sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Entice, Jessica Shirvington


Opinião: Estou a gostar muito, muito desta série. A autora tem uma escrita que me agrada, cria um mundo fascinante, e as suas personagens são complexas. Consegue criar uma história que me cativa e lança numa montanha-russa de emoções. Tortura-me com o romance. E até com o final da história.

Neste volume, Violet e os outros Grigori têm como objectivo recuperar um documento antiquíssimo, o qual também é procurado pelos Exiles. Só que sendo o livro escrito pela autora que é, as coisas não são tão simples assim e a narrativa está apimentada com imensos detalhes que à partida podem não parecer nada ter a ver com o objectivo final, mas contribuem em muito para enriquecer a história.

Gostei muito dos personagens novos. A Nyla e o Rudyard serviram mais para provar um ponto (já lá chego), mas o grupo de amigos que se juntou em torno da Violet é bem divertido - a Zoe e o Salvatore, parceiros perdidos na tradução; a Steph, que mesmo sendo apenas humana conseguiu integrar-se no grupo, muito por culpa da Violet, que fez por mantê-la na sua nova vida paranormal, em vez de escondê-la dela (como em todos os outros livros, o que só me faz adorar mais este pormenor); e o Spence, que conseguiu ser um personagem sólido e divertido (e sem precisar de se aproximar do terreno romântico, graças aos céus) e um óptimo partner-in-crime da Violet.

O Onyx, vilão no livro anterior, mudou um bocadinho de estado, e gostei da sua evolução. A Magda fez tudo por me irritar, dando razão à atitude que exuda durante este livro. O Phoenix também. Depois da sua personagem ter tido algumas nuances interessantes no primeiro livro, neste reverte mais para o papel de vilão, e isso desapontou-me um bocadinho.

Ver a Violet e o Lincoln é uma tortura, no bom sentido. No primeiro livro estava com receio de torcer por eles, por causa dos eventos nesse livro, mas aqui vibrei quando cada um ultrapassou as suas barreiras pessoais para poderem ficar juntos. Achei que a Violet teve ali um momento brilhante, a salvá-lo de si próprio, e o Lincoln também brilha quando se deixa sonhar. Maaasss... é claro que a Jessica Shirvington havia de me partir o coração com o final do livro e separá-los.

Este é um daqueles casos em que dou por mim a considerar-me uma sortuda, pois ao contrário da regra só tenho de esperar aí uns 6 meses para ler o próximo livro. E que longos vão esses 6 meses ser.

Páginas: 464

Editora: Sourcebooks Fire

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