domingo, 28 de fevereiro de 2016

The Proposal + Remembrance, Meg Cabot


Páginas: 144 / 400

Editora: HarperCollins (Avon Impulse / William Morrow)

Ahhhh, finalmente!

Descobrir que a Meg Cabot ia publicar mais um livro em duas das suas séries mais populares, e das minhas favoritas, foi a melhor notícia que recebi há dois anos. É claro que esse anúncio tinha de ser acompanhado, uns meses mais tarde, pelo anúncio que este livro tinha sido adiado para agora, enquanto que o novo volume do Diário da Princesa se manteve no calendário esperado. Que frustrante. Desculpa Mia, és fantástica, mas eu também estava com saudades da Suze.

Portanto, foi uma felicidade ter estes livros na mão. Estava mesmo a morrer de saudades e de vontade de voltar a passar uns bons momentos com estes personagens. É claro que há sempre o receio de que não se dê faísca, que a magia tenha passado...

... e aqui, o receio foi janela fora mal comecei a ler. A autora conseguiu recapturar a voz da Suze, a sua atitudezinha tramada, os enredos loucos dos fantasmas, e a total adorabilidade do Jesse. Já agora, não podemos ter mais? Pleeeeeaaaase?

The Proposal tem, como o nome indica, uma proposta muito, hmm, interessante; é uma novela, uma história mais curta que apresenta este aspecto da vida da Suze e do Jesse, mas que não é essencial. Remembrance é mais longo, o livro prometido, que coloca o casal a dar este passo seguinte na sua vida, enquanto um antigo conhecido volta para atormentar as suas vidas...

Entre os dois livros, somos reintroduzidos ao mundo da Suze Simon. A mãe e o padrasto Andy já não vivem na mesma casa, e o programa de televisão dele tornou-se um sucesso. O Jake tornou-se um empreendedor, o Brad é um pai de família (o que é adorável, já agora), e o David entrou em Harvard precocemente. A Suze está a estudar psicologia, e o Jesse a tirar o internato num hospital.

É uma das coisas que mais gostei de ler nestes livros. A vida dos personagens não parou, evoluiu e mudou, e nota-se. Adorei descobrir todos os pormenores, ver como as coisas tinham mudado. Além disso, o isto poder ser uma história adulta, com conteúdo adulto, é bastante divertido. O Jesse é um homem do século XIX, e por isso prefere esperar até ao casamento - o que torna a situação mais engraçada porque a Suze passa o tempo a fazer de tentadora, a ver se lhe dá a volta. Gosto da inversão de papéis deles.

Gostei de ver o Brad como pai, porque nunca esperei que ele se desse tão bem. Gostei de conhecer as filhas dele, as trigémeas, que são as miúdas mais traquinas e adoráveis de sempre. Até gostei de rever o Paul, que não consegue deixar de fazer o papel de vilãozinho de segunda. Oh pah, a Suze no fim até lhe dá a volta à grande! Mal consigo acreditar que ele caiu que nem um patinho. Mas ao mesmo tempo, compreendo. O Paul acredita em tudo nesta área porque a falta de ligação emocional deixa-o vulnerável.

Fez-me foi um bocado de comichão ver a Suze cair tão facilmente no jogo dele. Acho que ela acreditou demasiado na ameaça dele, e começou a ver coisas onde elas não estavam. É claro que o Jesse não é nenhum santo, e tudo o que ele passou deixa a sua marca, mas Suze, a sério? Enfim, a verdade é que ela às vezes não pensa bem nas coisas. De qualquer modo, preferia mesmo que ela tivesse confiado no Jesse quanto às suas dúvidas, para a relação que eles têm o silêncio não faz sentido.

Os casos fantasmagóricos são bem ao estilo da série, com reviravoltas, e fantasmas doidos à procura de vingança. O primeiro caso foi interessante por causa de quem é o culpado, e pelos seus motivos; o segundo caso é interessante pela história associada às duas vítimas, a tragédia de toda a situação - e também pela forma como termina. A actuação da Suze foi fantástica. Tanto com o culpado, como mais tarde, com o Jesse e o Paul. (Os dois juntos na mesma cena... brutal!)

Ah, enfim, já estou aqui a roer-me para ler mais qualquer coisas nesta série. O fim foi fofinho, e foi tão bom ver tanta gente da série junta, rever os personagens antes de terminar; e adorei saber que deixo todos num bom lugar (menos o Paul, e até tenho pena que ele nunca tenha tido oportunidade para se resolver e ultrapassar a sua queda por maldades). Bem, até sempre? :)

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