terça-feira, 11 de junho de 2013

Feira do Livro de Lisboa 2013 (e Aquisições) Parte III

Mais um post sobre a 83ª Feira do Livro de Lisboa, descrevendo mais algumas visitas à feira e observações sobre a mesma.

O mês começou bem, logo com uma visita à Feira no primeiro dia, Sábado. O objectivo era comprar uns livros que um amigo me tinha pedido para ver na Feira. Trouxe-lhe o 1984, de George Orwell (a minha campanha para levar as pessoas a aproveitar o preço reduzido do livro na Feira para adquirir esta obra fantástica lá teve resultado em alguém :D), e os 5º, 6º e 7º livros das Crónicas de Gelo e Fogo, de George R.R. Martin - A Tormenta de Espadas, A Glória dos Traidores e O Festim dos Corvos - que com o 5º de oferta, ficaram a um preço fabuloso. E fico muito animada por ver alguém a ler e a gostar da saga, fui eu que lhe dei um empurrãozinho para ler os livros depois de ver que ele gostava da série da HBO.


O resultado desse dia para mim? Acabei a trazer alguns livros da banca dos 5 euros da mesma editora - o segundo das Brumas de Avalon da Marion Zimmer Bradley, A Rainha Suprema, e o terceiro da Trilogia do Elfo Negro, Refúgio, de R.A. Salvatore. E na banca da Antígona, ao comprar o 1984, ofereceram o Conversas com Albert Cossery, o senhor que me atendeu mencionou que o autor referido no título era uma pessoa interessante de se ler.

E depois de tudo isto, andei pelos alfarrabistas a espreitar os livros e trouxe A Guerra dos Mundos, de H.G. Wells, Visto do Céu, de Alice Sebold, e Herdeiros do Ódio, de Virginia Andrews (também conhecida como V.C. Andrews) - é dos livros mais conhecidos da autora (em inglês, Flowers in the Attic), e estou muito curiosa para ver o que sai daqui... além disso, esta saga é a única que foi (quase) totalmente escrita mesmo pela autora, enquanto que as seguintes foram publicadas com o nome dela, mas escritas por um ghost writer. Devo dizer que ganhei um gosto por estas edições antigas do Círculo de Leitores em capa dura, são bastante jeitosas.

Da vez seguinte que fui à Feira, numa Segunda-feira, fui lá almoçar com a minha mãe, e andámos a passear pelo Parque. Não trouxe nenhum livro, mas foi um dia giro, apesar de estar muito calor. E depois voltei à Feira na Quarta e na Quinta, para aproveitar a Hora H.


Na Quarta-feira tinha em mente aproveitar algumas promoções nas áreas dos grupos editoriais Leya e Porto Editora/Bertrand, e foi com grande surpresa e animação que descobri que O Tempo entre Costuras estava nos livros do dia desta última. Já tinha resmungado para comigo que era muito triste o livro não entrar na Hora H, apesar de ter mais que 18 meses, por isso aproveitei, já que ficava a metade do preço. O Deixa-me Entrar também era livro do dia, e finalmente adquiri o Matadouro Cinco - esse sim, estava na Hora H, com 70% de desconto.

Na Leya, trouxe dois livros na Hora H que me deixavam curiosa, Se Isto é um Homem, de Primo Levi, e Só te Amo até Terça-feira, de Rosa Luna. Por fim, ao passar por uma das outras bancas da Feira, chamou-me a atenção O Baile, por duas razões - por estar com um bom preço, visto ser livro do dia, e por saber que foi recentemente o vencedor em várias categorias dos Prémios Profissionais de Banda Desenhada. Estou curiosa.


No dia seguinte, voltei à Feira assumidamente para espreitar a Hora H, mas aquilo que acabei por trazer nada tinha a ver com a mesma: Poemas, de Alfred Tennyson (tem o poema Crossing the Bar, mencionado na trilogia Matched da Ally Condie ^-^) e Royal Flash, de George MacDonald Fraser, ambos na banca dos 5 euros na Saída de Emergência.

Em jeito de observações e conclusões preliminares sobre a Feira, gostava que algumas editoras apostassem mais em trazer para a Feira o fundo de catálogo, porque creio que seria uma boa hipótese para fazerem umas boas promoções e venderem livros que se calhar estão parados num armazém. E por outro lado, gostava que uma ou outra editora apostassem mais nas promoções, ou pelo menos em divulgar os seus livros do dia. Porque no primeiro caso acaba por não render muito comprar-lhes livros na Feira, e no segundo o leitor nem sabe que promoções têm - e às vezes bastava um livro em promoção para levar o leitor à Feira, e quem sabe levá-lo a comprar mais qualquer coisa.

Outra coisa em que reparei é o caso da Contraponto, chancela da Bertrand, cujos livros estavam a ser vendidos a preços ridículos, baixíssimos mesmo. Dá a sensação que o grupo editorial se está a tentar livrar dos livros. Estarei a ler demasiado nas entrelinhas ao pensar que vão acabar com a chancela? O que é uma pena. A Contraponto tinha uma linha editorial bem interessante, com algumas escolhas fora do comum mas que valia a pena ler. (E sim, sei que me estou a contradizer, mais ou menos, em relação ao parágrafo anterior.)

E além disso, estou a ver que lá vamos ficar com séries penduradas que eram publicadas na chancela - a saga Vampire Academy da Richelle Mead foi abandonada no quarto livro, a saga Fever da Karen Marie Moning ficou no segundo, com uma tentativa de reedição do primeiro para relançar a série... com exemplos destes, não quero ver editores a fazer um choradinho porque os leitores não compram séries. Vocês é que começaram, ao deixar séries a meio e deixar-nos a nós, leitores, pendurados. Arrisquem-se a publicar séries completas e se calhar vêem os leitores a arriscar-se a comprá-las.

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