quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Uma imagem vale mil palavras: Desperate Romantics (2009)

Baseada livremente no livro de Franny Moyle Desperate Romantics, a série segue a Irmandade Pré-Rafaelita nas suas explorações artísticas... e não só. A série vê-se quase como uma espécie de novela, porque muitas das explorações destes artistas envolviam avaliar em todos os sentidos a beleza das suas modelos.

Adorei o sentido de humor com que os escritores mostraram parte da vida dos iniciadores deste movimento artístico. Pode não ser completamente fiel, e condensa num par de anos o que aconteceu numa década, mas a série pinta uns personagens muito interessantes. O Rosetti, por exemplo, é o perseguidor de rabos de saia incorrigível. O Hunt, aquele que se debate entre a pintura e a tentação. O Millais, o menino bonito com a vida fácil. O Fred, o rapaz demasiado simpático que nunca tem sorte. Lizzie, a modelo que se torna artista da Irmandade e viciada em láudano.

A fotografia/cinematografia da série é fantástica. As cores da série lembram-me um quadro Pré-Rafaelita e são lindíssimas. Adorei os trechos sonoros, achei-os bem colocados e davam um tom divertido à série. E vibrava quando passavam o genérico. (Ajuda visual em baixo. Que acham?)


Fiquei muito curiosa em conhecer melhor a vida e a arte destes artistas, e tenciono espreitar o livro homónimo quando puder.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Picture Puzzle #1

Ora bem, também eu decidi juntar-me à diversão! O Picture Puzzle é um jogo de imagens, e começou com um post da jen7waters no Cuidado com o Dálmata que evoluiu para uma espécie de meme.

Como funciona?
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens que representem as palavras do título (geralmente uma imagem por palavra, ignorando partículas como ‘o/a’, ‘os/as’, ‘de’, ‘por’, ‘em’, etc.);
  • Fazer um post e convidar o pessoal a tentar adivinhar de que livro se trata;
  • Podem ser fornecidas pistas se estiver a ser muito difícil de acertar no título, mas usá-las ou não fica inteiramente ao critério do autor do puzzle;
  • Notem que as imagens não têm de representar as palavras do título no sentido literal. 

Aproveito já para vos desafiar a juntar à diversão, tanto a tentar adivinhar como a fazer um post com puzzles da vossa autoria.

Puzzle #1
Pista: li o livro o ano passado.

Puzzle #2
Pista: bem, é um livro muito conhecido. Acho que não é preciso pistas.

Deixem as vossas hipóteses nos comentários, e se quiserem experimentar mais alguns puzzles, consultem a rubrica no Cuidado com o Dálmata, e no Spoilers and Nuts. Divirtam-se!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

My Soul to Save, Rachel Vincent

This book is for the Soul Screamers Reading Challenge, hosted by Fiktshun.


Review: I must say, this sequel does not disappoint. I loved every moment of it, and I'm not sure I'll remember to say everything I wanted to say about it.

In this book, Kaylee is learning new things about her bean sidhe powers, learning how to deal with her now-present father, and dating Nash. One thing I really liked about My Soul to Save is the sense of normalcy between the supernatural nonsense Kaylee has to face. Kaylee is trying to adjust to her role as daughter, now that her father returned, and faces her first punishments; and there are a few steamy moments between Kaylee and Nash, and Kaylee faces her own doubts about letting things go further.

Meanwhile, Kaylee finds out that some teenage stars are selling their souls for fortune and fame, and given what happened in My Soul to Take, she feels responsible. I found so funny the notion of a well known media company, "Dekker Media", ever present in films, series and music, selling their teen stars' souls. Thanks for setting the record straight on that, Rachel!

The plot's pace advances nicely, exploding in an ending I wasn't quite expecting. That is another thing I liked about this book (and the other books by Rachel Vincent I've read as well) - in Kaylee's world, everything has a price, and moral grayness, death and sacrifice may be a big, and very present, part of it.

There were some interesting character developments. Nash continues to be the lovely, adorable, gorgeous boyfriend, and though he doesn't pressure Kaylee, I can see how that may be a problem in the future between them, given Kaylee's doubts. Tod gains some depth in character, and I'm curious to see what happens next with him.

Pages: 384

Publisher: Mira Ink

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Soulless, Gail Carriger

This book is for the Steampunk Reading Challenge, hosted by Dark Faerie Tales. The english part of the review is at the bottom of the post.


Opinião: Confesso, começar este livro foi um pouco difícil. A Gail Carriger tem uma maneira estranha de narrar as coisas que acabava por me empurrar a mim, leitora, para fora da história quando me estava a embrenhar na mesma. Houve mesmo uma falsa partida há umas semanas, em que li umas páginas e deixei de lado porque não estava com a disposição certa.

Felizmente, desta vez lá insisti e adaptei-me ao livro, e em menos de nada estava a adorar este mundo que a Gail criou. Gostei muito do cenário, vitoriano, em que os seres sobrenaturais saíram do armário algures no período correspondente ao Renascimento. Há descobertas científicas mais avançadas, o que justifica a etiqueta steampunk do livro, enquanto se mantêm as morais vitorianas estritas.

Gostei muito do leque de personagens, acho que temos muitos personagens divertidos e bem característicos. Os meus preferidos são, claro, a Alexia (que, coitada, na minha cabeça estava sempre a trocar-lhe o nome por Alicia) e o Lord Maccon. As cenas com eles são tão divertidas, especialmente quando tentam ater-se às morais vitorianas e falham redondamente. Irritei-me com a família dela, que bando de snobes, sempre a classificar as pessoas com base no dinheiro e na beleza (ou o que eles acham que é a beleza, porque andavam sempre a atazanar a Alexia por causa do seu ar latino).

O enredo é a parte mais fraca, é fácil adivinhar quem é (são) o(s) vilão(ões), e ao mesmo tempo a história leva um bom bocado a desenvolver-se nessa direcção. Mas fiquei muito curiosa graças ao fim, e à nova posição da Alexia entre os pares do reino.

Review: I confess, starting this book was a bit hard. Gail Carriger has a strange way of narrating things that would pull me away from the story just when I was getting interested in it. I even tried to start the book a few weeks back, but put it aside because I wasn't in the right mood.

Luckily, I insisted this time and adapted myself to the book and its story, and loved the world created by Gail. I enjoyed the Victorian scenery a lot, in which supernatural beings have left the closet right around Renaissance. There are some advanced scientific exploits that justify the steampunk label, while there are still the strict Victorian morals at play.

I really loved the cast of characters, there are many fun, quirky and individual characters to choose from. Though I'm a fan of Alexia (poor girl, in my head I was always calling her Alicia) and Lord Maccon. Their scenes together are so funny, especially when they try to comply with the strict Victorian rules and fail completely. I was so mad at her family, what a bunch of snobs, always classifying people according to money, status or beauty (or what they think beauty is, because they were always needling Alexia for her Italian looks).

The plot is the weakest link in this - it's easy to guess the villain(s), and at the same time the story takes a while to move in that direction. But the ending left me quite curious, especially about Alexia's new position among the kingdom's best.

Páginas/Pages: 384

Editora/Publisher: Orbit

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Estou tramada... não?

As expectativas são horríveis. Deixam-nos super animados com uma coisa e se por algum acaso essa coisa não corresponde a elas, caímos num poço de desapontamento. É por isso que tento mesmo não as ter, particularmente no que toca a filmes. Quer dizer, os trailers são geralmente feitos para condensar as partes mais excitantes dum filme, por isso acho que dão por vezes uma visão algo distorcida do filme que nos espera.

E que dizer dos filmes baseados em livros? Talvez seja difícil conjugar a nossa visão da história com a do realizador. Talvez não. Na verdade, não tenho muita experiência disso. Das três vezes que um livro ou série de livros de que gostava muito chegou ao cinema, numa era demasiado nova para me preocupar com esses detalhes (estava demasiado excitada por ver o livro adaptado a filme), na outra só li a saga depois de ter visto o primeiro filme, por isso já tinha em mente o visual do filme, e no terceiro caso quando se chegou ao filme eu já não gostava assim tanto dos livros, por isso a minha atitude era na base do "façam o que quiserem, está tudo bem por mim".

Tenho tentado manter essa atitude com a vindoura adaptação de Os Jogos da Fome. É basicamente enterrar a cabeça na areia, mas preferi evitar todo o buzz e críticas dos treinadores de bancada (ahem, os fãs). Acompanho as notícias que saem, mas não ando em cima do acontecimento. Nesta era da internet, a primeira vez que vi o primeiro trailer foi no cinema, muito depois de ter estreado na web.


E pronto, está o caldo entornado. Vi o segundo trailer (vídeo abaixo) e reparei num pormenor aparentemente insignificante, mas que me permitiu esperar que os produtores tenham tido de facto atenção aos pormenores, mesmo os insignificantes. O trailer termina com um assobio ou melodia de quatro tons (o primeiro, em cima, também tem), que pelas descrições da Katniss nos livros tem de ser a melodia da Rue. E eu pensei "se se dão ao trabalho de produzir a melodia e incorporá-la no trailer, talvez isto seja decente".


Grrr, estou a ser tola, ligar a uma coisa tão estranha como esta, mas pareceu-me significativa no momento em que reparei. Até cedi à tentação e mandei vir aqueles companions para o filme - o Illustrated Movie Companion e o Tribute Guide. Folheio os livros, e vejo as imagens e penso "ohhhhh, pretty"... estão batantes interessantes, e têm um monte de imagens novas do filme.

Ok, estou adequadamente expectante. Façam o favor de não me matarem as expectativas com uma patada gigante, senhores produtores do filme.