sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Ghostly Echoes, William Ritter


Opinião: Ask, and you shall receive. Tinha comentado na opinião do livro anterior que me fazia falta ver a história do Jackaby explorada, e obtive-a num 2 por 1. O objectivo era explorar a história da Jenny neste livro, mas descobrimos muito, e coisas intrigantes, sobre o parceiro de investigação da nossa narradora, Abigail Rook.

O livro vem no seguimento do anterior, particularmente da cena final, em que a Jenny pedia ajuda para investigar o caso dela. Inicialmente parece que não há muito por onde seguir, e a Abigail e o Jackaby encontram uma série de mortes que lhes chama a atenção...

... todavia, a parte fixe acerca de como o autor escreve? É que ambas as situações estão ligadas. Ainda melhor, havia uma série de coisas que aconteceram desde o primeiro livro que pareciam ser inconsequentes e pouco importantes... mas não eram. Eram todas parte do arco de história maior da série.

E este livro faz um brilhante trabalho a ligar tudo e mostrar como faziam parte de um todo que simplesmente ainda não estávamos a ver. E caramba, não estávamos mesmo a ver nada. Os dois casos anteriores pareciam nada relacionados um com o outro, e afinal...

Gosto desta sensação. parece uma conspiração. E é. Seres misteriosos têm estado a agir nos bastidores, e neste livro revela-se uma pontinha (não sou ingénua ao assumir que vimos tudo) dos seus planos. Ainda não conhecemos o mestre bonecreiro, mas conhecemos algumas marionetas que agem em seu nome. E uau, afinal isto mete uma espécie de apocalipse que pode vir a acontecer. Como disse, gosto desta sensação. Os livros pareciam uns mistérios fofinhos e simples, e afinal está tudo ligado, e é tudo mais grandioso. Até fico toda animada para o próximo livro.

Já tenho dito que adoro a Abigail, e continuo a gostar mesmo dela como personagem. Não é especial ou importante ou a melhor em tudo (*cof*Mary Sue, quero dizer*cof*). A Abby é uma pessoa normal que se vê no meio destes acontecimentos e pessoas extraordinários, e faz o melhor que pode. Ela finalmente está a ficar habituada ao sobrenatural, e este livro marca o ponto em que ela toma as rédeas e se mostra confortável na sua pele. Ela toma a iniciativa e mostra a sua coragem, aquilo que é capaz de fazer, sem os outros a interferir. Em certas partes, só ela pode agir, e ela fá-lo, mesmo com grande perigo para si mesma.

O que eu quero dizer é que a Abigail desabrocha na história e navega o extraordinário com segurança. Adorei ver a sua viagem por... aquele sítio interessante cujo nome não posso dizer. Ela encontra gente interessante, e todo o cenário é fascinante. Desenvolvi a teoria que o Jackaby, agora que conhecemos a história dele, pode morrer, e acho que a Abigail está num ponto em que estaria minimamente preparada para assumir o dom dele. Seria muito interessante de ver. (Excepto a parte em que ele morria.)

Quanto ao Jackaby, eu sabia. Tinha de ser uma história trágica. Eu sabia. Apetece-me dar-lhe festinhas. E o mais trágico de tudo é que ele teria direito a fazer de coitadinho, mas quando se sente preparado para contar algumas coisas à Abby fá-lo num tom quase desligado. Que é a maneira de ele lidar com a coisa, parece-me, mas também parece tão triste, toda a perspectiva de estar sozinho e isolado no mundo para proteger o seu passado e o que lá deixou. E como eu disse, depois de saber isto e de o ver como uma figura trágica, não consigo deixar de recear que ele vá morrer naquele que vai ser o maior caso da sua carreira.

E pronto, está tudo ligado, os casos da Jenny e do Jackaby, e eu não posso deixar de babar para a presciência do autor ao fazê-lo. Ah, de repente dá-me vontade de ir a correr ler o último. (Sim, o quarto livro vai aparentemente ser o último.) A história deste fica fechada, no que toca ao enredo principal, mas também termina numa nota alta, quase cliffhangeresca, no modo como coloca os personagens preparados para enfrentar o que aí vem. (O fim do mundo, presumivelmente.) Até estou arrepiada. E curiosa, muito curiosa.

Páginas: 352

Editora: Algonquin for Young Readers

domingo, 11 de setembro de 2016

Illuminae, Amie Kaufman, Jay Kristoff


Opinião: Que bela surpresa. Digo isto frequentemente, eu sei, mas quando um livro tem uma premissa tão incomum como esta, é difícil saber o que esperar. Suponho que sendo assim qualquer coisa que apresentasse seria uma surpresa?

De qualquer modo, tenho a sensação que quaisquer sinopses ou opiniões que tenha lido não me deram uma ideia clara do livro. Sim, os protagonistas eram um casal de namorados e terminaram no dia anterior a tudo o que conheciam ir para o inferno. Mas isso rapidamente se torna menos importante no meio da luta pela sobrevivência.

O resto da sinopse que vemos no Goodreads (link ali em cima) é mais certeira, mas mesmo assim, não dá nem uma ideia próxima do quão excitante foi estar no meio da acção, com tudo a correr mal e os personagens principais a lugar pela vida, não só sua, mas dos que os rodeiam.

E a piada da coisa? Tecnicamente, na cronologia, há pedaços de tempo longos em que não acontece nada de especial aos personagens. Mas quando a coisa arranca, raios, que só pára no fim. E mesmo assim...

Acho que não estou a ser muito coerente. O que é adequado, a narrativa também não é direitinha, mas uma colagem de informação... e tenho a dizer que adoro a premissa, em ambos os seus aspectos. Gosto do aspecto de ficção científica, corporações gananciosas em guerra, personagens inocentes apanhados no meio, naves espaciais em fuga, inteligências artificiais a perder o rumo, pragas malucas e terror no espaço. Os autores conseguem conjugar uma série de coisas fixes e criar um todo absurdamente fascinante. Não devia funcionar tão bem, mas funciona.

E gostei mesmo de ver a história contada em mensagens instantâneas, relatórios, transcrições de comunicações, e outras formas únicas de descrever o que estava a acontecer na acção. Curiosamente, achei que a caracterização ia pecar um pouco por isto, mas os autores conseguiram dar uma personalidade aos personagens, não só à Kady e ao Ezra, mas também aos secundários (incluindo um muito... especial).

Ao ver como a história está tão bem contada, tão coerente, sendo contada assim em fragmentos, faz-me respeitar este pessoal. Porque só consigo imaginar o quão difícil deve ser saber a história que se quer contar, e decidir que tipo de formato vai ser usado em cada bocadinho, e criar algo que tenha um mínimo sentido a partir de pedaços. O nível de organização para conseguir fazer tudo funcionar? Impressionante. Muito impressionante. Especialmente pela variedade de informação que acaba por ser usada para avançar a narrativa.

Acho que não há muito mais a dizer sem eu spoilar a coisa toda, mas tenho a dizer, foi um livro que se devorou enquanto o diabo esfrega o olho. É claro que o formato único se lê muito mais rapidamente que um livro em prosa "normal". Mas também tem a ver com o quão fascinante se torna seguir a vida da Kady e do Ezra e das naves Hypatia e Alexander enquanto fogem e lutam pela sua vida.

O ritmo da narrativa é extraordinário nesse aspecto. Até me dá pena que o segundo livro da trilogia não siga os mesmo personagens. Mas também estou curiosa. Gemina deverá seguir uma estação espacial, Heimdall, que é importante para os personagens deste livro. E os acontecimentos de ambos deverão ser mais ou menos coincidentes a nível cronológico.

Portanto, parece-me que o que vamos seguir é uma outra faceta da guerra espacial que se está a estabelecer entre duas enormes corporações. E os pobres humanos (e não só, aparentemente) que se vêm no meio desta. Temos alguns fios de enredo a ser explorados no arco de história da trilogia, e um dos personagens do Illuminae está relacionado o mesmo, por isso estou curiosa para ver como isso vai voltar a aparecer.

Uma nota final ainda para como os autores conseguem fazer reflectir nalguns aspectos importantes desta sociedade, em que a tecnologia está tão avançada e o mundo para os seres humanos mudou tanto. Há toda a questão das corporações, e viagens no espaço por wormholes, e experiências científicas que expandem para além do pretendido pelos seus criadores.

Contudo, em muitos aspectos fundamentais a humanidade é a mesma. A luta pela sobrevivência, a capacidade de fazer o bem pelos outros, a coragem nas pequenas e grandes coisas. A ganância, a capacidade de deixar o medo fazer coisas impensáveis. E no meio disto tudo, os autores ainda introduzem uma questão sobre autonomia de inteligências artificiais e o quanto têm uma personalidade, o quão têm um módico de... humanidade. Realmente interessante, ver como isso se desenrola.

Uma outra nota para a edição. Visualmente e graficamente é fantástica, o hardcover é lindo, e adoro como evoca o formato original da narrativa, e como está produzido no interior, sempre uma delícia de acompanhar. A minha única queixa tem a ver com o peso do livro. Esteve uns meses na prateleira, ao alto, e devido ao peso, descaía. E a penúltima página está muito frágil na encadernação. Bastava um puxãozito para aquilo se partir e rasgar.

Sei que será preciso um bom papel para imprimir a tinta num livro que não é só texto, mas também elementos gráficos; contudo, não seria possível fazer algo como no Winter, da Marissa Meyer, que tem mais 200 páginas que o anterior da respectiva série, mas tem a mesma largura, porque foi usado um papel mais fino? Não queria nada que este livro se estragasse só porque está na prateleira, que até é o habitat habitual dele.

Páginas: 608

Editora: Alfred A. Knopf Books (Random House)

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Curtas BD: Graphic Novels da Marvel, vols. 18 a 21

Eternos, Neil Gaiman, John Romita Jr.
Isto provavelmente foi uma melhor ideia do que me porem a ler a série original, criada pelo Jack Kirby. Consigo perceber a importância dele, mas li um volume do Quarto Mundo, e francamente achei aborrecido, e este tem todo o ar de ser o mesmo estilo e de nas mãos dele ter ido pelo mesmo caminho. Boas ideias, execução nem por isso.

Felizmente, aqui o escritor é o Neil Gaiman, que é, no que me diz respeito, um escritor mais talentoso, e a coisa muda de figura, porque ele consegue escrever de modo a apresentar os personagens e o mundo e envolver o leitor no enredo. Os protagonistas titulares, os Eternos, estiveram adormecidos, sem saber quem eram, e voltam a redescobri-lo ao mesmo tempo que o leitor.

Pelo menos consegui achar a história muito mais interessante e cativante, e queria descobrir o mistério, e senti os altos e baixos da narrativa. Também achei curioso ver o livro inserido nos acontecimentos que à data eram os do presente no Universo Marvel, e ver alguns heróis conhecidos entrarem na narrativa, mas serem facilmente postos em sentido pelos Eternos.

Pantera Negra: Quem é o Pantera Negra?, Reginald Hudlin, John Romita Jr.
Hmm. Acabei a gostar do Pantera Negra. Era-me mais ou menos indiferente porque nunca li nada centrado nele, mas estou familiarizada com as suas características.

Este livro essencialmente é uma exploração de "o que é que faz o PN e Wakanda os melhores dos melhores". É uma abordagem ainda muito pela rama, muito em aberto, mas com potencial, traços interessantes para explorar no futuro.

Achei interessante a apresentação de como Wakanda sempre teve alguém a tentar invadi-los, mas sempre conseguiram repeli-los, e manter-se orgulhosamente independentes, e capazes, e tecnologicamente avançados.

Também gosto de ver como o autor apresenta algumas questões muito próprias do espaço onde a narrativa se passa: Africa. A colonização. O ser negro. A atitude de colonizadores de alguns países, ainda no século XXI, em relação a Wakanda, por ser diferente deles e diferente do que esperavam.

Até a premissa da narrativa, da cabala de vilões contra o Pantera, tem o seu interesse. Mas aqui, a história perde algum vigor na segunda parte e acabei mais desinteressada na resolução do conflito.

Capitão América: O Escolhido, David Morrell, Mitch Breitweiser
Isto é... curioso. Primeiro porque foi publicado mais ou menos ao mesmo tempo de todo o drama da Guerra Civil, e da morte do Capitão, mas não se passa na linha temporal normal dos mesmos. Deve ter sido estranho ver o Cap morrer duas vezes de formas tão distintas e tão perto umas das outras.

Depois... a premissa. O Capitão está definhar. O soro está a esgotar-se, e o ícone vai desaparecer. Então acaba a ajudar de outra forma, com o poder da mente. Consegue trabalhar com uns cientistas e visualizar (com uma máquina toda XPTO) alvos importantes para o esforço de guerra americano no pós-11 de Setembro. Descobre que com a sua visualização consegue ser visto por alguém no local onde está a visualizar, e interagir com essa pessoa. E é assim que o Cap acaba a inspirar um soldado americano a superar-se.

A premissa toda da visualização e do Capitão a definhar e tudo o mais é algo bizarra, mas assim que se passa isso e se ignora, a história até acaba a ser interessante. Um marine no Afeganistão à beira da exaustão já não sabe o que está certo e errado, quem é inimigo, quem deve proteger. Ele e o grupo de soldados em que se insere ficam numa situação complicada, e as suas conversas com o Cap inspiram-no, e ajudam-no a sobreviver e superar-se.

O forte da história é mesmo esse. O que o Capitão significa como pessoa e como ícone, como forma de inspirar as massas. Como cada um pode ser um herói e representar aquilo que o Capitão América representa.

Os Surpreendentes X-Men: Perigosa, Joss Whedon, John Cassaday
Ah, já me tinha esquecido que era aqui que acontecia aquela coisa com a sala do perigo! E eu adoro esse conceito, não sei como me esqueci. Da primeira vez que li adorei cada passo.

Depois dos acontecimentos do livro anterior, os X-Men mal têm tempo para respirar antes de se verem frente a um inimigo inesperado, um que os conhece como ninguém, e que está à procura de sangue pela forma como foi tratado todo este tempo. Brilhante a forma como lida com eles, e como volta e volta e volta para distribuir mais sarilhos. Mesmo quando tudo parece terminado, sei que não está.

Uma coisa que gosto que o Joss Whedon faça com estes livros? Fazer parecer que escrever e ler os X-Men não tem esforço nenhum. Tudo parece fluir tão bem, acertar nas notas todas. Há espaço para boa caracterização, momentos emocionais, momentos políticos, acção, drama, humor. (Melhor momento: a Kitty e o Peter estão a pensar um no outro no meio duma luta; o Logan... está a pensar em como adora cerveja. Nunca mudes, Wolverine, sua coisa rezingona e adorável.)

E pronto, quando isto me soa tudo tão bem, até tenho pena que acabe. Sei que já vou a meio dos livros escritos pelo Joss e já estou a ficar aborrecida só de pensar em terminar. De qualquer modo, está recomendadíssimo a toda a gente.

domingo, 4 de setembro de 2016

Confesso, Colleen Hoover


Opinião: Ah, este livro não foi nada mau, e já fico muito contente por isso. Prefiro não reviver a desgraça que foi o Amor Cruel. Este, muito melhor. Uma boa leitura. Nada que me entre para os favoritos de sempre, mas bastante bom, de qualquer modo. No entanto, o seu maior feito, na verdade, é fazer-me compreender porque é que eu e a Colleen não fazemos "clique", e porque provavelmente nunca faremos.

A premissa deste livro são as confissões. O protagonista masculino, Owen, é um pintor com uma galeria que abre uma vez por mês com os quadros que produz. Owen inspira-se com as confissões que lhe deixam anonimamente numa caixa. Podem ser coisas boas, más, horríveis, inspiradoras.

O tema das confissões é transposto para a vida dos nossos protagonistas. No caso do Owen, ele é bastante bem resolvido, o que é, honestamente, refrescante, especialmente porque estamos a falar da Colleen. Os problemas dele vêm da sua família e da relação que tem com eles, e do que é capaz de fazer por eles. E é daí que vem a sua confissão principal.

No caso da Auburn, conhecemo-la num prólogo que se passa alguns anos antes. A Auburn está a despedir-se do namorado na altura, Adam. O Adam está a morrer com cancro e não há nada a fazer. E ela tem de voltar a casa, às aulas, ou os seus pais terão problemas. A despedida é obviamente emocional, e soou-me fantasticamente. A autora sabe como começar um livro logo a abrir, e a emoção soou-me real.

No presente, a Auburn veio viver para o Texas, onde a ex-sogrinha (Lydia) e o irmão do antigo namorado (Trey) vivem, por razões que não entendemos logo. Tenta adaptar-se, mas não gosta particulamente de estar ali. E estes familiares que não são bem familiares dela tratam-na de forma desconcertante e absurda, por razões que ainda não compreendemos.

E pronto, aqui está o cerne do meu problema com a Colleen. A primeira parte é que temos mais uma heroína capacho. A Auburn tem uma excelente razão para deixar que lhe façam as coisas que lhe fazem. Contudo, raramente vejo revolta, só resignação. E como é uma situação nova, estranha, ainda mais me surpreende que ela não se mostre mais chocada. Só no final é que ganha tomates e dá a volta ao tratamento que recebe (e duma forma brilhante, diga-se), mas é demasiado tarde para eu poder respeitá-la completamente.

A segunda parte do meu problema com a autora, e a parte principal... é o drama. Digamos que ela a criar os problemas dos personagens dela, às vezes (errr, na verdade é praticamente sempre), vai um bocadinho longe demais. E passamos do drama para o exagero. E foi o que senti com a revelação da situação da Auburn:  pensei "a sério Colleen? tinhas mesmo de ir por aí?". É que num golpe conseguiu diminuir a Auburn e fazer dela uma coitadinha. Não gostei particularmente.

A situação em si é interessante, e revelada doutra maneira dava muito sumo. A maneira como foi revelada diz-me que a autora gosta de ir para o melodrama e para a lágrima fácil. Não me identifico com isso. Em comparação, o último que li da Jennifer L. Armentrout lida com temas igualmente complicados e pesados, mas nunca senti isto. As emoções soaram-me reais, credíveis. E ela nunca escreve para a choradeira (leia-se: à Nicholas Sparks).

A terceira parte do problema? Oh Colleen, pára-me lá com duas coisas: a) insta-qualquer coisa. Se pensarmos bem, a Auburn e o Owen passam tão pouco tempo juntos, e de repente já estão obcecados um com o outro. E a piada da coisa é que a Colleen escreve emoção bastante bem, e os momentos de ligação deles são extraordinários, e soam-me na maioria reais. Mas depois começo a pensar no pouco tempo que passaram realmente, e tenho dificuldade em acreditar na coisa.

E b) ai por amor da santa, esta coisa do "destino" que ela gosta tanto de fazer está a ficar velha, e eu até nem li tantos dos seus livros. Um livro em que os personagens se conheceram no passado, e um deles não se dá conta, é giro. Mais que um, começa a ser cliché. Ou a soar não tão imaginativo assim.

Enfim. O verdadeiro drama disto tudo é que a Colleen escreve muito bem, e tem umas ideias fantásticas (adoro a premissa das pinturas, incluídas no livro, e das confissões). Acho que apenas de vez em quando fica demasiado enamorada delas e exagera um pouco. E é com esse género de coisa que eu não vou à bola.

O que é que isto quer dizer? Bem, tenciono continuar a lê-la. Como disse, ela é bastante boa escritora. Apenas vou pegar num livro dela com as expectativas ajustadas. Provavelmente não vou amar (não como o Um Caso Perdido, que era o meu primeiro dela e era novidade para mim), e vou mentalizar-me para o melodrama. Com isso em mente, suspeito que sobreviverei.

Título original: Confess (2015)

Páginas: 256

Editora: Topseller (grupo 20|20)

Tradução: Diogo Montenegro

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Este mês em leituras: Agosto 2016

Agosto! Mês de férias por excelência... Sinto-me totalmente relaxada. (Maybe not. Veremos.)

Livros lidos


Opiniões no blogue

  • Os 100 - Regresso a Casa, Kass Morgan
  • Curtas BD: Esquadrão da Luz, Peter J. Tomasi, Peter Snejberg, Bjarne Hansen; Eu Mato Gigantes, Joe Kelly, J.M. Ken Niimura; Umbrella Academy - Suíte do Apocalipse, Gerard Way, Gabriel Bá; Sorri, Raina Telgemeier;
  • The Rose Society, Marie Lu;
  • The New Guy (And Other Senior Distractions), Amy Spalding;
  • If I Was Your Girl, Meredith Russo;
  • Curtas BD: Lumberjanes vol. 2: Friendship to the Max, Noelle Stevenson, Grace Ellis, Shannon Watters, Brooke Allen; Bitch Planet, vol. 1: Extraordinary Machine, Kelly Sue DeConnick, Valentine De Landro; ODY-C vol. 1: Off to Far Ithicaa, Matt Fraction, Christian Ward;
  • Lock & Mori, Heather W. Petty;
  • Meg Cabot: Abandon, Underworld.

Os livros que marcaram o mês

  • The Rose Society, Marie Lu - a este ponto, acho que só a Marie para me fazer torcer por alguém que faz coisas tão, tão erradas como a Adelina... mas eu quero mesmo que a pobre da miúda encontre o caminho, raios... o último livro vai sair em Outubro e eu tenho medo, muito medo;
  • Lock & Mori, Heather W. Petty - às vezes um livro vem-nos parar às mãos, e nem parece ter nada de especial, mas ficamos vidrados... é a melhor sensação, e fiquei mesmo fã dos personagens, my precious babies, só me apetece proteger estes miúdos do mundo;
  • Confesso, Colleen Hoover - este destaque não é por o livro se destacar em si nas minhas leituras, nada disso; foi melhor que os últimos dois que li dela, mas nada extraordinário; não, o destaque é porque já percebi porque é que a Colleen não me consome como outras autoras como ela o poderiam fazer ao ler os seus livros... falarei mais sobre isso na opinião do livro.

Outras coisas no blogue


Aquisições

E foi o que entrou para as minhas estantes este mês. Os dois livros da Meg Cabot para o meu desafio pessoal da autora. O Confesso comprei com um vale do cartão Fnac. O seguinte mandei vir pelo Círculo de Leitores, por interesse profissional. E continuei as duas colecções de BD que estou a fazer, a Graphic Novels Marvel (2 livros), e a Novela Gráfica II (5 livros) [começo a odiar a expressão graphic novel de tanto a repetir... e porque soa tão snobe, raios].

Andava há meses, MESES, a a suspirar para encomendar estas duas coisas criadas pela Cassandra Clare e por uma artista que trabalha com ela e com os personagens dela do mundo dos Shadowhunters, a Cassandra Jean. Pois em Julho, toda eu era "this is THE MONTH". Pois, e chegou em Agosto. Os correios têm estado assim TÃO bem.

(Neste caso, até sim. No caso de todas as minhas outras encomendas que foram encomendadas antes de/por volta de 15 de Julho? O drama. Eh... já me chegaram às mãos encomendas que foram enviadas DEPOIS. Tipo um mês depois. E ainda falta uma de Julho... *facepalm* Este mês foi a prova viva que os CTT decidiram trollar-me à força toda.)

A ler brevemente

Podemos considerar isto a minha wishlist de leitura para o resto do ano? São aqueles livros que simplesmente eu vou à estante e ficam a fazer-me olhinhos, mas depois eu fujo sempre para o outro livro do lado. Pobrezinhos.

Aqueles que eu tenho quase a certeza que vão ser lidos em Setembro: os da Meg Cabot, para já. Vou acabar a trilogia dela que tenho a meio, e ver se ponho as mãos no romance histórico que acabou de sair em Portugal. (Até tenho dinheiro em cartão Continente e tudo para gastar.) Os outros cujo título escrevi na imagem, também estão na minha mente...

... não quero deixar nenhuma destas séries para trás, e até me tenho portado bem quanto a isso. No caso de pelo menos uma é mais necessidade de não deixar para trás. Tipo "se eu não leio isto mal me chegue às mãos, morro, expludo, caio para o lado de excitação e antecipação". (*cof*Empire of Storms*cof*a Sarah vai matar-me do coração*cof*)

Fora isso? Bem, eu devia ler o do Ransom Riggs. O filme deve estar aí a sair. E o Illuminae. Vai sair o segundo em Outubro e eu ainda não sei como não li. (Como sempre, a culpa é das expectativas. Coisinhas assustadoras.) O resto, fica para o ano todo. É uma maneira de me recordar deles cada vez que for à estante à procura de algo para ler.