domingo, 29 de janeiro de 2017

2016 em retrospectiva...

Sobre 2016... bem, 2016 foi um ano que é bem representado pela demora em me sair este post; tal como já me tinha queixado na retrospectiva de 2015, as semanas mais loucas no trabalho matam-me a vontade de postar. É uma coisa em que tenho trabalhado, gerir as exigências da vida real com este passatempo que tanto aprecio, mas ainda me vai conseguindo trocar as voltas às vezes. Quero dizer, acho que o mês de Janeiro já é um exemplo de como trabalhei para melhorar a coisa, mas como queria dar prioridade às opiniões em atraso, acabei por deixar este post e o dos favoritos para o fim do mês.

De qualquer modo, prefiro a irregularidade em postar do que fazer algo a martelo e sair-me um texto menos bem feito. Adoro rever boas opiniões que fiz no passado e reviver as emoções que o livro me trouxe; e sei que só quando a coisa me sai bem e deixei o que realmente penso no texto é que a opinião merece ficar para a posteridade. São essas que me orgulham e animam; escrevo primariamente para mim, mas isso não é razão para diminuir as minhas expectativas.

Quanto a livros e como li e geri as minhas leituras este ano: bem, para já acho que a parte das compras foi melhor gerida. Reduzi as compras em inglês a séries e autores que já seguia (fazendo uma ou outra excepção, claro), e até em português acho que não adquiri tantos livros; quase tudo foi com dinheiro em cartão Continente, creio eu, salvo a rara excepção. A intenção é continuar para pôr sob controlo a minha gigantesca TBR - a pilha de livros por ler cá em casa.

Parte da razão pela qual também diminuí as aquisições é o ter um (re)encontrado um outro interesse ao longo dos últimos dois anos, para o qual canalizei alguns gastos pessoais. Sempre gostei de esforços tendencialmente artísticos e/ou de artesanato/trabalhos manuais, e tenho imergido nesse mundo. Adoro coisinhas fofas feitas de papel e autocolantes; e o mundo da papelaria, do scrapbooking e das agendas e planners tem-no em abundância para mim.


Por falar em planners... já na retrospectiva de 2015 falava deles, e de como me permitiram expandir o meu diário de leituras para algo que funcionasse para mim. Já raramente aponto os livros que leio (o Goodreads e aqui o blog fazem esse trabalho por mim), e só ocasionalmente tiro notas para as opiniões (confio na minha memória, e aí sei que devia melhorar). Foco-me em destacar os lançamentos nacionais e internacionais, porque é aquilo que me permite gerir as aquisições que vou fazendo. E vou seguindo especificamente algumas autoras no que toca a lançamentos e leituras.

Fora isso, as coisas não relacionadas com a leitura explodiram para outros planners. Já que caí de amores por este mundo, não podia deixar de adquirir alguns para ter as minhas coisas separadas. Não uso todos ao mesmo tempo, mas são úteis para ir trocando conforme me dá a pancada, e o meu amor por coisas bonitas fez-me apaixonar por todos eles. O meu medo de usar coisas em pele morreu; sou cuidadosa o suficiente, e além disso há opções baratas o suficiente no mercado para não morrer de medo de as estragar.

Ah, este mundo é tão vasto, e tem tantos conceitos que poderia explorar... talvez um dia faça um post sobre isso.

Falta-me ir às estatísticas:
  • li 172 livros, exactamente o mesmo que o ano passado, mas não foi de propósito;
  • livro mais longo: Harry Potter e a Ordem da Fénix (756 páginas), seguido de Lady Midnight (720), e Empire of Storms (704), Gemina (672), A Court of Mist and Fury (640), e Illuminae e Harry Potter e os Talismãs da Morte (608)
  • livro mais curto: Os Contos Inéditos de Dog Mendonça e PizzaBoy (48 páginas), seguido de Wolverine: Logan (80), e Kindred Spirits (96);
  • curiosamente, acho que este ano não posso propriamente destacar mudanças sazonais nas minhas leituras, o número de livros que li num e noutro semestre é praticamente o mesmo, e os meses em que li mais não parecem dever-se a nada em especial (li mais nos meses de Outono e Primavera, e menos no Verão, mas não há nada que o justifique);
  • géneros mais lidos: fora a BD, é mesmo contemporâneo e fantasia, (32 livros e 26, respectivamente), em seguimento da tendência mostrada nos anos anteriores;
  • diminuí bastante a leitura de livros que são inícios de séries, o que é bom para contribuir para a minha diminuição da TBR;
  • dei clara preferência a ler livros que comprei durante o ano (também é importante que não fiquem para a TBR), mas portei-me muito melhor a ir buscar livros que tenho adquiridos em anos anteriores (fico muito contente com isso);
  • editoras mais lidas: os culpados óbvios são as editoras de BD de colecções que estava a fazer - Levoir (30 livros) e Salvat (28) -, seguidas duma editora estrangeira, a Harper Collins internacional (15) e do grupo 20|20 (10), da qual faz parte a Topseller, chancela na qual todos os livros que li  se inserem;
  • destaque ainda para Marvel e MacMillan (9 livros cada), G. Floy Studio (8), e Presença e Penguin Random House (7) - as editoras de BD e os grandes grupos internacionais abundam, mas as editoras portuguesas vão publicando coisas que me interessam, e portanto a tendência mostrada no ano anterior mantém-se;
  • autores mais lidos: Meg Cabot (18 livros), por virtude do desafio dela, mais Neil Gaiman (15), por virtude da colecção de BD Sandman;
  • e ainda: uma data de autores de BD, às vezes porque li colecções deles, às vezes porque são tão presentes na indústria que é impossível evitá-los, mas fora esses, Rainbow Rowell (4 livros), devido a reler os livros dela, mais a J.K. Rowling e a Leigh Bardugo e a Cassandra Clare (3 livros);
  • em suma: acho que me dividi por coisas mais variadas, e tive um foco menor mesmo nos favoritos, ainda que não deixem de ser favoritos (tenho especialmente pena de não ter lido mais da Jennifer L. Armentrout, ela teve poucos lançamentos este ano e podia ter aproveitado para ler livros dela que ficaram para trás);
  • quanto ao género dos autores... a tendência é a mesma que anteriormente, na ficção as mulheres dominam quase totalmente as minhas leituras, na BD são os homens, devido a ser um meio ainda muito complicado na aceitação de mulheres no seu seio, o que me entristece deveras.

E aqui fica mais um bocadinho sobre as minhas leituras em 2016, como tem sido habitual fazer nos anos anteriores. Resta-me esperar que 2017 seja um ano igualmente rico em leituras e que daqui a um ano possa estar cá a fazer este post.

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