domingo, 21 de junho de 2015

Fui à Feira do Livro 2015 e trouxe alguns livrinhos comigo para casa...

... e dei-me conta que no fim de contas, já vou à feira há uma série de anos, e dei por mim a pensar no que mudou ao longo do tempo. Muita coisa na organização do evento em si está na mesma, por exemplo, e não no bom sentido - e são coisas de que já me tenho queixado por aqui, em anos anteriores. O site da feira continua a ficar online a tarde e a más horas, com informação incompleta e por vezes errada. Chega ao ponto de eu não perceber para que se dão ao trabalho de ter sequer um site, se é para fazer um trabalho tão mauzinho.

Em relação ao ano passado, fiquei com a sensação que a feira estava mais bem preenchida, o que é bom, já que em 2014 a achei mais despida de participantes. Algumas novas editoras tinham espaço próprio, e agradou-me bastante ver mais variedade nesse aspecto. Por outro lado, a feira continua com muitos e variados locais de comida, alguns novos, alguns até interessantes. Gostei de algumas apostas presentes neste ano.

Continuo a achar que algumas editoras se preparam mal para a feira. A desarrumação no primeiro dia não foi tão óbvia este ano, mas certos "grandes grupos" (*cof*Leya*cof*Porto-Editora-Bertrand*cof*) continuam a ter um problema grande com ter representados todos os seus livros. A única editora média-grande que eu vejo fazer um bom trabalho nisso é a Presença. Talvez também o grupo 20|20, onde se inserem a Topseller ou a Booksmile, mas são novos, não têm um catálogo tão extenso para representar.

Também há problemas com a Hora H. A lista das editoras que entravam e que estava no site não era nada precisa, e algumas editoras continuam a ser criativas com a lista de livros que entram na promoção. (Continuo a defender que se não querem que todos os livros com mais de 18 meses entrem na hora H, não se dêem ao trabalho de participar. Poupa-vos tempo, e aos leitores também.) A Porto Editora é péssima nisso (pior, apanhei livros que o ano passado estavam com o autocolante dos 70% de desconto o ano passado, e este ano só tinham o dos 50% - estavam mais forretas com o autocolante dos 70%), e a Saída de Emergência também segue a mesma linha.

Também me custa que as editoras não sejam mais variadas com as listas de livros do dia. Achei que a Planeta se repetia muito em temáticas e até em livros, e raramente se aproximaram sequer do tipo de livros deles que eu leio. Também mantive um olho nos livros do dia da Fnac, e apanhei apenas uma única promoção de banda desenhada em toda a feira, o que é chocante porque eles têm uma boa representação de BD em inglês. Pior, no último dia tentei comprar um livro na banca deles, mas o único que tinham era o de exposição, e estava rasgado, há alguns dias até - nem se deram ao trabalho de mandar vir mais naqueles dias finais. Lá perderam uma compra, e é isso que não compreendo.

Acho que entre esta e a feira anterior o meu foco em termos de compras mudou um pouco. De certo modo, já aproveitei para adquirir com as promoções e vantagens da feira tudo o que desejava em termos de livros de ficção, e por isso comecei esta feira com a noção de que não havia muita coisa que eu desejasse mesmo trazer para casa. Portanto, como já tinha apontado o ano passado, virei-me para a banda desenhada, onde encontrei boas surpresas e descontos, e onde aproveitei para juntar à minha biblioteca livros muito desejados ou que me chamaram a atenção recentemente.


De ficção/não ficção, fica aqui aquilo que escolhi trazer para casa. Os primeiros dois livros são edições portuguesas antigas que apanhei nos alfarrabistas, o primeiro de Jane Eyre da Charlotte Brontë, o segundo é o Persuasão da Jane Austen (adoro as invenções com os títulos dos clássicos que os nossos editores faziam nesta altura; o do Persuasão - Sangue Azul - é o melhor).

Trouxe ainda alguns livros que na altura em que saíram me suscitaram curiosidade, mas não se proporcionou virem cá para casa. (O Até ao Fim do Mundo porque tem um PVP ridículo para o tamanho de livro que é.) Quem Mexeu no Meu Comprimido? também me deixou interessada, mas mais por curiosidade profissional, já que aborda algo na minha área, e é nesse sentido que quero ver se aborda o assunto de forma adequada.


E pronto, a banda desenhada comprada na feira, fora as aquisições que mostrei no post final de Maio aqui. Os livros do Armandinho chamaram-me a atenção desde o início, e por isso aproveitei que eram livros do dia (20% de desconto), mais uma promoção da editora de "leve 3, pague 2". O Finalmente o Verão não tinha grande promoção, apenas 10% de desconto, mas tenho lido tanto e tão bem acerca dele, que achei que valia a pena comprar directamente à editora, e recompensar o terem-no trazido para Portugal.

Fun Home e Pequenos Prazeres são livros que já li, e que aproveitei uma Hora H para juntar à minha biblioteca. Os três seguintes também foram comprados na Hora H, na Devir. Li recentemente o primeiro livro de Jeph Loeb e Tim Sale sobre heróis da Marvel e uma cor que os defina, Hulk: Cinzento, e por isso lembrei-me de procurar os outros dois livros dedicados ao Demolidor e ao Homem-Aranha. Leitura bastante adequada, especialmente porque vai sair (finalmente) em breve o último livro, há tanto tempo prometido, sobre o Capitão America. O Witchblade é a continuação de um livro que já li há tanto tempo, e mesmo que o interesse já não seja o mesmo, ainda gostava de ler a história completa.

Na Gradiva, novamente na Hora H, aproveitei para comprar mais livros para a minha colecção de Calvin & Hobbes, e o bónus foi que na compra de dois livros deles estavam a oferecer um das tiras do Adam, por Brian Basset, bem divertidas, por isso saí de lá muito contente. Excepto pela parte que os livros de Calvin & Hobbes que me faltam estão esgotados, mas pronto, espero que resolvam essa falha depressa.

A última coisa na pilha é A Ordem das Pedras, da colecção Valérian e Laureline (aqueles totós da Asa meteram só Valérian na lombada, o que é parvo, porque na capa metem a colecção como sendo Valérian e Laureline, o que de qualquer modo é mais correcto, ambos são os protagonistas da história). Já li sobre estes personagens, o livro em questão tinha as partes 1 e 3 duma história, e na altura queixei-me da lógica de tal escolha; esta é a parte 2, e assim poderei ler a narrativa duma ponta à outra sem saltos.

E pronto, aqui fecha mais uma edição da Feira do Livro. Continua a ter os mesmos problemas de sempre, e não os vejo a ser resolvidos no futuro, infelizmente. Mas também continua a ser um prazer e uma delícia ir passear para o Parque Eduardo VII, ver (e babar para) os livros, maravilhar-me com as possibilidades, e pensar naquelas que podem vir cá para casa. Já acabou, e já estou com saudades. Resta-me esperar a edição do próximo ano.

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