quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Meg Cabot: Missing You, Royal Crush


Páginas: 288 / 320

Editora: HarperTempest (HarperCollins) / Feiwel & Friends (MacMillan)

Missing You é a sequela final a esta série (1-800-Where-R-You). Pelo que posso ver das datas de publicação (quatro anos de intervalo do livro anterior), imagino que tenha sido publicado por obra do amor dos fãs por esta série; se tivesse de adivinhar, a editora provavelmente contratou a Meg para quatro livros, mas o quarto ficou tão em aberto que as pessoas passaram anos a queixar-se à editora, e eles finalmente cederam e pediram-lhe para escrever um quinto. O poder do fandom funcionava, mesmo quando as redes sociais eram embrionárias ou não-existentes, e fandom nem sequer existia como conceito.

O que resulta num paradigma curioso: há um salto temporal também para os personagens, e a Meg tenta actualizar-nos acerca do que decorreu nesse tempo - o que inevitavelmente vai resultar num tell/info dump, dos quais não sou fã, mas considero-os aceitáveis neste caso, suponho.

A verdade é que certas coisas podiam ter sido melhor abordadas e expandidas (a exposição do enredo, as motivações dos personagens, a rápida evolução de coisas que mereciam mais tempo), mas vi um comentário algures que a Meg tinha planos para 8 livros, por isso... suponho que ela estava a tentar condensar o máximo que podia neste, ao mesmo tempo que tentava agradar os fãs. Tenho pena, mas também não consigo ficar zangada.

A premissa deste livro é que a Jessica esteve fora, a usar os seus poderes no terreno, na "guerra contra o terror". E isso deixou uma marca nela: ao fim de algum tempo, começou a ter pesadelos e a ser incapaz de usar os seus poderes. Voltou a casa, as coisas não correram bem com o Rob, foi viver para Nova Iorque e começou a estudar música, a sua paixão. E agora, passado um ano, parece finalmente estar a recuperar. Entra em cena o Rob, que lhe aparece em casa à procura de ajuda para alguém da sua família. E apesar de relutante, a Jessica não resiste a ver se pode ajudar e recuperar as suas capacidades.

Apesar de ser um pouco mais pesado, achei que este volume continua com o sentido de humor Cabotiano, e consegue ser suficientemente satisfatório na evolução da Jessica durante a narrativa. A Jess aprendeu novas formas de resolução de conflitos, e adorei como resolveu as coisas com o vilão, muito inspirada.

Gostei, entre outros, de ver o Doug tão bem na vida, e envolvido nos problemas da cidades; e de ver a relação gira que a Jessica tem com o pai, em que lhe pode contar tudo que o senhor não se assusta nada. Oh, e de ver que o Rob fez tanta coisa com a sua vida e não ficou à espera da Jess, a amuar num canto. Também feliz por poder ver um final feliz para os personagens, e um final mais fechado. Julgo que a Jess e o Rob podem ter avançado um pouco demasiado depressa, mas como gosto de finais felizes...

Royal Crush é o terceiro livro focado na Olivia, a pequena meia-irmã da Mia que acabou de descobrir que é uma princesa. Como a Mia, a Olivia gosta muito de escrever (e desenhar) no seu diário; neste volume, está quase a fazer 13 anos, e vão dar um baile em sua honra em Genovia.

De caminho, a Olivia está felicíssima por ir ser uma tia: a Mia está grávida de gémeos, e prestes a dar à luz. É algo divertido de seguir pelo drama que se gera nos media à volta do assunto: toda a gente aposta no sexo das crianças, e nos seus nomes, e é a loucura para tentar descobrir esta informação ou tirar-lhes fotos.

Entretanto, a Olivia está a lidar com o facto de ter desenvolvido uma paixoneta pelo Príncipe Khalil; e com o facto da escola, a Royal Genovian Academy, ir competir com outras escolas reais europeias nuns jogos de Inverno, o que deixou os alunos completamente animados. (Ou parvinhos, como a prima Lady Luisa; e consideremos o Príncipe Gunther que é totalmente sem-noção; ou a amiga Nishi, que quer que a Olivia tire umas fotos ao Khalil e as envie.)

Gosto muito desta série porque acho que a Meg apanha bem a voz Middle Grade da Olivia; e adoro a Olivia, que é uma menina humilde, divertida, interessada e preocupada. Divirto-me a segui-la. Aprecio também poder seguir o pessoal da série Diários da Princesa, ver o que andam a fazer, desde a Mia e o Michael, até ao Lars, o segurança pessoal dela. Oh, e a Grandmère! Que neste livro faz de chaperone na visita aos jogos e Inverno e é engraçada de seguir.

Destaque ainda para como a chegada dos bebés deixa tudo babado; e gosto tanto do conceito da Meg ter várias escolas europeias de elite a ensinar realeza e nobreza - ela inventa uma série de principados e pequenos países pela Europa e pelo mundo fora, e é tão engraçado.

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