domingo, 22 de janeiro de 2012

My Soul to Lose, Rachel Vincent

This is a re-read for the Soul Screamers Reading Challenge, hosted by Fiktshun.


Thoughts on the re-read: Well, considering that I've read the first book in the series, I think this is a great way to introduce the series. Kaylee is a girl that has these strange panic attacks, when she sees shadows around someone that she just knows is going to die, and she feels the urge to scream. She has been able to avoid that until now.

Poor Kaylee. She doesn't know what is going on when she ends up on the psych ward over her latest "panic attack". I felt bad for her because her uncle and aunt know what is going on and she still ended up there. I guess they were scared with the way she reacted, but still, no one told her about what she could do, and her father didn't even came home to tell her.

I was intrigued with a few things that happened in the psych ward, specially with Lydia and that guy Tyler. (I wonder if we'll ever know more about them.) I was also sad for Kaylee, because of what took her to the psych ward in the first place. I'm excited to re-read My Soul to Take soon.

Pages: 70

Publisher: Harlequin Teen

sábado, 21 de janeiro de 2012

The Iron Daughter, Julie Kagawa


Opinião: Depois de salvar o seu irmãozinho, Meghan tem de cumprir a sua promessa ao príncipe Ash e acompanhá-lo à corte do Inverno. Prisioneira da rainha Mab, ignorada por Ash, Meghan está sozinha quando antigos inimigos regressam e provocam uma guerra entre as cortes... e é Meghan a única que pode pará-la.

Ao início foi difícil entrar no livro... o ritmo dos acontecimentos estava um pouco lento, sem haver um objectivo principal logo de início (como no outro livro, em que Meghan queria salvar o irmão), e a Meghan estava um bocado tolinha, sem perceber coisas que estavam mesmo à frente do nariz dela.

Aliás essa é a minha única queixa em relação ao livro, que a autora tenha tornado a sua heroína tão fraca sem razão. Primeiro a Meghan é incapaz de perceber porque o Ash está a ignorá-la (para protegê-la), depois os seus poderes féericos foram "bloqueados" (o que é estúpido, porque ela já não sabia usá-los muito bem para começar), depois parece que está sempre a precisar que alguém lute por ela, para além de estar sempre suspirar pelo Ash... grrrrr é bom que este comportamento patetinha não se repita no próximo livro. Ah, e a Julie Kagawa que se livre de enfiar outra cena como a do baile no próximo livro, que eu sou capaz de morrer de toda a cheesiness. (Além de que passei a cena toda a resmungar "WTF eles têm de salvar o mundo féerico e estão a perder tempo num baile?!")

Porque, de resto, aquilo que adorei no primeiro livro mantém-se neste (e muito bem). O worldbuilding e o mundo féerico fantástico. A intriga entre cortes e as guerrinhas em que se afundam. Os personagens espectaculares e divertidos. Adoro o Grimalkin, que é uma homenagem a todos os gatos. E divirto-me imenso com a rivalidade constante entre o Ash e o Puck. E, já agora, ambos têm vindo a revelar-se. Assim como o Ironhorse, inimigo tornado aliado neste livro.

Gosto muito das fadas do Ferro, as ideias por trás da sua concepção são bem fundamentadas, e como no último livro, também neste têm uma mãozinha no enredo. Dadas as revelações sobre elas e a Meghan neste livro, estou muito curiosa para ver onde as coisas vão parar. E quanto ao final, bem... awwwwww.

Páginas: 432

Editora: Mira Ink (Harlequin UK)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Passion, Lauren Kate


Opinião: Engraçado, está a tornar-se rotineiro ler os livros desta série em Janeiro. (Rotina que deve vir a ser quebrada com a saída dos 2 livros que faltam, o de contos e o Rapture...) Gostei muito mais de ler este livro que o anterior; aliás, este é o livro que o Torment devia ter sido, pois consegue responder a algumas questões principais da história enquanto deixa as coisas suficientemente em aberto para o livro final. Talvez o Torment não devesse ter sido escrito de todo, deixando as poucas revelações e acontecimentos significativos que continha ser incluídos no Fallen ou neste.

Neste livro, Luce viaja no tempo para conhecer as suas vidas passadas e descobrir o momento que conhece Daniel nas mesmas. Apercebe-se (finalmente) da importância da sua história com o Daniel e da extensão dos sacrifícios que ele faz. Só peca por ter levado tanto tempo a perceber.

Enfim, ler sobre as vidas passadas da Luce e sobre as épocas históricas em que ela viveu foi uma das minhas partes favoritas do livro. Acho que se vê que a Lauren Kate pesquisou bastante para criar as cenas nas várias épocas, escolhendo alturas interessantes da história mundial, sem escolher as localizações e os momentos mais óbvios das mesmas. E fez um bom trabalho ao adequá-los às cenas que precisava de criar para contar a história da Luce e do Daniel.

Também fez um bom trabalho a estabelecer e perpetuar a dúvida que me atormenta quando leio um livro ou vejo um filme/série que usa a premissa de voltar atrás no tempo - será que o personagem estava destinado a voltar atrás, e as mudanças que provoca não são significativas porque já estavam previstas no seu presente; ou será que volta atrás no tempo e provoca certas mudanças, que têm um impacto no seu presente e alteram subtilmente as memórias que o personagem tem? Há cenas que me fizeram inclinar para cada um dos lados.

Por outro lado, gostei bastante dos capítulos do Daniel. É refrescante poder ver as coisas da sua perspectiva, e no fim é o seu arco que acaba por avançar mais a história, já que é com ele que percebemos a origem da maldição que o atormenta e à Luce.

Fiquei um pouco frustrada por a autora não explicitar deliberadamente quem era a Luce na altura em que a maldição foi lançada, e por ela não ficar a saber da mesma, mas dada a maneira como deve ser quebrada, talvez seja melhor. Além disso, ela é que conhece o vilão e descobre o seu propósito, estabelecendo as bases para o último livro.

Gostei também de descobrir um pouco mais sobre os outros anjos e perceber o seu papel no drama Luce-Daniel que se desenrola vezes sem conta através dos tempos. E gostei de saber mais sobre a Queda e o que aconteceu nessa altura.

Quanto à capa, é a minha preterida da série. Conhecendo a imagem original, não gosto do castanho que é usado, faz um contraste estranho e desnecessário. A imagem original seguia muito melhor a linha gótica-melancólica que as capas da série têm tido.

Estou dividida entre expectante e receosa sobre o livro final... temo que possa vir a ser fantástico ou terrível.

Páginas: 432

Editora: Doubleday (Random House)

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A Revolta, Suzanne Collins


Opinião: O título em português diz tudo. A antecipação criada nos livros anteriores previa uma rebelião em larga escala, mas nada me podia ter preparado para a extensão dos horrores da guerra e para a sucessão de acontecimentos trágicos que se seguiria. Louvo a Suzanne Collins por ter desenvolvido a história assim; gostei mais da mesma por isso. Senti-a mais real. Curiosamente, levei algum tempo a ganhar coragem para ler o Em Chamas e este pelo desapontamento que o livro final suscitou em muitos fãs.

Não sei se o que a maioria das pessoas esperava era uma Katniss lutadora e no centro dos acontecimentos, uma guerra justa e sem carnificina, e um final perfeito a acompanhar, mas percebo que nesse caso o livro tenha desapontado. Temos em vez disso uma heroína quebrada, uma guerra em que o pior da natureza humana vem ao de cima, e o fim... no fim temos aqueles que sobreviveram a tentar colar os cacos do vaso que quebrou em milhares de pedacinhos. A análise mais acertada das coisas é feita pelo Plutarch (a ironia!, pois de todos deve ser aquele com mais falta de tacto):

"Agora estamos naquele período harmonioso em que toda a gente concorda que os recentes horrores nunca poderão repetir-se. (...) Mas a memória colectiva costuma ser curta. Somos seres volúveis e estúpidos com memórias fracas e um grande dom para a autodestruição. Mas, quem sabe? Talvez seja agora, Katniss. (...) O momento em que aprendemos. Talvez estejamos a testemunhar a evolução da raça humana."

Fiquei chocada com a perversão das razões da guerra; como é que os rebeldes podem reclamar da justiça da sua causa quando começam a usar os métodos do inimigo, é uma coisa que me ultrapassa. Será que os fins justificam os meios? Não posso concordar, vendo o tipo de horrores que as pessoas são capazes de cometer em nome de uma causa.

A Katniss, coitada, dá dó - aquele espírito rebelde e determinado que ela tem está lá, mas ela passa o livro a ser levada de um lado para o outro para ser o mimo-gaio, o símbolo da revolução; a Katniss que conhecemos deixou-se enterrar por uma depressão, algumas tentativas de resistir à maré e manter-se íntegra, todas as manipulações envolvendo os rebeldes, e uma incapacidade de ver para além do próximo passo. A certa altura as coisas deixaram de estar sob o seu controlo, e não consigo ver o que ela poderia ter feito para o recuperar. Partiu-me o coração ver o estado em que a guerra a deixou no fim do livro. Assim como o destino de vários personagens, mas senti a guerra mais real por causa disso.

Quanto ao desenrolar do "triângulo amoroso"... eu sou a primeira a resmungar quando não gosto, mas neste caso fiquei... satisfeita com a resolução. Nunca tivemos grande oportunidade de conhecer o Gale nos livros anteriores, e neste livro, que ele finalmente tem algum tempo de antena, causa uma péssima impressão. Mais ou menos por volta da altura em que ele está a conceber as armadilhas letais, desisti dele.

Não é que a Katniss não tenha escolhido entre um dos dois rapazes (se é que isso importa), acho que escolheu, ainda que não propriamente de maneira consciente, aquele que lhe permitisse curar-se e recuperar e não aquele que aprofundasse a dor sempre que ela lhe pusesse os olhos em cima. Gostei do epílogo porque precisava de saber que eles iam ficar bem (o que é um conceito difícil de definir, neste caso) a bem da minha sanidade mental, depois de todas aquelas desgraças.

Fiquei fascinada com esta trilogia. Tem mais profundidade do que esperava e deu-me muito em que pensar. Sei que me vou lembrar destes livros por bastante tempo. Desaponta-me que sejam reduzidos à violência (e à premissa macabra) dos Jogos (ainda hoje li uma crítica que sugeria isso), mas enfim, pessoas diferentes retiram coisas diferentes dos livros, e é isso que adoro na literatura.

Uma última nota: por vezes dei por mim a desejar ter lido os livros em inglês. Não sei, há cenas em que eu leio uma palavra e penso... "oh, que palavra é que a autora usou em inglês?", porque sinto que a palavra em português não me está a transmitir bem a intenção original. É algo estranho quando a minha própria língua me falha.

Título original: Mockingjay (2010)

Páginas: 280

Editora: Presença

Tradução: Jaime Araújo

domingo, 15 de janeiro de 2012

Winter's Passage, Julie Kagawa


Opinião: Novela situada entre o primeiro (The Iron King) e o segundo (The Iron Daughter) livros da série Iron Fey, Winter's Passage esclarece alguns acontecimentos entre ambos os livros, seguindo Megan e Ash no seu percurso em direcção à corte do Inverno.

Gostei da história, serviu para me relembrar de alguns acontecimentos no fim do primeiro livro e para me preparar para o segundo. Calculo que não contribua para a história principal, mas foi bom revisitar os personagens e o mundo, se bem que o enredo em si seja um pouco insípido... mas o seu propósito foi cumprido, estou preparadíssima para o The Iron Daughter.

Páginas: 60
Editora: Harlequin Teen