domingo, 30 de dezembro de 2012

Avaliando os meus objectivos literários de 2012

Tenho uma confissão a fazer: no início do ano, alinhavei uma espécie de resoluções ou objectivos literários. Coisas que, em termos de livros, gostava de fazer. O problema é, por alguma razão no início de Janeiro fui adiando o post, e quando dei por mim já tinham passado dois meses e não fazia sentido publicar o texto. O post ficou nos rascunhos, no entanto, este tempo todo. E agora que o ano termina, achei que seria interessante rever esses objectivos e comentar.

Continuar/terminar séries que estão a meio: como aquelas que comecei com os desafios em que participei em 2011, e muitas outras que já estou a seguir em português ou inglês. Dar algum peso a este objectivo.
Segundo as minhas estimativas, os segundos (e seguintes) livros de séries tiveram um peso de mais de 50% nas minhas leituras. Li 2 ou mais livros de 21 sagas/colecções diferentes, terminei o último livro de 4 outras, e li 1 livro de mais 28 sagas/colecções. Considero-o cumprido. Gostaria de continuar a explorá-lo.

Trabalhar em abater a pilha TBR (To Be Read). Mas trabalhar mesmo. (Vai ser o mais difícil de fazer.) Maneiras de o fazer - bem, o mais óbvio é não comprar mais livros do que posso ler, e comprar pouco.
FAIL. Yup, difícil. Muito difícil. I'm working on it. Falhei em grande neste. Mas pelo menos não aumentei a pilha. Muito.

Começar séries cujos primeiros livros já tenho em casa: como Bitten, da Kelley Armstrong; Guilty Pleasures, da Laurell K. Hamilton; Tithe, da Holly Black; Soulless, da Gail Carriger; ou Graceling, da Kristin Cashore.
...pois. Meio cumprido, acho. É mais 20%, já que só li o Soulless. Shame on me.

Criar desafios pessoais para manter as coisas interessantes: fazer um read-a-thon, mesmo que sozinha, numa altura em que tenha bastante tempo para isso; agrupar os livros por temas ou géneros; ler x livros ou audiolivros ou seja o que for num certo período de tempo.
Ei, participei em 4 read-a-thons, quando finalmente me decidi a isso. Sobre os desafios pessoais, já falei disso aqui.

Explorar autores que já li, e gostava de conhecer melhor: exemplos mais prementes - Rachel Vincent, Karen Marie Moning, Robin McKinley, Laini Taylor.
Foi metade cumprido. Li quase tudo o que havia da Rachel Vincent e da Laini Taylor. Houveram outros autores, não listados aqui, que gostaria de ter explorado e não fiz, e outros que também não estão aqui e dos quais consegui ler mais um pouco.

Explorar certos autores/séries/livros bem conhecidos, daqueles que dá vergonha não ter lido, e também aqueles que me suscitam muita curiosidade - Halfway to the Grave, da Jeaniene Frost; Dresden Files, do Jim Butcher; Shiver, da Maggie Stiefvater; Nightshade, da Andrea Cremer; Pretty Little Liars, da Sara Shepard; Private, da Kate Brian; Gossip Girl, da Cecily von Ziegzar; Nevermore, da Kelly Creagh; Anna and the French Kiss, da Stephanie Perkins. Listas como a Book Blogger Recommendations: The List 2011 (e as mais antigas do blogue Reading with Tequilla) são uma óptima fonte. E, sim, tenho consciência que este objectivo cancela o da TBR. Talvez seja melhor deixá-lo para 2013.
... Só para dar um exemplo. Bem, se é para diminuir a pilha TBR e das séries, não posso explorar muito livros e autores novos. (A não ser que sejam livros que já há cá por casa.) Por isso, ainda bem que não enveredei por este objectivo. E o pior é que esta lista não tem fim. Séries que gostava muito, mesmo muito, de explorar, tenho listadas em duas páginas do meu caderno A5. Bem, para não me sentir completamente mal, li daqui o Anna and the French Kiss, da Stephanie Perkins, e o seguinte dela.

Expandir os meus horizontes: já fiz isto um pouco com o romance histórico e a Julia Quinn, e com todos os livros YA que li desde que comecei o blogue (eu era uma viciada em fantasia antes disso - ainda sou, mas mais moderadmente); gostaria de experimentar outras coisas
Voltei à BD, o que consideraria reexpandir os meus horizontes. E li alguns contemporâneos YA, que creio que também encaixariam nesta descrição.

Ganhar paciência: seja a esperar por encomendas, seja por livros que "nunca mais" são publicados em português, seja por edições em inglês, que geralmente levam um ano a ser publicadas (ou mais, se esperar pelo paperback).
Ah, boa sorte com esta. A paciência não é uma virtude minha. Acabei por desistir de seguir uma ou outra série em português. Com outras séries resignei-me, o que quer dizer que quando o livro sair também não vou a correr comprá-lo, porque a espera me matou uma boa parte da vontade de ler a série. Editoras de Portugal, deviam tratar melhor os vossos leitores. A esperar pelo correio é o mesmo de sempre, fico irrequieta, quando estou à espera duma encomenda vou à caixa de correio todos os dias ver se há novidades. Bem, tenho uma recém-encontrada atitude zen acerca de esperar um ano por um livro. Farto-me de queixar, é verdade, mas é mais da boca para fora. Não me importo de esperar que o autor leve o tempo que precisar, se o resultado final for muito melhor do que cuspir o livro cá para fora a toda a pressa (*cof*A Cidade dos Anjos Caídos*cof*).

Habituar-me a escrever com o Acordo Ortográfico sem precisar de um corrector (corretor) ortográfico nem de um livrinho a acompanhar o que escrevo: independentemente do que ache ou deixe de achar do AO, este vai entrar em vigor, por isso já vai sendo hora de me habituar, já que afecta o que escrevo aqui no blogue.
Ah, boa sorte com esta. Há uma coisa ou outra que me aborrece neste Acordo Ortográfico, e escreva como eu escrever as pessoas vão perceber. (A sério. Consultei um documento oficial sobre uma pessoa de família no outro dia, com 100 anos, e apesar da ortografia percebi tudinho. O que me deu trabalho foi a caligrafia da pessoa que escreveu, não a forma como as palavras estavam escritas. Mas eu às vezes não percebo a minha própria letra.) Fiz realmente um esforço para escrever de acordo com o Acordo para um relatório e uma monografia, porque nas palavras dum professor meu "são documentos oficiais e os documentos oficiais a partir de 2012 devem usar o AO". Mas de resto não há imperativo nenhum para o aplicar.


Dar uma volta às minhas estantes: seja para registar livros no GR, seja para trocar alguns com a minha irmã, seja para dar/vender/trocar.
Dei alguns livros à minha irmã, ofereci alguns, vendi um ou outro. Falta adicionar aqueles que tenho nas prateleiras físicas e que ainda não estão nas prateleiras virtuais do Goodreads.

E pronto. Esta é a razão porque as resoluções de Ano Novo não funcionam comigo. Sou péssima a fazer planos a médio/longo prazo. Agora vou ali para o canto de castigo. xD

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