domingo, 29 de maio de 2016

Meg Cabot: Pants on Fire, Royal Wedding Disaster


Páginas: 288 / 288

Editora: HarperTeen / Feiwel & Friends

Pants on Fire: bolas, este livro é simultaneamente divertido e tão errado. A protagonista, Katie Ellison, aparenta ter uma vida perfeita. Namorado, boas notas, boa família, popular, universalmente gostada... segundo namorado.

Pois. Perdida no meio da sua vida aparentemente perfeita, a Katie esquece-se de pensar no que ela quer, e faz um monte de asneiras para o compensar. Incluindo beijocar um segundo rapaz nas costas do namorado. *facepalm* Oh, Katie, Katie, Katie... as mentiras têm perna curta.

A piada da coisa é que ela tem consciência disso. Que está a fazer algo de errado, mas já não sabe gerir as mentiras, e quanto mais avança, mais se enterra. Bem, por tentativa e erro, a Katie lá se vai esforçando por fazer o que está certo.

E posso dizer que apesar do comportamento dela ser tratado num tom humorístico, não é glorificado. É mais apresentado como o resultado de uma adolescente de 16 anos com as hormonas aos saltos e sem saber o que quer; consigo ver definitivamente uma miúda da idade dela a fazê-lo, e as suas atitudes têm uma explicação emocional razoável. Melhor ainda, ela ganha juízo.

A minha parte favorita no entanto é quando o Tommy perdão Tom Sullivan, um amigo da Katie do 3º ciclo (ou o que passa por isso nos EUA), e que saiu da cidade em desgraça por fazer a coisa certa, volta.

É que além de o Tommy ter ficado mal-visto na cidade, a Katie quebrou com ele antes da sua partida, e foi desleal para com ele. E por isso, o seu reaparecimento desconcerta-a, especialmente por haver ali sentimentos não resolvidos. Por isso, foi bastante engraçado acompanhá-los e ver como se resolviam.

Royal Wedding Disaster: a Olivia é a miúda mais adorável de sempre, é só o que tenho a dizer. Neste volume, acompanhamos pelos olhos da Olivia os dias anteriores ao casamento real, o casamento da Mia e do Michael. E é delicioso, porque era isso mesmo que faltava ao livro com a narração da Mia.

Gosto tanto da Olivia, porque é uma menina tão madura e razoável, preocupada e interessada, mas ao mesmo tempo com as inseguranças e problemas típicos da sua idade, e por isso a sua narração permite acompanhar os acontecimentos sem deixar de desenvolver a sua caracterização, em linha com a pessoa que é e com a idade que tem.

Diverti-me tanto a rever alguns personagens, e a dinâmica entre eles, porque este pessoal está na mesma (estou a falar de ti, Grandmère), e a nostalgia é deliciosa. Também adoro poder ver mais um bocadinho da vida privada de alguns deles, que me ocuparam tanto tempo da minha adolescência; tão bom, poder ver a Mia e o Michael casados! E ri-me tanto com a noção da coroação do Michael.

Quanto à Olivia, ela está a adaptar-se à sua nova vida em Genovia, parte da realeza. Tem uma escola nova, uma menina mazinha que não a deixa integrar-se, e está a lidar com novos amigos, possíveis paixonetas, e ainda a sua tentativa de ajudar a organização do casamento em tudo o que pode.

Gostava de continuar a ler a Olivia, e se a série continuar, vou ficar muito feliz. A Meg consegue captar a voz pré-adolescente da Olivia sem a infantilizar. Tenho um carinho pela Olivia, gosto muito dela, e gostava de continuar a acompanhar a narração dela e de ver pelos olhos dela os personagens e lugares que já conhecemos, e tudo de novo que vem aí.

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