Opinião: Peter Jackson, estás tramado comigo. Ter lido o livro em cima de ir ver a primeira parte da tua adaptação vai-me fazer sobre-analisar todas as coisinhas que me aparecerem à frente. Estou tão curiosa para ver por que raios é que decidiram fazer três filmes, o que adicionaram à história, e exactamente como é vão dividi-la. (Tenho uma ideia, pelo que sei deste filme e pelo título do segundo.)
É tão injusto as pessoas julgarem O Hobbit por não ser aquilo que O Senhor dos Anéis é, porque na minha opinião é esse o seu encanto. É uma história mais juvenil, que segue uma estrutura típica de contos de fadas e aventuras épicas, e por isso um bicho diferente de O Senhor dos Anéis. É perfeita para ir lendo aos bocadinhos, noite após noite, e foi isso que me aconteceu, e a razão porque levei tanto tempo a lê-lo. Lia um bocadinho à noite, acabava o capítulo de manhã e ficava satisfeita.
A parte melhor desta narrativa foi descobrir o Bilbo Baggins, a cujos feitos se alude na trilogia, mas só aqui dá para perceber aquilo que ele fez e viu. Basicamente o Bilbo é que faz tudo... 13 anões e passam a vida a ser salvos por um hobbit. A noção é tão divertida e fiquei com um respeito renovado pelo pequeno hobbit, pela sua inteligência e engenho e pela sua integridade. O modo como tenta resolver o impasse com os anões é tão desenrascado. E fica inconsciente na melhor parte, a da batalha!
Conhecemos neste livro muitas lugares, personagens e raças fantásticas novas, mas também é possível vislumbrar alguns bocadinhos de coisas já conhecidas ou mencionadas na trilogia, o que me deu um monte de saudades da mitologia da Terra Média. O Tolkien criou um mundo. Não apenas uma saga, mas um mundo completo e fabuloso, o que me fascina.
Ainda sobre a adaptação, estou curiosa para ver como os anões são retratados. Têm um feitio difícil, chegam a ser bastante forretas e mesquinhos, especialmente no assunto do tesouro, e passam a vida a ser salvos pelo Bilbo. (Características que duvido que fiquem bem em filme.) E ainda estou para ver como é que o Richard Armitage vai ser um Thorin credível. O homem tem demasiada presença para o velhote resmungão que é o Thorin. Os outros anões... bem, vou tentar não confundi-los, lol. Ter actores de carne e osso a representá-los vai definitivamente ajudar a desemaranhar os personagens na minha cabeça.
Título original: The Hobbit (1937)
Páginas: 260
Editora: Europa-América
Tradução: Fernanda Pinto Rodrigues












