sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Curiosidades Literárias: Promoções

Enquanto pesquisava ontem pelos livros publicados em português das Brontë, fui parar à página da Europa América, e descobri que estão novamente com uns descontos muito bons, com os livros a estarem até 50% de desconto (se tiverem mais de 18 meses de publicação). É quase como na Hora H da Feira do Livro. E até novidades bastante recentes podem estar a 20% de desconto.

Confesso que gosto de algumas coisas publicadas pela Europa-América, e a sua colecção dos clássicos em capa (mais ou menos) dura é muito gira, mas por vezes os livros têm uns preços um bocado difíceis de engolir. Enfim, assim com estas promoções já se torna mais difícil resistir. Deixo aqui alguns livros que me interessaram:

Irmãs Brontë: Agnes Grey (Anne); A Inquilina de Wildfell Hall (Anne); Os Caminhos do Amor (Shirley) (Charlotte); O Professor (Charlotte)


Anne Rice: O Vampiro Lestat - vol. I e vol. II; A Rainha dos Malditos - vol. I e vol. II; e mais...

Bram Stoker: Drácula - bolso e capa dura

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Entretanto, a Editorial Presença está a fazer a divulgação da 2ª vaga das Marés Vivas no seu site, depois de ter criado um passatempo no Facebook em que se ganhava um livro por convidar 4 amigos e 2 livros por 10 amigos. Confesso que achei este modo de angariação muito exigente, pois 4 amigos por 1 livro, e 10 por 2? São demasiadas pessoas para convidar. Calculei que funcionasse como um esquema em pirâmide, em que as últimas pessoas a entrarem é que se tramam, porque já não têm ninguém para convidar.

Olhando para os números, acho que tinha razão: a campanha divulgava que "180.000 livros tinham dado à costa no Facebook", e segundo a página do passatempo, 127.913 pessoas tinham aderido à campanha, mas apenas 17.145 livros foram oferecidos. Mesmo que toda a gente só tivesse conseguido um livro, ainda assim apenas cerca de 10% dos participantes conseguiram um livro, e só cerca de 10% dos livros em passatempo foram atribuidos. Moral da história? Não há almoços grátis. (E aqui não havia mesmo, que ainda se tinha de pagar os portes.)

A promoção agora continua no site, com os mesmos livros do passatempo. Se se encomendar um livro, fica por 5,90€; se se encomendar dois, ficam por 9,90€. A lista dos livros pode ser consultada aqui.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Jane Eyre, Charlotte Brontë


Opinião: Estou neste momento a resmungar contra o facto de as três irmãs Brontë não terem escrito muitos livros, e também contra o facto de não ser muito fácil encontrar livros delas em português, além do Jane Eyre e d'O Monte dos Vendavais. É que para além destes dois, só li o Agnes Grey, há uns bons anos, e não me lembro de grande coisa.

Gosto da maneira como a Charlotte Brontë concebeu a história e a sua personagem principal. A Jane é uma personagem atípica, por estar numa posição social relativamente desprotegida e mesmo assim defender a sua independência com unhas e dentes. Várias figuras masculinas tentam condicioná-la de alguma forma, mas a Jane resiste sempre, prova do seu carácter firme.

Outro aspecto quase fora do seu tempo, é do casamento, que poucos podiam fazer por amor, mas a nossa Jane consegue fazê-lo. A autora cria uma história bastante feminista e optimista quanto ao papel da mulher e à união entre homem e mulher. (Especialmente se fizermos a comparação com a Emily e os seus Catherine e Heathcliff de O Monte dos Vendavais.)

Como herói, o Mr. Rochester é o arquétipo do, à falta de melhor palavra, bad boy - aquele personagem que é mauzinho/patife/misterioso/excitante mas que nós mulheres, feitas tontinhas, temos a ilusão que podemos mudar. O Mr. Rochester evolui de facto como personagem, mas é devido a um conjunto de factores variados, não só por causa da Jane. Esta não tem a ilusão que pode mudá-lo, aceitando-o e amando-o pelos seus defeitos e virtudes.

Posso dizer que vou juntar à Jane Austen esta autora e este livro como favoritos, e vou procurar pelos outros livros das três irmãs. A Charlotte publicou mais 3 livros, e a Anne publicou só o Agnes Grey, que estou curiosa de reler.

Título original: Jane Eyre (1847)

Páginas: 416

Editora: Book.it

Tradutora: Mafalda Dias

Ora bem, porque eu gosto de ter tudo arrumadinho, aqui fica um apanhado de todos os posts da leitura conjunta:

Este livro foi lido para uma leitura conjunta com a Rita do blog A Magia dos Livros em três partes. O post inicial da leitura, definindo como iria decorrer, está aqui ou aqui.

As minhas opiniões e as da Rita para cada parte:
1ª parte: p7 | Rita
2ª parte: p7 | Rita
3ª parte: p7 | Rita
 
Este é o meu post final, e o post final da Rita está aqui.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Aquisições - Agosto 2011

As minhas aquisições do mês. Ao menos por uma vez li quase tudo o que adquiri... Estou a tentar caminhar lentamente para o equilíbrio da balança leituras-compras.

- A Spy in the House, Y.S. Lee, lido
- Vesper, Jeff Sampson, lido
- Divergent, Veronica Roth, lido
- Bright Young Things, Anna Godbersen, lido


- Mentira Escura, Gena Showalter, lido
- Vampire Knight 4, Matsuri Hino, lido
- Contos: Policiais, Fantásticos, Humorísticos, Arrepiantes, Encantados, Natal, Amores, Aventuras, Dramáticos, Ficção Científica, Comédia Urbana, Apaixonantes, Fantasia, Memórias, colecção Biblioteca de Verão DN/JN

- Querido Inimigo, Jean Webster, lido
- 2ª Oportunidade, James Patterson
Este ganhei via um passatempo na revista Notícias Magazine, que vem com o DN/JN ao sábado, mas tenho que ler antes o 1º da série para poder ler este.

- Arcanum, Thomas Wheeler, a ler
- As Mentiras de Locke Lamora, Scott Lynch
- Exílio, R.A. Salvatore


E agora um pequeno destaque para alguns marcadores recebidos... via passatempo na página do Facebook e no blog do clube de leitura Peace, Love, Teen Fiction.


Estes postais também foram recebidos através do Peace, Love, Teen Fiction... Aparentamente nada têm a ver com livros, mas eu explico: fazem parte da promoção do lançamento do City of Fallen Angels, o 4º livro da série The Mortal Instruments, da Cassandra Clare. Os postais têm no verso mensagens trocadas entre os personagens destes livros - o Alec e o Magnus vão de férias pelo mundo e, em Nova Iorque, a Isabelle perde a cabeça com um casamento... Para lerem o verso dos postais podem ir aqui, é um álbum de fotos na página oficial do Facebook da saga, e que mostra as mensagens. Muito divertidos.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Leitura Conjunta - Jane Eyre, 3ª parte

A minha opinião para a leitura conjunta deste livro, relativa à terceira parte (Capítulos XXVI a XXXVIII). Poderão ler a opinião da Rita no blog A Magia dos Livros.

O primeiro capítulo desta fase de leitura descreve-nos a tentativa de casamento de Jane e do Mr. Rochester. A Jane sente-se nervosa, nem se reconhece ao espelho; e o Mr. Rochester está apressado, quase bruto, até como que arrasta a Jane para a igreja. Mas naquele momento crucial do "falem agora ou calem-se para sempre", o Mr. Mason e um advogado intervêm: o Mr. Rochester já é casado! É mais uma das curiosas coincidências da narrativa: o Mr. Mason descobriu o casamento através do conhecimento que tem com o tio da Jane da Madeira, ao qual ela tinha escrito.

O Mr. Rochester confessa e Bertha, a esposa, é-nos apresentada: está louca, quase selvagem, e violenta. A Bertha pareceu-me quase um estereótipo do louco no século XIX. Tive um pouco pena dela, pois no nosso tempo seria tratada adequadamente e não seria reduzida a um estado quase animalesco.

Após isto, a Jane sabe que tem de se ir embora, mas é tão difícil fazer a coisa certa. Perdoa o Mr. Rochester, provavelmente mais facilmente do que é ao leitor perdoar-lhe por querer dar cabo da vida à nossa Jane. Ainda por cima põe-se a dificultar as coisas à rapariga, não a querendo deixar ir. Por vezes, a sua impetuosidade impede-o de pensar no carácter da Jane e de perceber se ela está confortável com uma situação ou não.

Depois o Mr. Rochester conta o seu lado da história e não é possível deixar de me compadecer com a sua história, especialmente pelo papel terrível que a própria família teve, enganando-o e levando-o a casar. Este capítulo é dos mais interessantes, pois para além da narrativa do Mr. Rochester, temos uma fala dele que nos mostra como vê a Jane. No entanto, a Jane sabe que para se respeitar a si própria e aos seus princípios, tem de sair de Thornfield Hall, ou não conseguirá resistir.

Foge. Mas por força das circustâncias rapidamente se vê desamparada e fraca, a passar fome. Providencialmente, é acolhida na casa dos Rivers, Mary, Diana e St. John (e já agora, que raio de pais é que chamam "S. João" ao filho?). Estes não tinham que a ajudar, mas auxiliam na sua recuperação e tratam-na como um dos seus - dá-se muito bem com as duas irmãs, estudando até com elas, e St. John arranja-lhe um emprego, como professora numa escola para as meninas da aldeia. Por esta altura ocorre outra coincidência, em que os Rivers recebem a notícia da morte de um tio John, que estava zangado com o pai deles, e que deixou 20000 libras a outra sobrinha (que não é outra senão a Jane).

O St. John Rivers tem um feitio... estranho. É muito inteligente, mas calado, meditabundo. Podia chegar longe com as suas capacidades, ainda para mais tendo o interesse de uma jovem, Rosamond Oliver, filha de um homem influente na região. Mas tem um espírito inquieto (à semelhança da Jane) e meteu à força toda na cabeça que há de ganhar o céu e tornar-se missionário na Índia, e nada o demove. Isto é, é casmurro que nem uma mula. É claro que depois de lidar com o Mr. Rochester, lidar com o St. John é canja para a Jane.

Entretanto, mais uma coincidência, o St. John vê o verdadeiro nome da Jane (ela tinha-se apresentado com um apelido falso) num dos papéis de desenho dela e cedo descobre que é a prima herdeira do tio da Madeira e apresenta-lhe a história dela, tal como a descobriu. A Jane devia herdar 20000 libras, mas acha que está mal o tio da Madeira deixar-lhe tudo a ela, e divide com os primos, cabendo 5000 a cada um (o que já é uma quantia considerável, a crer na Mrs. Bennet, que ia tendo uma coisa com as 5000 libras anuais do Mr. Bingley... sorry, história errada).

É aqui que, estando a chegar o tempo de ir para a Índia, o St. John tem uma ideia bastante ridícula: a Jane casar com ele. E é muito insistente no assunto, convicto que a Jane será uma boa esposa de missionário e feita para trabalhar e tal (devia ir com o Mr. Darcy tirar um curso de "Como fazer um pedido de casamento"... e mais um desvio à história errada). É claro que a Jane recusa, e sugere ir apenas como irmã, porque é quase isso para ele.

Mas o senhor Correcto diz que não, que pareceria mal, blah blah blah... (devia estar preocupado com as suas hipóteses de ir para o paraíso) e insiste, e insiste, e insiste, e insiste, e insiste. E a Jane recusa e volta a recusar. E muito bem, por sinal. A Jane sabe que com o feitio do St. John estaria presa, restringida, condenada. E deseja manter a sua independência de espírito e coração. É claro que o St. John não a compreende neste desejo e finalmente amua, tratando-a durante o resto do tempo com uma certa frieza.

Estes capítulos são algo intensos, graças ao feitio casmurro do St. John. Chega a uma altura que a sua insistência quase faz a Jane aceitar, mas mais uma daquelas coincidências estranhas ocorre e à Jane parece-lhe ouvir o Mr. Rochester a chamar por ela. É outra vez aquela ligação quase psíquica que eles têm. E ela parte rapidamente para Thornfield Hall, encontrando a mansão destruída.

Na estalagem da terra mais próxima, descobre o que aconteceu. Thornfield ardeu num incêndio ateado pela Bertha, que morreu. O Mr. Rochester, ao tentar com que toda a gente saisse, foi apanhado por um barrote ou algo do género e ficou cego e sem uma mão. A Jane dirige-se para Ferndean Manor, onde ele agora reside, e compadece-se de ver um espírito tão vivo assim restringido. Mas feliz por o ver, cedo se junta a ele. O reencontro é delicioso, a presença da Jane reaviva-o e até tem ciúmes ao saber do primo dela.

Entendem-se e casam. De certo modo, é um casamento mais acertado por tudo o que passaram. O Mr. Rochester expiou a tentativa de casamento bígama, e a sua vida devassa, com a tragédia em Thornfield. A Jane cresceu e tem algum dinheiro, pondo-a de certo modo em pé de igualdade com o Mr. Rochester, que já não precisa de a encher de vestidos e outros bens materiais. É em todos os modos um casamento de iguais, intelectualmente, emocionalmente, monetariamente, sem manipulações e patronizações, um casamento de harmonia, e felicidade.

O livro termina com uns parágrafos dedicados ao St. John, que viveu e morreu para a sua Missão, sendo um apontamento religoso que mostra como a posição da Jane é diferente neste aspecto. A Jane vive os pequenos prazeres da sua vida mundana sem culpas.

E... c'est fini. Não pensei que fosse levar tanto tempo, mas tinha muita coisa a comentar. Para todos os que ainda estão a ler, karma points! E obrigada por lerem.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Vampire Knight 4, Matsuri Hino


Opinião: Bem, isto será mais uma mini-opinião, porque não tenho muito a dizer...

Gostei da história deste volume, achei que evolui um bom bocado, ao contrário do volume anterior. Leva as personagens a pontos extremos e dá ao leitor algumas cenas e informações importantes. Em termos gráficos, gosto bastante do desenho, parece-me complexo. Gostava de poder ver algumas das imagens que ilustram o início dos capítulos a cores, porque devem ser giríssimas.

Páginas: 196
 
Editora: Panini Comics (Brasil)