sábado, 5 de maio de 2012

Banzai 0, 1, 2

A Banzai é uma revista portuguesa de banda desenhada de estilo manga que conta presentemente com três números. O primeiro, o número 0, está no formato A4 e tem menos páginas que os dois números seguintes, os números 1 e 2, que adoptam o formato A5. Achei uma opção curiosa o número 0 ter um tamanho maior, coisa pouco usual neste género de BD, até porque assim permite uma maior observação das imagens.

As duas histórias que aparecem no número 0 são serializadas e continuam no números 1 e 2. The Mighty Gang, de Joana Rosa Fernandes, é uma história de três jovens com estranhos poderes que se encontram por acaso em viagem. A premissa em si é um pouco irreal, e a história está a levar um bocadinho para "arrancar", mas está engraçada e gostei do desenho, usa muitas técnicas típicas de manga; não gosto é muito do traço dos personagens Joana e André, porque me faz confundir os dois. Por outro lado, Kuroneko, de Cristina Dias, é uma história no género de tiras, com um gato e uma ovelha que passam o tempo a fazer partidas um ao outro. Gostei muito desta história, tenho um fraquinho por tiras e pelo estilo de contar histórias destas.

As histórias que aparecem nos números seguintes são one-shots, histórias isoladas que começam e acabam nesse número. No número 1 consta Pandora's Song, de Rita Marques, Inês Pott e Manuela Cardoso, cuja história achei muito interessante e o estilo de desenhar, apesar de mais simples, agradou-me; também temos um artigo sobre Aprender Manga, por Natália Batista, dedicado a desenhar cabeças - é simples, mas dá para perceber bem as bases; e na última página temos ainda uma ilustração, Showcase, de Marta Patalão, com uma personagem com a mesma pose a ser "vestida" com várias roupagens - não é muito perceptível se esta ainda faz parte do Aprender Manga, mas imagino que não e que seja apenas uma ilustração para encher páginas que sobravam; gostei bastante de observar os detalhes das roupas, que pareciam cair bem na personagem.

No número 2 consta Miau Miau, de Natália Batista, do qual adorei a premissa da história e gostei imenso de como foram retratados os "gatos", e apreciei o traço do desenho e algumas técnicas usadas; 7 Pecados, de Marta Patalão, que honestamente achei um bocado confuso em termos de história, e além disso falha em nos apresentar numa prancha individual apenas 6 dos 7 pecados (faltou a Ira/Raiva, que me tenha dado conta); Banzai @ Curto Circuito, de Joana Rosa Fernandes, Cristina Dias e Manuela Cardoso, que foi feito durante o programa de televisão homónimo, quando as autoras da revista foram ao mesmo (que ideia tão gira!); Zphyr, de Manuela Cardoso, uma prancha que introduz uma personagem da história anterior; e novamente o artigo Aprender Manga, de Natália Batista, desta vez dedicado ao corpo.

Gostei de ler a revista, e certamente é refrescante ver um projecto destes em português. Fico curiosa para espreitar a próxima.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Unlocked, Courtney Milan


Opinião: Tal como com a novela anterior que li, fiquei agradavelmente surpreendida com esta história, que se desenvolve dum mudo bem satisfatório sem eu sentir que lhe faltavam partes. Mais, a história tinha uma profundidade inesperada que me pôs a pensar, isto numa história mais curta do que aquilo a que estou habituada a ler.

Lady Elaine Warren é uma mulher que na sua primeira "época" (season) atraiu a atenção indesejada de um grupo de jovens seus pares, no centro deles Evan Carlton, o Conde de Westfeld. Foi ele que criou a sua alcunha horrível, "Lady Equine", e liderou o grupo de rufias nesse Verão contra a pobre rapariga. Envergonhado pelo seu comportamento, esteve fora do país 10 anos. Mas Elaine continua a ser "torturada" pelos seus pares, incluindo a prima de Evan, Diana.
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Como disse, achei o livro mais profundo do que esperava. O bullying contra Elaine é bem real e a suas reacções também. Quase odiei a Diana por persistir em torturar a Elaine 10 anos depois, num comportamento tão malvado e infantil. Mas nada é mais complexo do que o comportamento humano, e quando eu pensava que não era possível redimir o Evan de tanto sofrimento causado à Elaine, apesar do seu arrependimento, a autora consegue dar a volta e mostrar-nos que a Elaine tem de se tornar segura de si mesma, e capaz de confiar nos outros.

Que belo livrinho! Ainda gostava de ler mais alguma coisa desta autora, para perceber melhor como é que ela escreve e como os seus livros, mas foi uma óptima surpresa.

Páginas: e-book; aproximadamente 80-100 páginas

Editora: auto-publicação

quinta-feira, 3 de maio de 2012

The Strange Case of Finley Jayne, Kady Cross

This book is for the Steampunk Reading Challenge, hosted by Dark Faerie Tales.


Review: This was a welcome surprise. I'm always wary of short stories and novellas, because they can often fall short of a satisfying tale. But The Strange Case of Finley Jayne was quite interesting, presenting interesting characters and worldbuilding, while being able to stand on its own feet without being necessary to read the main series.

Finley Jayne is an apparently normal working girl. Except she has some unusual, unhuman powers, and a temper that seems like she has another personality altogether. She was just fired from a job, but she quickly finds another with Lady Morton: she is to be her daughter Phoebe's companion. Finley soon gets entangled in a mistery that envolves Phoebe's fiancé, and gets to explore her abilities.

I liked Finley, she's a smart, sassy girl who I would like to read more about. Lady Morton and Phoebe were quite amusing as the damsels in distress, although their distress was a bit too convenient. The way things progressed were a bit obvious, but I enjoyed to read about this world nonetheless and I am curious about the main series.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Puzzle Picture #10

O Picture Puzzle é um jogo de imagens, que funciona como um meme e é postado todas as semanas à quarta-feira. Aproveito para vos convidar a juntar à diversão, tanto a tentar adivinhar como a fazer um post com puzzles da vossa autoria. Deixem as vossas hipóteses nos comentários, e se quiserem experimentar mais alguns puzzles, consultem a rubrica nos seguintes blogues: Cuidado com o Dálmata; Chaise Longue.

Como funciona?
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens que representem as palavras do título (geralmente uma imagem por palavra, ignorando partículas como ‘o/a’, ‘os/as’, ‘de’, ‘por’, ‘em’, etc.);
  • Fazer um post e convidar o pessoal a tentar adivinhar de que livro se trata;
  • Podem ser fornecidas pistas se estiver a ser muito difícil de acertar no título, mas usá-las ou não fica inteiramente ao critério do autor do puzzle;
  • Notem que as imagens não têm de representar as palavras do título no sentido literal.


Puzzle #1
Pista: - título de uma autora portuguesa.


Puzzle #2
Pista: - título policial.

Divirtam-se!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Feira do Livro de Lisboa 2012 (e Aquisições) Partes I e II

Este ano foi uma canseira para conseguir finalmente ir à Feira do Livro! Com os meus horários mais preenchidos, só podia ir em determinados momentos, e claro que nesses momentos punha-se a chover com a força toda. Enfim, acabei por não poder ir quando gostava de ter ido a alguns eventos e encontros. O mais engraçado é que já no ano passado me queixei da chuva, o que só prova que a minha constante queixa de fazerem a Feira nesta altura do ano tem fundamento. Mas no fim de semana lá consegui ir com a minha irmã, e até almoçámos na Feira, uma coisa que não tínhamos experimentado antes. Dá a sensação que este ano há mais barraquinhas com comida do que antes, e bastante variadas.

As barracas estão na mesma, sempre chatinhas para pessoas baixas como eu, é difícil ver os livros numa das prateleiras laterais, até mesmo com a ajuda do degrau que colocam ali. E paradoxalmente sei que vou ter saudades das barracas quando finalmente as trocarem. Algumas coisas que reparei, e que assumo que são consequência da crise: há muitas mais barracas com alfarrabistas, muitas pequenas editoras juntaram-se ou são representadas por outras, e a tenda dos pequenos editores está bem mais "vazia" de livros que o ano passado.

Como mencionei, no fim de semana finalmente consegui ir passear à Feira. É uma das melhores alturas para lá ir, ao fim da manhã. Ainda não há muita gente na Feira, pode-se passear à vontade e ver os livros. E almoçámos lá, os bancos e lugares para sentar até não são muito abundantes, mas pudemos aproveitar as cadeiras numa das praças... o cachorro quente soube tão bem, e o gelado ainda melhor!

Quanto às compras do dia:


Os primeiros quatro livros foram comprados no pavilhão da Saída de Emergência, na banca dos livros usados e descatalogados a 5€. São livros que, por uma razão ou outra, já me suscitaram nalgum momento interesse, e aproveitei para os trazer para casa. Creio que não é a última vez que lá vou.

Os outros quatro foram um roubo, praticamente. Na banca da Vogais têm em promoção todos os livros do Scott Westerfeld, as trilogias Midnighters e Leviatã num "pague 2 leve 3" e a tetralogia Uglies num "leve 2 pague 1". Em conjunção com o desconto de Feira, trouxe a tetralogia para casa por uns 27€. Sou capaz de ter caído para o lado! Aproveitem, se estiverem curiosos(as) com o autor.

Ontem lá voltei com a minha irmã para a Hora H. Como era véspera de feriado, ocorreu entre as 23h e as 24h (nos outros dias é às 22h-23h). Penso que tanto antes como durante a hora da promoção vi mais gente do que o ano passado, parece que é um bom evento para dinamizar a Feira à noite e que as pessoas estão mais atentas às promoções. A minha irmã quis comprar Os Jogos da Fome para uma amiga e estava uma multidão na Presença na zona do livro... pelo que ela disse, havia muita gente a tentar pagar coisas com cartão e poucos Multibancos.

Ora as minhas compras na Hora H foram:


Os primeiros cinco da pilha foram na Leya. Que, já agora, estava a abusar um bocadinho no som do concerto que estava a animar o espaço ontem à noite antes da Hora H. Quase que se ouvia do outro lado da Feira, e quando lá cheguei praticamente nem me conseguia ouvir a pensar. Mas estava cheia de gente, o que se manteve na Hora H. Engraçado, as filas na zona acima do balcão de pagamento estavam enormes, mas as filas abaixo estavam bem mais curtas. Não sei porquê, as pessoas juntavam-se mais lá em cima.

Comprei os mangas porque estava com vontade de experimentar o que a Asa anda a publicar... teria comprado mais, pelo menos o 2º do Dragon Ball, que ainda foi publicado em Outubro de 2010 (ou seja, já passaram 18 meses de certeza) - mas pelos vistos na Leya consideram a data limite algures no meio de Outubro, o que excluía este livro. É pateta, mas não é que eu possa fazer nada... O da Diana Gabaldon aproveitei porque já tem mais de 18 meses, e creio que nunca o compraria fora da promoção.

Desta vez a Tinta-da-China também adere à promoção, e passei por lá para ver se incluiam o As Aventuras de Dog Mendonça e PizzaBoy - 1º volume. Como isso acontecia, trouxe-o para casa, tem levado muito elogios, e encaixava na minha resolução de usar a Feira para comprar mais BD.

O Ghostgirl e o Rubi - O Amor Atravessa Todos os Tempos comprei na Bertrand/Porto Editora, um a 70% (sim, o Ghostgirl estava a esse preço) e o outro a 50% de desconto. Ainda procurei por mais coisas que me interessassem, mas como já comprei a saga Sevenwaters em inglês... eu bem disse o ano passado que tinham perdido uma venda.

Achei piada, quando estava a ser atendida, ao cliente anterior. Só depois de ter pago os livros e a rapariga me ter começado a atender é que reparou na promoção que esta editora está a fazer, com um desconto de 5€ em compras superiores a 30€, fora da Hora H. O senhor dizia "mas os livros que eu comprei não são da Hora H", e a rapariga respondia-lhe que durante a Hora H a promoção não estava em vigor. Moral da história: estar sempre atento às promoções, especialmente antes de pagar!

Os livros da Anne Rice são fruto de outra resolução, que era usar a Hora H para comprar mais livros da escritora. Com os preços que a editora pratica, não pode ser de outra maneira.

Com isto, eu e a minha irmã demos a noite por terminada e caminhámos para a paragem do autocarro - ainda bem que àquela hora ainda há autocarros para a minha zona... uma coisa que acho engraçada é que ainda há muita gente a usá-los, nunca pensei que houvesse tanta gente a precisar de transportes à noite.

Em jeito de P.S., deixo aqui umas fotos de dois catálogos muito giros que recebi durante as minhas visitas à Feira. O da Gradiva, que tem uma capa bem engraçada, e o da Tinta-da-China, que é simplesmente fantástico e que mostra bem o grafismo original típico da editora.