mini-colecção Liga da Justiça. E mais revistas Marvel editadas pela Goody - finalmente o número 7 do Homem-Aranha apareceu! Já posso pôr essas leituras em dia. E por fim, os restantes livros foram adquiridos com dinheiro em cartão - o da caligrafia, e os dois no topo da pilha.

A ler brevemente

Bem, que venha o novo ano e que a inspiração me apanhe num bom momento, suponho eu. As minhas leituras são muito na onda do que me apetece naquele momento, dentro do que tenho à frente, por isso vou deixar aqui o espaço em branco para ver o que me cativa no início do ano.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

There's Someone Inside Your House, Stephanie Perkins


Opinião: Hmmm. É por isso que hoje em dia não vejo filmes de terror. Nada me assusta verdadeiramente, nada deixa aquele arrepiozinho, aquela sensação paranóica que fica muito depois de ver o filme (ou ler a história). É esse precisamente o problema com este livro: Stephanie Perkins escreve uma história com momentos sangrentos, sim, mas não são nada assutadores. O seu "terror" não tem garra.

A narrativa não tem tensão alguma: o assassino não é conhecido o suficiente, nem as suas vítimas o são, para importarem realmente ou terem peso na história, para nos custar a sua morte, ou a descoberta de quem é o assassino; além disso, o assassino é descoberto a meio, bem longe do clímax da história, o que mata a revelação; e por fim, os motivos do assassino são... bem, fracos - foi um balde de água fria descobrir uma motivação tão mundana, e saber que motivou um ódio tão grande. (Em adição, isto podem ser as 12 temporadas de Criminal Minds a falar... mas um assassino em série não é habitualmente tão novo, parece-me, e não tem o seu modus operandi tão apurado.)

Ah, e a história até tinha potencial. O assassino faz uma coisa super interessante às suas vítimas - um tipo de gaslighting, em que move coisas da sua casa nas semanas antes, para as desconcertar e assustar. E isso sim, foi a única coisa assustadora para mim.

A protagonista, Makani, ganha pontos pela diversidade (meio Havaiana, meia Afro-Americana), e soou realista nesse aspecto, em como a sua herança familiar é importante para ela. Soou como se a autora tivesse realmente pesquisado. No entanto, por outro lado, é dado um peso excessivo ao segredo da Makani, é feita "caixinha" quase de cinco em cinco páginas, fazendo um grande sururu, e quando é revelado... parece fraco em comparação com a seriedade do que está a acontecer com o assassino. Sim, uma praxe extrema que correu mal, mas a reacção da Makani parece encaixar com o momento. Foi horrível, sim, mas não algo que mereça alguém castigar-se para todo o sempre.

Destaque para alguns personagens secundários: o Ollie, que é amoroso quando se deixa conhecer e um exemplo de como um comportamento diferente é logo descartado por uma sociedade pequena; e o par de amigos que a Makani faz, Alex e Darby, que tiveram o seu interesse e só tenho pena de não os conhecer melhor. (Especialmente o Darby, um rapaz trans - que traz mais alguma diversidade -, e cujos desafios particulares numa cidade pequena seriam interessantes de acompanhar.)

No que a Stephanie se destaca, é algo que já tinha feito anteriormente. É bastante realista a caracterizar adolescentes, e a desenhar as relações interpares entre os adolescentes no centro da narrativa, seja de amizade, ou de algo mais. A Makani e o Ollie são amorosos juntos, nos seus encontros e desencontros; e principalmente, é realista a maneira como a autora os descreve nos momentos íntimos (o sexo é seguro e casual, sem dramas).

Em suma... bem, leria certamente outro livro contemporâneo por parte da Stephanie, mas não um de terror. Ela bem pode gostar do género, mas o género não lhe caiu bem.

Páginas: 304

Editora: Dutton Books for Young Readers

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

The Dire King, William Ritter


Opinião: Esta é uma série que é enganadoramente simples e "pequena". Quando comecei a lê-la não se daria nada por ela... era gira, mas não parecia nada de especial. Ganhei-lhe um gosto e carinho especiais ao longo das suas páginas, e chegada ao final, fico muito contente por tê-la lido; mas triste por ter terminado. Ter o último livro nas mãos é excitante e amargo ao mesmo tempo.

Primeiro que tudo, tenho de fazer um destaque especial à Abigail, a protagonista e narradora: tão pragmática e terra-a-terra, mas tão pronta para aceitar o incomum na sua vida. Cresceu tanto e está tão à vontade neste mundo, é corajosa e desenrascada. Sofre o seu quinhão com os eventos do livro, o que me deixa triste por ela, mas o seu final também me anima: era o que esperava, com uma ligeira reviravolta, e será um desafio interessante para ela.

O Jackaby é o protagonista secundário, o objecto da narração da Abigail, de certo modo, pois são os sarilhos em que se mete que ela narra, tornando-se parte dessas aventuras de moto próprio. A personalidade do Jackaby é muito interessante para mim, porque teve direito às suas tristezas, os seus dramas e dor, e isso não lhe matou a boa disposição, o optimismo com que enfrenta os dilemas sobrenaturais que se lhe põem. Gosto disso. O seu sentido de humor é fabuloso (bem como o do autor, ao escrever certas situações e comentários), e é inspirador como se dedica a fazer o correcto, e a proteger os que pode. O seu final é bem melhor do que me atrevia a esperar, e gostei.

Destaque para a Jenny, fantasma residente, um bom contraponto aos outros dois, esforçada, destemida, e com capacidades únicas e decisivas no confronto final. O Pavel também faz um retorno muito divertido, e destaque ainda para as gentes sobrenaturais e não sobrenaturais que se juntam ao confronto final. As coisas estavam conflituosas e cheias de preconceito entre ambos os lados (algo que julgo que não é arbitrário), mas todos se juntaram por um fim comum, e foi tão bom de ver.

O mistério no centro do livro não é difícil de adivinhar, mas mantém o interesse do leitor; o enredo foca-se num cenário do fim do mundo, com tudo a correr mal para os protagonistas e o mundo a desfazer-se aos bocados. A fasquia está elevadíssima, há tudo a perder, o que foi tão envolvente durante a leitura. O final é triste, sim, mas adequado. Era o que esperava, em parte, mas também é excitante, pois dá vontade de que hajam mais livros na série, de que possamos continuar a ler.

Páginas: 352

Editora: Algonquin Young Readers